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Marca foi alcançada com avanço das plataformas P-78 e P-79, que ainda ampliam produção; campo do pré-sal é o maior em águas profundas do mundo.
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Por Reuters
Postado em 29 de Junho de 2.026 às 13h00m
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Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de
Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos — Foto: Divulgação/Petrobras
O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu na última sexta-feira (26) produção média de 1,2 milhão de barris por dia de petróleo. O volume foi alcançado três dias após o campo registrar 1,1 milhão de barris diários, impulsionado pela entrada de novas plataformas. A informação foi divulgada pela Petrobras à Reuters.
“O novo recorde foi alcançado com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, que ainda estão em fase de aumento gradual da produção até atingir a capacidade máxima (‘ramp up’) de 180 mil barris por dia cada uma”, afirmou a companhia.
O campo de Búzios, o maior em águas profundas do mundo, conta com oito unidades de produção em operação: as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos navios-plataforma (FPSOs) Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.
Ao todo, o campo terá 12 FPSOs em operação. Estão em construção as unidades P-80, P-82 e P-83, e a plataforma Búzios 12 está em processo de licitação, segundo a Petrobras.
Preços do petróleo no mercado internacional
O aumento da produção vem em um momento de pressão nos preços do petróleo no mercado internacional.
Apesar de a commodity ter caído mais de 10% na última semana, em meio ao maior otimismo por conta do memorando de entendimento assinado entre Estados Unidos e Irã, uma escalada das tensões no último final de semana voltou a pressionar as cotações.
Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.
O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.
"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).
No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).
Com a escalada das tensõeso barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,96% perto das 11h desta segunda-feira (29), cotado a US$ 72,68. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 1,23% no mesmo horário, a US$ 70,08 o barril.
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