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domingo, 11 de dezembro de 2011

Lula assiste à final de campeonato brasileiro de futebol americano

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BRASIL -- COTIDIANO

Nesta segunda, ex-presidente se submete a bateria de exames e inicia nova sessão de quimioterapia


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|*{{=-=}}*| SÃO PAULO - Na véspera do exame que detectará se o câncer na laringe regrediu ou expandiu-se, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a tarde deste domingo para assistir à final do campeonto brasileiro de futebol americano. A final acontece entre os times do Corinthians Steam Roller, de Vila Velha Tritões, no estádio do Ibirapuera, em São Paulo.


Mostrando-se disposto, Lula, fanático torcedor do Corinthians, foi que fez o cara e coroa para dar início à partida, correu debaixo de sol para cumprimentar os jogadores do time adversário e posou para foto ao lado de jogadores dos dois times, funcionários e até soldados do corpo de bombeiros.


Antes do fim do jogo, Lula deu uma rápida entrevista e falou de seu estado de saúde:
- Amanhã, começa minha terceira sessão de quimioterapia. Depois, eu tenho dez dias muito ruins pela frente, mas sempre fui muito otimista. Afinal, ainda tenho mais seis semanas de radioterapia. Espero que no final, tudo tenha se resolvido - disse ele, confirmando, em seguida, o exame que fará antes do início dessa nova sessão de quimioterapia para avaliar a evolução do tratamento. - Amanhã faço exames mais aprofundados e vão até enfiar um negócio na minha garganta (endoscopia). Mas não adianta ter pressa. Tem que ter é muita fé para que este tumor desapareça - disse Lula, que prestigiou o evento, organizado por seu filho Luís Claudio Lula da Silva, o Lulinha.


Além de Dona Marisa, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, esteve ao lado do presidente durante sua passagem pelo Ibirapuera.

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No Congresso, projetos buscam a criação de ao menos mais 11 estados

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BRASIL -- POLÍTICA

Neste domingo (11), população do Pará decide sobre divisão do estado.
Há projetos para dividir Piauí, Maranhão, Amazonas e Mato Grosso.


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Débora Santos Do G1, em Brasília

Divisão do Pará (Foto: Editoria de Arye/G1)
||*>-:-<*|| O plebiscito que neste domingo (11) vai decidir se o Pará será dividido para a criação de dois novos estados poderá se repetir em outros locais do Brasil. Tramita no Congresso Nacional uma série de projetos que pretendem criar pelo menos mais 11 novos estados no Brasil.


Além de precisarem ser aprovadas pelo Congresso, essas propostas de divisão também dependem de consulta popular, nos moldes da que está será realizada no Pará, conforme prevê a Constituição.
De acordo com os projetos ainda em tramitação na Câmara, poderão ainda ser criados os estados da Gurgueia, no Piauí; do Rio São Francisco, na Bahia; do Rio Negro, do Solimões  e do Juruá, no Amazonas; do Araguaia, do Mato Grosso do Norte e do Pantanal, no Mato Grosso; do Maranhão do Sul, no Maranhão; do Oiapoque, no Amapá; e do Triângulo, em Minas Gerais.


Para o cientista político da Universidade de Brasília, David Fleischer, historicamente as mudanças na divisão estadual do Brasil tiveram motivos políticos. Ele lembra que o Pará é o primeiro caso em que se fez o plebiscito.


Ele citou o exemplo do estado de Tocantins que foi criado pela Constituição de 1988, a partir da divisão do estado de Goiás. Os estados de Rondônia e Mato Grosso também foram criados por meio de desmembramento na época do governo militar. Fleischer rebate a justificativa de que o isolamento de determinadas áreas poderia motivar a criação de uma nova estrutura estatal para estar mais próxima à população.


“Em geral, dividir não melhora as questões sociais, que são apenas um subtema usado para viabilizar o projeto político das lideranças locais, buscando ser governador do novo estado e ter seu reinado. As partes social, econômica e de direitos humanos são secundárias”, avaliou o cientista político.


Para ele, outro problema é o aumento do número de senadores e deputados que seria consequência da criação de novos estados. O Congresso Nacional é composto por 81 senadores e 513 deputados federais. “Dividir aumenta o tamanho do Senado e da Câmara que são considerados bem grandes”, afirmou Fleischer.
    Questão econômica
    A questão econômica por trás da criação de novos estados também preocupa especialistas, que alertam para a criação de unidades dependentes dos recursos da União. Atualmente, o Fundo de Participação dos Estados (FPE) distribui às unidades da federação parte dos tributos arrecadados em âmbito federal. Inicialmente, o novo estado seria sustentado por esses repasses, pela arrecadação de impostos locais e pela ajuda da União.



    “Sempre tem um arranjo em que a União acaba tendo que pagar. O que viria primeiro seriam as despesas. Gradualmente, seria instalada a estrutura e o estado teria funcionários da antiga administração que tocariam as máquinas e começariam a tentar estruturar seu sistema de arrecadação”, disse o especialista em finanças e orçamento, José Fernando Consentino.


    Para ele, outro problema seria a necessidade de atualizar a regra que prevê o percentual de repasse da União para cada estado. Na lei constam apenas as unidades que já existiam após a Constituição de 1988.


    Divisão do Pará (Foto: Editoria de Arte/G1) “Numa situação emergencial [como a criação de um novo estado] alguma solução haveria de ser elaborada. A gente pode imaginar que alguma coisa seria baixada para atender o estado. Quando se trata da separação de municípios, por exemplo, os critérios têm a ver com população”, explicou Consentino.
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    Terremoto de magnitude 6,5 atinge o México

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    INTERNACIONAL -- MÉXICO

    Forte tremor foi sentido em várias cidades e deixou pelo menos dois mortos


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    Pessoas vão para as ruas depois de terremoto de magnitude 6,5 que atingiu o México na noite de sábado Foto: REUTERS
    Pessoas vão para as ruas depois de terremoto de magnitude 6,5 que atingiu o México na noite de sábado REUTERS
    #-|\*=*/|-# MÉXICO - Um forte tremor de magnitude 6,5 sacudiu, na noite deste sábado, o estado de Guerrero, onde provocou a morte de pelo menos duas pessoas, de acordo com autoridades. O terremoto foi sentido também na Cidade do México, onde balançou prédios e causou pânico. Não há no entanto informações de danos graves.
    O epicentro foi localizado em um ponto situado a 49 quilômetros ao noroeste da localidade de Zumpango del Rio, no estado mexicano de Guerrero, a cerca de 24 km de profundidade.


    Inicialmente, o serviço geológico dos Estados Unidos calculou a magnitude do tremor como tendo sido de 6,8 graus. Depois, rebaixou para 6,7 e, por fim, 6,5.

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    COP 17 aprova pacote para incluir todos os países em corte de emissões

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    NATUREZA -- POLÍTICA AMBINTAL

    Novo processo contra mudanças climáticas será elaborado até 2015.
    Renovação do Protocolo de Kyoto também foi aprovada.

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    Dennis Barbosa Do Globo Natureza, em Durban

    [[*|=-=|*]] Mesmo mediante críticas de que está aquém do que a gravidade das mudanças climáticas exige, foi aprovado na madrugada deste domingo (11), em Durban, na África do Sul, um novo acordo para fazer com que todos os países, futuramente, reduzam suas emissões de gases estufa.


    O pacto segue, em linhas gerais, as propostas apresentadas pela presidência sul-africana da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 17). A reunião, que deveria ter acabado na última sexta-feira (9), foi estendida após impasse. A maior novidade é que o texto aprovado prevê que todos os países deverão participar de um processo para, futuramente, reduzir o volume de carbono que atiram na atmosfera, inclusive os menos desenvolvidos.
    Plenaria final da conferência, na madrugada deste domingo. (Foto: Dennis Barbosa/G1)Plenária final da conferência, na madrugada deste domingo. (Foto: Dennis Barbosa/G1)

    Mesmo Estados Unidos, Índia e China aceitaram subscrever um acordo que prevê a criação de um "protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal" para combater as mudanças climáticas.


    Até então, esses países relutavam em entrar num acordo que utilizasse o termo "legal", pois ele sugere que, em última instância, possa haver metas "legalmente vinculantes", ou seja, de cumprimento obrigatório mediante a comunidade internacional.


    Os EUA têm a dificuldade de que têm de aprovar a questão em seu congresso, dominado pela oposição conservadora. A China, por sua vez, relutava em se comprometer sem que os EUA o fizessem. Já a Índia argumenta que tem mais de 400 milhões de pessoas vivendo em condição de pobreza, tornando mais urgente buscar desenvolvimento econômico do que tentar reduzir suas emissões de carbono.
    COP 17 informações gerais (Foto: Editoria de Arte/G1)
    Lacuna
    O texto aprovado reconhece  que há uma lacuna entre a redução de emissões proposta pelos países e os cortes necessários para conter o aquecimento médio do planeta em 2 graus acima da era pré-industrial, objetivo acordado na última cúpula climática, em Cancún, no final do ano passado.



    Cita-se a formação de um grupo de trabalho para conduzir a criação desse instrumento, que deve ser concluída em 2015. A implementação deve acontecer a partir de 2020. O processo é denominado "Plataforma de Durban para Ação Aumentada".


    Segundo o texto, ele deve levar em conta recomendações do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), ainda por ser lançado. Estima-se que as as avaliações científicas sobre as medidas para conter o aquecimento global devam ser mais severas.


    Protocolo de Kyoto
    Além do texto que prevê a criação de um novo instrumento internacional para que os países reduzam suas emissões de carbono, foi aprovado também um segundo período do Protocolo de Kyoto, único acordo legalmente vinculante de redução de gases causadores de efeito estufa atualmente em vigor e que expira em 2012. O novo período vai, pelo menos, até 2017.


    O texto pretende "garantir" que até 2020 as reduções de emissões dos países envolvidos (basicamente os da União Europeia e a Austrália) sejam de, pelo menos, 25 a 40% em relação aos níveis de 1990. Como anexo, o acordo tem uma tabela com metas de redução para os países.


    Fundo verde
    Aprovou-se ainda, neste sábado, um texto que aprofunda o funcionamento do "fundo verde" climático. A Coreia do Sul, de acordo com o texto, ofereceu recursos para dar início a seu funcionamento.



    Mas um outro artigo "convida" as partes a contribuírem para o fundo. Um dos temores na COP 17 era que se estabelecesse o funcionamento desse mecanismo, mas que ele virasse uma "casca vazia", sem dinheiro suficiente para ser efetivo. Esse risco, diante da pouca disponibilidade de contribuição mostrada pelas partes em Durban, é iminente.


    Centro Tecnológico
    Outros itens acordados na última conferência do clima, em Cancún, como a criação de um Centro de Tecnologia do Clima, foram aprovados. Definiu-se que ele deve ser estabelecido no próximo ano.



    Negociação
    O acordo foi discutido durante duas semanas. A conferência terminaria nesta sexta-feira, mas impasses nas negociações fizeram com que demorasse um dia a mais. A aprovação veio na madrugada do sábado, ministros e delegados já exaustos, vários deles cochilando no plenário.



    Boa parte das negociações aconteceram em "indabas", reuniões que a presidência sul-africana da conferência convocou nos moldes das tradicionais reuniões de anciãos zulus.


    A metodologia sul-africana preza pela transparência  para evitar que o processo se corroesse por haver conversas paralelas, deixando algumas partes de fora - o que prejudicou, por exemplo, a conferência do Clima de Copenhague, em 2009.
    Mas, ao mesmo tempo, tornou o processo mais lento, o que causou críticas.