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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Terra já rompeu 7 de seus 9 limites planetários, mostra novo relatório; oceanos entram na 'zona de perigo'

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Novo relatório mostra que o planeta entrou em uma fase mais perigosa: além da crise climática, a saúde dos mares agora também está fora da zona de segurança. Só a camada de ozônio e os aerossóis seguem dentro dos limites.
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Por Roberto Peixoto, g1 

Postado em 24 de Setembro de 2.025 às 14h25m
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COP30 - Como os cientistas medem o aquecimento global?
COP30 - Como os cientistas medem o aquecimento global?

O planeta já rompeu sete dos seus nove limites planetários - indicadores científicos que medem se a Terra ainda opera em condições seguras para sustentar a vida.

E a novidade no levantamento de 2025 é que a acidificação dos oceanos, que no ano passado estava no limite, agora entrou na lista dos processos que já ultrapassaram a fronteira de segurança

Em 2024, seis processos estavam confirmadamente em situação crítica e a acidificação aparecia como próxima de ser ultrapassada.

A constatação é de um novo estudo, feito por pesquisadores do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK), que analisaram os processos essenciais para a manutenção do equilíbrio ambiental na Terra.

Ou seja, se não controlarmos o aumento global da temperatura, eventos como o colapso de ecossistemas e desastres climáticos extremos se tornarão cada vez mais frequentes (entenda mais abaixo).

No estudo, foram identificados sete processos que já ultrapassaram níveis considerados seguros relacionados aos seguintes tópicos (veja aqui o detalhamento de cada um):

  1. Mudanças no uso da terra do planeta: tem a ver com o desmatamento e a conversão de ecossistemas naturais em áreas agrícolas ou urbanas, que estão destruindo habitats e afetando a regulação climática. Seus níveis seguros já foram ULTRAPASSADOS. 🟠
  2. Mudanças climáticas: algo diretamente ligado ao aumento da temperatura devido à poluição por gases do efeito estufa, que têm consequências graves para o planeta. Seus níveis seguros já foram ULTRAPASSADOS e atingiram uma zona de ALTO risco. 🔴
  3. Biodiversidade: tem relação com a extinção de várias espécies, causada pela degradação dos habitats naturais e pela exploração excessiva dos recursos. Seus níveis seguros já foram ULTRAPASSADOS e atingiram uma zona de ALTO risco. 🔴
  4. Ciclo do nitrogênio e fósforo: está relacionado ao uso excessivo de fertilizantes, que prejudica a qualidade da água e afeta os ecossistemas aquáticos. Seus níveis seguros já foram ULTRAPASSADOS e atingiram uma zona de ALTO risco. 🔴
  5. Uso de água doce: tem a ver com a demanda crescente por água em várias regiões, que está se aproximando de níveis críticos. Seus níveis seguros já foram ULTRAPASSADOS. 🟠
  6. Poluição química por compostos como microplásticos: diz respeito ao acúmulo de produtos químicos tóxicos no ambiente, que representa uma ameaça crescente à saúde humana e à biodiversidade. Seus níveis seguros já foram ULTRAPASSADOS. 🟠
  7. Acidificação dos oceanos: tem a ver com o aumento de CO₂ na atmosfera, que torna os oceanos mais ácidos, prejudicando a vida marinha e os recifes de corais. Seus níveis seguros já foram ULTRAPASSADOS. 🟠
Representação visual dos limites planetários. — Foto: Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK)
Representação visual dos limites planetários. — Foto: Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK)

Já os dois processos que ainda NÃO estão próximos de serem ultrapassados são os seguintes:

  1. Aerossóis na atmosfera: ou seja, o aumento de partículas suspensas no ar (como fuligem e poeira), que vem alterando os padrões climáticos regionais e afetando a saúde humana. 🟢
  2. Camada de ozônio: a degradação dessa região da estratosfera já estava em andamento, mas ações internacionais ajudaram a protegê-la. 🟢

Esses limites planetários foram propostos em 2009 por Johan Rockström, que é o diretor do PIK. Desde então, pesquisadores têm trabalhado para identificar e quantificar esses processos, numa forma de chamar atenção para a emergência climática.

Em 2024, os oceanos ainda estavam tecnicamente dentro da zona segura, embora muito próximos do limite.

Agora, com a queda confirmada do pH e danos já visíveis em espécies marinhas — como os pterópodes, pequenos caracóis do mar que servem de base para cadeias alimentares —, o estudo aponta que o limite foi oficialmente transgredido.

Isso significa que recifes de corais, moluscos e ecossistemas inteiros já enfrentam condições que dificultam sua sobrevivência. Para cientistas, esse é um ponto crítico, porque o oceano atua como regulador climático global e fornecedor de oxigênio para a atmosfera.

O oceano está se tornando mais ácido, os níveis de oxigênio estão caindo e as ondas de calor marinhas estão aumentando. Isso pressiona um sistema vital para estabilizar o planeta, afirmou Levke Caesar, co-líder do laboratório de limites planetários do PIK

Abaixo, entenda ponto a ponto por que a preocupação com esses 7 sistemas:

1. Mudanças no uso da terra 🟠

A transformação de paisagens naturais é um processo que acontece principalmente através do desmatamento e da urbanização, e que tem um efeito profundo nas funções ecológicas essenciais para a saúde do nosso planeta.

No estudo, os pesquisadores ressaltam que essas mudanças não apenas diminuem as áreas verdes, mas também comprometem funções vitais que mantêm o equilíbrio ecológico.

Para exemplificar, atualmente, a cobertura florestal global está em torno de 59% do que poderia ser, indicando que estamos abaixo dos níveis considerados seguros, segundo dados do observatório europeu Copernicus.

Em termos práticos, uma cobertura florestal segura é definida perto de 75% da extensão original, sendo que 85% é a taxa ideal para florestas tropicais (como a Amazônia) e boreais, enquanto florestas temperadas precisam de pelo menos 50%.

Entre 2000 e 2018, quase 90% da desflorestação direta se deveu à expansão de terras agrícolas, com 52,3% dessa perda relacionada ao cultivo de alimentos e 37,5% à criação de gado.

Gado pasta em uma área desmatada do município de Assis (AC), na Amazônia. Imagem é de 1º de novembro de 2007. — Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo
Gado pasta em uma área desmatada do município de Assis (AC), na Amazônia. Imagem é de 1º de novembro de 2007. — Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo

2. Mudanças climáticas 🔴

Esse limite da mudança climática refere-se ao processo que altera o equilíbrio energético da Terra: o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, o que afeta tanto as temperaturas globais quanto os padrões climáticos.

E em 2024, a quantidade de CO₂ da atmosfera está em torno de 422 ppm, bem acima do limite de 350 ppm estabelecido pelo estudo, que leva em conta as metas do Acordo de Paris (veja gráfico abaixo).

Já a chamada força do aquecimento causado pela atividade humana no topo da atmosfera vem superando 2,79 W/m², valor que também já está muito acima do que é considerado seguro para o clima do nosso planeta.

Esse último conceito inclui todas as atividades humanas que afetam o equilíbrio energético da Terra, não se limitando apenas às emissões de CO₂. Outras emissões de gases de efeito estufa, como metano e óxido nitroso, além de aerossóis e mudanças no uso da terra, também estão incluídas na conta.

O limite planetário para essa força foi estabelecido em +1,0 W/m² (em relação aos níveis pré-industriais). Com o seu aumento, mais energia é retida no planeta, elevando as temperaturas na atmosfera, nos oceanos e na terra. Com isso, os impactos do aquecimento resultam em eventos climáticos extremos, como chuvas torrenciais, inundações, ondas de calor e secas.

"Os dados mostram que o planeta está sob enorme pressão. Se não tomarmos medidas imediatas, estaremos acelerando ainda mais a crise climática e a perda de biodiversidade", diz Renata Piazzon, diretora-geral do Instituto Arapyaú, que fez parte de um conselho ligado ao estudo dos limites planetários contribuindo diretamente para o relatório "Planetary Health Check".

3. Biodiversidade 🔴

O termo técnico que os cientistas utilizaram para isso é a chamada "mudança na integridade da biosfera", ou seja, as alterações na saúde e no funcionamento dos ecossistemas do planeta.

Em um relatório publicado em setembro, eles indicam que a maioria das violações desses limites acontece em regiões onde a terra é utilizada intensivamente, como em zonas agrícolas.

Em contraste, áreas como a Amazônia e a Bacia do Congo, que permanecem naturais ou semi-naturais, não apresentam essas violações de forma tão clara, ainda segundo o estudo.

Quanto à diversidade genética, ou seja, a diversidade de variações genéticas entre os indivíduos de uma mesma espécie, as taxas de extinção são preocupantes. O relatório aponta que pelo menos 73 grupos de vertebrados desapareceram nos últimos 500 anos.

Gorila das planícies do oeste 'Malui' caminhando por entre uma nuvem de borboletas que ela perturbou em um bai. Bai Hokou, Reserva Florestal Especial Densa de Dzanga Sangha, República Centro-Africana. — Foto: Anup Shah / TNC Photo Contest 2021
Gorila das planícies do oeste 'Malui' caminhando por entre uma nuvem de borboletas que ela perturbou em um bai. Bai Hokou, Reserva Florestal Especial Densa de Dzanga Sangha, República Centro-Africana. — Foto: Anup Shah / TNC Photo Contest 2021

4. Ciclo do nitrogênio e fósforo 🔴

Essas são mudanças que podem resultar em zonas mortas em ambientes de água doce e no mar. Os chamados fluxos biogeoquímicos movimentam elementos essenciais para a vida, como nitrogênio e fósforo, que circulam pelo meio ambiente.

Em 2024, porém, dados mostram que os fluxos de fósforo para os oceanos chegaram a 22,6 Tg P por ano, enquanto a fixação de nitrogênio feita pela indústria está em torno de 190 Tg N por ano, números que ultrapassaram limites considerados seguros para esses ciclos de nutrientes.

O limite planetário para o fluxo de fósforo foi estabelecido no estudo em 11 Tg P por ano, para evitar a eutrofização generalizada (crescimento descontrolado de algas) e a redução de oxigênio nos ambientes aquáticos. Já o nitrogênio teve um limite definido de 62 Tg N anualmente.

Tivemos o mês de agosto mais quente do registro instrumental, mas sabemos também que estamos vivendo o período mais quente em cerca de 125 mil anos por causa do aquecimento global antropogênico. Com isso, estamos alterando os padrões do sistema climático e entre as consequências temos aumento de frequência e intensidade de eventos extremos.
— Karina Lima, climatologista e divulgadora científica.
5. Uso de água doce 🟠

Os dados mais recentes também mostram que as atividades humanas estão causando sérios problemas nos fluxos de água de rios, lagos e reservatórios como lençóis freáticos. Esses problemas também já ultrapassaram os limites seguros estabelecidos no estudo.

Segundo o PIK, cerca de 18% da superfície da Terra está passando por mudanças significativas na água desses corpos, e cerca de 16% está enfrentando níveis de umidade no solo que não são considerados adequados.

"Ultrapassar os limites da mudança de água doce tem impactos significativos no funcionamento do sistema terrestre e nas sociedades humanas. A interrupção do ciclo da água ameaça a sobrevivência de ecossistemas inteiros, como a Amazônia, comprometendo a integridade da biosfera e os serviços ecossistêmicos", diz um trecho do estudo.

Imagem mostra antes e depois da seca ao redor do mundo em 2022. Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Território francês, Rio Reno, Alemanha, Lago Mead e Lago Powell, ambos nos EUA. — Foto: Copernicus/ESA/Nasa
Imagem mostra antes e depois da seca ao redor do mundo em 2022. Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Território francês, Rio Reno, Alemanha, Lago Mead e Lago Powell, ambos nos EUA. — Foto: Copernicus/ESA/Nasa

6. Poluição química por compostos como microplásticos 🟠

Esse processo diz respeito ao aumento da circulação de substâncias químicas sintéticas, como microplásticos e materiais radioativos.

Entre 2000 e 2017, a produção de produtos químicos do tipo vem aumentando continuamente, ainda segundo dados do estudo.

E essas substâncias contribuem não só para a poluição, como também para o acúmulo biológico e a resistência a antibióticos, além de causarem problemas de saúde, como o câncer.

Um estudo recente inclusive encontrou microplásticos no cérebro humano. Segundo a pesquisa brasileira, essa é a primeira vez que o resíduo é encontrado no órgão e, segundo os especialistas, um sinal de alerta máximo para o risco do uso de plástico na rotina humana.

7. Acidificação dos oceanos 🟠

A acidificação dos oceanos é um fenômeno que se refere ao aumento da acidez das águas do mar, causado pela absorção de CO₂ presente na atmosfera. Isso tem impactos diretos nos organismos marinhos que formam estruturas calcárias, como corais e moluscos, e, consequentemente, afeta todo o ecossistema marinho.

Segundo dados de 2024, o nível de saturação em aragonita global, uma taxa que mede a acidez das águas, está em 2,80. Esse valor se encontra dentro da margem segura para o fenômeno (2,75), mas é bastante próximo do limite.

E superar o limite da acidificação dos oceanos traz consequências sérias para o planeta. Por exemplo, os corais enfrentariam dificuldades na construção de seus esqueletos, algo que compromete a estrutura de recifes. Além disso, moluscos e outros organismos com conchas teriam dificuldades para formar suas estruturas, algo que afetaria sua sobrevivência e crescimento.

O problema é que isso também já uma realidade para algumas espécies, como os pterópodes de altas latitudes, moluscos que apresentam danos em suas conchas por causa da acidificação dos oceanos.

Um estudo de 2020 inclusive, publicado pela Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN), revelou que o mundo perdeu cerca de 14% de seus recifes de coral desde 2009. Este relatório, pioneiro em sua categoria, baseou-se em dados coletados em mais de 12.000 locais de coleta em 73 países ao longo de um período de mais de 40 anos (1978-2019).


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Um dos maiores arquitetos do mundo e cineastas brasileiros estão entre as 4 vítimas do acidente de avião no Pantanal em MS

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As vítimas são o chinês Kongjian Yu, um dos maiores arquitetos do mundo, os cineastas e documentaristas brasileiros Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr., e o piloto, Marcelo Pereira de Barros. As causas ainda serão investigadas.
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Por g1 MS

Postado em 24 de Setembro de 2.024 às 07h20m
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Avião cai e mata 4 pessoas no Pantanal de MS
Avião cai e mata 4 pessoas no Pantanal de MS

Quatro pessoas morreram – entre elas, um dos maiores arquitetos do mundo, o chinês Kongjian Yu – na queda de um avião de pequeno porte que caiu na zona rural de Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, na noite de terça-feira (23). Assista ao vídeo acima.

A aeronave caiu ao lado da pista de pousa da Fazenda Barra Mansa, que foi uma das locações de gravação da novela "Pantanal", da TV Globo, e é uma área turística que recebe visitantes do Brasil e do exterior. As causas do acidente ainda serão investigadas.

O g1 não conseguiu contato com a administração da fazenda até a última atualização desta reportagem.

Segundo o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, as quatro vítimas foram identificadas como:

  • Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário da aeronave;
  • Kongjian Yu, chinês considerado um dos maiores arquitetos do mundo;
  • Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, cineasta documentarista;
  • Rubens Crispim Jr., diretor e documentarista.

Kongjian Yu foi uma das principais atrações da Bienal de Arquitetura, que acontece em São Paulo. Depois, seguiu em missão ao Pantanal Sul-mato-grossense para conhecer a região.

Ainda segundo amigos de Ferraz, ele e Yu gravavam um documentário sobre as "cidades-esponja", conceito criado pelo arquiteto chinês.

O arquiteto chinês Kongjian Yu, o documentarista Luiz Ferraz, o diretor de fotografia Rubens Crispim Jr. e o piloto Marcelo Pereira de Barros morreram na queda de um avião em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul — Foto: Montagem/g1
O arquiteto chinês Kongjian Yu, o documentarista Luiz Ferraz, o diretor de fotografia Rubens Crispim Jr. e o piloto Marcelo Pereira de Barros morreram na queda de um avião em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul — Foto: Montagem/g1


Infográfico - queda de avião mata 4 pessoas em MS — Foto: Arte/g1
Infográfico - queda de avião mata 4 pessoas em MS — Foto: Arte/g1

Kongjian Yu, arquiteto

O arquiteto paisagista e urbanista chinês Kongjian Yu, professor da Universidade de Pequim — Foto: Kongjian Yu/Turenscape/Agência Fapesp
O arquiteto paisagista e urbanista chinês Kongjian Yu, professor da Universidade de Pequim — Foto: Kongjian Yu/Turenscape/Agência Fapesp

Kongjian Yu era professor da Universidade de Pequim e diretor do escritório de arquitetura paisagística Turenscape, um dos maiores do mundo. Ele foi o criador de uma das ideias mais inovadoras da arquitetura moderna: as "cidades-esponja", desenhadas para absorver um grande volume de água.

O arquiteto chinês era também consultor do governo chinês. Projetou obras em mais de 70 cidades, que hoje são capazes de receber mais chuva do que caiu ano passado no Rio Grande do Sul.

Segundo a revista Fapesp, em seus premiados projetos em cidades chinesas, Yu adotou a natureza e a metodologia conhecida como soluções baseadas na natureza para absorver, limpar e usar as águas fluviais e pluviais – em vez de expulsá-las com pressa das áreas urbanas com canalizações.

Ele era graduado na Universidade Florestal de Beijing e doutor pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

O documentarista Luiz Ferraz está entre as vítimas — Foto: Academia Brasileira de Cinema
O documentarista Luiz Ferraz está entre as vítimas — Foto: Academia Brasileira de Cinema

Luiz Ferraz era diretor especializado em projetos de documentário e não-ficção, sempre buscando as diversas formas de linguagem documental como dispositivo para contar suas histórias. Desde 2007, produzia e dirigia na Olé Produções, paralelamente aos trabalhos em parceria com outras produtoras do mercado.

Seus documentários mais recentes foram a direção da série indicada para o Emmy Internacional para WBD/HBO, "Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia", pela Pacha Films, e a direção da série "To Win or To Win", para MBC/Shahid, maior grupo de mídia árabe, sobre o time Al Nassr FC.

Pela Olé Produções, assinou a produção e direção do documentário "Paisagem Concreta", sobre o arquiteto Alvaro Siza e sua relação com o Brasil para o canal Arte1, exibido em festivais pelos EUA, Canadá, Brasil, Suécia e Coreia do Sul. Fez ainda a direção-geral da série "Algo no Espaço", sobre artistas e escultores contemporâneos brasileiros.

Rubens Crispim Jr., cineasta

Cineasta Rubens Crispim — Foto: Arquivo pessoal
Cineasta Rubens Crispim — Foto: Arquivo pessoal

Rubens nasceu e vivia em São Paulo. Formado em Artes Plásticas pela (ECA-USP) em 2002, era documentarista, diretor de fotografia e produtor independente. Em 2006, ganhou o reality show Projeto 48", do canal TNT, e fez seu primeiro curta-metragem, Os 400 Golpes, exibido em toda a América Latina.

Trabalhou em diversas produtoras dirigindo e fotografando documentários, séries, fashion-films e filmes de arte, além de fundar a Poseídos, produtora com quase duas décadas de atividade no mercado audiovisual.

Nesse período, Rubens trabalhou para canais como Discovery Channel, National Geographic, Arte 01, TV Globo, TV Cultura e a plataforma de streaming Cultura em Casa.

Dirigiu, fotografou e produziu o filme "Segue o Baile Bixiga 70, que participou de Festivais como In-Edit Brasil 2019 e Mimo Festival e atualmente está disponível no Canal Brasil e plataformas VOD como NOW e Amazon Prime.

Desde 2019 até 2023, Rubens coordenou o departamento de audiovisual da Amigos da Arte, Organização Social responsável por milhares de atividades ligadas ao setor cultural.

A partir de 2021, dirigiu e fotografou os documentários das exposições da Pinacoteca de São Paulo.

Marcelo Pereira de Barros, piloto de avião

Marcelo Pereira de Barros, piloto do avião que caiu com arquiteto e cineastas em MS — Foto: Reprodução/Redes sociais
Marcelo Pereira de Barros, piloto do avião que caiu com arquiteto e cineastas em MS — Foto: Reprodução/Redes sociais

O piloto e proprietário da aeronave foi identificado como Marcelo Pereira de Barros. Segundo apurado pelo g1, ele prestava o serviço de táxi aéreo e morava em Aquidauana. Marcelo deixa dois filhos.

Nas redes sociais, amigos do piloto destacam que Marcelo tinha ampla atuação em sobrevoos no Pantanal e Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul.

Avião cai e mata quatro pessoas em Aquidauana, no Pantanal de MS — Foto: Delegada
Avião cai e mata quatro pessoas em Aquidauana, no Pantanal de MS — Foto: Delegada

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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Na ONU, Lula manda recados a Trump, diz que ataque ao judiciário do Brasil é 'inaceitável' e condena anistia:'Democracia é inegociável'

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Brasil, representado pelo presidente Lula, é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes da agência, que está em sua 80ª edição neste ano
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Por Guilherme Mazui, Ana Flávia Castro, Mariana Laboissière, Gustavo Garcia, g1 — Brasília

Postado em 23 de Setembro de 2.025 às 11h50m
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'Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis', diz Lula na ONU
'Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis', diz Lula na ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso, durante a Assembleia Geral da ONU, com recados a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O petista também afirmou que agressão ao judiciário brasileiro é "inaceitável" e condenou "falsos patriotas" e a possibilidade de anistia a quem ataca a democracia.

Ele disse ainda que a democracia e a soberania brasileiras são "inegociáveis". Veja os principais pontos do pronunciamento:

O Brasil, representado pelo presidente Lula, é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes na ONU, que está em sua 80ª edição neste ano e ocorre em Nova York.

A fala de Lula ocorre no dia seguinte à nova rodada de sanções do governo americano a cidadãos brasileiros como reação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o tarifaço imposto pelos EUA, este é o pior momento das relações entre Brasil e EUA nas últimas décadas.

"Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governos ditatoriais", disse Lula.

"Não há justificativas para as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa economia. Agressão contra a independência do poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema-direita subserviente e saudosa das antigas hegemonias", completou o petista.

O petista afirmou ainda que "falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil". "Não há pacificação com impunidade", emendou.

"Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis", acrescentou Lula.
Sanções norte-americanas

Sem citar os EUA, Lula abriu o discurso com uma crítica à política externa e tarifária adotada por Trump.

"Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra", disse.

"Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia", acrescentou.

'Não há pacificação com impunidade', diz Lula na ONU
'Não há pacificação com impunidade', diz Lula na ONU

Lula e Trump trocaram críticas frequentes nos últimos meses, em especial desde que os Estados Unidos sobretaxaram em 50% produtos brasileiros, com o argumento de tentar encerrar uma "caça às bruxas" a Bolsonaro.

Trump tentou, sem sucesso, interferir no julgamento do ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de pena pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.

Em seus posicionamentos internos, Lula tem criticado o americano pelo ataque à soberania nacional e, após o julgamento, tem destacado a independência do STF.

O discurso desta terça (23) ocorre no dia seguinte ao anúncio pelo governo Trump da revogação do visto americano do advogado-geral da União, Jorge Messias, e da sanção financeira com a lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

🔎Com a sanção, todos os eventuais bens de Viviane nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela.

O governo americano já havia feito o mesmo com Alexandre de Moraes em julho. Nem o ministro, nem a esposa podem realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA — usando cartões de crédito de bandeira americana, por exemplo.

Lula discursa na ONU — Foto: Mike Seggar/Reuters
Lula discursa na ONU — Foto: Mike Seggar/Reuters

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ONU perdeu eficácia e já não oferece soluções reais, diz especialista

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Alberto Pfeifer, coordenador da DSI-USP, avalia que a organização cumpriu seu propósito inicial durante a Guerra Fria, mas hoje não oferece soluções efetivas
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Da CNN
23/09/25 às 00:06 | Atualizado 23/09/25 às 00:06
Postado em 23 de Setembro de 2.025 às 05h00m
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A Organização das Nações Unidas (ONU) não representa mais uma força efetiva na resolução de conflitos internacionais, servindo apenas como uma vitrine para debates políticos sem resultados práticos. Esta é a análise de Alberto Pfeifer, coordenador da DSI-USP e pesquisador do Insper Agro, durante sua participação no WW, ao avaliar o atual momento da organização internacional.

Segundo Pfeifer, a ONU cumpriu seu propósito original durante a Guerra Fria, período em que foi fundamental para conter o conflito entre Estados Unidos e União Soviética. No entanto, o especialista argumenta que a organização não se adaptou aos novos tempos e perdeu sua capacidade de influência real.

Ao abordar o reconhecimento do Estado Palestino por diversos países, Pfeifer destaca que utilizar a ONU como meio para fazer valer essa agenda pode não ser a estratégia mais eficaz. O pesquisador aponta que a coalizão de países que defendem o Estado Palestino se divide entre governos enfraquecidos, como a França de Emmanuel Macron, e países árabes que mantêm um compromisso moral com a causa palestina.

O especialista cita o exemplo da Arábia Saudita, que mesmo defendendo retoricamente a agenda palestina, mantém uma postura pragmática em suas relações com o Ocidente, especialmente com os Estados Unidos. A ausência de Mohammed bin Salman nas discussões, sendo representado apenas pelo ministro das Relações Exteriores, ilustra essa dinâmica.

As resoluções efetivas para conflitos internacionais, segundo Pfeifer, ocorrem atualmente por meio de negociações bilaterais entre as principais potências mundiais, como Estados Unidos, Rússia, China e Índia. A ONU, nesse contexto, transformou-se em um palco para manifestações políticas, sem capacidade real de implementar soluções para os problemas globais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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