Total de visualizações de página

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Ministério define regras para investimentos em minerais estratégicos e espera captar R$ 5,2 bilhões ao ano

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Portaria foi publicada nesta sexta-feira (14) e envolve recursos como cobalto, cobre e lítio e, também, as chamadas terras raras. Projetos em SP, PA e MG podem ser beneficiados.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Mariana Assis, g1 — Brasília

Postado em 14 de Novembro de 2.025 às 15h20m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  11.945 --  *.#

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta sexta-feira (14) uma portaria com regras para emissão de títulos (debêntures) para projetos de exploração de minerais estratégicos para ações de transição energética.

A portaria da pasta também trata das chamadas terras raras. O investimento total esperado é de R$ 5,2 bilhões por ano, sendo R$ 3,7 bilhões em transformação mineral.

🔎Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas não financeiras. Já os minerais críticos são recursos de importância estratégica para a economia. São essenciais para a fabricação de baterias, turbinas eólicas, painéis solares e eletrônicos.

🔎As terras raras, por sua vez, são um grupo de 17 elementos químicos com propriedades magnéticas e ópticas.

Professor Rômulo Simões da UFPA explica um pouco mais sobre os minerais críticos.
Professor Rômulo Simões da UFPA explica um pouco mais sobre os minerais críticos.

De acordo com a norma do MME, entre os recursos que serão explorados estão:

  • cobalto;
  • cobre;
  • lítio;
  • níquel;
  • e os elementos químicos das chamadas terras raras.

Segundo o governo, a portaria tem o objetivo de atrair investimentos privados, estimular a agregação de valor e fortalecer a indústria de transformação mineral.

A medida deve beneficiar projetos estratégicos de sulfato de níquel e cobalto em São Paulo (SP) e Pará (PA), além de plantas de carbonato de lítio em Minas Gerais (MG). Isso, conforme o MME, pode impulsionar o desenvolvimento e as cadeias de baterias e armazenamento de energia.

A estimativa da pasta é que até 49% dos recursos captados poderão ser destinados às etapas de lavra e desenvolvimento de minas, se estiverem vinculadas a projetos de transformação mineral.

Interesse dos EUA por minerais críticos brasileiros expõe desafio de explorar reservas fundamentais à indústria de tecnologia — Foto: Reprodução/TV Globo
Interesse dos EUA por minerais críticos brasileiros expõe desafio de explorar reservas fundamentais à indústria de tecnologia — Foto: Reprodução/TV Globo

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Empresa brasileira vence prêmio do príncipe William com projeto que usa IA para reflorestar

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Amazônia Re.green combina tecnologia e dados ecológicos em projetos de reflorestamento na Amazônia e na Mata Atlântica. Empresa quer plantar 65 milhões de mudas até 2032.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Júlia Carvalho, g1

Postado em 13 de Novembro de 2.025 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  11.944 --  *.#

Empresa brasileira une tecnologia e natureza para restaurar florestas
Empresa brasileira une tecnologia e natureza para restaurar florestas

Uma combinação de inteligência artificial, imagens de satélite e dados ecológicos que tem como objetivo restaurar um milhão de hectares de floresta na Amazônia e na Mata Atlântica.

Esse é o projeto desenvolvido pela re.green, empresa brasileira de reflorestamento vencedora de uma das categorias do Earthshot Prize 2025.

🌱 O Earthshot Prize foi criado em 2020 pelo Príncipe William e tem como propósito buscar exemplos de liderança climática e resolução de problemas ambientais. O prêmio sempre destaca os 15 finalistas mais inspiradores e tem cinco vencedores anualmente, que ganham 1 milhão de libras cada para investirem em seus projetos.

Empresa brasileira re.green trabalha com toda a cadeia de restauração, desde a coleta das sementes até a comercialização do crédito de carbono. — Foto: Divulgação/re.green
Empresa brasileira re.green trabalha com toda a cadeia de restauração, desde a coleta das sementes até a comercialização do crédito de carbono. — Foto: Divulgação/re.green

A re.green, fundada em 2021, foi a ganhadora na categoria "Protect & Restore Nature" ("Proteger e Restaurar a Natureza", em inglês). A empresa trabalha com toda a cadeia de restauração, desde a coleta das sementes até a comercialização do crédito de carbono. (entenda mais abaixo)

"Às vezes, as pessoas acham que restaurar um ecossistema é igual a plantar árvores. Mas não é. Exige um monte de considerações sobre métodos a serem usados, sobre quais espécies têm que estar presentes", detalha Thiago Picolo, CEO da re.green.

A empresa diz que cerca de 6 milhões de mudas já foram cultivadas desde 2021, e há previsão para plantio de mais de 65 milhões até 2032. A companhia atua em mais de 34 mil hectares em quatro estados (Bahia, Pará, Maranhão e Mato Grosso), sendo que metade dessa área já está em processo de restauração.

Mapeamento e compra de terras

A empresa brasileira combina tecnologia com manejo de espécies para garantir um processo eficiente de restauração.

Primeiro, são utilizados drones e imagens de satélite, além de dados ecológicos e financeiros, para identificar as áreas com maior potencial de recuperação.

Projeto de reflorestamento da floresta amazônica no Maranhão. — Foto: Divulgação/re.green
Projeto de reflorestamento da floresta amazônica no Maranhão. — Foto: Divulgação/re.green

É nessa etapa que entra também uma análise feita com o uso de inteligência artificial. A empresa desenvolveu algoritmos que conseguem entender, dentro de uma área específica, qual é o recorte restaurável e qual alocação de modelo de restauração é necessária.

📈Isso permite que seja estimado o custo de cada projeto e até qual a curva de carbono capturada estimada no local, a partir do reflorestamento.

"Uma vez que a gente definiu quais são esses lugares que a gente vai estabelecer uma presença, a gente precisa encontrar propriedades específicas que possam ser negociadas ou adquiridas pela empresa", comenta Picolo.

👉Atualmente, a re.green conta com dois principais modelos nessa etapa do processo:

  • Compra de propriedades pecuárias de baixa produtividade – as terras tornam-se propriedade da empresa e passam a ser usada para reflorestamento.
  • Arrendamento de terras com os proprietários – o proprietário se torna parceiro da empresa, com participação nos lucros gerados pela terra pela restauração.

Apesar de ainda atuar apenas em propriedades privadas, a empresa vê com bons olhos a possibilidade de, no futuro, desenvolver o projeto também em áreas públicas, por meio de concessões do governo.


Frascos com óleo para 'chamar dinheiro' e muito mais: conheça a tradição das erveiras no Ver-o-Peso

Modelos de restauração e monitoramento

A partir daí, são desenvolvidos modelos de restauração baseados em espécies nativas e regionais, personalizados para cada região.

"Entendemos que para conseguir restabelecer todos os processos ecossistêmicos e recuperar uma floresta resiliente, é fundamental que as plantas escolhidas sejam parte natural do bioma da região", afirma a empresa.

Thiago ainda destaca que os modelos são desenvolvidos considerando o contexto de cada terra, isto é, como ela foi utilizada no passado e qual seu estado de degradação.

"A restauração pode ir desde um processo mais intensivo, com muito plantio, até uma restauração menos intensiva, que chamamos de regeneração natural – quando a gente só ajuda a natureza a tomar o caminho que ela tem potencial para tomar", compara.

🌱Para isso, a re.green trabalha com 22 parceiros, incluindo a Bioflora, um dos maiores viveiros de espécies nativas brasileiras, com capacidade de produzir cerca de 3 milhões de mudas por ano.

Projeto da re.green de restauração da Mata Atlântica na Bahia. — Foto: Divulgação/re.green
Projeto da re.green de restauração da Mata Atlântica na Bahia. — Foto: Divulgação/re.green

Após o plantio nas áreas selecionadas a empresa monitora a restauração e recuperação das florestas.

Essa parte do processo é importante para garantir que as operações previstas na área sejam executadas da forma correta.

"As avaliações são periódicas, tanto para entender se é necessário algum manejo adaptativo, como para mensurar o quanto de carbono está sendo sequestrado naquelas áreas", explica Picolo.

Só então, são comercializados os créditos de carbono com as empresas que contratam os serviços da re.green.

Além de ter como objetivo restaurar um milhão de hectares de floresta, a empresa pretende capturar 15 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

Diretamente da COP30, no Pará, Thiago comenta que o objetivo da empresa é seguir expandindo sua atuação no Brasil e fazendo cada vez mais negócios com grandes companhias.

"Se eu fechar o olho e imaginar a empresa nos próximos anos, eu gostaria de ter um rol de clientes tão bom quanto o que já temos, mas mais numeroso e com representatividade mais ampla em termos de geografias e setores", deseja.

Ele pondera que cada projeto exige um investimento inicial considerável, mas a geração de valor acontece de forma consistente ao longo de muitos anos.

Além do aumento no número de clientes, a empresa também mira no investimento público, para expandir as ações para áreas ainda maiores, inclusive por meio de concessões governamentais.

"A gente é bem ambicioso com as metas que a gente coloca. Então, temos que ter um ritmo de crescimento ousado tanto na oferta quanto na demanda", projeta.

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

terça-feira, 11 de novembro de 2025

IPCA: inflação recua para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês em 27 anos

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Inflação acumula alta de 3,73% em 2025 e 4,68% nos últimos 12 meses. A queda no preço da energia elétrica foi o principal fator que puxou o índice para baixo no mês.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Novembro de 2.025 às 09h55m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  11.943 --  *.#

IPCA fica em 0,09% em outubro, menor taxa em 27 anos
IPCA fica em 0,09% em outubro, menor taxa em 27 anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE.

O resultado representa uma desaceleração de 0,39 ponto percentual em relação à setembro, quando os preços subiram 0,48% com o aumento na conta de luz. O recuo em outubro também ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa um aumento entre 0,10% e 0,16% nos preços.

Segundo o IBGE, a taxa é a menor para um mês de outubro desde 1998, quando foi registrado 0,02%.

Com esses dados, a inflação oficial do país acumula alta de 3,73% em 2025 e 4,68% nos últimos 12 meses. Em outubro do ano passado, 2024, o IPCA havia avançado 0,56%.

Em outubro, o grupo Vestuário liderou a alta dos preços, subindo 0,51% e contribuindo com 0,02 ponto percentual no índice geral. No mês passado, esse grupo teve um alta ainda maior, 0,63%.

Por outro lado, a energia elétrica foi a principal influência negativa no índice do mês (-0,10 p.p.), com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%.

Veja o resultado dos grupos do IPCA em outubro

  • Alimentação e bebidas: 0,01%
  • Habitação: -0,30%
  • Artigos de residência: -0,34%
  • Vestuário: 0,51%
  • Transportes: 0,11%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,41%
  • Despesas pessoais: 0,45%
  • Educação: 0,06%
  • Comunicação: -0,16%

Conta de luz volta a registrar queda; calçados e acessórios mais caros

Em setembro, a conta de luz voltou a pesar no bolso após constribuir para a deflação em agosto. Com o fim do Bônus de Itaipu nas faturas, a energia elétrica residencial subiu 10,31% nomês.

Em outubro, no entanto, a conta de luz foi o principal motivo para a queda dos preços no mês passado. A energia elétrica residencial ficou 2,39% mais barata, segundo IBGE. 

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, isso aconteceu porque a bandeira tarifária mudou: saiu da vermelha patamar 2, que cobrava R$ 7,87 a mais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para a vermelha patamar 1, com cobrança extra menor, de R$ 4,46.

Outros itens que também ajudaram a segurar a inflação no mês passado foram a queda no preço de aparelhos telefônicos (-2,54%) e no seguro de carros (-2,13%).

No IPCA de outubro, o grupo Alimentação e bebidas, que tem o maior peso na inflação, ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,01%, interrompendo uma sequência de quedas.

De acordo com o IBGE, esse foi o menor resultado do grupo para o mês desde 2017.

Dentro desse grupo, a alimentação em casa caiu 0,16%, com destaque para a queda do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Já a batata-inglesa (8,56%) e óleo de soja (4,64%) ficaram mais caros.

A alimentação fora de casa, por sua vez, subiu mais em outubro — passou de 0,11% em setembro para 0,46% no mês passado. Os lanches ficaram 0,75% mais caros, e as refeições, 0,38%.

O grupo Vestuário teve a maior alta do mês (0,51%), puxada por calçados e acessórios (0,89%) e roupa feminina (0,56%). Em Despesas pessoais (0,45%), o destaque foi o aumento do empregado doméstico (0,52%) e do pacote turístico (1,97%).

Saúde e cuidados pessoais (0,41%) foi o grupo que mais influenciou a inflação de outubro, com destaque para produtos de higiene (0,57%) e planos de saúde (0,50%).

Nos Transportes (0,11%), o aumento veio principalmente das passagens aéreas (4,48%) e dos combustíveis (0,32%). O óleo diesel foi o único a cair (-0,46%), enquanto etanol (0,85%), gás veicular (0,42%) e gasolina (0,29%) tiveram leve alta.

 — Foto: rawpixel.com/Freepik
— Foto: rawpixel.com/Freepik

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Vídeo mostra chegada de tornado em cidade que foi devastada no Paraná

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Tornado estava dentro de supercélula que destruiu 90% de Rio Bonito do Iguaçu na sexta-feira (7). No mesmo dia, outros dois tornados foram registrados no estado. 
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Millena Sartori, g1 PR — Ponta Grossa

Postado em 10 de Novembro de 2.025 às 12h40m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  11.942 --  *.#

Vídeo mostra chegada de tornado no Paraná
Vídeo mostra chegada de tornado no Paraná

Um vídeo gravado na sexta-feira (7) pelo circuito de câmeras do campus de Laranjeiras do Sul da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) mostra a chegada do tornado na cidade vizinha de Rio Bonito do Iguaçu, na região central do Paraná. Assista acima.

A gravação foi feita em time-lapse - ou seja, em velocidade acelerada - e mostra o avanço da supercélula. A tempestade, que carregava o tornado dentro dela, é caracterizada pela presença de um mesociclone (uma corrente de ar ascendente girando no interior da nuvem).

O vídeo inicia às 18h e vai até às 18h16, e impressiona pelo tamanho e força do fenômeno. As câmeras da UFFS ficam na zona rural de Laranjeiras do Sul, a cerca de 5 km de Rio Bonito do Iguaçu.

Elas foram analisadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e divulgadas nesta segunda-feira (10).

Nesta segunda (10) o Simepar também atualizou que em Rio Bonito do Iguaçu os ventos chegaram a até 330 km/h, e que outros dois tornados foram registrados no mesmo dia, sendo um em Guarapuava (a 130 km) e outro em Turvo (a 166 km).

No total, seis vítimas morreram durante as tempestades. Outras 750 pessoas ficaram feridas, e 22 delas permaneciam internadas até o início da manhã desta segunda-feira (10).

"O Corpo de Bombeiros informa que não há mais buscas ou resgates e atendimentos pré-hospitalares. O trabalho de cadastramento e atendimento das famílias continua, assim como a distribuição dos donativos. O esforço coletivo de moradores, voluntários e servidores do Estado e prefeitura para retirada de estruturas danificadas e limpeza segue em andamento", disse o Governo, nesta segunda (10).

Vídeo mostra chegada de tornado no Paraná — Foto: Reprodução/Governo do Paraná

Rio Bonito do Iguaçu ficou 90% destruída após passagem de tornado — Foto: Jefferson Silva/ Rádio Campo Aberto/ Coprossel
Rio Bonito do Iguaçu ficou 90% destruída após passagem de tornado — Foto: Jefferson Silva/ Rádio Campo Aberto/ Coprossel

Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade mais afetada, proporcionalmente. O município tem cerca de 14 mil habitantes e teve 90% dos imóveis destruídos.

Segundo o prefeito Sezar Augusto Bovino, a cidade terá que ser reconstruída, e o governo estadual vai destinar R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap) para isso. O valor poderá ser repassado diretamente às famílias, com previsão de até R$ 50 mil por residência, conforme um projeto de lei aprovado em regime de urgência na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Até o momento, foi autorizada a reconstrução das escolas destruídas, e a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria aplicada neste domingo, foi adiada na cidade.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda informou que moradores de Rio Bonito do Iguaçu que recebem benefícios assistenciais poderão solicitar a antecipação da renda mensal.

Os efeitos do tornado no Paraná — Foto: Reprodução/TV Globo
Os efeitos do tornado no Paraná — Foto: Reprodução/TV Globo

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, descreveu o cenário encontrado em Rio Bonito do Iguaçu como de guerra.

Antonio Gieteski, filho de José Gieteski - uma das vítimas que morreram na tragédia -, disse que o pai estava dentro de uma casa que foi arremessada com a força do vento.

"O pai estava com a mãe em casa, como de costume. De repente veio o tornado e, em questão de um minuto, um minuto e 20 segundos, foi como se caísse uma bomba na casa deles. A casa dele foi arremessada uns 30 metros de distância, era uma casa de madeira. Nesse impulso, ele foi junto e as madeiras caíram em cima", conta o filho.

Infográfico: tornado deixa rastro de destruição no Paraná — Foto: g1
Infográfico: tornado deixa rastro de destruição no Paraná — Foto: g1

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----