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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Operações com criptomoedas mais que dobram e atingem R$ 200,7 bilhões em 2021, diz Receita

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Apesar de aumento no interesse dos investidores, operações com moedas digitais não são regulamentadas no Brasil. Banco Central alerta para risco de perdas financeiras.
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Por Fábio Amato, g1 — Brasília

Postado em 17 de fevereiro de 2022 às 20h45m

Post.- N.\ 10.213

Valor movimentado em criptomoedas dobrou em 2021
Valor movimentado em criptomoedas dobrou em 2021

Contribuintes brasileiros comunicaram à Receita Federal um total de R$ 200,7 bilhões em operações com criptomoedas em 2021, informou o órgão.

Esse valor é mais que o dobro dos R$ 91,4 bilhões em operações comunicadas em 2020.

Para se ter uma ideia, os R$ 200,7 bilhões em operações com moedas virtuais equivalem a duas vezes e meia o total de investimentos acumulados no programa Tesouro Direto, do governo federal, ao final de 2021 (R$ 79 bilhões).

Operações com criptomoedas
Em R$ bilhões
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Fonte: Receita Federal

"As criptomoedas aqui no Brasil cresceram bastante. E elas saíram do obscurantismo que a gente via uns anos atrás. Durante muito tempo eram associadas inclusive a operações escusas", disse Bruno Diniz, professor de cursos de especialização sobre o tema na Universidade de São Paulo (USP).

"Elas deixaram de ser um tema escuso, obscuro, para se tornar algo mais presente no dia-a-dia das pessoas. E são reconhecidas como uma classe de ativos novos. Assim como a gente tem ações, renda fixa, a gente hoje tem os criptoativos fazendo parte do dia-a-dia do investidor", completou.

A Receita Federal exige desde 2019 a comunicação de operações com criptomoedas.

São obrigadas a fazer a declaração todas as pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no Brasil que movimentem acima de R$ 30 mil com moedas virtuais ao longo de um mês, além das "exchange" – empresas que funcionam como casas de câmbio e intermediadoras de negócios com as moedas digitais.

Na época em que anunciou a norma, a Receita Federal informou que a exigência da comunicação tinha o objetivo de combater a sonegação fiscal e evitar crimes como lavagem de dinheiro e remessa ilegal de divisas ao exterior.

Entretanto, o Brasil não possui uma regulamentação específica para os investimentos em criptomoedas. O Banco Central já emitiu alerta para os riscos de perda de recursos nessas operações (leia mais abaixo).

Interesse cresceu

Os dados da Receita Federal mostram forte crescimento no interesse de investidores brasileiras nas criptomoedas.

O número médio de pessoas que comunica operações com as moedas virtuais passou de 125 mil por mês, em 2020, para 459 mil por mês, em 2021.

Operações com criptomoedas: pessoas físicas
Média mensal, em milhares
125125459459202020210100200300400500
Fonte: Receita Federal

Homens responderam por 86,3% dessas comunicações no ano passado. As mulheres, por 13,7%.

O número médio de empresas que fizeram essa comunicação passou de 3,1 mil por mês, em 2020, para 6,3 mil por mês, no ano passado.

Apesar desse crescimento, o país ainda não possui uma regulamentação específica para as moedas digitais.

Essa regulação é discutida há alguns anos no Congresso Nacional. No final do ano passado, o senador Irajá (PSD-TO), que é relator de um projeto de lei sobre o tema, apresentou, na Comissão de Assuntos Econômicos, parecer favorável à aprovação do texto.

O projeto prevê, por exemplo, que empresas só poderão atuar no setor com autorização do governo federal e serão obrigadas a manter registro de toas as transações. O texto também criminaliza a obtenção de vantagem ilícita por meio da prestação de serviços relacionados a ativos virtuais, com pena de prisão.

O Banco Central não regula nem supervisiona as operações. E já emitiu alerta sobre os riscos de perdas financeiras nos investimentos em criptomoedas, que não possuem garantias nem são lastreadas em ativos reais.

Volatilidade

Essas moedas costumam registrar fortes oscilações em seus preços. No ano passado, por exemplo, a Bitcoin, umas das criptomoedas mais populares, registrou valor recorde no mês de abril (US$ 63,5 mil, no dia 13). Entretanto, ao final de junho, já acumulava perda superior a 50% (US$ 31,6 mil no dia 25).

Ao final de outubro, o valor da Bitcoin batia novo recorde (US$ 66 mil, no dia 20) e a moeda registrava ganho acima de 100% em um ano. Desde então, acumula nova desvalorização (US$ 44,6 mil no dia 15 de fevereiro).

Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas

Entre as razões para essa forte oscilação estão decisões como a do governo Chinês, que, em setembro do ano passado, declarou ilegais todas as transações com criptomoedas.

Na época, o Banco Central da China alegou que "o comércio e a especulação com Bitcoin e outras moedas virtuais se estenderam, alterando a ordem econômica e financeira, aumentando a lavagem de dinheiro, a arrecadação de fundos ilegais, os esquemas de pirâmides e outras atividades criminosas e ilegais".

"A principal orientação que nós damos para começar a investir no mundo do cripto é escolher uma boa empresa, uma boa 'exchange', uma boa corretora, sediada no Brasil, que respeita as leis brasileiras, que tem sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro, serviço de atendimento ao consumidor e investidor, numa plataforma sólida", disse o diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

"Ainda assim, mesmo numa plataforma sólida, comece devagar, estude um pouco os ativos, os retornos, as variações, não coloque muito do seu patrimônio. Vá ganhando confiança devagarinho, até que se sinta confortável para aumentar o tamanho dessa exposição, desse investimento", completou ele.

No Brasil, crimes relacionados a moedas virtuais ganharam destaque no noticiário brasileiro recentemente.

No ano passado, a Polícia Federal prendeu Glaidson dos Santos, que passou a ser conhecido como o Faraó das Bitcoins. Glaidson é acusado de crime contra o sistema financeiro e organização criminosa. Ele responde a 288 processos na área cível.

De acordo com a PF, a GAS Consultoria, empresa de Glaidson e da mulher dele, Mirelis Yoseline, movimentou pelo menos R$ 38 bilhões a partir de 2015.

A empresa prometia aos clientes retorno mensal de 10% sobre o dinheiro investido e dizia obter esses ganhos no mercado de criptomoedas. Segundo a investigação, porém, a GAS operava um esquema de pirâmide financeira. O esquema atraiu milhares de investidores em todo o Brasil. Banco Central do Brasil

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Raro bebê de tubarão-fantasma é descoberto na Nova Zelândia

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Criatura raramente é vista, pois prefere viver nas profundezas escuras do fundo do mar.
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TOPO
Por BBC

Postado em 16 de fevereiro de 2022 às 21h05m

Post.- N.\ 10.212

Um tubarão fantasma recém-nascido de águas profundas descoberto por uma equipe de cientistas na costa da Ilha Sul da Nova Zelândia — Foto: BRIT FINUCCI/BBC
Um tubarão fantasma recém-nascido de águas profundas descoberto por uma equipe de cientistas na costa da Ilha Sul da Nova Zelândia — Foto: BRIT FINUCCI/BBC

Cientistas da Nova Zelândia descobriram um raro tubarão-fantasma bebê, uma espécie pouco conhecida de peixe que vive nas profundezas sombrias do oceano.

Os tubarões-fantasmas — também conhecidos como quimeras — raramente são vistos, e observações de seus filhotes são ainda mais incomuns.

O tubarão recém-nascido foi coletado a uma profundidade de cerca de 1,2 km debaixo d'água perto da Ilha Sul.

Os cientistas dizem que a descoberta aprofunda a compreensão do estágio juvenil da espécie.

Brit Finucci, membro da equipe, disse que a descoberta foi feita por acidente enquanto conduzia uma pesquisa de arrasto de populações submarinas.

"As espécies de águas profundas são geralmente difíceis de encontrar e, como os tubarões-fantasma em particular, tendem a ser bastante enigmáticas", diz ela à BBC. "Então, nós simplesmente não os vemos com muita frequência."

Os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa Aquática e Atmosférica acreditam que o bebê tubarão nasceu recentemente, pois sua barriga ainda estava cheia de gema de ovo.

Os embriões de tubarões fantasmas se desenvolvem em cápsulas de ovos depositadas no fundo do mar e se alimentam de uma gema até estarem prontos para eclodir.

Finucci explica que os tubarões-fantasma jovens podem apresentar características diferentes de suas versões adultas, o que torna a descoberta mais significativa.

"Os filhotes podem viver em habitats muito diferentes, podem ter dietas diferentes, podem até parecer muito diferentes dos adultos.

"Encontrar o filhote nos ajuda a entender melhor a biologia e parte da ecologia da espécie", disse ela.

Finucci diz que o primeiro passo seria descobrir a espécie do bebê tubarão.

"Vamos pegar uma pequena amostra de tecido e genética aleatória", diz ela. "Então faremos um monte de morfometria ou medidas corporais, o que também nos ajudará a avaliar quais espécies estamos olhando".

Os tubarões fantasmas não são tubarões reais, mas uma espécie de peixe intimamente relacionada com tubarões e raias. Eles são cartilaginosos — o que significa que seus esqueletos são compostos principalmente de cartilagem — conferindo-lhes uma qualidade misteriosa e etérea.

A maioria das espécies de tubarão fantasma habita o fundo do mar, embora algumas espécies prefiram viver em águas costeiras rasas.

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Pesquisadores descobrem planta nativa da Amazônia que já está ameaçada de extinção

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Descoberta da Tovomita cornuta foi feita por cientistas do INPA e da UFMA. Espécie já é considerada 'criticamente ameaçada', categoria de maior risco.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 16 de fevereiro de 2022 às 11h10m

Post.- N.\ 10.211

Tovomita cornuta, nova espécie de planta nativa da Amazônia. Planta já está ameaçada de extinção. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação
Tovomita cornuta, nova espécie de planta nativa da Amazônia. Planta já está ameaçada de extinção. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação

Uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta está no Brasil, a floresta Amazônica. Motivo de orgulho para muitos, mas também de preocupação, pois a exploração desordenada dos recursos do maior bioma do país ameaça até mesmo aquilo que não conhecemos ainda: espécies nativas da floresta que não foram sequer descobertas pelos cientistas.

Esse é o caso da Tovomita cornuta, um novo tipo de planta, de tamanho pequeno, com frutos em formato de cornos, que habita locais de vegetação densa, geralmente próximo a um raso curso d’água. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e divulgada pela Agência Bori.

A espécie foi encontrada em Manaus e nos municípios vizinhos de Presidente Figueiredo e São Sebastião do Uatumã, em florestas de campinarana, regiões de menor porte que a floresta amazônica, chamadas popularmente de caatinga (seu solo é arenoso e pobre em nutrientes).

"Além de ser gratificante contribuir com o conhecimento botânico na Amazônia, a descoberta de uma nova espécie, ainda mais em áreas próximas a centros urbanos, é um claro indicativo de que ainda há muita biodiversidade a ser encontrada para a região", disseram os autores do estudo ao g1.

Segundo os cientistas, a classificação de criticamente ameaçada, categoria de maior risco atribuído pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), está associada ao fato de que pelo menos duas áreas de ocorrência da planta ficam em regiões que sofrem com os impactos das atividades humanas.

Uma delas é a praia de Ponta Negra, um dos metros quadrados mais caros de Manaus, classificada pelos pesquisadores como uma região fortemente impactada pela expansão urbana desordenada associada ao desmatamento.

Já a outra área de ocorrência da nova espécie fica em Balbina, próxima a hidrelétrica de mesmo nome, considerada um dos maiores desastres socioambientais da Amazônia. As outras duas localidades ficam nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé e de Uatumã. (Veja localização no mapa abaixo.)

Área da descoberta da Tovomita cornuta — Foto: Kayan Albertin - Arte g1
Área da descoberta da Tovomita cornuta — Foto: Kayan Albertin - Arte g1


Floresta de campinarana em São Sebastião do Uatumã, no Amazonas. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação
Floresta de campinarana em São Sebastião do Uatumã, no Amazonas. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação

Para os pesquisadores Layon Demarchi, Maria Teresa Piedade e Lucas Cardoso Marinho, a descoberta reforça o fato de que grandes áreas da Amazônia ainda foram pouquíssimo amostradas, o que revela a importância de investimentos em ciência de base e no fortalecimento das instituições de pesquisa regionais.

"Temos que pôr em prática políticas públicas que prezem formas de desenvolvimento com a floresta em pé. Levando em conta o conhecimento produzido pela ciência em conjunto com práticas de desenvolvimento não predatórias, onde a tão falada sustentabilidade deixe de ser apenas um bordão de marketing e seja realmente efetivada no desenvolvimento da região", alertaram os pesquisadores.

(VÍDEO: Abaixo veja reportagem do Fantástico sobre o estudo que revelou que áreas da Amazônia emitem mais CO2 do que árvores conseguem absorver.)

Áreas da Floresta Amazônica lançam no ar mais CO2 do que árvores conseguem absorverÁreas da Floresta Amazônica lançam no ar mais CO2 do que árvores conseguem absorver

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Poluição causa mais mortes que Covid e ação é urgente, diz especialista da ONU

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Relatório da ONU informa que a poluição por pesticidas, plásticos e lixo eletrônico está causando violações generalizadas dos direitos humanos.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 15 de fevereiro de 2022 às 17h15m

Post.- N.\ 10.210

Crianças recolhem material plástico em Dhaka, Bangladesh, em 24/01/2022  — Foto: Mohammad Ponir Hossain/Reuters
Crianças recolhem material plástico em Dhaka, Bangladesh, em 24/01/2022 — Foto: Mohammad Ponir Hossain/Reuters

A poluição por estados e empresas está contribuindo para mais mortes em todo o mundo do que a Covid-19, mostrou um relatório ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado nesta terça-feira (15), pedindo "ação imediata e ambiciosa" para banir alguns produtos químicos tóxicos.

O relatório informa que a poluição por pesticidas, plásticos e lixo eletrônico está causando violações generalizadas dos direitos humanos, bem como pelo menos 9 milhões de mortes prematuras por ano, e que o problema está sendo amplamente ignorado.

A pandemia de coronavírus causou cerca de 5,9 milhões de mortes, segundo o compilador de dados Worldometer.

"As abordagens atuais para gerenciar os riscos representados pela poluição e substâncias tóxicas estão claramente fracassando, resultando em violações generalizadas do direito a um ambiente limpo, saudável e sustentável, concluiu o autor do documento, o relator especial da ONU David Boyd.

O relatório, que será apresentado no próximo mês ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, pede a proibição de perfluoroalquil e polifluoroalquil, substâncias artificiais usadas em produtos domésticos, como panelas antiaderentes. Essas substâncias têm sido associadas ao câncer e foram apelidadas de "produtos químicos eternos", porque não se decompõem facilmente.

O documento recomenda também a limpeza dos locais poluídos e, em casos extremos, a relocação de comunidades afetadas – muitas delas pobres, marginalizadas e indígenas – das chamadas zonas de sacrifício.

Esse termo, originalmente usado para descrever zonas de testes nucleares, foi expandido no relatório para incluir qualquer local altamente contaminado ou local tornado inabitável pelas mudanças climáticas.

A chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, chamou as ameaças ambientais de o maior desafio de direitos globais, e um número crescente de casos de justiça climática e ambiental estão invocando os direitos humanos com sucesso.

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Arqueólogos encontram 14 múmias do período pré-Inca no Peru; Veja VÍDEO

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Dos restos mortais, seis deles eram de crianças que teriam sido vítimas de sacrifícios.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 15 de fevereiro de 2022 às 14h45m

Post.- N.\ 10.209

Arqueólogos encontram 14 múmias do período pré-Inca no Peru
Arqueólogos encontram 14 múmias do período pré-Inca no Peru

Arqueólogos peruanos encontraram 14 múmias do período pré-Inca no Peru. Dos restos mortais, seis deles eram de crianças, possivelmente sacrifícios, enterradas junto com uma importante figura social no antigo complexo urbano de barro de Cajamarquilla, nos arredores de Lima, há mais de 1.000 anos.

"Os restos mortais de seis crianças envoltos em fardos funerários foram encontrados perto do túmulo de um personagem da elite [da época]", cuja múmia já havia sido encontrada em novembro passado, explicou à AFP o arqueólogo Pieter Van Dalen, coordenador do projeto em Cajamarquilla.

"As crianças, segundo nossa hipótese de trabalho, teriam sido sacrificadas para acompanhar a múmia no caminho para o mundo dos mortos", enfatizou Van Dalen.

Múmia de criança encontrada em Cajamarquilla, Peru, em foto de 13 de fevereiro de 2022 — Foto: Guadalupe Pardo / AFP
Múmia de criança encontrada em Cajamarquilla, Peru, em foto de 13 de fevereiro de 2022 — Foto: Guadalupe Pardo / AFP

Junto com as múmias das seis crianças, também foram encontradas ossadas de sete adultos que, ao contrário das crianças, não estavam embrulhados em fardos.

A descoberta elevou para 14 o total de restos mortais que os pesquisadores da Universidade de San Marcos descobriram na área desde novembro de 2021.

"As crianças podiam ser parentes próximas e foram colocadas dentro de embrulhos funerários feitos de tecidos colocados em várias partes da entrada do túmulo da múmia", explicou o pesquisados.

"A antiguidade destas múmias seria entre o ano 800 e o ano 1.000 depois de Cristo", informou. Ossadas de camelídeos, como as lhamas, também foram encontradas no local.

Escavações em Cajamarquilla, no Peru, em foto de 13 de fevereiro de 2022 — Foto: Guadalupe PARDO / AFP
Escavações em Cajamarquilla, no Peru, em foto de 13 de fevereiro de 2022 — Foto: Guadalupe PARDO / AFP

'Senhor de Cajamarquilla'

A descoberta ocorreu perto da câmara funerária de cerca de três metros de comprimento e a uma profundidade de 1,40 metros, onde em novembro foi encontrada a múmia de quem agora se presume ser uma pessoa importante.

Esse personagem "alcançou status econômico e social,[e foi] uma autoridade possivelmente política" e poderíamos até chamá-lo de "senhor de Cajamarquilla".

A múmia encontrada no final de novembro de 2021 é de um homem que possivelmente tinha entre 18 e 22 anos no momento de sua morte.

Seu rosto estava coberto por suas mãos e ele estava amarrado com cordas.

Cajamarquilla "era um centro urbano onde se desenvolveram múltiplas funções", com setores "administrativos, domésticos, residenciais", acrescentou Van Dalen.

Vista aérea do sítio arqueológico de Cajamarquilla em foto de 13 de fevereiro de 2022 — Foto: Guadalupe PARDO / AFP
Vista aérea do sítio arqueológico de Cajamarquilla em foto de 13 de fevereiro de 2022 — Foto: Guadalupe PARDO / AFP

Cajamarquilla é considerada uma cidade pré-hispânica que poderia ter abrigado entre 10.000 e 20.000 pessoas em um total de 167 hectares.

Foi construída por volta do ano 200 a.C e ocupado até o ano 1500.

A cidade está localizada a 24 km a leste de Lima e é um dos maiores complexos arqueológicos da capital peruana, metrópole que hoje conta com 10 milhões de habitantes.

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Lucro dos grandes bancos do Brasil salta 32,5% em 2021 e atinge recorde de R$ 81,6 bilhões

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Trata-se do maior valor nominal para um ano considerando os resultados de Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander, segundo Economatica. Em valores ajustados pela inflação, foi o 4º maior já registrado no país.
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Por Darlan Alvarenga, g1

Postado em 15 de fevereiro de 2022 às 12h00m

Post.- N.\ 10.208

Os quatro grandes bancos do país de capital aberto tiveram lucro líquido somado de R$ 81,6 bilhões em 2021, um salto de 32,5% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica.

Trata-se do melhor resultado nominal (sem considerar a inflação) já registrado pelos grandes bancos com capital aberto na bolsa. O lucro conjunto de 2021 superou inclusive o resultado de 2019 (R$ 81,5 bilhões) – o maior até então.

Lucro anual dos 4 maiores bancos — Foto: Economia g1
Lucro anual dos 4 maiores bancos — Foto: Economia g1

O levantamento considera os demonstrativos financeiros contábeis disponibilizados pelo Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander desde 2006.

Em valores ajustados pela inflação medida pelo IPCA, porém, o resultado do ano passado foi o quarto maior, atrás do registrado em 2019 (R$ 93,7 bilhões), 2015 (R$ 84,3 bilhões) e 2018 (R$ 82,8 bilhões).


Itaú lidera ganhos

O maior lucro entre os grandes bancos em 2019 foi o do Itaú, que registrou ganhos de R$ 24,98 bilhões, o segundo maior resultado nominal da história de um banco brasileiro de capital aberto, atrás apenas do lucro registrado pelo Itaú em 2019 (R$ 26,5 bilhões).

O Bradesco registrou um lucro líquido R$ 21,9 bilhões no ano passado, uma alta de 32% na comparação com 2020.

O crescimento do lucro dos bancos em 2021 foi impulsionado pelo avanço das carteiras de créditos, pela redução nas despesas com provisões de crédito e pelo aumento nas receitas de prestação de serviços em meio a um cenário de elevação da taxa básica de juros.

No 4º trimestre, o lucro dos quatro bancos somou R$ 18,5 bilhões, um recuo de 13% na comparação com os R$ 21,3 bilhões do 3° trimestre.

Bancos distribuíram R$ 33,4 bilhões a acionistas

O ano de 2021 também foi de bonança para os acionistas dos quatro bancos. No total, foram distribuídos R$ 33,4 bilhões, em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

O valor distribuído em 2021 superou os R$ 29,7 bilhões de 2020, mas ficou abaixo dos R$ 33,4 bilhões de 2019.

Taxa Selic a 10,75%: Remédio contra inflação deixa crédito mais caroTaxa Selic a 10,75%: Remédio contra inflação deixa crédito mais caro

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Dólar fecha cotado a R$ 5,21, menor valor desde 6 de setembro de 2021

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Nesta segunda-feura (14), a moeda norte-americana recuou 0,43%, a R$ 5,2186.
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Por g1

Postado em 14 de fevereiro de 2022 às 15h05m

Post.- N.\ 10.207

Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons
Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons

O dólar fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,2186 nesta segunda-feira (14), refletindo a percepção de ambiente doméstico atraente, enquanto investidores de todo o mundo avaliavam a perspectiva de possível ataque russo à Ucrânia

O valor da cotação é o menor desde 6 de setembro do ano passado (R$ 5,1764). Na mínima do dia, chegou a R$ 5,1953.

Com o resultado, a moeda acumula queda de 1,64% no mês e de 6,39% no ano. Veja mais cotações.

O real lidera com folga os ganhos em 2022 entre seus principais rivais ao subir 6,78%, o equivalente a uma queda do dólar de 6,35%.

Dólar comercial está em queda desde janeiro, depois de subir 7,47%, em 2021Dólar comercial está em queda desde janeiro, depois de subir 7,47%, em 2021

Cenário

Participantes do mercado atribuíram a performance do real à percepção de que o Brasil está atrativo para novos fluxos de dinheiro estrangeiro, com o patamar elevado dos juros básicos aumentando a rentabilidade do mercado de renda fixa local.

O Banco Central indicou na ata da última reunião do Copom que o próximo aumento da taxa básica de juros, em meados do mês de março, será menor. Na interpretação de diversos analistas, porém, o BC indicou um ritmo mais lento de elevação da taxa Selic, mas sem uma pausa iminente.

Quanto mais fluxo estrangeiro novo para o mercado acionário local, maior a oferta de dólar e, portanto, mais pressão de baixa sobre a moeda norte-americana.

Os economistas do mercado financeiro elevaram pela quinta semana seguida a estimativa de inflação para 2022, que passou de 5,44% para 5,50%, segundo boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo BC.

Os analistas também passaram a prever uma alta maior no juro básico da economia, a Selic, de 11,75% para 12,25% ao ano para o fim de 2022.

Para o crescimento do PIB no ano foi mantida a projeção de apenas 0,30%. Para 2023, o mercado reduziu a expectativa de alta do PIB de 1,53% para 1,50%.

Já estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2022 recuou de R$ 5,60 para R$ 5,58. Para o fim de 2023, caiu de R$ 5,50 para R$ 5,45 por dólar.

No exterior, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sugeriu nesta segunda-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que Moscou mantenha o caminho diplomático em seus esforços para extrair garantias de segurança do Ocidente, à medida que as tensões sobre a Ucrânia aumentam.

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