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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Queda populacional de formigas indica apocalipse global de insetos

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Estudo identificou redução populacional em 79% das espécies endêmicas de formigas em Fiji. Pesquisadores veem relação com problema global que afeta ecossistemas menos isolados.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 09 de Outubro de 2.025 às 10h00m
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Redução da população de formigas coincide com avanço da colonização em Fiji (Imagem de referência) — Foto: Reprodução/Pexels
Redução da população de formigas coincide com avanço da colonização em Fiji (Imagem de referência) — Foto: Reprodução/Pexels

Ao menos 79% das espécies endêmicas de formigas do arquipélago de Fiji vivem um forte declínio populacional, uma decadência que coincide com a chegada do ser humano na região, há 3 mil anos, e que se intensificou nos últimos séculos com o avanço da colonização das ilhas do Pacífico Sul.

Os dados foram publicados por cientistas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa, do Museu de Zoologia Comparativa de Harvard e da Universidade Maryland na revista Science, em meados de setembro.

A tendência, segundo os pesquisadores, é representativa de um processo que pode incidir sobre insetos endêmicos de diversas partes do mundo e sobre seus habitats.

Isso porque a abundância e a biodiversidade dos insetos são cruciais para manter ecossistemas saudáveis, já que atuam desde a polinização das flores até a decomposição e o apoio aos ciclos de nutrientes.

Em Fiji, por exemplo, espécies nativas são responsáveis até mesmo por cultivar pés de café na casca de árvores a fim de colher seu néctar.

O declínio populacional de insetos já é identificado em todo o mundo, mas sua extensão é de difícil mensuração. A maioria dos estudos se baseia em pesquisas de campo realizadas no século passado, deixando lacunas na compreensão das tendências de longo prazo, dizem os pesquisadores.

O novo estudo, porém, usa uma abordagem genômica comunitária para delimitar com maior precisão as tendências demográficas de espécies que existem exclusivamente em Fiji.

Graças a coleções existentes em museus, eles puderam rastrear as relações evolutivas das formigas para explorar sua chegada às ilhas e reconstruir a história populacional da espécie.

As formigas são realmente inteligentes?
As formigas são realmente inteligentes?

Resultado é 'alarmante'

Segundo comunicado da Universidade de Maryland, o resultado é "alarmante". "O fato de as espécies endêmicas estarem em declínio é motivo de grande preocupação, tanto para o futuro dessas espécies em Fiji quanto pela possibilidade de que seja um fenômeno muito mais generalizado, afetando outros tipos de insetos e outras ilhas", disse um dos entomologistas responsáveis pela análise, Evan Economo.

A pesquisa indica que a maior proporção de declínios parece ter ocorrido nos últimos séculos, coincidindo com o contato europeu, a colonização, o comércio global e a introdução de técnicas agrícolas modernas.

Enquanto isso, as espécies de formigas introduzidas recentemente pelos humanos estão experimentando um crescimento explosivo em sua população.

"E, nas ilhas, espécies de formigas não nativas são um grande problema, pois perturbam os ecossistemas locais, levando espécies nativas de todos os tipos à extinção e causando problemas para a saúde humana e a agricultura", disse Economo.

"É provável que o aumento das espécies de formigas não nativas seja um dos fatores pelo qual as espécies endêmicas estão diminuindo como um grupo, juntamente com outras pressões."



'Apocalipse global de insetos'

Os pesquisadores apontam que as ilhas funcionam como microcosmos das tendências globais, pois são ecossistemas isolados que sentem os efeitos do impacto humano mais rapidamente.

"Determinar se as observações recentes fazem parte de tendências mais longas pode ajudar a orientar os esforços de conservação e identificar fatores que contribuem para o apocalipse global de insetos", diz o comunicado da Universidade Maryland.

O próximo passo dos pesquisadores será recuperar dados moleculares ocultos em amostras de museus para esclarecer o declínio de outras espécies de insetos globalmente importantes.

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László Krasznahorkai ganha Prêmio Nobel de Literatura 2025

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Romancista húngaro é conhecido por livros com temas distópicos, como 'Sátántangó' e 'Melancolia da resistência'. Anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (9) pela Academia Sueca.
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Por Redação g1

Postado em 09 de Outubro de 2.025 às 09h05m
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Húngaro é o vencedor do Nobel de Literatura de 2025
Húngaro é o vencedor do Nobel de Literatura de 2025

O húngaro László Krasznahorkai venceu o Prêmio Nobel de Literatura 2025. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (9) pela Academia Sueca.

Segundo o comitê, o escritor venceupor sua obra convincente e visionária que, em meio ao terror apocalíptico, reafirma o poder da arte.

O valor do Prêmio Nobel para 2025 foi definido em 11,0 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).

László Krasznahorkai nasceu em 1954, em Gyula, na Hungria. Ele é conhecido por romances exigentes e distópicos, com tom filosófico, como "Sátántangó" e "Melancolia da resistência".

Especializado em latim, ele se formou em direito na Universidade József Attila (JATE) (atual Universidade de Szeged) e na Universidade Eötvös Loránd (ELTE) (anteriormente Universidade de Budapeste)

László Krasznahorkai, Nobel de Literatura em 2025 — Foto: Matt Dunham/AP
László Krasznahorkai, Nobel de Literatura em 2025 — Foto: Matt Dunham/AP

Em 1985, publicou "Sátántangó", obra que o "revelou" como escritor. O romance retrata um grupo de moradores desamparados em uma fazenda na zona rural da Hungria, pouco antes da queda do comunismo. O livro foi uma sensação literária entre os húngaros, transformado em um filme de Béla Tarr, em 1994.

Ao longo da carreira, Krasznahorkai viveu períodos fora da Hungria: em 1987 esteve em Berlim Ocidental, e viajou pelo Leste Asiático nos anos 90. Ele também residiu em Kyoto e por um tempo em Nova Iorque. Essas experiências influenciaram bastante sua obra a partir dos anos 90.

O autor recebeu diversos outros prêmios de prestígio, entre eles o Man Booker International Prize em 2015 pelo conjunto da obra.



Nobel da Literatura em números

Desde 1901, foram 122 laureados em 118 premiações. Isso porque em quatro delas, dois nomes foram anunciados como vencedores no mesmo ano. Até hoje, ninguém foi premiado mais de uma vez.

Não houve premiação em sete ocasiões: 1914, 1918, 1935, 1940, 1941, 1942 e 1943.

Rudyard Kipling foi o mais jovem vencedor do prêmio. Em 1907, quando foi nomeado, tinha 41 anos de idade. Já a mais velha foi Doris Lessing, que estava com 87 anos quando foi premiada em 2007.

Ao longo dos mais de cem anos de premiação, duas pessoas declinaram ao Nobel: Boris Pasternak, em 1958, e Jean Paul Sartre, em 1964. Boris foi obrigado pelas autoridades de seu país a recusar o prêmio. Já Sartre, historicamente, sempre recusou todas as homenagens oficiais.

Os últimos vencedores do Prêmio Nobel de Literatura

Em 2024, Han Kang, escritora sul-coreana, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. De acordo com a academia, o prêmio foi concedidopor sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana". Ela é autora de "A vegetariana", entre outros títulos.

Han Kang nasceu em 1970 na cidade sul-coreana de Gwangju, e se mudou para Seul aos nove anos. Ela vem de uma formação literária, e seu pai é um renomado romancista. Junto à sua escrita, ela também se dedicou à arte e à música, o que se reflete em toda a sua produção literária.

  • 2024: Han Kang (Coreia do Sul)
  • 2023: Jon Fosse (Noruega)
  • 2022: Annie Ernaux (França)
  • 2021: Abdulrazak Gurnah (Tanzânia)
  • 2020: Louise Glück (Estados Unidos)
  • 2019: Peter Handke (Áustria)
  • 2018: Olga Tokarczuk (Polônia)
  • 2017: Kazuo Ishiguro (Reino Unido)
  • 2016: Bob Dylan (Estados Unidos)
  • 2015: Svetlana Alexievich (Belarus)
O que é o Prêmio Nobel

A láurea foi criada pelo químico e empresário Alfred Nobel. Inventor da dinamite em 1867, o sueco doou a maior parte de sua fortuna em testamento para a criação de prêmios de física, química, medicina, literatura e paz (o prêmio de economia foi criado anos mais tarde).

O documento dizia que os prêmios deveriam ser concedidos "àqueles que, durante o ano anterior, tenham conferido o maior benefício à humanidade".

Contudo, hoje em dia, conforme explica Juleen Zierath, membro do Instituto Karolinska - o júri do Nobel de Medicina-, essa regra não é mais tão levada à risca.

"Você pode ter feito essa descoberta em um estágio muito inicial de sua carreira de pesquisa, ou pode ter feito essa descoberta em um estágio muito avançado de sua carreira de pesquisador", ressalta a pesquisadora.

Veja o cronograma dos próximos anúncios do Prêmio Nobel em 2025:

  • Paz: sexta-feira, 10 de outubro
  • Economia: segunda-feira, 13 de outubro
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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Nobel de Química vai para Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas

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Estruturas desenvolvidas pelos laureados podem ajudar a reduzir emissões de carbono, filtrar poluentes e extrair água do ar em regiões áridas. Prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões) reconhece avanços que transformam a compreensão da matéria e impulsionam novas tecnologias.
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Por Poliana Casemiro, Talyta Vespa, g1

Postado em 08 de Outubro de 2.025 às 08h50m
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Cientistas vencem Nobel de Química em 2025 pelo desenvolvimento de estruturas metal-orgânicas
Cientistas vencem Nobel de Química em 2025 pelo desenvolvimento de estruturas metal-orgânicas

O cientista japonês Susumu Kitagawa, o britânico Richard Robson e Omar M. Yaghi, da Jordânia, são os ganhadores do Prêmio Nobel 2025 em Química, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia nesta quarta-feira (8).

Os três cientistas dividirão igualmente o prêmio, que totaliza 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões), pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas, conhecidas como MOFs (metal-organic frameworks) materiais ultraporosos capazes de capturar, armazenar e separar moléculas em nível atômico (entenda mais abaixo).

Vencedores do Nobel de Química são Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi — Foto: Reprodução/Nobel
Vencedores do Nobel de Química são Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi — Foto: Reprodução/Nobel

Moldando o invisível: como funcionam os MOFs

Imagine uma esponja, só que feita de átomos. É assim que funcionam os metal-organic frameworks (MOFs). Cada estrutura é composta por íons metálicos (como cobre, zinco ou cobalto) ligados a longas cadeias orgânicas que formam um cristal com inúmeros poros microscópicos.

Esses buracos são tão pequenos e organizados que permitem capturar gases, armazenar energia ou separar moléculas específicas — uma espécie de engenharia de espaços vazios dentro da química.

Os MOFs são tão porosos que alguns gramas do material têm área interna equivalente a um campo de futebol. Isso significa que eles conseguem absorver quantidades imensas de gás ou vapor em comparação com outros materiais.

Essas estruturas têm um potencial enorme, criando possibilidades inéditas de materiais sob medida com novas funções”, explicou Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química.
Da teoria ao impacto prático

A pesquisa começou ainda nos anos 1980, quando Richard Robson percebeu que poderia usar a atração natural entre íons metálicos e moléculas orgânicas para criar cristais com cavidades internas.

Mais tarde, Susumu Kitagawa, da Universidade de Kyoto, mostrou que esses materiais podiam ser estáveis e flexíveiscapazes de absorver e liberar gases sem se desmanchar.

Já Omar Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, desenvolveu versões ultrarresistentes, como o MOF-5, que permanece intacto mesmo a 300 °C e pode ser moldado conforme a necessidade do uso.

Foi Yaghi quem também demonstrou uma das aplicações mais emblemáticas: extrair água do ar do deserto. Seu grupo criou um material que, durante a noite, captura vapor d’água e, ao amanhecer, libera o líquido quando é aquecido pela luz do sol.

Onde isso aparece na vida real

Embora ainda sejam estudados principalmente em laboratório, os MOFs já têm aplicações reais e promissoras:

  • Captura de CO₂ em fábricas e usinas, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa;
  • Purificação de água, com materiais que retêm poluentes como PFAS e restos de medicamentos;
  • Armazenamento de hidrogênio, que pode servir como combustível limpo;
  • Controle de amadurecimento de frutas, ao absorver o gás etileno;
  • Produção de chips e semicondutores, onde são usados para conter ou neutralizar gases tóxicos.
“Salas” para a química do futuro

Desde as descobertas originais, cientistas do mundo todo já criaram dezenas de milhares de variações de MOFs — cada uma com propriedades específicas para resolver desafios diferentes.

Por isso, há quem veja esses materiais como o material do século XXI, com potencial para transformar desde o combate às mudanças climáticas até a criação de medicamentos e baterias mais eficientes.

Com osnovos cômodos criados dentro das moléculas, Kitagawa, Robson e Yaghi ajudaram a abrir espaço — literalmente — para que a química encontre novas soluções para os grandes problemas da humanidade.

Quem são os ganhadores do Nobel de Química 2025

  • Susumu Kitagawa, nascido em 1951 em Kyoto, Japão, é doutor pela Universidade de Kyoto, onde também atua como professor. Reconhecido por seus estudos em química de coordenação e materiais porosos, foi um dos pioneiros na criação dos primeiros metal-organic frameworks (MOFs) capazes de armazenar e liberar gases de forma controlada.
  • Richard Robson, nascido em 1937 em Glusburn, Reino Unido, é doutor pela Universidade de Oxford e professor na Universidade de Melbourne, na Austrália. Foi o primeiro a propor, ainda nos anos 1980, a ideia de usar íons metálicos e moléculas orgânicas para formar estruturas tridimensionais com cavidades internas — conceito que deu origem aos MOFs.
  • Omar M. Yaghi, nascido em 1965 em Amã, Jordânia, doutorou-se em 1990 pela Universidade de Illinois Urbana-Champaign (EUA) e é professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley. É considerado o principal responsável por transformar os MOFs em materiais estáveis e escaláveis, abrindo caminho para aplicações como captura de carbono e extração de água do ar.

Os três dividirão igualmente o prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões) concedido pela Academia Real das Ciências da Suécia.

Os ganhadores em 2024

O Nobel de Química de 2024 reconheceu David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper por decifrarem os segredos das proteínas — moléculas essenciais à vida — com a ajuda da inteligência artificial (IA) e da computação de alto desempenho.

Baker, professor na Universidade de Washington (EUA), foi premiado por desenvolver o design computacional de proteínas, processo que permite criar moléculas inéditas com funções específicas, usadas em medicamentos e vacinas.

Hassabis e Jumper, por sua vez, foram reconhecidos por criarem o AlphaFold2, modelo de IA da Google DeepMind que solucionou um desafio de 50 anos: prever a forma tridimensional das proteínas a partir de suas sequências de aminoácidos.

Os químicos há muito sonham em entender e dominar completamente as ferramentas químicas da vida — as proteínas. E esse sonho agora está ao nosso alcance, afirmou o comitê do Nobel na época.

Uma revolução para a biologia e a medicina

As descobertas de Baker, Hassabis e Jumper redefiniram o estudo das proteínas, abrindo novas fronteiras para a criação de remédios, vacinas, nanomateriais e sensores.

Antes dessas técnicas, determinar a estrutura 3D das proteínas exigia métodos experimentais lentos e caros, como cristalografia e ressonância magnética nuclear.

Agora, com o AlphaFold2, é possível prever rapidamente a forma de milhões de proteínas — ferramenta já usada em mais de 190 países por cientistas que estudam doenças e buscam novos tratamentos.

O comitê destacou que o prêmio de 2024 marcou o início da era da biologia assistida por IA, em que a combinação de química, biologia e ciência da computação acelera descobertas que antes levavam décadas.

Curiosidades sobre o Nobel de Química

  • Desde 1901, o Nobel de Química já premiou mais de 190 cientistas, entre eles Marie Curie, Linus Pauling e Ahmed Zewail.
  • O mais jovem laureado foi Frédéric Joliot, premiado em 1935 aos 35 anos, por suas pesquisas sobre radioatividade.
  • Já o mais velho foi John B. Goodenough, que recebeu o Nobel em 2019, aos 97 anos, pelas baterias de íon-lítio — tecnologia presente em celulares, notebooks e carros elétricos.
  • Marie Curie é a única pessoa a ganhar dois Nobéis em áreas diferentes: Física (1903) e Química (1911).
Cronograma dos prêmios de 2025

  • Medicina: segunda-feira, 6 de outubro
  • Física: terça-feira, 7 de outubro
  • Química: quarta-feira, 8 de outubro
  • Literatura: quinta-feira, 9 de outubro
  • Paz: sexta-feira, 10 de outubro
  • Economia: segunda-feira, 13 de outubro
Três pesquisadores vencem o prêmio Nobel de Física
Três pesquisadores vencem o prêmio Nobel de Física

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Aprovação ao governo Lula volta a empatar com desaprovação pela 1ª vez desde janeiro

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Levantamento mostra que 49% desaprovam a gestão petista, enquanto 48%, aprovam. Margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
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Por Arthur Stabile, Felipe Turioni, Gustavo Petró, g1 — São Paulo

Postado em 08 de Outubro de 2.025 às 08h00m
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Aprovação ao governo Lula volta a empatar com desaprovação após 9 meses, diz Quaest
Aprovação ao governo Lula volta a empatar com desaprovação após 9 meses, diz Quaest

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (8) mostra que a aprovação ao governo Lula voltou a empatar, dentro da margem de erro, com a desaprovação: 49% dos brasileiros desaprovam a gestão petista, enquanto 48%, aprovam.

Esta é a primeira vez, desde janeiro, que há empate entre os dois indicadores. No início do ano, 49% desaprovavam Lula, já a aprovação era de 47%. A diferença de um ponto é a menor desde dezembro de 2024, quando a aprovação era maior que a desaprovação (52% a 47%).

Entre fevereiro e setembro, os indicadores mostravam maior desaprovação. O pico de diferença ocorreu em maio deste ano, quando 17 pontos separavam a avaliação negativa (57%) da positiva (40%).

Veja os números:

  • Aprova: 48% (eram 46% na pesquisa de setembro);
  • Desaprova: 49% (eram 51%);
  • Não sabem/não responderam: 3% (eram 3%).

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento aponta que:

  • Mulheres voltaram a aprovar mais Lula do que desaprovar: 52% a 45%, indicadores que estavam empatados em 48% no levantamento anterior;
  • Os católicos voltaram a aprovar mais o governo petista, após empate registrado em setembro: 54% aprovam, e 44%, desaprovam. A margem é de 3 pontos para mais ou menos;
  • Os mais ricos (renda familiar de 5 salários mínimos ou mais) apresentam empate entre os indicadores: 52% desaprovam e 45%, aprovam. O público mais desaprovava o governo até setembro. A margem de erro é de 4 pontos;
  • empate entre o público de 35 a 59 anos, mas com aprovação e reprovação invertendo posições: enquanto 51% desaprovaram e 46% aprovavam em setembro, agora 51% aprovam e 46%, desaprovam;
  • Voltou a ter empate entre o público de 60 anos ou mais, com 50% aprovando e 46%, desaprovando. Havia maior aprovação a Lula (53% a 45%) em setembro.
Presidente Lula durante entrevista no Palácio do Planalto — Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula durante entrevista no Palácio do Planalto — Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Quaest também ouviu a opinião dos entrevistados sobre a relação de Lula com Trump e sobre assuntos econômicos, incluindo a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Veja abaixo:

  • 49% acham que Lula saiu mais forte após encontro com Trump na ONU; 27% acham que saiu mais fraco;
  • 79% são a favor de isentar IR de quem ganha R$ 5 mil;
  • Cai a parcela de brasileiros que consideram que economia piorou no último ano.
Veja, abaixo, a avaliação de Lula por segmento:

Região

Os indicadores de aprovação e desaprovação ao governo Lula tiveram variações dentro da margem de erro nas regiões do país em relação ao levantamento anterior, realizado em setembro, mas sem alterar os cenários. Veja os números:

Gênero

Mulheres voltaram a aprovar mais o governo Lula do que desaprovar: 52% a 45%, indicadores que estavam empatados em 48% no levantamento anterior, realizado em setembro. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos.

Entre os homens, houve oscilação nos números dentro da margem de erro, que é de 3 pontos, mas sem alterar o cenário de maior desaprovação ao governo federal. Veja os números:

Faixa etária

A pesquisa mostra empate técnico entre o público de 35 a 59 anos, como ocorria na pesquisa de setembro. A diferença é que aprovação e reprovação inverteram as posições: enquanto 51% desaprovaram e 46% aprovavam em setembro, agora são 51% os que aprovam e 46%, os que desaprovam. A margem de erro é de 3 pontos neste segmento.

Também há empate nos números no público mais velho, com 60 anos ou mais: 50% de aprovação e 46% de desaprovação. Antes, no levantamento anterior, havia maior aprovação a Lula (53% a 45%). A margem de erro é de 5 pontos para mais ou menos.

Entre os jovens, de 16 a 34 anos, houve oscilação de um ponto na desaprovação, o que não altera o cenário do segmento, que tem margem de 4 pontos para mais ou menos. Veja os números:

Escolaridade

Entre quem tem até o ensino fundamental, aumentou de 15 para 22 pontos a diferença a favor aprovação em relação à desaprovação: 59% contra 37% (eram 56% e 41% em setembro). A margem de erro é de 4 pontos.

Nos demais indicadores de escolaridade (ensino médio completo e ensino superior completo), aprovação e desaprovação tiveram variações dentro da margem de erro, mas sem alterações no cenário. Veja os números:

Renda familiar

Os mais ricos (renda familiar de 5 salários mínimos ou mais) apresentam empate entre os indicadores: 52% desaprovam e 45%, aprovam. O público mais desaprovava o governo até setembro (60% a 37%). A margem de erro é de 4 pontos.

Houve variação dentro da margem de erro em aprovação e desaprovação nas rendas de quem recebe até 2 salários mínimos e no público de mais de 2 a 5 salários mínimos, mas sem alterar o cenário de mais aprovação nos mais pobres e de empate na classe intermediária, com margens de erro de 4 e 3 pontos, nesta ordem. Veja os números:

Religião

Os católicos voltam a aprovar mais o governo petista após o empate técnico entre os indicadores registrados em setembro: agora, 54% aprovam e 44%, desaprovam. São dez pontos de diferença. A margem é de 3 pontos para mais ou menos;

Entre os evangélicos, Lula segue mais desaprovado (63%) do que aprovado (34%). Veja os números abaixo:

Bolsa família

A aprovação da gestão Lula entre os beneficiários do Bolsa Família foi a 67% (eram 64% em setembro) e a desaprovação, a 31% (eram 31%). As variações estão dentro da margem de erro, mas indicam o melhor resultado no ano, com 36 pontos de vantagem para a aprovação -- em julho, indicadores estavam em empate técnico. Margem de erro é de 5 pontos para mais ou menos.

Entre quem não é beneficiário do programa social, 53% desaprovam o governo petista (eram 55% em setembro), já 44%, aprovam (eram 42%). As oscilações estão dentro da margem de erro, de 3 pontos no segmento.

Avaliação geral do governo

O levantamento da Quaest questionou aos eleitores como eles avaliam o governo Lula no geral. Houve oscilação de um ponto para baixo entre quem avalia o governo de modo negativo e de dois pontos para cima entre quem avalia como positivo.

Veja os números:

  • Positivo: 33% (eram 31% em setembro);
  • Negativo: 37% (eram 38%);
  • Regular: 27% (eram 28%);
  • Não sabe/não respondeu: 3% (eram 3%).