Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Em um mundo cada vez mais povoado, com menos florestas e habitats intocados, supreende a grande quantidade de novas espécies que os biólogos conseguem identificar a cada ano. Em 2012, mais uma vez as publicações científicas vieram recheadas de descobertas de animais com características únicas. Algumas das espécies identificadas já estão ameaçadas pela ação humana, outras ganharam nomes em homenagem a personalidades. Confira abaixo algumas das novas espécies que foram destaque no ano que passou:
Esta nova espécie de 'macaco 'loiro' é tímido, tem corpo esguio e é herbívoro, segundo cientistas. Ele foi identificado na floresta da República Democrática do Congo e ganhou o nome de Cercopithecus lomamiensis. (Foto: Reprodução/"PLoS One")
Imagem de exemplar macho da espécie 'Eulaema quadragintanovem', abelha cujo nome é uma homenagem à passagem do jogador Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético Mineiro. 'Quadragintanovem' representa o número 49, usado pelo atleta em suas partidas pela equipe mineira. (Foto: Divulgação/André Nemésio)
Legistas iniciaram neste domingo (30) o processo de identificação dos tripulantes que morreram no sábado (29) no acidente de um avião Tupolev que saiu da pista em um aeroporto de Moscou e invadiu uma estrada. As equipes de resgate localizaram no sábado à noite a caixa-preta do Tupolev-204 da companhia Red Wings, que pertence ao magnata Alexander Lebedev. "O avião pousou na área correta, mas por um motivo indeterminado não conseguiu parar na pista", disse Alexander Neradko, diretor da agência federal de transporte aéreo.
Equipes trabalham no local de um acidente aéreo no aeroporto de Vnukovo, em Moscou. Um avião saiu da pista, pegou fogo e se dividiu em três partes, deixando mortos e feridos. (Foto: Alexander Usoltsev/AP)
O pequeno número de vítimas é explicado porque o avião, com capacidade para 240 passageiros, estava praticamente vazio, com apenas os oito membros da tripulação que retornavam para a Rússia após um voo para a República Tcheca. Um vídeo filmado com um telefone celular mostra a queda de um grande fragmento do avião, que atingiu vários carros. O avião partiu em três partes. O acidente provocou o fechamento temporário da estrada que vai de Kiev a Vnukovo, a localidade do aeroporto, o terceiro maior da região de Moscou. Segundo uma fonte dos serviços de segurança, a causa mais provável do acidente é o mau estado da aeronave.
RIO — Buscar formas de compartilhar, trocar, vender produtos ou serviços: essa é a base do chamado consumo colaborativo, listado pela revista americana “Time” entre uma das “Dez ideias que podem mudar o mundo”. A prática, que já é popular nos Estados Unidos, Europa e Austrália, vem ganhando adeptos no Brasil. São iniciativas para organizar caronas, promover o compartilhamento de carros e bicicletas ou a troca de moradias para as férias, bem como os já manjados sites que fazem intermediação da venda de objetos usados, os brechós e as casas de aluguel de roupas. — As cidades, especialmente as europeias, que já têm uma maturidade de planejamento urbano diferente, com o sofrimento advindo da crise tiveram de repensar o consumo. E o sistema colaborativo, além de trazer economia, traz outras vantagens. A dificuldade é o tempo de busca e acesso a acervos para troca, o que vem sendo driblado com aplicativos e sites, como um americano que permite saber o que está disponível para compartilhamento no raio de um quilômetro da sua casa. Quando se alcança escala, pode-se chegar a um modelo de negócios lucrativo, tanto para o empreendedor quanto para o meio ambiente — diz Camila Haddad, uma das mentoras da Cinesi, site voltado ao compartilhamento de conhecimento. Resgate das relações interpessoais Camila já trabalhava com consumo consciente quando decidiu se debruçar sobre o modelo colaborativo em seu mestrado na Universidade de Londres. A confiança, maior entrave ao novo sistema, foi seu objeto de estudo. — Nos centros urbanos, há um isolamento, você não conhece sequer seus vizinhos, como abrir a porta e emprestar o carro? Fui estudar como impulsionar a confiança e observei que, quanto maior o engajamento das pessoas em consumo colaborativo pela internet, maior no mundo real, e vice-versa — explica Camila. — Nas entrevistas percebi que, nesse tipo de consumo, quando a primeira experiência é boa, há um impacto positivo na confiança no ser humano de forma geral, e isso faz com que as pessoas ampliem seu comportamento de compartilhamento. Essa mudança altera a forma como nós nos relacionamos com os outros e com a sociedade, e também como os negócios são feitos. O importante passa a ser o uso e não a posse, e as empresas têm de passar a pensar mais a longo prazo, até em formas de fazer um upgrade no produto sem que seja necessário o descarte. É um mundo novo. João Paulo Amaral, pesquisador do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), ressalta que o novo modelo demandará também uma nova postura mercadológica das empresas, que pressupõe transformar produto em serviço. Um modelo de negócios muito próximo à sustentabilidade, diz: — Pelo lado das empresas, é preciso enfatizar a continuidade do uso daquele produto. E pelo lado da sociedade, é necessária uma mudança de conceito. O mais importante é o desafio de resgatar relações interpessoais. O consumo colaborativo não traz só redução de despesas e de recursos naturais, mas a necessidade de estabelecer relações de confiança, de respeito. E o compartilhamento não deve ser só de bens, mas também de experiências. Sustentabilidade com conforto Segundo Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, que defende o consumo consciente, essa mudança de modelo levará a uma transição de uma sociedade fortemente industrializada para uma sociedade de serviços. — O importante no consumo é o que dá bem estar, não o valor, a posse. É preciso repensar a vida, é uma mudança de cultura ao longo do tempo. Os varejistas de hoje, que pensam apenas em vender bens, vão começar a pensar em aluguel, na prestação de serviços de manutenção. E a demanda por mais serviços significa mais emprego e menos uso de recursos naturais. Hoje consumimos 50% a mais do que o planeta é capaz de renovar. O compartilhamento é uma solução, sem perda de conforto e de conveniência — afirma Mattar. Ele acrescenta que adotar o consumo colaborativo pode trazer benefícios com pequenas mudanças: — Um exemplo são os produtos e equipamentos para manutenção doméstica usados raramente, como furadeira, alicate, martelo, que poderiam ser compartilhados com vizinhos ou alugados. Outro são as máquinas de lavar, que em prédios americanos ficam concentradas numa lavanderia: ganha-se em durabilidade, com aparelhos mais robustos e serviços de manutenção que não o deixam na mão, além de a maior capacidade das lavadouras proporcionar economia de água. Jaqueline Santos não conhecia o conceito de consumo compartilhado, mas já o pratica há três anos. Em frente a sua papelaria, em Niterói, ela criou um ponto de compartilhamento de livros: — Comecei com os livros do meu sobrinho. Coloquei numa caixa para doar e logo apareceram pessoas perguntando se podiam trazer livros para a gente. Acabou que o bairro todo comprou a ideia. Negócio sem dinheiro é sempre muito bom, muito saudável — conta Jaqueline. A professora Isabela Brandão já era cliente da papelaria de Jaqueline e passou a ser uma das colaboradoras e usuárias mais frequentes da “biblioteca”. — É uma forma de fazer a cultura girar. E ninguém tem mais lugar para guardar livro em casa. Além disso, essa experiência abre a visão de comunidade e as portas para outros compartilhamentos — afirma.