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domingo, 18 de janeiro de 2026

UE avalia retaliação de € 93 bilhões em tarifas contra os EUA após ameaça de Trump à Groenlândia

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Líderes da União Europeia se reúnem neste domingo (18) para discutir uma resposta conjunta ao agravamento das tensões diplomáticas e militares no Ártico.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 18 de Janeiro de 2.026 às 17h45m
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Por que a Groenlândia é tão importante para os EUA?
Por que a Groenlândia é tão importante para os EUA?

Os países da União Europeia consideram impor tarifas de € 93 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões) aos Estados Unidos ou restringir o acesso de empresas americanas ao mercado do bloco em resposta às ameaças do presidente Donald Trump relacionadas à anexação da Groenlândia, segundo o Financial Times.

Líderes da União Europeia se reúnem neste domingo (18) para discutir uma resposta conjunta ao agravamento das tensões diplomáticas e militares no Ártico.

Convocado em caráter de emergência, o encontro reúne representantes dos 27 países do bloco, em Bruxelas, sob a presidência rotativa da UE exercida pelo Chipre.

O objetivo é alinhar uma estratégia comum após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de impor tarifas de 10% — com possibilidade de elevação para 25% a partir de junho — contra Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.

As medidas de retaliação da UE estão sendo desenhadas para fortalecer o poder de barganha dos líderes europeus em encontros decisivos com o presidente dos Estados Unidos durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta semana, segundo autoridades ao Financial Times.

Ao mesmo tempo, os governos buscam uma solução intermediária que evite uma ruptura profunda na aliança militar ocidental, vista como uma ameaça existencial à segurança europeia.

Segundo o Financial Times, as medidas tarifárias da UE já estavam prontas desde o ano passado e haviam sido suspensas até 6 de fevereiro, mas voltaram a ser discutidas neste domingo.

Também foi debatido o uso do chamado instrumento anticoerção, que permitiria restringir o acesso de empresas americanas ao mercado do bloco.

  • 🔎O instrumento anti-coerção da União Europeia é uma ferramenta criada para permitir que o bloco responda a pressões econômicas de outros países, como ameaças de tarifas, usadas para forçar decisões políticas. Ele autoriza a UE a adotar medidas de retaliação comercial, como tarifas ou restrições a empresas estrangeiras, e funciona como um recurso de último caso, com foco em dissuasão.

Trump realiza uma ofensiva contra a Groenlândia com o objetivo de fazer com que a ilha se torne parte dos EUA, o que deixou europeus em alerta — a ilha do Ártico pertence à Dinamarca, que disse não estar disposta a negociar sua soberania sobre o território.

Nesta semana, o presidente norte-americano reiterou que os EUA precisam da ilha e que não se pode confiar na Dinamarca para a protegê-la.

No sábado (17), líderes europeus classificaram a ameaça como uma perigosa escalada e reafirmaram apoio à soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia, território semiautônomo localizado no Ártico.

Europa anuncia reforço da segurança no Ártico

Em comunicado conjunto, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda disseram estar comprometidos com a defesa da Groenlândia e com o fortalecimento da segurança do Ártico no âmbito da Otan. O governo da Groenlândia agradeceu publicamente o apoio europeu.

A crise também provocou protestos populares. Milhares de pessoas foram às ruas da Groenlândia e de Copenhague no sábado para criticar a intenção de Trump de anexar o território.

Manifestantes fazem protestos em Copenhague, na Dinamarca, contra a intenção dos EUA de anexarem a Groenlândia, em 26 de janeiro de 2026. — Foto: Tom Little/ Reuters
Manifestantes fazem protestos em Copenhague, na Dinamarca, contra a intenção dos EUA de anexarem a Groenlândia, em 26 de janeiro de 2026. — Foto: Tom Little/ Reuters

O presidente americano afirma que a ilha é estratégica para a segurança dos EUA, por sua localização e por suas reservas minerais, e não descartou o uso da força, o que elevou o alerta entre aliados europeus.

Autoridades da União Europeia alertaram que o uso de tarifas como instrumento de pressão pode prejudicar as relações transatlânticas e enfraquecer a cooperação entre aliados.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco permanecerá unido e coordenado na defesa de sua soberania, enquanto a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse que divisões internas beneficiariam rivais estratégicos como Rússia e China.

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, também respondeu à ameaça de Trump. "Não nos deixaremos chantagear", disse.

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, pediu que os aliados da Otan resolvam suas diferenças por meio do diálogo, e não da pressão, em referência à ameaça feita por Donald Trump.

"O diálogo com os Estados Unidos continua. Tarifas prejudicariam a relação transatlântica e poderiam levar a uma espiral descendente perigosa", disse o presidente finlandês em comunicado.

Já o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, afirmou que há um amplo consenso na Otan para fortalecer a segurança no Ártico.

"Ameaças não têm lugar entre aliados. A posição da Noruega é firme: a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca", afirmou Stoere em comunicado.

Neste sábado (17), o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como inaceitáveis as ameaças de tarifas feitas pelo presidente dos Estados Unidos. Segundo Macron, a Europa não cederá a intimidações e responderá de forma unida e coordenada caso as medidas se confirmem.

Segundo informações da Bloomberg, o presidente da França deve pedir a ativação do instrumento anti-coerção da União Europeia, uma ferramenta inédita do bloco.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também afirmou que a União Europeia avalia uma resposta conjunta e reiterou que o bloco será firme na defesa do direito internacional.

'Aliança da Otan está em jogo'

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, alertou, durante visita à Noruega, que a ordem mundial como a conhecemos e o futuro da aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão em risco diante das ameaças tarifárias feitas por Trump.

Não tenho nenhuma dúvida de que há um forte apoio europeu, afirmou o chanceler dinamarquês.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que conversou com Donald Trump sobre a situação de segurança na Groenlândia e no Ártico.

Continuaremos trabalhando nisso e espero vê-los em Davos no fim desta semana, escreveu Rutte na rede X.

Na última quarta-feira (14) os governos da Dinamarca e da Groenlândia afirmaram que aumentarão a presença militar na ilha e também no Ártico em coordenação com outros países da Otan.

Apesar de a Rússia protestar contra a presença da Otan no Ártico e acusar a Europa de ter "planos beligerantes", aliança militar tem presença constante na região e exercícios militares são comuns:

  • Os mais recentes ocorreram no início desta semana, segundo imagens divulgadas pela própria Otan em suas redes sociais: "treinamento no Ártico";
  • Em setembro de 2025, a Dinamarca realizou um exercício com aliados da Otan ao redor da Groenlândia que envolveu mobilização por ar, mar e terrestre;
  • Em março de 2024, Noruega, Suécia e Finlândia realizaram treinamentos no norte da Noruega;
  • A Otan prevê dois exercícios militares no Ártico em 2026, um em fevereiro e outro em março, ambos na costa da Noruega.
Moradores da Groenlândia fazem protesto contra os EUA, em 15 de março de 2025 — Foto: Christian Klindt Soelbeck/Ritzau Scanpix/via REUTERS
Moradores da Groenlândia fazem protesto contra os EUA, em 15 de março de 2025 — Foto: Christian Klindt Soelbeck/Ritzau Scanpix/via REUTERS

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Mercedes-AMG GT 63 S: como é dirigir um superesportivo com DNA de Fórmula 1

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Sistema híbrido tem 816 cavalos de potência e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de três segundos. Mas os preços variam entre R$ 1,6 milhão a R$ 2,3 milhões.
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Por André Fogaça, g1 — Elias Fausto (SP)

Postado em 18 de Janeiro de 2.026 às 07h00m
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Pilotar um carro de Fórmula 1 é privilégio de poucos, mas alguns modelos de rua inspirados nas pistas dão esse gostinho aos endinheirados.

A Mercedes-Benz oferece aos milionários brasileiros a chance de comprar o superesportivo AMG GT 63 S E Performance. O modelo exclusivíssimo tem um motor V8 biturbo combinado a um sistema híbrido semelhante ao da própria Fórmula 1.

Ele está disponível em duas versões de carroceria: sedã de quatro e cupê de duas portas.

As duas são idênticas em quase tudo, mas a própria Mercedes confirmou que há diferença de alguns cavalos na potência entre as versões. O motivo é compensar o peso extra da variante de quatro portas.

Assim, o esportivo mantém o vigor mesmo oferecendo mais espaço para os passageiros entrarem e saírem com conforto.

Os preços variam entre R$ 1,6 milhão e R$ 2,3 milhões, conforme a configuração escolhida.

Motor de um Mercedes-AMG GT 63 S E Performance, com assinatura de quem montou — Foto: divulgação/Mercedes
Motor de um Mercedes-AMG GT 63 S E Performance, com assinatura de quem montou — Foto: divulgação/Mercedes

O g1 testou a versão cupê do AMG GT 63 S E Performance no Circuito Panamericano, pista de testes da Pirelli.

Com o asfalto livre de obstáculos, foi possível explorar toda a força e a tecnologia do carro híbrido mais potente avaliado pela reportagem nos últimos anos, e o mais forte que a Mercedes tem para vender no Brasil.

Na maioria dos carros híbridos, a bateria tem dois objetivos principais: reduzir o consumo de combustível e diminuir as emissões. No AMG GT 63 S E Performance, isso também acontece, mas como consequência secundária do foco principal: entregar velocidade máxima ao pisar fundo no acelerador.

Para aumentar a velocidade e a potência do conjunto híbrido, a bateria de 6,1 kWh do AMG utiliza um sistema de refrigeração avançado: um líquido circula entre cada uma das 560 células que compõem o pacote.

A ideia é liberar o máximo de energia possível durante a aceleração, o que naturalmente aquece a bateria da mesma forma como seu celular esquenta quando você está jogando — que é quando exige o máximo de todo o aparelho.

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes
Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

No entanto, o sistema de resfriamento mantém a temperatura estável em torno de 45 °C — considerada ideal para o alto desempenho.

A arquitetura elétrica também foge do padrão de outros híbridos: opera em 400 volts — o que permite que mais energia seja direcionada às rodas.

O resultado? O velocímetro ultrapassou os 250 km/h com facilidade em uma reta de cerca de 740 metros.

Para quem ainda tem resistência aos esportivos eletrificados, o ronco do V8 biturbo — audível dentro da cabine mesmo quando o motor elétrico de 204 cv, em silêncio absoluto, movimenta sozinho as mais de 2,1 toneladas do AMG — é convincente e aquece o coração do mais apaixonado pela velocidade.

O ronco é tão apaixonante que é muito fácil esquecer que existe motorização elétrica para ajudar a empurrar mais o carro. Mas é só lembrar que o motor elétrico, sozinho, gera toda a potência que um BMW X1 de R$ 319.950 pode oferecer.

A única pista de que se trata de um híbrido é o segundo bocal, usado para recarregar as baterias.

O motor a combustão entrega mais 612 cv. Com o sistema elétrico, o conjunto alcança 816 cv de potência e 144,7 kgfm de torque.

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes
Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Como o teste foi realizado exclusivamente na pista, o AMG permaneceu o tempo todo no modo esportivo. Nele ainda estão ativados sistemas de proteção do carro, mas alguns limitadores do acelerador são liberados e, assim, a alma do motor fica mais "solta".

O modelo oferece três modos esportivos. O selecionado para o teste é voltado especificamente para esse tipo de ambiente. Ao ser ativado, faz a central multimídia exibir um alerta que orienta o motorista a não utilizar esse modo em vias públicas.

Outro recurso inspirado na Fórmula 1 é a asa móvel em formato de aerofólio traseiro, que se ajusta conforme a velocidade do AMG. A função é semelhante à dos carros dos pilotos da marca George Russell e Kimi Antonelli: aumentar a aderência ao solo.

E o sistema funciona perfeitamente: todas as curvas, mesmo em alta velocidade, foram feitas com total controle. A tração integral também reforça a sensação de domínio sobre o carro.

Por fim, os difusores instalados na parte inferior e nas laterais do carro são ativos e ajustam-se de acordo com a velocidade. E podemos dizer que eles permitiram que o velocímetro se aproximasse dos 300 km/h na maior reta da pista.

E fez isso sem que o carro demonstrasse que estava próximo do limite. A sensação foi clara: havia segurança o suficiente para que o teste que fizemos pudesse acontecer — não existiu volante tremendo, carroceria dando sinais de que perderia o controle, nada.

Inclusive, o isolamento acústico e o desenho aerodinâmico desta Mercedes permitiram que apenas o ronco do V8 pudesse ser ouvido. Nenhum som do vento entrava, mesmo com o ar-condicionado ligado para compensar os mais de 30 °C daquele dia.

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes
Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Foi a força do sistema híbrido da Fórmula 1 que trouxe esse DNA da competição mais famosa do automobilismo.

Para conter toda essa força do conjunto, os freios utilizam discos de cerâmica e carbono. A combinação resiste a altas temperaturas em uso intenso. Nós testamos e fizemos o carro reduzir de mais de 250 km/h para cerca de 80 km/h em uma curva, em questão de poucos segundos.

Após algumas voltas na pista, ainda era possível sentir no ar o característico cheiro de borracha e ele, junto do ronco do V8, é uma das sensações que mais encantam os apaixonados por velocidade.

Em suma: é a força do sistema híbrido e aerofólios móveis mais próximos possíveis com o que existe de melhor na Fórmula 1. Tudo, no conforto de um carro que pode sair direto da pista para o shopping.

Na rua o AMG é contido, mas sempre pronto

Mesmo no modo esportivo — com suspensão mais rígida, pedais mais sensíveis e direção mais agressiva — o AMG GT 63 S E Performance surpreendeu pelo conforto e chega a superar um Honda Civic Type R, graças aos bancos de couro e acabamentos aveludados em partes da cabine.

Fora da pista, os bancos dianteiros contam com função de massagem e permitem ajustar o nível de encaixe tipo concha — e podem abraçar o motorista e o passageiro da frente conforme a preferência.

Fora do modo esportivo, em poucos minutos de rodagem, foi possível notar que nem todos os cilindros do V8 estavam ativos, o que reduziu significativamente o ruído interno e até diminuiu o consumo — não que quem compre este carro esteja realmente preocupado com eficiência para gastar menos gasolina.

Embora não seja tão silencioso quanto um carro comum, chega perto disso. Esse aspecto é importante para quem pretende usar o AMG GT 63 S E Performance em viagens longas, nas quais o ronco constante pode se tornar incômodo.

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance por dentro

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

 
Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes
Mercedes-AMG GT 63 S E Performance — Foto: divulgação/Mercedes


Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Mesmo no modo de condução mais suave do AMG GT 63 S E Performance, ao pisar fundo tudo volta ao estado bruto. Há, no entanto, um pequeno atraso entre o acionamento do acelerador e a resposta total do motor — medida necessária para garantir segurança ao lidar com mais de 800 cv em ambientes urbanos.

Além da velocidade, o AMG GT 63 S E Performance oferece outros atrativos: a central multimídia vertical tem 11,9 polegadas, e o painel de instrumentos digital mede 12,2 polegadas.

O modelo também inclui câmeras com visão 360 graus, assistente de estacionamento e piloto automático adaptativo — capaz de manter o carro centralizado na faixa.

Como o teste que fizemos foi em uma pista e com foco em velocidade, vimos que o piloto automático existe, que funciona e logo desligamos para que um robô não tomasse conta do volante de um carro com a alma de Fórmula 1 que essa AMG tem.

O porta-malas é compacto: apenas 203 litros. A limitação ocorre por conta das baterias, posicionadas logo acima do eixo traseiro.

Quais os concorrentes do AMG GT 63?

Já em termos de concorrência, o AMG GT 63 S E Performance praticamente reina sozinho. Seu principal rival é o Porsche Panamera Turbo S E-Hybrid que custa a partir de R$ 1.720.000 no Brasil. Ele compete diretamente com a versão de quatro portas do AMG, mas não com o cupê testado.

No segmento de dois lugares, o concorrente mais próximo é o Porsche 911 GT3, com 510 cv — bem abaixo dos 816 cv do AMG — movido exclusivamente por motor a combustão. O 911 acelera de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos, enquanto o AMG faz em 2,8 segundos. O preço parte de R$ 1.620.000 no Brasil.

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sábado, 17 de janeiro de 2026

China. A nova superpotência no saber

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Durante décadas acreditámos que as universidades eram espaços protegidos da lógica do poder. O ranking Leiden 2026 desmonta essa ilusão: a China ocupa oito das dez primeiras posições do mundo. A USP, no 17º lugar é a única de língua portuguesa entre as cem melhores
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Robô humanoide sendo fabricado em indústria da China
Robô humanoide sendo fabricado em indústria da China  • Reprodução/CCTV

O dado parece técnico, mas é político. O CWTS Leiden Ranking mede produção científica, impacto de citações e colaboração internacional. Não mede liberdade académica, pluralismo intelectual ou influência cultural. Mede eficiência. E eficiência, hoje, é sinónimo de alinhamento entre ciência, Estado e projeto nacional.

A China entendeu isso antes. Integrando universidades, política industrial e financiamento público, transformou produção científica em instrumento de soberania. Não há improviso. Há coordenação, escala e persistência. O resultado é visível: domínio nos rankings, presença global e influência crescente na definição do que conta como excelência científica.

O custo desse modelo raramente é discutido. Não é imediato, mas estrutural: quando a ciência passa a responder sobretudo a métricas e prioridades estratégicas, o espaço para dissenso, curiosidade radical e pensamento crítico tende a encolher. Ainda assim, do ponto de vista do poder, o sistema funciona.

O Brasil aparece nesse cenário como exceção isolada. A USP é um caso virtuoso, sustentado por décadas de investimento e massa crítica. Mas está sozinha. Não representa um sistema nacional integrado, e sim um ponto fora da curva. Portugal nem sequer aparece — o que expõe a fragilidade do espaço lusófono como plataforma científica global.

O contraste com a União Europeia é claro. A UE construiu um ecossistema científico integrado, capaz de transformar diversidade nacional em escala continental. O Mercosul, ao contrário, permanece preso à lógica da exceção heroica. Ciência, aqui, ainda é tratada como assunto doméstico, vulnerável a ciclos políticos curtos.

O resultado não é apenas um mau desempenho em rankings. É dependência estrutural. Quem não produz ciência em escala importa tecnologia, narrativas e futuro. Essa é a assimetria silenciosa que os números revelam — e que insistimos em ignorar.

E esta virada chinesa é uma verdadeira mudança de paradigma. O conhecimento deixou de ser consequência do desenvolvimento para se tornar sua condição prévia. Quem organiza ciência em escala organiza o futuro; quem não o faz passa a viver de decisões tomadas noutro lugar.

A China compreendeu isso e agiu. A Europa institucionalizou. O Mercosul hesita. E a lusofonia observa. Não se trata de admiração nem de medo, mas de lucidez histórica.

Em um mundo governado por dados, tecnologia e ciência aplicada, não investir seriamente no saber é aceitar, por antecipação, um lugar subordinado na ordem que já está em formação.

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UE negocia acordo de terras raras com o Brasil, diz presidente da Comissão Europeia

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Segundo Urusula von der Leyen, a cooperação em matérias-primas críticas será um dos pilares da relação entre os dois lados. Ela discursou ao lado do presidente Lula em celebração da assinatura do acordo comercial entre Brasil e União Europeia.
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Por g1 — Brasília

Postado em 17 de Janeiro de 2.026 às 09h20m
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Lula e chefe da Comissão Europeia se reúnem na véspera da assinatura do acordo
Lula e chefe da Comissão Europeia se reúnem na véspera da assinatura do acordo

A União Europeia também entrou na disputa global pelos minerais críticos do Brasil. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco negocia um acordo com o país para investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras — insumos considerados estratégicos para a transição energética, a digitalização da economia e a segurança geopolítica.

A declaração foi feita durante a cerimônia que celebrou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, negociado ao longo dos últimos 25 anos (o acordo comercial é amplo, envolve diversos itens, e é distinto da negociação sobre terras raras).

Segundo von der Leyen, a cooperação em matérias-primas críticas será um dos pilares da relação entre os dois lados.

Isso vai moldar nossa cooperação em projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras. É a chave para a nossa transição digital e limpa, e também para a independência estratégica, num mundo em que os minerais tendem a ser instrumento de coerção, afirmou. 
Interesse também dos EUA

O aceno europeu ocorre no mesmo momento em que os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, passaram a demonstrar interesse direto nos minerais estratégicos brasileiros.

O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, mas ainda exporta grande parte desses minerais sem processamento, o que reduz o valor agregado capturado pelo país.

No discurso, von der Leyen classificou o acordo Mercosul–UE como um arranjo de ganha-ganha” e encerrou a fala em português.

Todo mundo beneficiado é realmente um ganha-ganha. Esse é o jeito europeu de fazer negócio. E quero dizer, do fundo do meu coração: obrigada, amigo. O melhor está por vir, disse, antes de se despedir.

As terras raras — um grupo de 17 elementos químicos essenciais para turbinas eólicas, carros elétricos, chips, equipamentos médicos e tecnologias militares — estão no centro de uma corrida geopolítica.

Enquanto a China domina o refino e o processamento, EUA e União Europeia buscam diversificar fornecedores para reduzir dependências estratégicas. Nesse cenário, o subsolo brasileiro passou a ocupar posição central no tabuleiro internacional.

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — Foto: Arte/g1
As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — Foto: Arte/g1

  1. Lula
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