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terça-feira, 19 de junho de 2018

Suzuki Jimny tem fotos da nova geração reveladas

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Com novo chassi, modelo terá tração 4x4 e grande tela multimídia. 
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Por G1, São Paulo 









Nova geração do Suzuki Jimny (Foto: Suzuki/Divulgação)

Depois de 20 anos, a Suzuki finalmente revelou como será a nova geração do Jimny. O modelo atual foi lançado em 1998 e passou todo esse tempo sem grandes mudanças no visual. 

Ainda sem os detallhes técnicos divulgados, o jipinho ficou mais quadrado nesta nova geração, remetendo a 2ª geração de 1981 - o 1º Jimny surgiu em 1970.

Com chassi novo, o modelo manterá a tração 4x4 e o interior, de aparência simples, mas moderna, mostra uma grande tela de central multimídia.

A Suzuki do Brasil confirmou que o modelo será vendido por aqui, mas que não há previsão de chegada. Ele virá importado, e vai conviver com a geração atual, produzida em Catalão (GO).
Interior da nova geração do Suzuki Jimny (Foto: Suzuki/Divulgação) 












Chassi do novo Suzuki Jimny (Foto: Suzuki/Divulgação)

JIMNY SUZUKY 
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Mercado vê inflação maior e reduz estimativa de alta do PIB de 2018 para 1,76% .

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Após greve dos caminhoneiros, mercado tem elevado expectativas de inflação e baixado previsões de alta do PIB. Economistas também elevaram para R$ 3,63 previsão para o dólar no fim do ano.
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Por Alexandro Martello, G1, Brasília 

Os analistas do mercado financeiro elevaram de novo a estimativa de inflação para 2018 e reduziram a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As expectativas dos analistas estão no mais recente relatório de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

As previsões do mercado começaram a piorar com mais intensidade após a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias. A paralisação da categoria gerou uma crise no abastecimento em todo o país e falta de diversos produtos como, por exemplo, gás de cozinha, combustível nos postos, alimentos nos supermercados e querosene nos aeroportos.

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 1,94% para 1,76% na semana passada. Foi a sétima queda seguida do indicador. Há um mês, a estimativa de crescimento da economia, para este ano, estava em 2,50%.

Para 2019, a expectativa do mercado para expansão da economia recuou de 2,80% para 2,70%, na segunda redução seguida.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Segundo analistas ouvidos pelo G1, a greve dos caminhoneiros deve prejudicar o crescimento do país no segundo trimestre. Alguns, inclusive, já reduziram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e também do ano por causa da paralisação.

Inflação
Já a previsão do mercado financeiro para a inflação em 2018 avançou de 3,82%, na semana retrasada, para 3,88% na última semana. Foi a quinta alta seguida do indicador.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para 2019, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 4,07% para 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Taxa de juros
Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,50 para R$ 3,63 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,50 para R$ 3,60 por dólar. 

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 57,15 bilhões para US$ 58,34 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 49,6 bilhões para US$ 49,8 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, recuou de US$ 71 bilhões para US$ 70 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 77 bilhões para US$ 76,60 bilhões.
BANCO CENTRAL DO BRASIL.
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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Impressão 3D, 'GPS do cérebro': separação de siamesas unidas pela cabeça incentiva avanços médicos

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Iniciativa de equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto se tornou referência para grupos médicos que atuam em cirurgias infantis de alta complexidade. 
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Por Rodolfo Tiengo, G1 Ribeirão e Franca 





Novos protótipos desenvolvidos por equipe do HC para separação de gêmeas siamesas em Ribeirão Preto (Foto: Rodolfo Tiengo)Novos protótipos desenvolvidos por equipe do HC para separação de gêmeas siamesas em Ribeirão Preto (Foto: Rodolfo Tiengo)

Um dos maiores centros de medicina do país, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) tem atraído a atenção da comunidade médica ao se debruçar sobre um procedimento inédito no Brasil: a separação de duas irmãs gêmeas que nasceram unidas pela cabeça.

Um trabalho ainda em andamento - duas das cinco etapas foram realizadas até agora - que conjuga décadas de inovações científicas na mesa de cirurgia, de moldes feitos por meio de impressão 3D à utilização de neurotransmissores que funcionam como um "GPS" do cérebro, e promete deixar contribuições para diferentes áreas, seja na adequação de procedimentos de alta complexidade, seja no conhecimento gerado a ser transmitido para novos alunos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP).
"O legado de todo esse envolvimento é muito grande do ponto de vista local, quer dizer, a compreensão de que nós temos competência pra fazer procedimentos extremamente complexos e com sucesso até agora. Uma outra coisa é que essa multidisciplinaridade, toda essa complexidade, tem uma repercussão acadêmica também", afirma Hélio Machado, chefe do Departamento de Neurocirurgia Pediátrica do HC, à frente do time de especialistas que tem conduzido os trabalhos com as gêmeas.
Busto de Hipócrates, conhecido como o Pai da Medicina, em frente ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)Busto de Hipócrates, conhecido como o Pai da Medicina, em frente ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

O caso chegou ao conhecimento do Hospital das Clínicas por intermédio do neurocirurgião Eduardo Jucá, responsável pelo acompanhamento das irmãs no Ceará. Jucá foi aluno da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto e especializou-se em neurocirurgia pediátrica.

Ele tomou conhecimento do caso das irmãs pouco tempo após o nascimento delas, quando as duas foram encaminhadas ao hospital onde ele atua como coordenador. Devido à complexidade, entrou em contato com a equipe do HC para articular as avaliações.

Até agora, duas etapas foram realizadas, a última delas em 19 de maio, e foram concentradas na desvinculação de veias que unem as duas cabeças, o que ainda deve ser estender para a terceira fase, prevista para 4 de agosto. As meninas responderam bem à cirurgia e os pais estão otimistas com o processo de separação.

A quarta etapa, que até então seria a última, será integralmente dedicada a expandir a área de cobertura da pele no crânio das crianças, hoje com 1 ano e dez meses, e garantir que elas tenham tecidos próprios suficientes para a finalização dos trabalhos mais adiante.
Machado lidera um grupo de 30 profissionais especializados, da neurocirurgia à pediatria, da cirurgia plástica à enfermagem, todos focados em garantir que as crianças consigam ser separadas e estejam prontas a viver como qualquer outro ser humano.

Afora os benefícios médicos esperados por todos, conseguir dissociar os cérebros das meninas também representa confirmar o sucesso de esforços e inovações em diferentes áreas, da neurocirurgia e cirurgia plástica à anestesia, da organização hospitalar à assistência social.

"Precisamos saber quais são os custos envolvidos nisso, custos não só externos, de deslocamento etc, mas internos. O que vamos gastar com as instalações nossas, instalações especiais, equipamentos especiais, material, medicamento e pessoal. Quer dizer, gestão de todo esse pessoal, tudo o que vamos usar aqui, tudo isso já faz parte de um processo organizacional que envolve também um trabalho de pesquisa, ensino, divulgação."
O uso dos simuladores tridimensionais - um dos recursos mais importantes no caso e aplicado em parceria com a equipe do neurocirurgião James Goodrich, do Montefiore Medical Center, de Nova York - tem sido estudado há cinco anos pela USP.

Um dos resultados disso foram apresentados em um artigo produzido por pesquisadores da física médica e da medicina de Ribeirão publicado em março deste ano na revista científica norte-americana "3D Printing in Medicine", que trata do uso de materiais capazes de promover uma experiência morfológica real dos tecidos humanos na construção de simuladores baseados em ressonânicas magnéticas.

Experiência que promete aumentar a qualidade da cirurgia e reduzir custos com treinamento médico. "Neste caso, claro que não sabíamos que iam nascer essas crianças. Eu já sabia que precisava criar um sistema que simulasse uma cirurgia."

A prática desse procedimento entra em um contexto de avanços que têm sido conquistados gradativamente ao longo das últimas décadas pela universidade. Entre alguns dos mais emblemáticos, Machado, que é médico há 45 anos, menciona a criação do setor de malformações congênitas do crânio do sistema nervoso e as técnicas aprimoradas em torno de problemas como a epilepsia infantil e os tumores de hipófise.
"São setores que não existiam e que foram criados usando mais ou menos esse mesmo tipo de enfoque, de abordagem, de trabalho multidisciplinar, de aperfeiçoamento, de procura de técnicas cirúrgicas modernas, muitas viagens pelo intercâmbio com países e pessoas que fazem técnicas diferentes."

Contexto que estabelece, aos poucos, um modelo denominado precisão em cirurgia, e que, além dos simuladores, conta com inovações como o neuronavegador - uma espécie de GPS do cérebro, também usado na separação das siamesas - e o uso da robótica na realização das intervenções cirúrgicas, estudado desde 2013 e considerado um passo importante a ser dado em breve.

"A cirurgia robótica usa muito dessa interface com a física, com a matemática e com o setor médico de imagem e todo o setor de simulação de um centro cirúrgico, e trouxe pra gente um novo modelo de cirurgia."
Segundo Machado, o ineditismo dos trabalhos deve também se refletir no ensino da medicina e impulsionar cada vez mais pesquisas. Para ele, iniciativas como essa reforçam a necessidade de se investir em tecnologia nacional. A priori estimada em R$ 9,5 milhões, se feita nos Estados Unidos, a separação das gêmeas realizada na USP hoje está orçada em R$ 200 mil.

"Tudo isso precisa ser feito, construído e adaptado aqui. Não podemos ficar eternamente comprando tecnologia do exterior. Isso não só é extremamente caro, mas limita a nossa produtividade, toda criatividade nossa dos pesquisadores brasileiros."

Exemplo de inovação
Os avanços da equipe multidisciplinar da USP em Ribeirão Preto começam a atrair os olhares de outros grupos médicos.

De acordo com o chefe da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas, Jayme Farina Junior, um cirurgião de Brasília (DF) esteve em Ribeirão no fim de semana em que foi realizada a segunda etapa dos trabalhos com as siamesas a fim de colher informações para levar à sua equipe no Distrito Federal, onde enfrenta um caso parecido.

Toda equipe passa por esse aprendizado, passa por esse crescimento profissional que vai inclusive permitir que nós sejamos inclusive um centro de referência para casos semelhantes. Já tem um caso semelhante em Brasília que vai nascer dentro de dois meses mais ou menos. O cirurgião de Brasília veio pra cá agora no final de semana pegar informações pra que a gente possa inclusive colaborar com a equipe deles, diz.

Segundo Machado, a adoção de equipes multidisciplinares é uma realidade no tratamento de diferentes doenças, como o câncer, mas poucos centros, geralmente especializados, têm a possibilidade de reunir um time de especialistas para lidar com uma cirurgia de tamanha complexidade.

"É difícil você juntar vários especialistas para se ocupar de um único caso. Hoje as pessoas estão muito dispersas e não têm tempo para assumir casos assim dessa magnitude que duram muito tempo."
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