Total de visualizações de página

sábado, 30 de agosto de 2025

Trama golpista: Bolsonaro responde a processo por crimes previstos em lei que ele mesmo sancionou; entenda

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Dois dos crimes pelos quais o ex-presidente é denunciado foram incluídos no Código Penal em 2021, quando Bolsonaro era presidente. Texto substituiu Lei de Segurança Nacional.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

Postado em 30 de Agosto de 2.025 às 06h00m

#.* --  Post. - Nº.\  11.808  --  *.#

Quais provas a PGR apresentou no caso da tentativa de golpe de estado em 2022?
Quais provas a PGR apresentou no caso da tentativa de golpe de estado em 2022?

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, por participação na trama golpista.

O grupo é acusado de cinco crimes, dos quais dois estão em uma lei que pune ataques contra a democracia. A norma, aprovada pelo Congresso Nacional em 2021, foi sancionada pelo próprio Bolsonaro quando exercia a Presidência.

Zanin marca para 2 de setembro início de julgamento de Bolsonaro e mais sete
Zanin marca para 2 de setembro início de julgamento de Bolsonaro e mais sete

Bolsonaro responde à ação penal originada da denúncia apresentada em fevereiro pela Procuradoria-Geral da República. Em julho, o Ministério Público voltou a defender a condenação do ex-presidente.

Quanto a Bolsonaro, a denúncia apontou cinco crimes. Dois deles são:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito: acontece quando alguém tenta "com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais". A pena varia de 4 a 8 anos de prisão.
  • golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta "depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído". A punição é aplicada por prisão, no período de 4 a 12 anos.

Estes delitos foram incluídos no Código Penal pela lei de crimes contra a democracia, sancionada pelo ex-presidente. Eles passaram a fazer parte de um capítulo com "crimes contra as instituições democráticas" e punem já a tentativa de atacar as instituições, mesmo que a ruptura institucional não tenha se concretizado.

Estátua 'A Justiça', de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Estátua 'A Justiça', de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Além de Bolsonaro, assinaram a legislação os ex-ministros Augusto Heleno, Walter Braga Netto, Anderson Torres e Damares Alves. Heleno, Braga Netto e Torres também são réus no processo penal (veja a lista de acusados mais abaixo).

Esta norma substituiu a Lei de Segurança Nacional, que era da época da ditadura militar.

Vetos

Trechos da lei foram vetados à época. Entre eles:

  • o crime de comunicação enganosa em massa, conhecido popularmente como propagação de fake news. A ideia era punir quem promove ou financia, pessoal ou indiretamente, campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos, e que sejam capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral. A pena seria de 1 a 5 anos de prisão. O então presidente vetou por considerar que o trecho não deixava claro a conduta a ser punida – se de quem gerou a notícia ou compartilhou. A propagação de fake news em meio às eleições, no entanto, é crime por força de uma previsão no Código Eleitoral em vigor.
  • um capítulo dedicado aos "crimes contra a cidadania", como o atentado ao direito de manifestação;
  • o aumento de pena caso os crimes fossem cometidos por militares e funcionários públicos.
Competência

Pela Constituição, uma das tarefas do presidente da República é sancionar ou vetar leis aprovadas pelo Congresso Nacional. Ao dar o aval à legislação em 2021, Bolsonaro exerceu esta atividade, dentro de suas competências no cargo.

As leis brasileiras, uma vez em vigor, devem ser seguidas por todos os cidadãos. Desobedecê-las pode gerar repercussões na Justiça.

Outros crimes

A PGR também apontou que o ex-presidente teria cometido os seguintes delitos:

  • liderança de organização criminosa armada: pratica o delito quem lidera organização de quatro ou mais pessoas, estruturalmente ordenada, com uso de armas, caracterizada pela divisão de tarefas, e que tem o objetivo de cometer crimes;
  • dano qualificado pela violência e grave ameaça: ocorre quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;
  • deterioração de patrimônio tombado: o crime fica caracterizado quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.
Núcleo crucial do golpe, segundo o STF — Foto: TV Globo/Reprodução
Núcleo crucial do golpe, segundo o STF — Foto: TV Globo/Reprodução

'Núcleo crucial'

O processo trata da conduta de oito acusados:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.

Na fase de interrogatório, ocorrida em junho, os réus negaram qualquer ação golpista ou com objetivo de impedir a posse do presidente Lula.

Afirmaram que não houve movimentação concreta para um golpe de Estado e que a denúncia da PGR é injusta.

Trama golpista: Veja cronograma do julgamento do núcleo crucial — Foto: Arte/g1
Trama golpista: Veja cronograma do julgamento do núcleo crucial — Foto: Arte/g1

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Governo autoriza consultas e avança para aplicar Lei da Reciprocidade Econômica contra os EUA

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Itamaraty enviou comunicado à Câmara de Comércio sobre o início do processo para avaliação. Medida é resposta a aplicação de tarifa de 50% imposta pelos EUA.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Ricardo Abreu, TV Globo — Brasília

Postado em 29 de Agosto de 2.025 às 09h45m

#.* --  Post. - Nº.\  11.807  --  *.#

Governo vai comprar produtos mais atingidos pelo tarifaço
Governo vai comprar produtos mais atingidos pelo tarifaço

O governo federal iniciou nesta quinta-feira (28) o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos pela aplicação de um tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os americanos.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) enviou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) um comunicado informando que o Brasil iniciou as consultas e medidas para aplicar a legislação contra os EUA. A Camex tem 30 dias para avaliar se é possível a aplicação da lei.

O Brasil vai notificar oficialmente o governo americano sobre o início do processo nesta sexta-feira (29). A TV Globo apurou que os diplomatas acreditam na medida como uma forma de abrir um caminho de diálogo com os americanos, que têm evitado negociações sobre o tema.

Segundo o blog da Ana Flor, Lula já havia solicitado avaliações sobre possíveis medidas nos setores de óleo e gás, farmacêutico e agrícola. Entre as alternativas discutidas por especialistas desses setores está a suspensão de direitos de propriedade intelectual — o que poderia incluir a quebra de patentes de medicamentos e defensivos agrícolas.

Tarifaço

A aplicação de impostos adicionais sobre os produtos brasileiros vendidos ao mercado americano entrou em vigor no dia 6 de agosto. A medida foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em uma carta enviada ao governo brasileiro ainda em julho, que vinculou a medida às investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento em uma tentativa de golpe em 2023.

Mesmo assim, produtos como o café, um dos principais itens de exportação brasileira para os EUA, foram impactados.

Governo define alimentos que serão comprados após tarifaço dificultar exportação para os EUA
Governo define alimentos que serão comprados após tarifaço dificultar exportação para os EUA

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Forbes divulga ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2025; confira a lista

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Em sua 13ª edição, a lista de bilionários brasileiros conta com 300 pessoas com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Pelo segundo ano consecutivo, o líder brasileiro é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 28 de Agosto de 2.025 às 10h10m

#.* --  Post. - Nº.\  11.806  --  *.#

Eduardo Saverin e Vicky Safra são os dois brasileiros mais ricos de 2024, segundo a Forbes. — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo e Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo
Eduardo Saverin e Vicky Safra são os dois brasileiros mais ricos de 2024, segundo a Forbes. — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo e Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo

O cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, é o brasileiro mais rico pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o ranking anual de bilionários da revista Forbes, publicado nesta quinta-feira (28).

Detentor de uma fortuna de R$ 227 bilhões, ele é conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, que conheceu enquanto estava na faculdade. (saiba mais sobre ele abaixo)

Embora tenha nascido em São Paulo, Saverin vive atualmente em Singapura e viu sua fortuna crescer 45,5% em um ano, impulsionada pelafebre da inteligência artificial.

Além de permanecer como acionista minoritário da empresa de Mark Zuckerberg, ele também segue ativo em iniciativas de venture capital.

Quem o acompanha na segunda posição é Vicky Safra, herdeira do banco Safra e também a mulher mais rica do país.

De acordo com a Forbes, ela acumula R$ 120,5 bilhões (9,4% maior do que o registrado no ano passado), dada sua participação na empresa após a morte de seu marido, Joseph Safra, em 2020.

Na 13ª edição da lista nacional, a Forbes identificou 300 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. O ranking de 2025 reúne 240 homens, com patrimônio somado de R$ 1,68 trilhão, e 60 mulheres, que acumulam R$ 343,7 bilhões.

Do total, 56,3% dos bilionários tiveram crescimento em suas fortunas no último ano, enquanto 20,6% registraram queda e apenas um manteve o mesmo patrimônio. A lista ainda ganhou 31 novos integrantes que alcançaram, pela primeira vez, o status de bilionários.

Veja abaixo os dez maiores bilionários do Brasil em 2025.

  1. Eduardo Saverin (Facebook/Meta) - Patrimônio: R$ 227 bilhões (+45,5%)
  2. Vicky Sarfati Safra e família (Banco Safra) - Patrimônio: R$ 120,5 bilhões
  3. Jorge Paulo Lemann (AB Inbev/3G Capital) - Patrimônio: R$ 88 bilhões
  4. André Santos Esteves (BTG Pactual) - Patrimônio: R$ 51 bilhões (+56%)
  5. Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) - Patrimônio: R$ 40,2 bilhões (+4,5%)
  6. Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB Inbev/3G Capital) - Patrimônio: R$ 39,1 bilhões (-20,8%)
  7. Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM) - Patrimônio: R$ 38 bilhões (+5,1%)
  8. Miguel Gellert Krigsner (O Boticário) - Patrimônio: R$ 34,2 bilhões (+19,2%)
  9. Alexandre Behring da Costa (3G Capital) - Patrimônio: R$ 31 bilhões (-11,1%)
  10. Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or) - Patrimônio: R$ 30,4 bilhões (+119,1%)
Lista Forbes: comparativo dos maiores bilionários do Brasil de 2024 para 2025 — Foto: Arte g1
Lista Forbes: comparativo dos maiores bilionários do Brasil de 2024 para 2025 — Foto: Arte g1


Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo

1. Eduardo Saverin: R$ 227 bilhões (+45,5%)

  • Idade: 43 anos
  • Onde mora: Singapura
  • Empresa: Facebook
  • Setor: Tecnologia

Saverin nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele se formou em economia em Harvard, onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook em 2004. Sua fortuna veio de uma participação minoritária da empresa, que viria a crescer anos mais tarde.

Nos anos seguintes, Saverin e Zuckerberg discordaram sobre os rumos da empresa. O embate foi parar na Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield.

O brasileiro fez o investimento inicial necessário para começar as operações da empresa, segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012.

Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação.

A fortuna de Saverin teve um bom impulso após a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentar resultados robustos no quarto trimestre de 2023 e anunciar o primeiro plano de distribuição de dividendos da empresa. Com o resultado, ele ficou muito à frente dos demais.

Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista — Foto: Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo
Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista — Foto: Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo

2. Vicky Safra: R$ 120,5 bilhões

  • Idade: 73 anos
  • Onde mora: Suíça
  • Empresa: Banco Safra
  • Setor: Finanças
  • Nascimento: Grécia/naturalizada brasileira

Vicky Safra, de 72 anos, tem origem grega. Ela tinha apenas 17 anos quando se casou com Joseph Safra, o homem que viria se tornar o banqueiro mais rico do mundo.

A fortuna da família tem raízes na Síria, com a criação de uma empresa que operava como casa bancária em 1800. Só começou a fazer parte da história do Brasil em 1953, quando o pai de Joseph Safra, Jacob Safra, se mudou com a família para o país.

Por aqui, a fundação da Safra Financeira veio em 1967. Com as compras de outras instituições financeiras, em 1972 o Banco Safra se estabeleceu no Brasil. Juntos, Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph Safra morreu em 2020, aos 82 anos, por causas naturais.

Entre os filhos, Jacob e David administram os negócios do Safra no Brasil e fora do país. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações, e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval.

O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo

3. Jorge Paulo Lemann: R$ 88 bilhões (-4,2%)

  • Idade: 85 anos
  • Onde mora: Suíça
  • Empresa: AB Inbev/3G Capital
  • Setor: Bebidas/Investimentos

O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas.

Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard.

Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle.

No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões.

Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons.

Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce
Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce

4. André Esteves: R$ 51 bilhões (+56%)

  • Idade: 57 anos
  • Onde mora: Brasil
  • Empresa: BTG Pactual
  • Setor: Finanças

O banqueiro André Esteves, de 56 anos, começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição.

Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual.

Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa.

O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões.

A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía da instituição.

5. Fernando Roberto Moreira Salles: R$ 40,2 bilhões (+4,5%)

  • Onde mora: Brasil
  • Idade: 79 anos
  • Empresa: Itaú Unibanco/CBMM
  • Setor: Finanças/Mineração

Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú.

Empresário Beto Sicupira, em foto de novembro de 2010.  — Foto: Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo
Empresário Beto Sicupira, em foto de novembro de 2010. — Foto: Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo

6. Carlos Alberto da Veiga Sicupira: R$ 39,1 bilhões (-20,8%)

  • Idade: 77 anos
  • Onde mora: Suíça
  • Empresa: AB Inbev/3G Capital 
  • Setor: Bebidas/Investimentos

A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, segundo a Forbes. O bilionário é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital, ao lado de Lemann e Telles.

Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948.

Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard.

Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo.

Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo

Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025
Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---- 

'The Economist' retrata Bolsonaro como extremista e diz que julgamento de ex-presidente é 'lição de democracia' para os EUA

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Edição desta semana da 'The Economist' dá destaque ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, fala de 'febre populista' e diz que a América 'está se tornando mais corrupta, protecionista e autoritária'.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1

Postado em 28 de 2.025 às 09h30m

#.* --  Post. - Nº.\  11.805  --  *.#

Jair Bolsonaro na capa da revista britânica 'The Economist' — Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro na capa da revista britânica 'The Economist' — Foto: Reprodução

O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro está na capa da revista britânica "The Economist" desta semana.

A publicação, que chega às bancas nesta quinta-feira (28), dá destaque ao julgamento do brasileiro, que começa na terça-feira que vem, no dia 2 de setembro, e ao divulgar a nova edição nas redes sociais, afirma:

"O Brasil oferece uma lição de democracia para uma América que está se tornando mais corrupta, protecionista e autoritária".

Prestes a ser julgado por tentativa de golpe de estado, Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, foi retratado com o rosto pintado com as cores do Brasil e com um chapéu igual ao que usava o 'viking do Capitólio', um dos apoiadores extremistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a invasão ao Congresso americano em 2021.

Chamado de "polarizador" e "Trump dos trópicos", segundo a revista, o ex-presidente brasileiro e "seus aliados, provavelmente, serão considerados culpados" pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A "The Economist" ainda afirma que "o golpe fracassou por incompetência, e não por intenção".

"Isso torna o Brasil um caso de teste para a recuperação de países de uma febre populista", diz a reportagem, enumerando exemplos de outros países como os EUA, Reino Unido e Polônia.

Lula critica ações da família Bolsonaro: uma das maiores traições
Lula critica ações da família Bolsonaro: uma das maiores traições

Entre os argumentos apresentados para justificar a manchete - "O que o Brasil pode ensinar para a América" -, a revista enumera ações recentes do governo Donald Trump.

"Isso nos remete a uma era sombria e passada, em que os Estados Unidos, habitualmente, desestabilizavam os países latino-americanos. Felizmente, a interferência do Sr. Trump provavelmente sairá pela culatra. (...) Ao contrário de seus pares nos Estados Unidos, muitos dos políticos tradicionais do Brasil, de todos os partidos, querem seguir as regras e progredir por meio de reformas. Essas são as marcas da maturidade política. Pelo menos temporariamente, o papel do adulto democrático do hemisfério ocidental se deslocou para o sul", diz a reportagem.

Manifestante com adereços e rosto pintado grita dentro do edifício do Capitólio após invasão de apoiadores de Donald Trump em Washington — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP
Manifestante com adereços e rosto pintado grita dentro do edifício do Capitólio após invasão de apoiadores de Donald Trump em Washington — Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----