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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Empresa de Eike confirma parceria com alemã E.ON na área de energia

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BRASIL -- ECONOMIA & NEGÓCIOS


E.ON deverá investir cerca de R$ 850 milhões para ter uma participação de 10% na MPX; joint venture  deverá criar a maior empresa privada de energia do Brasil


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Eulina Oliveira, da Agência Estado

|*||=-=||*| SÃO PAULO - A MPX Energia, do grupo do empresário Eike Batista, confirmou nesta quarta-feira, 11, que firmou um termo de compromisso com a alemã E.ON estabelecendo os principais termos e condições para a formação de uma joint venture. A participação de cada empresa no negócio será de 50%. Fontes já haviam adiantado o negócio à Reuters.

MPX, de Eike, irá levantar R$ 1 bilhão por meio de um aumento de capital - Sérgio Moraes/Reuters
Sérgio Moraes/Reuters
MPX, de Eike, irá levantar R$ 1 bilhão por meio de um aumento de capital

"A parceria entre a MPX e a E.ON deverá resultar na criação da maior empresa privada de energia do Brasil, objetivando atingir uma capacidade de geração total de 20 GW. A E.ON identificou o Brasil como uma região prioritária para futuros investimentos e selecionou a MPX como a empresa melhor posicionada para uma parceria que servirá como plataforma para capitalizar o alto crescimento projetado para o País", diz a MPX em fato relevante.


A MPX informa que irá levantar R$ 1 bilhão por meio de um aumento de capital no qual a E.ON deverá investir, em última instância, aproximadamente R$ 850 milhões para alcançar uma participação de 10% na companhia do grupo EBX.


O objetivo, segundo o fato relevante, é "alavancar as significativas complementaridades de ambas as companhias para acelerar o crescimento e desenvolver um negócio de energia maior e mais rentável no Brasil".


De acordo com o comunicado, a joint venture a ser formada entre MPX e E.ON será o único veículo de investimento para novos projetos de energia de ambas as companhias no Brasil e no Chile e será responsável pelo desenvolvimento, execução e operação de empreendimentos de energia térmica e renovável nestes países, além de todas as atividades de suprimento e comercialização.


"A MPX contribuirá à joint venture, a valor contábil, 50% da carteira de empreendimentos térmicos sem contrato de compra e venda de energia e, adicionalmente, no caso do projeto do Açu, a E.ON terá uma opção de compra em nome da joint venture de uma participação adicional de 38,9%, permitindo assim que cada um dos sócios alcance uma participação econômica de 50% no projeto", explica a MPX, no fato relevante. Também farão parte do negócio 100% das atividades de suprimento e comercialização da MPX e 100% dos projetos de energia renovável da companhia brasileira.


A MPX informa ainda que, além dos 50% remanescentes da atual carteira de projetos térmicos, a MPX irá manter sua participação atual nos empreendimentos de geração com energia contratada, atualmente em operação e construção - as usinas Energia Pecém, Pécem II, Itaqui, Parnaíba e Amapari, assim como nas concessões de gás natural na Bacia do Parnaíba, detidas através da coligada OGX Maranhão Petróleo e Gás, com recursos prospectivos riscados superiores a 11 Tcf (trilhões de pés cúbicos), e na mina de carvão de Seival.


"De forma a permitir que a joint venture acelere a implementação de sua carteira de projetos, E.ON e MPX irão, caso a caso, analisar a possibilidade de pré-financiamento pela E.ON da porção de capital próprio da MPX nos projetos implementados pela joint venture", acrescenta a companhia brasileira.

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Mesmo com histórico de tragédias, Brasil não investe em prevenção

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País gasta R$ 6,3 bilhões em socorro e R$ 745 milhões para evitar acidentes

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|.W-¨-W.| RIO - A Comissão Especial de Medidas Preventivas e Saneadoras de Catástrofes Climáticas da Câmara dos Deputados concluiu relatório que aponta para um histórico de tragédias naturais no Brasil e mostra que pouco se fez para evitar a ação da natureza. Entre os anos de 2000 e 2010, pelo menos duas mil pessoas morreram em acidentes climáticos. Somente em 2010 foram comunicados à Secretaria Nacional de Defesa Civil ocorrências em 883 municípios. Somado ao número de mortos registrado na enxurrada de 2011 que devastou áreas de municípios da Região Serrana do Rio, o total de vítimas fatais sobe para quase três mil.

A falta de investimentos em prevenção citada no relatório da comissão é ratificada por estudo divulgado nesta terça-feira pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A pesquisa mostra uma disparidade entre as verbas aplicadas no socorro às cidades e as usadas na prevenção. Segundo a CNM, de 2006 a 2011 o governo federal gastou R$ 745 milhões para prevenir acidentes, contra R$ 6,3 bilhões no socorro.


- O governo praticamente não destina nada para a prevenção. Quem é contemplado com ações de socorro enfrenta a burocracia. No primeiro ano recebe uns 8% da verba anunciada, no ano seguinte, 20%, e depois o que falta cai em restos a pagar e não aparece nunca mais - reclama o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
 
Rio é o estado com maior número de ocorrências
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Piauí, Bahia e Rio Grande do Sul são os sete estados que mais sofreram de 2000 a 2010, segundo o relatório da Câmara. As tragédias prejudicaram, direta ou indiretamente, 10,4 milhões de pessoas. No estado do Rio, as catástrofes foram agravadas pelo "incremento da construção civil e a reocupação de áreas de risco". Os deputados afirmam que, na serra fluminense, 85% das áreas atingidas por deslizamentos em 2011 "foram desmatadas ou alteradas pela ação do homem".


O texto, entregue no final de dezembro ao presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), sugere três medidas para serem votadas no Congresso: uma emenda à Constituição (PEC) que cria o Fundo Nacional de Proteção Civil - substituiria o atual fundo para catástrofes -; o desenvolvimento do Estatuto de Proteção Civil, que define responsabilidades de municípios, estados e União; e apoio técnico e financeiro por parte do governo federal para instalação de centros de operações de desastres.


- Hoje os recursos são para socorrer os municípios. Com o novo fundo será possível prevenir. Existe um estudo internacional que aponta que para cada dólar aplicado em prevenção, sete são economizados. É preciso cobrar os planos diretores e evitar tragédias, como a do ano passado. Nova Friburgo, por exemplo, ainda não se recuperou. Há duas mil pessoas à espera do aluguel social - afirma o relator da comissão, deputado Glauber Braga (PSB-RJ).


Membro da comissão que produziu o relatório, o líder da bancada fluminense na Câmara Hugo Leal (PSC-RJ) pediu à presidência da Câmara urgência na votação das propostas. Segundo ele, o Rio esbarra na falta de liberação de verbas para a prevenção de catástrofes. Embora aprovadas emendas, o governo não liberaria as verbas.
- As pessoas têm que entender que não podemos mais tratar os casos como tragédias. Hoje são rotina. O Rio tem projetos, há casos de cidades da Baixada Fluminense que tiveram verbas aprovadas no ano passado, mas que não chegaram até hoje.


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