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Teerã acusou o governo britânico de deixar aeronave do Exército dos EUA utilizar base de Fairford para bombardear o território iraniano, e disse que levará em conta informação em futuros ataques retaliatórios.
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Por Redação g1
Postado em 23 de Julho de 2.026 às 14h45m
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EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea
O Irã afirmou nesta quinta-feira (23) que passará a considerar um "alvo legítimo" para ataques futuros uma base militar do Reino Unido que, segundo Teerã, foi utilizada pelos Estados Unidos para um bombardeio contra o território iraniano.
"O exército agressor dos EUA, que após a retomada oficial da guerra vinha utilizando mísseis de cruzeiro lançados de embarcações no Oceano Índico, recorreu ontem ao uso de bombardeiros B-1, partindo da base aérea de Fairford, na Inglaterra, após o esgotamento dos estoques de mísseis desses navios. Qualquer base usada para atacar o território iraniano será considerada um alvo legítimo para nós", afirmou a Guarda Revolucionária iraniana em comunicado.
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Aeronave do Exército dos EUA pousando na base aérea de Fairford, na
Inglaterra, em dezembro de 2025. — Foto: Jessica Avallone/Força Aérea
dos EUA
O Irã, no entanto, não deu provas para a acusação. A base de Fairford fica no território da Inglaterra, a cerca de 90 km a oeste de Londres.
A ameaça constitui uma potencial nova escalada da guerra no Oriente Médio, que foi retomada de forma plena neste mês de julho. O conflito é protagonizado por EUA e Irã, porém outros países da região também tem sofrido as consequências —como os árabes que abrigam bases norte-americanas, alvo dos ataques de retaliação iranianos. O Reino Unido, no entanto, não havia sido um alvo até o momento.
No começo da guerra, houve um receio por parte da Europa de que o Irã pudesse ter mísseis balísticos que tivessem alcance para atingir grandes cidades do continente. O temor surgiu a partir de um ataque contra a base conjunta norte-americana e britânica de Diego Garcia, no Oceano Índico. Os mísseis disparados contra a base, no entanto, foram abatidos e até hoje não se sabe a real capacidade dos mísseis iranianos.
Além da acusação contra o Reino Unido, o Irã também afirmou na tarde desta quinta que explosões foram registradas na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz. A agência estatal Tasnim afirma que o local foi alvo de um novo bombardeio dos EUA. O Exército norte-americano, que tem bombardeado o Irã diariamente por quase duas semanas, ainda não havia se manifestado publicamente sobre o ataques.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que considera seriamente retomar as grandes operações de combate no Irã. A ofensiva deve incluir ataques de maior escala do que os realizados durante a Operação Epic Fury, disse em envista ao site Axios.
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