Total de visualizações de página

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Cúpula "anti-EUA" busca superar ordem mundial americana, aponta Pfeifer

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Reunião de 25 anos da Organização de Cooperação de Xangai, no Quirguistão, reúne países como China, Rússia, Irã e Índia em busca de alternativa ao modelo hegemônico da Casa Branca
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Da CNN Brasil
31/08/26 às 22:29 | Atualizado 31/08/26 às 22:30
Postado em 01 de Setembro de 2.026 às 11h00m

.#.* -  Post. -- Nº.\  12.494 --  *.#.



A Organização de Cooperação de Xangai (OCX) realiza sua cúpula de 25 anos de fundação em Bishkek, capital do Quirguistão. O encontro reúne países da Eurásia com o objetivo de encontrar convergências e se apresentar ao Ocidente como um contraponto à influência global de Washington.

Segundo Pfeifer, coordenador-geral do grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da USP, a organização foi criada em 1996 para resolver disputas de fronteiras entre China, Rússia e países da Ásia Central, como Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão. Com o tempo, outros países passaram a integrar o bloco, que hoje inclui Índia, Paquistão, Irã e Turquia, entre outros. "Hoje em dia, ela é uma grande frente de questionamento da ordem global, não como oposição aos Estados Unidos, mas sim como uma alternativa", afirmou Pfeifer.

A temática central da cúpula deste ano é encontrar, por meio da cooperação, alternativas para a prosperidade e a segurança mundial. De acordo com Pfeifer, trata-se de "um esforço para se encontrar alguma lógica, alguma razoabilidade num novo mundo", em que regras, direitos e estruturas de cooperação estão sob crescente questionamento. A iniciativa é capitaneada pela China, que pretende estabelecer um braço financeiro denominado Banco do Desenvolvimento da OCX, com o objetivo de dar maior musculatura ao bloco, composto por países de realidades bastante distintas.

Leia Mais

Pfeifer destacou que o Brasil não faz parte desse tabuleiro, uma vez que a OCX se refere ao continente eurasiático. Embora o país já tenha participado de reuniões de cúpula como membro observador, seu alinhamento principal se dá com China, Rússia, Índia e África do Sul, no âmbito dos BRICS. "O tabuleiro do Brasil é o Hemisfério Ocidental, são as Américas, é a América Latina, é a América do Sul", pontuou o analista.

Ainda assim, Pfeifer ressaltou que o Brasil deve acompanhar de perto os desdobramentos da cúpula. Segundo ele, acordos futuros que unam os dois lados do mundo "podem ser interessantes" para o país e ter impactos sobre a reorganização do tabuleiro regional, que é prioridade do governo dos Estados Unidos. A reunião, portanto, carrega um grande simbolismo: não representa uma confrontação direta com Washington, mas aponta para possibilidades concretas de desenvolvimento e prosperidade entre os países membros.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Tópicos


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Nenhum comentário:

Postar um comentário