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sábado, 17 de janeiro de 2026

Entenda que papel o Brasil pode desempenhar na atual geopolítica mundial, segundo especialistas

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Para pesquisadores ouvidos pelo g1, Brasil pode atuar como agente de diálogo e estabilidade na América do Sul. Peso econômico e tradição diplomática conferem poder de influência ao país.
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Por Kellen Barreto, g1 — Brasília

Postado em 17 de Janeiro de 2.026 às 06h25m
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Diante de um cenário internacional em transformação, marcado pela rivalidade entre potências e pela fragmentação de alianças tradicionais, o Brasil pode atuar como um agente de diálogo e estabilidade na América do Sul, avaliam especialistas.

A posição geográfica, o peso econômico regional e a tradição diplomática permitem ao país exercer influência em temas sensíveis, como por exemplo:

  • a crise na Venezuela;
  • a relação com os Estados Unidos;
  • o fortalecimento do Mercosul.

🌎Ao manter canais de diálogo abertos com diferentes atores e defender soluções negociadas, o Brasil busca reafirmar seu papel como mediador regional em um momento de incertezas no tabuleiro geopolítico.

O g1 ouviu especialistas em Relações Internacionais para analisar como o Brasil pode atuar nesse contexto: a professora do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Carolina Pedroso; e a pesquisadora Larissa Wachholz, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

É consenso que o respeito ao Direito Internacional se tornou ainda mais relevante num cenário em que grandes potências passaram a agir à revelia dos mecanismos criados após a Segunda Guerra Mundial.

A Europa também está bastante fragilizada com ações cada vez mais unilaterais, tanto da Rússia quanto dos Estados Unidos. A Europa perdeu muito protagonismo, afirma Carolina Pedroso.

Para Larissa Wachholz, o espaço de atuação do Brasil não está na competição direta com as grandes potências.

O país não é um polo de poder militar ou tecnológico comparável às grandes potências, mas dispõe de ativos relevantes, como dimensão territorial, peso demográfico, base econômica diversificada e tradição diplomática, avalia a pesquisadora.

Em um cenário fragmentado, o Brasil pode atuar como articulador entre diferentes blocos, defendendo o multilateralismo, a reforma das instituições internacionais e soluções negociadas para conflitos, sem alinhamentos automáticos.

É muito importante que o Brasil mantenha suas prioridades de desenvolvimento econômico e social no radar, e faça uso da política externa como instrumento para enfrentar esses desafios, diz Wachholz 
Crise na Venezuela
Chanceler diz que Brasil não podia ter reagido de outra forma sobre ação dos EUA na Venezuela
Chanceler diz que Brasil não podia ter reagido de outra forma sobre ação dos EUA na Venezuela

No caso da Venezuela, o Brasil tem buscado se posicionar como um interlocutor capaz de incentivar o diálogo político e reduzir tensões na região.

Para a professora Carolina Pedroso, a estratégia brasileira deve passar necessariamente pela diplomacia.

Em política internacional, a gente não tem amigos, tem parceiros. E, no caso da Venezuela, isso é evidente: são mais de 2.200 quilômetros de fronteira compartilhada e um intenso fluxo de entrada de pessoas pelo Norte do país, afirma.

Ela destaca que o diálogo é imprescindível tanto para proteger os interesses brasileiros quanto para permitir uma eventual mediação.

"Essa existência do diálogo fortalece a estratégia brasileira, porque é essencial para qualquer saída negociada da situação atual", acrescenta Pedroso.

Larissa Wachholz destaque que o Brasil tem forte tradição diplomática.

O Brasil tem uma tradição de não intervenção, respeito à soberania e busca por consensos, o que sustenta a percepção de confiabilidade e capacidade de contribuir para a resolução de problemas, afirma.

Segundo ela, essa atuação exige coerência entre discurso e prática, previsibilidade na política externa e investimento em mecanismos regionais de diálogo.

Na última semana, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que o Donald Trump, dos Estados Unidos, estádestruindo a ordem mundial e pediu para que o mundo não se transforme em um covil de ladrões. Ao fazer a declaração, citou o Brasil como uma peça importante para proteger a ordem mundial.

A crise no país vizinho impacta diretamente o Brasil, seja pelo fluxo migratório, seja pela instabilidade nas fronteiras. No entanto, há limites práticos para a atuação brasileira.

O país não pode se colocar como mediador se as partes não têm abertura para isso. Não houve disposição nem por parte de Washington nem por parte de Caracas para que o Brasil tivesse um protagonismo maior, avalia.

Relação com os Estados Unidos

Presidente Lula condenou a ação de Donald Trump na Venezuela
Presidente Lula condenou a ação de Donald Trump na Venezuela

Na relação com os Estados Unidos, o Brasil adota uma postura pragmática. Essa estratégia permite ao país dialogar tanto com Washington quanto com países que enfrentam sanções, taxação ou divergência com os norte-americanos, reforçando a imagem de ator independente e defensor do multilateralismo.

Segundo Carolina Pedroso, essa postura é fundamental para a defesa da soberania nacional.O Brasil precisa desenvolver com clareza uma estratégia que inclua elementos de defesa da soberania, para não ser alvo de nenhum tipo de influência mais violenta por parte de qualquer potência", afirma.

Larissa Wachholz acrescenta que o Brasil pode exercer influência relevante por meio do chamado soft power, que é quando um país tem capacidade influenciar outras nações por meio da persuasão, utilizando a cultura, especialmente em áreas estratégicas.

Temas como agronegócio, energia limpa, minerais críticos e clima são centrais hoje, e o Brasil tem condições de exercer liderança nesses campos, afirma, citando a atuação recente do país em fóruns como G20, BRICS e COP30. 
Mercosul
Lula diz que acordo Mercosul-UE é bom para multilateralismo e para o mundo democrático
Lula diz que acordo Mercosul-UE é bom para multilateralismo e para o mundo democrático

No âmbito do Mercosul, o Brasil vê o bloco como uma ferramenta central para ampliar sua influência e promover estabilidade econômica e política na América do Sul.

Carolina Pedroso ressalta que iniciativas, como o acordo entre Mercosul e União Europeia, ganham ainda mais importância nesse contexto.

Buscar parcerias com países de poder semelhante ao do Brasil, como outras potências médias, é um caminho para que a nossa soberania não seja diretamente violada, afirma.

Para Larissa Wachholz, o avanço do acordo com a União Europeia reforça a relevância estratégica do bloco.

Os efeitos mais importantes não são imediatos, mas de médio e longo prazo, com o aumento da atratividade do Brasil como destino de investimentos diretos de empresas globais interessadas nas cadeias de valor da Europa e da América do Sul, avalia.

Ela destaca que o mercado europeu impõe exigências ambientais e regulatórias, mas que isso pode ter efeitos positivos.

A incorporação dessas regras tende a melhorar a qualidade do produto brasileiro, afirma. 
Desafios
Lula conversa por telefone com Xi Jinping sobre 'defesa do multilateralismo'
Lula conversa por telefone com Xi Jinping sobre 'defesa do multilateralismo'

Em um mundo marcado por instabilidade e rearranjos constantes, o principal desafio do Brasil é transformar seu capital diplomático em resultados concretos.

Para Carolina Pedroso, a aposta no diálogo é não apenas estratégica, mas necessária.

Não nos interessa uma vizinhança problemática. Quanto mais estáveis, desenvolvidos e prósperos forem os nossos vizinhos, melhor para o Brasil, disse.

Larissa Wachholz conclui que o Brasil pode ser um elemento importante na preservação da estabilidade sul-americana, desde que mantenha uma política externa ativa para a região.

Isso exige engajamento consistente, promoção da integração econômica e apoio prático à resolução de problemas, sem pretensões hegemônicas, afirma.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, posa para uma foto com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maroš Šefčovič, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de janeiro. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, posa para uma foto com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maroš Šefčovič, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de janeiro. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Ibovespa bate novo recorde, aos 165 mil pontos; dólar cai a R$ 5,36

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A bolsa subiu 0,26% e bateu uma nova máxima histórica de fechamento, aos 165.568 pontos. A moeda americana, por sua vez, fechou em queda de 0,62%, cotada a R$ 5,3680.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Janeiro de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em alta de 0,26% nesta quinta-feira (15), atingindo um novo recorde de fechamento aos 165.568 pontos. O índice, que chegou a bater os 166 mil pontos pela primeira vez, foi mais uma vez impulsionado pelas blue chips — ações de empresas grandes, consolidadas e financeiramente mais estáveis —, dessa vez com destaque para alguns papéis do setor financeiro.

O dólar, por sua vez, fechou a sessão em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,3680. Os investidores reagiram a uma combinação de fatores no Brasil e no exterior. No cenário doméstico, investigações envolvendo o sistema financeiro mexeram com os mercados, enquanto, fora do país, indicadores econômicos voltaram ao radar dos investidores.

▶️ No Brasil, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, novo nome social da Reag Trust, administradora de fundos do Grupo Reag.

  • A empresa esteve no centro da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14). O fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão.

▶️ Nos Estados Unidos, o foco ficou com os novos dados de pedidos de auxílio-desemprego, que recuaram de forma inesperada na última semana. Segundo informações do Departamento de Trabalho americano, as solicitações caíram a 198 mil no período, ante projeção de 215 mil.

  • O resultado reforçou a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mantenha os juros inalterados no curto prazo.

▶️ Ainda na América do Norte, investidores também avaliaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre determinados semicondutores por parte do presidente americano, Donald Trump. A decisão, assinada e divulgada na véspera, foi anunciada com base em uma nova ordem de segurança nacional por parte da Casa Branca e tem como alvo semicondutores de alto desempenho.

▶️ Por fim, os desdobramentos geopolíticos envolvendo o Irã e a Groenlândia, e as críticas recorrentes de Trump sobre a condução da política de juros pelo Fed também ficaram no radar.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,05%;
  • Acumulado do mês: -2,20%;
  • Acumulado do ano: -2,20%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,35%;
  • Acumulado do mês: +2,76%;
  • Acumulado do ano: +2,76%.
Todos de olho em Trump

As medidas e afirmações do presidente americano continuam a mexer com os mercados globais. Entenda abaixo os principais pontos de atenção:

  • Tarifaço

Entre as ações mais recentes do republicano, por exemplo, está a imposição de uma tarifa de 25% sobre alguns chips de Inteligência Artificial.

A iniciativa, que é parte de um esforço mais amplo do governo americano para incentivar fabricantes de chips a ampliar a produção de semicondutores nos EUA e reduzir a dependência de fornecedores asiáticos, tem como alvo semicondutores de alto desempenho que atendem a critérios técnicos específicos, além de dispositivos que os incorporam, para fins de aplicação de tarifas de importação.

Os EUA atualmente fabricam apenas cerca de 10% dos chips de que necessitam, o que os torna fortemente dependentes de cadeias de suprimento estrangeiras, diz a decisão, acrescentando que essa dependência representa um risco econômico e de segurança nacional significativo.

Em nota, a Casa Branca informou que as tarifas terão escopo restrito e não se aplicarão a chips e dispositivos derivados importados para data centers nos EUA — grandes consumidores de chips de IA —, nem a produtos destinados a startups, aplicações de consumo fora desses centros, usos industriais civis fora de data centers e ao setor público americano.

De acordo com o anúncio, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, terá ampla margem para conceder novas isenções.

  • EUA x Irã

Além disso, tensões geopolíticas envolvendo os EUA também seguem sob os holofotes. Segundo a porta-voz do governo Trump, Karoline Leavitt, 800 execuções foram suspensas no Irã, após o presidente americano afirmar que Washington adotaria "medidas muito duras" caso o país do Oriente Médio começasse a enforcar manifestantes.

"O presidente Trump e sua equipe disseram ao Irã que, se as mortes continuarem, haverá graves consequências", declarou Leavitt nesta quinta-feira, reforçando que "o presidente e sua equipe estão monitorando a situação de perto e todas as opções estão sendo consideradas".

O cenário, segundo o analista de investimentos da Daycoval Corretora Gabriel Mollo, segue no radar dos investidores e pode trazer novos impulsos ao mercado acionário brasileiro.

"Se tiver uma maior pressão dos EUA contra o Irã, acreditamos que o mercado pode subir por conta [de papéis que podem se beneficiar] da alta do petróleo e das commodities como um todo", afirma.

  • EUA x Groenlândia

Por fim, as recentes ameaças de Trump sobre a possível anexação da Groenlândia aos Estados Unidos também continuam a trazer cautela nos mercados internacionais.

Trump afirmou que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos e não descartou o uso da força para tomar o território. As declarações geraram reação na Europa, sendo contestadas pela Dinamarca e pelo governo local da ilha.

Nesta semana, Alemanha, França, Suécia e Noruega enviaram soldados à ilha. De acordo com o governo alemão, a missão foi solicitada pela Dinamarca — que atualmente tem a custódia da Groelândia — para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região.

Em resposta, Leavitt afirmou que o envio de tropas europeias para a região não muda a posição de Trump. Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia, disse.

  • Pedidos de auxílio-desemprego dos EUA

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu 9 mil na semana passada, para 198 mil solicitações. As informações são do Departamento do Trabalho americano. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

Os dados indicam que houve pouca mudança na dinâmica do mercado de trabalho, com as demissões em permanecendo baixas e as contratações lentas. Segundo economistas, as políticas agressivas de comércio e imigração de Trump reduziram tanto a demanda quanto a oferta de trabalhadores.

As empresas também não têm certeza de suas necessidades de pessoal, pois investem pesadamente em inteligência artificial, reduzindo as contratações.

  • Varejo no Brasil

As vendas no varejo do Brasil cresceram 1% em novembro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou bem acima da expectativa dos economistas, de alta de 0,3%, segundo a Reuters.

Na comparação com o mesmo mês de 2024, as vendas apresentaram alta de 1,3% contra expectativa de uma taxa de 0,2%.

O número reflete o bom desempenho das vendas da Black Friday e foi puxado pela força do mercado de trabalho e a renda mais alta, que têm ajudado a compensar o difícil acesso ao crédito e juros elevados.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, sete apresentaram expansão das vendas, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%) e Móveis e eletrodomésticos (2,3%).

Bolsas globais

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionados por papéis do setor financeiro, que subiram após a divulgação de balanços corporativos. Ações de semicondutores também registraram avanço.

O maior avanço ficou com o Dow Jones, que subiu 0,60%, para 49.446,23 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, aos 6.944,57 pontos e o Nasdaq Composite teve alta de 0,25%, aos 23.530,02 pontos.

Já a maioria dos mercados europeus fechou em alta, conforme investidores avaliavam resultados trimestrais e diante dos sinais de resiliência da economia alemã. As discussões em relação às tentativas de Trump de adquirir a Groenlândia também ficaram no radar.

No fechamento, o STOXX 600 avançou 0,49% e atingiu um novo recorde, enquanto o FTSE, de Londres, subiu 0,54%. O DAX, de Frankfurt, teve alta de 0,26%, e o CAC 40, de Paris, perdeu 0,21%.

Já as bolsas asiáticas fecharam mistas. Hong Kong avançou, enquanto os índices chineses recuaram após reguladores aumentarem exigências de margem para conter excesso especulativo, mesmo com volume recorde de negociações.

O dia também foi marcado por otimismo com inteligência artificial, impulsionando ações japonesas e levando o índice MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão a um novo pico.

No fechamento, os índices registraram: Nikkei +1,48% (54.341 pontos), Hang Seng +0,56% (26.999 pontos), Xangai SSEC -0,31% (4.126 pontos), CSI300 -0,40% (4.741 pontos), Kospi +0,65% (4.723 pontos), Taiex +0,76% (30.941 pontos) e Straits Times +0,11% (4.812 pontos).

Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters
Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters

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Carro Sustentável impulsiona vendas em 15,6% e soma 247 mil veículos em 2025, diz Anfavea

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O incentivo do governo, em vigor desde julho de 2025, envolve carros compactos fabricados no Brasil e que contam com ajustes para redução na emissão de CO₂ por quilômetro.
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Por André Fogaça, g1 — São Paulo (SP)

Postado em 15 de Janeiro de 2.025 às 12h10m
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Volkswagen Polo, Fiat Mobi e Renault Kwid estão com desconto de IPI Verde — Foto: g1
Volkswagen Polo, Fiat Mobi e Renault Kwid estão com desconto de IPI Verde — Foto: g1

O programa Carro Sustentável, que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos populares, contribuiu para um crescimento de 15,6% nas vendas de automóveis de 2025, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo a Anfavea, em 2024 foram emplacadas 214 mil unidades desses veículos. Em 2025, o programa ajudou a elevar as vendas para 247,2 mil unidades.

A comparação, segundo a entidade, considera as vendas realizadas entre 11 de julho e 31 de dezembro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, para os modelos homologados (veja abaixo quais são).

Veja como as vendas destes veículos evoluíram ao longo dos meses:

  • Entre 11 e 31 de julho: 30 mil unidades emplacadas (31,8% acima de 2024);
  • Agosto: 40 mil unidades emplacadas (22,1% acima de 2024);
  • Setembro: 39 mil unidades emplacadas (20,5% acima de 2024);
  • Outubro: 45 mil unidades emplacadas (12,7% acima de 2024);
  • Novembro: 47 mil unidades emplacadas (1,8% abaixo de 2024);
  • Dezembro: 46 mil unidades emplacadas (21% acima de 2024).
O que é o programa Carro Sustentável?

O programa Carro Sustentável zera a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental fabricados no Brasil.

Para ter direito ao IPI zero, o carro deve:

  • Emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro
  • Conter mais de 80% de materiais recicláveis
  • Ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem)
  • Se enquadrar em uma das categorias de carro compacto.

A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos.

O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade.

Segundo o governo, o decreto não terá impacto fiscal.

O decreto prevê ainda que veículos com melhores indicadores receberão descontos nos impostos, enquanto os com piores avaliações sofrerão um acréscimo.

O governo estima uma redução das alíquotas para 60% dos veículos comercializados no Brasil, considerando o número de carros vendidos em 2024.

A lista de veículos habilitados para o programa Carro Sustentável inclui os modelos abaixo:

  • Renault Kwid;
  • Fiat Mobi;
  • Fiat Argo;
  • Hyundai HB20;
  • Hyundai HB20S;
  • Volkswagen Polo;
  • Volkswagen Saveiro;
  • Volkswagen T-Cross;
  • Volkswagen Nivus;
  • Chevrolet Onix;
  • Chevrolet Onix Plus.
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