Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Grupo se opõe às taxas de até 12,5% a dezenas de países acusados de não combater trabalho forçado -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Mariana Catacci, da CNN Brasil 06/07/26 às 20:23 | Atualizado 06/07/26 às 20:23 Postado em 07 de Julho de 2.026 às 06h00m #.* -- Post. - Nº.\ 12.355 -- *.#
Miniatura do presidente dos EUA, Donald Trump, em ilustração diante da bandeira do Brasil com a palavra "tarifas" • 23/07/2025. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File photo
Um grupo de 22 procuradores-gerais democratas dos Estados Unidos enviaram
uma carta ao representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, nesta
segunda-feira (6), criticando as tarifas de até 12,5% a países acusados
de não combater o trabalho forçado, incluindo o Brasil.
Os
procuradores afirmam que as tarifas, se concretizadas, teriam efeitos
abrangentes e prejudiciais à economia, além de permitirem ao "Poder
Executivo usurpar o poder de tributar do Congresso, ao exceder os
limites da Seção 301".
O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) recomendou tarifas de até 12,5% ao Brasil
e outros 58 países, além da União Europeia, por supostamente não agirem
para combater o trabalho forçado. A recomendação do órgão americano
veio após investigações no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de
1974, que permite aos EUA retaliar supostas práticas comerciais desleais
de outros países.
Na carta, o
democratas condenam veemente o trabalho forçado e reconhecem que
produtos fabricados a partir de práticas ilegais devem ser impedidos de
entrar nos EUA. No entanto, alegam que o USTR "utilizou o trabalho
forçado como pretexto para manter um esquema tarifário ilegal".
As
autoridades estaduais afirmam, ainda, que o efeito provável da tarifa
não seria a redução do trabalho forçado, mas sim o aumento dos preços
nos estados americanos e a "devastação econômica que tarifas anteriores
causaram".
"O
presidente Trump demonstrou que deseja ter autoridade ilimitada para
impor tarifas à maior parte do mundo. Mas a Constituição garante ao
Congresso, e não ao Presidente, o poder para instituir e cobrar
impostos, direitos, taxas e tributos", diz a carta.
O documento assinado pelos democratas cita o que considera como contradições na recomendação do USTR e dá destaque ao exemplo do Brasil. Segundo a carta, o relatório do
órgão comercial dos EUA cita a carne bovina congelada do Brasil como um
dos produtos associados ao trabalho forçado, mas isenta boa parte desses
produtos logo no Anexo A da proposta. Outros produtos, como café e
minérios, também são citados e depois isentos.
Os
procuradores consideraram que o relatório do USTR "não explica de forma
satisfatória por que a importação desses produtos sem tarifas é
justificada, ao mesmo tempo em que se impõem tarifas a inúmeros outros
produtos que não apresentam risco de terem sido produzidos com trabalho
forçado e que, por sua vez, não distorcem o mercado".
Além da taxa
de 12,5%, os EUA também ameaçar aplicar uma outra tarifa de 25% ao
Brasil. Entre as razões, estão o suposto favorecimento do Banco Central
ao Pix, em detrimento de outros serviços de pagamento oferecidos por
companhias americanas. Além disso, o USTR cita o fim da cooperação
bilateral sobre etanol, o desmatamento, a pirataria e a corrupção como
outras justificativas para a nova barreira comercial.
O prazo final para que o governo americano decida sobre a aplicação das tarifas é 15 de julho.
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Marinha do Exército de Libertação Popular afirma que lançamento foi parte do cronograma anual de treinamento militar e em conformidade com o direito internacional -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Brad Lendon, da CNN 06/07/26 às 09:18 | Atualizado 06/07/26 às 09:18 Postado em 06 de Julho de 2.026 às 14h20m #.* -- Post. - Nº.\ 12.354 -- *.#
O
sistema HQ-9, um míssil de defesa aérea de longo alcance em serviço, é
retratado no Airshow China em Zhuhai, província de Guangdong, China, 9
de novembro de 2022 • CFOTO/ Publicação futura via Getty Images
A China realizou nesta segunda-feira (6) um raro teste de um míssil
balístico lançado por submarino no Oceano Pacífico, gerando críticas da
Nova Zelândia e da Austrália por ações que, segundo elas, ameaçavam a
paz e a estabilidade na região.
Um submarino
da Marinha do Exército de Libertação Popular “lançou um míssil
estratégico carregando uma ogiva falsa em direção ao alto mar relevante
do Oceano Pacífico, que pousou precisamente dentro das águas
designadas”, disse um comunicado do capitão Wang Xuemeng, porta-voz da
Marinha do ELP.
“Este teste
de lançamento fez parte da rotina do cronograma anual de treinamento
militar da China”, disse Wang, acrescentando que as “nações envolvidas”
foram informadas com antecedência sobre o exercício.
“A operação
estava em conformidade com o direito e as práticas internacionais, sem
visar nenhum país ou objetivo específico”, afirmou o capitão. A CNN solicitou um comentário ao Ministério da Defesa da China sobre o teste. Pequim não informou que tipo de míssil foi testado.
A
Marinha do ELP (Exército de Libertação Popular) opera dois tipos de
mísseis balísticos lançados a partir de submarinos: o JL-2 e o JL-3.
Este último
possui alcance suficiente para atingir o território continental dos
Estados Unidos a partir de águas próximas à costa da China, incluindo o
Mar do Sul da China, segundo especialistas em mísseis.
O principal
submarino lançador de mísseis balísticos da China é o Tipo 094, também
conhecido como classe Jin; o país opera seis unidades dessa classe.
Pequim
raramente divulga seus testes de mísseis, mas, de acordo com o Projeto
de Defesa contra Mísseis do Centro de Estudos Estratégicos e
Internacionais (CSIS), o JL-3 foi testado pela primeira vez em 2018 e,
posteriormente, mais uma vez um ano depois.
"Indesejável e preocupante"
O ministro
das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, afirmou que a
China disparou o míssil na segunda-feira em direção a águas da Zona
Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul, estabelecida em 1986 pelo
Tratado de Rarotonga. A China assinou os protocolos II e III do pacto em
1987.
O Protocolo
II determina que os signatários não utilizem nem ameacem utilizar armas
nucleares contra outras nações ou seus territórios dentro da zona; o
Protocolo III proíbe testes nucleares na região.
“Mais cedo
hoje, a China nos informou sobre seus planos de lançar um míssil
balístico de longo alcance no Pacífico Sul”, disse Peters.
“A Nova
Zelândia considera esse um desdobramento indesejável e preocupante. Nós,
assim como nossos vizinhos de outros países do Pacífico, não temos
interesse em que a China utilize o Pacífico Sul como local de testes
para capacidades de mísseis”, afirmou o ministro.
Peters, da
Nova Zelândia, afirmou que o teste chinês trouxe à tona lembranças de
2024, quando o Exército de Libertação Popular realizou um teste de
lançamento de um míssil balístico intercontinental na região.
“Nós, como
região, não devemos ficar de braços cruzados e permitir que tais testes
se tornem normalizados ou rotineiros”, continuou ele.
No entanto, testes de mísseis são rotina para as potências nucleares.
Por exemplo,
a Marinha dos EUA realizou, em setembro passado, quatro testes de seu
míssil balístico Trident — lançado de submarino — ao largo da costa da
Flórida, segundo um comunicado à imprensa.
A Índia
testou um míssil balístico lançado por submarino em dezembro, e a Rússia
realizou um teste de lançamento desse tipo de míssil em outubro
passado.
O teste mais
recente de um míssil balístico intercontinental (ICBM) lançado pela
China em direção ao Pacífico ocorreu em setembro de 2024, quando o país
disparou um míssil DF-31B com capacidade nuclear da Ilha de Hainan, no
Mar do Sul da China, em direção a águas abertas do Pacífico, próximo à
Polinésia Francesa.
Foi o primeiro teste chinês de um ICBM em oceano aberto em 44 anos.
O relatório
do Departamento de Defesa dos EUA afirma que a China geralmente realiza
testes de mísseis dentro de suas próprias fronteiras, observando que, em
dezembro de 2024, lançou vários mísseis balísticos intercontinentais
(ICBMs) em rápida sucessão a partir de uma base de treinamento no oeste
do país, "indicando a capacidade de lançar rapidamente múltiplos ICBMs
baseados em silos".
O relatório
de dezembro de 2025 do Departamento de Defesa dos EUA sobre o poder
militar da China afirma que o ELP encara tais testes como "uma opção
para operações de dissuasão nuclear de média a alta intensidade".
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SUV compacto começa a ser produzido na fábrica de Porto Real (RJ), estreia uma nova plataforma eletrificada da Stellantis no país e deve chegar às concessionárias ainda neste semestre. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Por Redação g1— São Paulo Postado em 06 de Julho de 2.026 às 13h10m #.* -- Post. - Nº.\ 12.353 -- *.#
Novo Jeep Avenger inicia produção no Polo Automotivo de Porto Real — Foto: Divulgação
A Stellantis, grupo responsável pelas marcas Fiat e Jeep, iniciou a produção em série do novoJeep Avenger
na fábrica de Porto Real, no sul do Rio de Janeiro. O SUV compacto será
o primeiro modelo fabricado na unidade com sistema híbrido leve de 12
volts e também inaugura uma nova plataforma de produção de veículos
eletrificados da companhia no Brasil.
O início da fabricação foi anunciado durante a comemoração dos 25 anos
do Polo Automotivo de Porto Real. Segundo a montadora, o Avenger é um
dos principais projetos do ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões
destinado à modernização e à ampliação da fábrica até 2030.
O valor integra um plano de R$ 32 bilhões previsto pela Stellantis para a América do Sul.
"Num
momento em que a categoria de B-SUVs dá um salto e cresce quase 80% no
nosso país, nós assumimos novamente o protagonismo e iniciamos hoje um
novo capítulo para a marca e para a Stellantis: o início de produção do
Novo Jeep Avenger”, disse Herlander Zola, presidente da Stellantis para a
América do Sul.
O modelo será equipado com motor 1.0 turbo flex e um sistema híbrido
leve (MHEV 12V). Nesse tipo de tecnologia, uma pequena bateria auxilia o
motor a combustão em situações como partidas e retomadas de velocidade,
contribuindo para reduzir o consumo de combustível e as emissões de
poluentes.
Ao contrário de um híbrido convencional, porém, o veículo não consegue rodar apenas com energia elétrica.
De acordo com a empresa, o início da produção do Avenger também
representa a adaptação da fábrica para uma nova geração de veículos
eletrificados, em linha com a estratégia global da Stellantis de ampliar
a oferta de modelos com menor emissão de carbono.
Fábrica terá dois períodos de trabalho por dia
Para atender ao aumento da produção do Jeep Avenger, a Stellantis
informou que implantará um segundo turno na unidade de Porto Real.
Segundo a empresa, a medida deve gerar 800 empregos diretos na fábrica e outras 450 vagas entre as empresas fornecedoras.
A montadora também anunciou a instalação de oito novos fornecedores no
complexo industrial. Com isso, o polo automotivo passará a reunir 13
empresas responsáveis pelo fornecimento de componentes para a fabricação
dos veículos.
De acordo com a Stellantis, a ampliação da rede de fornecedores deve
reduzir a necessidade de transportar peças de outras regiões, aumentar a
participação de componentes produzidos no país e reforçar a cadeia
automotiva instalada no estado do Rio de Janeiro.
Chefe de estado de Mônaco classificou o ataque como um ato odioso e mobilizou forças para localizar o responsável, que continua foragido -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Rupert Neate, da CNN 05/07/26 às 10:00 | Atualizado 05/07/26 às 10:00 Postado em 05 de Julho de 2.026 às 10h20m #.* -- Post. - Nº.\ 12.352 -- *.#
• Getty Images
A reputação de Mônaco como um dos países mais seguros do mundo foi
abalada pouco antes das 21h de segunda-feira (29) no horário local,
quando uma bomba explodiu na entrada de um dos edifícios residenciais
mais luxuosos da cidade-Estado.
O explosivo
detonou no momento em que o oligarca de origem ucraniana Vadym
Yermolaiev, de 58 anos, morador do prédio, saía para a rua. Ele ficou
gravemente ferido.
Uma mulher e
uma criança de 13 anos também sofreram ferimentos graves no que foi a
primeira tentativa de assassinato com bomba já registrada nas ruas de
Mônaco, conhecidas por seu intenso sistema de vigilância.
O príncipe
Albert II, chefe de Estado de Mônaco desde 2005 e filho do príncipe
Rainier III e da princesa Grace Kelly, classificou o atentado como "um
ato odioso". Ele mobilizou as forças policiais e os serviços de
segurança do país para localizar o responsável pelo ataque e determinou o
reforço das patrulhas nas ruas, que já eram frequentes, para
tranquilizar os moradores mais ricos do principado.
A polícia abriu uma investigação por "tentativa de homicídio premeditado e colocação de artefato explosivo em área pública".
O ministro
de Estado de Mônaco, Christophe Mirmand, afirmou que foi "a primeira vez
na história que um ato desse tipo ocorreu no principado" e acrescentou
que imagens das câmeras de segurança mostram que o suspeito "circulou
várias vezes pela região enquanto aguardava a chegada das vítimas".
O pequeno
principado, isento de imposto de renda, cercado pela França em três
lados e pelo Mar Mediterrâneo no outro, sempre se orgulhou de seu
elevado nível de segurança e tranquilidade.
Com uma
população de 38.857 habitantes, isso significa que há um policial para
cada 70 moradores, segundo o Instituto Monegasco de Estatística e
Estudos Econômicos.
Nos Estados
Unidos, a média é de aproximadamente um policial para cada 400 pessoas,
embora essa proporção varie bastante entre estados e cidades. Em
Washington, D.C., a cidade com maior concentração de policiais do país, a
relação é de um agente para cada 185 habitantes. No Reino Unido, a
média é de um policial para cada 425 pessoas.
Além da
força policial, Mônaco conta com 125 militares de elite da Compagnie des
Carabiniers du Prince (Companhia dos Carabineiros do Príncipe),
responsáveis pela proteção do príncipe e de sua família.
O principado
também dispõe de uma rede de 1.387 câmeras de vigilância com
reconhecimento facial, monitoradas 24 horas por dia por um centro de
comando e supervisão operacional. Fiscalizações aleatórias de identidade
também são frequentes: mais de 134 mil verificações foram realizadas no
ano passado.
O governo
ainda está investindo milhões de euros para reforçar a segurança na
fronteira norte com a França. Não existem barreiras físicas entre Mônaco
e a cidade francesa de Beausoleil, e é possível atravessar de um lado
para o outro a pé sem perceber.
O suspeito de colocar a bomba no edifício
residencial Sun's Palace, um prédio de fachada creme construído na
década de 1920 e localizado na Rue Révérend-Père-Louis-Frolla, foi
registrado pelas câmeras de segurança caminhando pela rua e, em seguida,
cruzando para o território francês. Apesar de uma caçada envolvendo as
polícias de Mônaco e da França, ele continua foragido.
O governo de
Mônaco destaca o "nível único de segurança pública" como um dos
principais motivos pelos quais tantas pessoas ricas e celebridades
decidiram se mudar para o principado.
Entre os
moradores famosos estão os pilotos de Fórmula 1 Lewis Hamilton, Jenson
Button e Max Verstappen; os tenistas Novak Djokovic e Björn Borg; além
do ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr, e da cantora Shirley Bassey.
Nick
Edmiston, fundador e presidente da fabricante de superiates Edmiston
& Co e morador de Mônaco desde 1989, afirmou que a sensação de
segurança é o grande diferencial do país.
"Você pode
andar pelas ruas usando joias caras e se sentir seguro", disse. "Muitas
pessoas muito ricas estão acostumadas a viver cercadas de seguranças,
mas isso não é necessário em Mônaco."
Segundo um estudo da consultoria imobiliária Knight Frank, cerca de 35% dos moradores de Mônaco são milionários.
Além da
segurança, o sistema tributário também é um dos grandes atrativos do
principado. O país não cobra impostos sobre renda, patrimônio, imóveis
nem ganhos de capital. Empresas registradas em Mônaco também são isentas
de impostos, desde que a maior parte de suas atividades seja realizada
no próprio principado. O único tributo aplicado é o IVA (Imposto sobre
Valor Agregado), equivalente ao imposto sobre consumo, com alíquota de
20% sobre a maioria dos produtos e serviços.
Para
solicitar residência em Mônaco, os candidatos precisam abrir uma conta
bancária no principado e depositar pelo menos 500 mil euros (cerca de R$
3 milhões, na cotação atual).
O governo
recebe tantos pedidos de pessoas interessadas em morar no país que
investiu 2 bilhões de euros (cerca de R$ 12 bilhões) em um projeto de
recuperação de 6 hectares de terras do mar.
No local,
estão sendo comercializados 120 apartamentos, com preços superiores a
US$ 100 mil por metro quadrado — valores mais altos do que os praticados
em empreendimentos de luxo como o 15 Central Park West, em Manhattan, e
o One Hyde Park, em Londres.
Segundo o
relatório da consultoria imobiliária Knight Frank, US$ 1 milhão é
suficiente para comprar apenas 16 metros quadrados de um imóvel
residencial de alto padrão em Mônaco — menos de um terço da área que o
mesmo valor permitiria adquirir em Paris.
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Alpinistas fizeram protesto e ficaram noivos na antena do prédio mais icônico dos EUA -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- John Miller e Ray Sanchez, da CNN 03/07/26 às 19:05 | Atualizado 03/07/26 às 19:05 Postado em 04 de Julho de 2.026 às 05h00m #.* -- Post. - Nº.\ 12.351 -- *.#
Duas pessoas escalam o topo do Empire State Building carregando uma faixa em 1º de julho de 2026 • WABC
A alpinista radical Angelina Nikolau, no trailer do documentário da
Netflix de 2024 "Skywalkers: A Love Story", disse: "O amor é como as
alturas. O medo nunca desaparece. Você apenas aprende a enfrentá-lo
melhor."
Na
quarta-feira (1°), Nikolau, de 33 anos — conhecida como Angela — e Ivan
Kuznetsov, de 32 anos — conhecido como Ivan Beerkus — elevaram seu
romance a uma altura de cerca de 440 metros: eles escalaram a antena do
Empire State Building, estenderam uma faixa preta com a frase "Quando o
poder do amor superar o amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz" e
ficaram noivos.
Muitos
nova-iorquinos e observadores provavelmente se perguntam como os dois
aventureiros, que invadiram o local, conseguiram burlar a segurança de
um dos marcos mais icônicos de Nova York. E mais: como fizeram isso em
meio à presença reforçada da polícia (NYPD) devido aos jogos da Copa do
Mundo, à celebração de casamento daestrela pop Taylor Swift com o jogador de futebol americano Travis Kelce (do Kansas City Chiefs)
no Madison Square Garden, e às festividades que marcam o aniversário de
250 anos dos Estados Unidos.
No
Instagram, Nikolau publicou fotos e vídeos da escalada, junto com uma
imagem de seu anel de noivado brilhante tendo a cidade como pano de
fundo.
Imagem publicada por alpinista radical no Empire State Building • Angela Nikolau
Depois que o
momento especial terminou em algemas, Kuznetsov disse mais tarde à
polícia que queria “fazer algo especial para o seu pedido de casamento”,
segundo os promotores.
É claro que
ele poderia ter contratado o pacote “Happily Ever Empire Proposal” do
Empire State Building — ao custo de US$ 1.000 por casal — e feito o
pedido no “icônico observatório do 86º andar, em um espaço reservado e
semiprivativo com vistas deslumbrantes a céu aberto de Nova York,
preparado para o seu momento especial”.
Mas esse casal foi além do mirante. Como Nikolau disse no trailer do documentário: “A segurança sempre tem um ponto cego”.
A dupla é
formada por influenciadores digitais conhecidos que adotam
comportamentos de risco extremo, incluindo a invasão de áreas restritas
de edifícios comerciais, a prática de se pendurar em telhados e a escalada livre de arranha-céus, segundo promotores da Promotoria de Manhattan.
Casal se escondeu em sala de manutenção durante a noite
Nikolau e
Kuznetsov entraram no Empire State Building como visitantes na noite
anterior e se esconderam no local após o horário de fechamento, segundo
uma autoridade policial. Eles compraram ingressos para o observatório ao
ar livre, no 86º andar, às 21h de terça-feira — cerca de duas horas
antes de ser encerrado o acesso —, informou a autoridade.
Assim como
os mais de 2,5 milhões de visitantes anuais, a dupla provavelmente
enfrentou filas ao lado de pessoas de todo o mundo que lotam o saguão do
edifício.
No saguão,
os visitantes devem passar por uma área de segurança semelhante à de
aeroportos, com inspeção de bolsas e máquinas de raio-X. Tanto Nikolau
quanto Kuznetsov passaram pela inspeção de segurança, informou a
autoridade.
Um ingresso
premium dá aos visitantes acesso ao observatório fechado e climatizado
no 102º andar, que conta com janelas do chão ao teto. O observatório,
situado na base da estrutura em forma de agulha no topo do edifício, é
acessado por meio de um elevador de vidro, segundo o site do prédio. Não
está claro se o casal adquiriu ingressos premium.
Imagens de
câmeras de segurança mostraram Nikolau e Kuznetsov escondidos no
complexo do observatório, disse a autoridade. Acredita-se que eles
tenham se escondido na sala de manutenção antes do fechamento do
observatório, segundo outra autoridade.
O vídeo
também mostrou o casal saindo de uma escotilha no piso, na madrugada de
quarta-feira, e surgindo no complexo do observatório, situado no 102º
andar, próximo ao topo do edifício. As escadas que levam à antena estão
bloqueadas por uma série de cabos metálicos, segundo a primeira
autoridade.
As imagens
mostraram o homem usando ferramentas para soltar suportes na parede que
mantinham os cabos esticados através da escadaria. Após soltarem os
cabos, eles contornaram a barreira e cortaram dois cadeados antes de
acessar a estrutura da antena, disse a autoridade.
A denúncia
informou que o acesso à antena de transmissão exigia passar por várias
áreas restritas, incluindo o 103º andar, acessível apenas mediante o uso
de um cartão de acesso em uma porta de segurança localizada no 102º
andar.
Investigadores
estavam analisando compras de ingressos e outros vídeos para determinar
se a dupla havia visitado o Empire State Building em ocasiões
anteriores, disse a autoridade. Encontrar um local adequado para se
esconder pode ter exigido observar o layout e a segurança do prédio.
Casal trocou beijo para as câmeras após deixar o tribunal
Casal que escalou Empire State troca beijo após sair de audiência em tribunal • Bing Guan/Reuters via CNN Newsource
Investigadores
acreditam que a dupla esperava monetizar suas contas nas redes sociais e
gerar publicidade para outro documentário, disse uma fonte policial à CNN.
As pessoas
nas ruas do centro de Manhattan olhavam para o topo do arranha-céu
enquanto a dupla subia a torre e mostrava a sua bandeira, uma façanha
que pareceu hipnotizar o país. A primeira ligação para o 911 ocorreu
pouco depois do meio-dia de quarta-feira.
O áudio do
controle de tráfego aéreo capturou uma conversa entre um piloto de
helicóptero da NYPD e um controlador de tráfego aéreo do aeroporto
LaGuardia.
“Que
alvoroço é esse aí?”, perguntou o controlador de tráfego aéreo, segundo o
ATC.com. “Dois gênios subiram ao topo do Empire State Building no topo
da torre”, respondeu o oficial. “Ah, isso é incrível.”“Eles tinham uma
bandeira que agitavam quando estavam no topo”, disse o oficial. "E ele
acabou de pedi-la em casamento."
A antena de
transmissão do edifício — que emite sinais de rádio de alta frequência
com potência suficiente para causar danos ao corpo humano — teve de ser
desligada por cerca de 30 minutos antes que agentes da Unidade de
Serviços de Emergência do NYPD pudessem se aproximar dos escaladores com
segurança, segundo a denúncia criminal contra o casal.
Policiais
equipados com cintos de segurança subiram cerca 380 metros acima do
solo para alcançar a dupla. O prejuízo causado pela quebra da fechadura
de uma porta de segurança no 104º andar é estimado em cerca de 2.000
dólares, segundo a denúncia.
Nikolau e
Kuznetsov enfrentam acusações que incluem invasão de propriedade,
exposição de terceiros a risco e dano criminoso, segundo a denúncia. As
acusações não permitem fiança sob a legislação de Nova York, de acordo
com a Promotoria de Manhattan.
Jason
Krinsky, advogado do casal, disse do lado de fora da sala de audiências
onde foram apresentadas as acusações formais que a Promotoria havia
exagerado nas acusações contra seus clientes. Ele afirmou que era
"prematuro" fazer uma declaração.
"Vamos tratar disso no tribunal, pelos meios judiciais adequados", disse ele.
“Quer dizer,
fala sério: que maneira de fazer um pedido de casamento...”,
acrescentou Krinsky. “É preciso reconhecer o mérito dele nisso.”
O chefe da
NYPD, Michael LiPetri, disse que as “acusações de crimes graves” enviam
uma mensagem. “Haverá consequências”, acrescentou ele.
Um porta-voz
do Empire State Building classificou a ação como “não autorizada” e
agradeceu à NYPD pela ajuda. “Em nenhum momento houve perigo para os
inquilinos, visitantes e frequentadores do observatório do Empire State
Building”, afirmou o porta-voz em comunicado à CNN.
Após a
audiência judicial na quinta-feira (2), repórteres perguntaram a
Kuznetsov por que eles escolheram a mensagem “poder do amor” para a
faixa. “Porque acreditamos no amor”, disse ele.
Em uma tarde
abafada de julho, quando as temperaturas chegaram a quase 38 graus
Celsius no Central Park, Nikolau e Kuznetsov — que moram em Nova Jersey —
caminhavam de mãos dadas ao sair do tribunal no centro da cidade.
Depois de
irem do tribunal até uma estação de metrô próxima — seguidos por
repórteres e fotógrafos —, o casal parou na escadaria do metrô e trocou
um longo beijo.
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