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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Fechamento do Estreito de Ormuz beneficiou a China, segundo consultoria

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Relatório aponta que Pequim ampliou sua vantagem ao diversificar fontes de energia e usar reservas estratégicas
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Stephanie Yang, da CNN
01/07/26 às 03:01 | Atualizado 01/07/26 às 03:01
Postado em 01 de Julho de 2.026 às 05h30m
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Petroleiro chinês sancionado pelos EUA atravessa o Estreito de Ormuz  • Reuters

A China emergiu como a principal beneficiária do fechamento do Estreito de Ormuz, segundo a consultoria estratégica The Asia Group, sediada em Washington.

Em relatório publicado nesta semana, a consultoria afirma que a interrupção do fluxo de petróleo bruto e de outras commodities provenientes do Oriente Médio afetou de forma desigual as economias da Ásia, que dependem fortemente de importações para abastecer suas necessidades energéticas.

No entanto, a capacidade da China de diversificar seu fornecimento de energia e recorrer às reservas estratégicas deu ao país vantagens em meio a uma crise que causou ampla desestabilização, segundo a The Asia Group.

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A China também ajudou a amortecer o choque global do petróleo, viu crescerem as exportações de tecnologias de energia limpa e passou a retratar a guerra no Irã como mais um exemplo em que a liderança chinesa poderia superar a dos Estados Unidos na resolução de conflitos globais.

"Do ponto de vista econômico e geopolítico, Pequim está usando a crise para promover a China como o parceiro estável de escolha", escreveu o The Asia Group. "Pequim vê a crise como a validação definitiva de sua estratégia de autossuficiência industrial."

Se a escassez de energia persistir, a China ainda poderá sofrer com a alta dos preços das matérias-primas e com uma desaceleração mais ampla da economia global, o que reduziria a demanda por exportações chinesas em um momento em que o país depende cada vez mais delas para sustentar o crescimento econômico.

Ainda assim, o The Asia Group avalia que a China está bem posicionada para enfrentar um período prolongado de volatilidade macroeconômica.

"Esse é um problema a ser administrado, não uma crise", concluiu a consultoria.

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