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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

'Fungo zumbi' controlando besouro e outras fotos incríveis de concurso sobre vida animal

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A BBC selecionou algumas das imagens que estão competindo no prêmio Wildlife Photographer of the Year, um dos mais importantes na área de imagens da vida selvagem no mundo.
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 Por BBC  

 Postado em 09 de setembro de 2019 às 20h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Besouro parasitado por um fungo zumbi é fotografado por campeão de concurso de fotografia.  — Foto: Frank Deschandol/WPY2019Besouro parasitado por um fungo zumbi é fotografado por campeão de concurso de fotografia. — Foto: Frank Deschandol/WPY2019

Parece bizarro... e absolutamente bonito ao mesmo tempo.
Eles não são um arranjo estranho nas antenas de um besouro, mas os corpos frutíferos de um "fungo zumbi" que assumiu o controle do inseto.

Com sua conquista completa, o fungo está prestes a espalhar seus esporos ao vento para encontrar novas vítimas.

Registrada pelo fotógrafo francês Frank Deschandol, essa é uma das imagens fascinantes da Wildlife Photographer of the Year (WPY), uma das principais premiações de fotografias de vida selvagem do mundo.

Os vencedores serão anunciados pelo Museu de História Natural de Londres no próximo mês.
A foto de Deschandol foi tirada na Amazônia peruana, perto de Iquitos, na estação biológica Madre Selva.

"No começo, eu estava imaginando o que poderia ser essa coisa estranha", disse ele. "Então, cheguei mais perto e fiquei realmente impressionado com essa visão e com a simetria perfeita do fungo", disse ele à BBC News.

Frank tinha visto outros besouros parasitados pelo fungo, mas nenhum em pose tão fotogênica.
O parasitismo, quando um organismo adapta todo o seu modo de vida à exploração de outro, é uma das grandes maravilhas da evolução. E, às vezes, pode se tornar bastante sofisticado.

Nesse caso, o fungo se espalha dentro do besouro, assumindo o controle químico da criatura e a obrigando a escalar uma planta. Quando atinge uma altura adequada - para o fungo - o inseto trava no caule e morre. Na foto, você pode ver que o brilho desapareceu dos olhos.

Enquanto isso, os corpos frutíferos do fungo começam a crescer. As cápsulas no topo acabarão estourando e liberando inúmeros esporos minúsculos para infectar novas presas.
"A simetria perfeita me fez pensar em fotografar o besouro pela frente para alinhar todo o fungo e a cabeça dele", disse Frank.
"Além disso, como o besouro estava morto e imóvel, tentei uma longa exposição sob a luz do dia, evitando o sol para reduzir o contraste do fundo."

Agora com 55 anos, a Wildlife Photographer of the Year se tornou uma das competições mais prestigiadas do gênero em qualquer lugar do mundo. Quase 50 mil inscrições foram recebidas para o evento deste ano.

Os vencedores do grande prêmio e das premiações por categoria serão anunciados em uma cerimônia em 15 de outubro no Museu de História Natural de Londres. O museu abrirá sua exposição anual das melhores fotos na sexta-feira seguinte.

Um guepardo fugindo de cães selvagens, por Peter Haygarth, do Reino Unido
Foto de cães selvagens em reserva na África do Sul. — Foto: Peter Haygarth/WPY2019Foto de cães selvagens em reserva na África do Sul. — Foto: Peter Haygarth/WPY2019

Cães selvagens africanos são conhecidos por serem caçadores muito eficazes. Não na ocasião em que essa foto foi registrada, no entanto. Esse guepardo solitário conseguiu escapar do ataque com vida.

A foto foi tirada em uma reserva de caça na África do Sul. Categoria - Comportamento: Mamíferos.

Círculo da vida, por Alex Mustard, do Reino Unido
Cardume de peixes no Mar Vermelho é finalista de concurso de fotografia.  — Foto: Alexander Mustard/WPY2019Cardume de peixes no Mar Vermelho é finalista de concurso de fotografia. — Foto: Alexander Mustard/WPY2019

Um cardume de peixes no Mar Vermelho. Seu movimento em forma de círculo é um exercício de namoro, embora também sirva para deter predadores. Categoria - Preto e Branco.

O guaxinim no Ford dos anos 1970, por Jason Bantle, do Canadá
Guaxinim é fotografado sobre carro antigo no Canadá. — Foto: Jason Bantle/WPY2019Guaxinim é fotografado sobre carro antigo no Canadá. — Foto: Jason Bantle/WPY2019

Um guaxinim prende o rosto no vidro de um Ford dos anos 1970 em uma fazenda deserta em Saskatchewan, no Canadá. O animal estava usando o carro como um lugar seguro para criar seus filhotes.

O buraco no vidro era pequeno demais para os coiotes predadores passarem. Categoria - Vida Selvagem Urbana.

Toque de confiança, por Thomas Peschak, da Alemanha
Baleia cinzenta em San Ignacio, no México. — Foto: Thomas P. Peschak/WPY2019Baleia cinzenta em San Ignacio, no México. — Foto: Thomas P. Peschak/WPY2019

Uma curiosa e jovem baleia cinzenta se aproxima de um par de mãos que saem de um barco turístico na lagoa de San Ignacio, no México. Baleias mães e jovens na lagoa buscam ativamente contato com as pessoas para serem tocadas na cabeça ou nas costas. Categoria - Fotojornalismo da Vida Selvagem.

O casulo de fios, por Minghui Yuan, da China
Espécie de 'gaiola' construída por mariposa é clicada por fotógrafo chinês.  — Foto: Minghui Yuan/WPY2019Espécie de 'gaiola' construída por mariposa é clicada por fotógrafo chinês. — Foto: Minghui Yuan/WPY2019

Essa estrutura complexa é uma espécie de gaiola produzida por uma mariposa. A lagarta tece a barreira para se proteger dos predadores durante sua grande metamorfose em uma mariposa adulta. Categoria - Comportamento: Invertebrados.

Resíduos da praia, por Thomas Ware, dos Estados Unidos
Poluição no mar que atinge tartaruga no Alabama, EUA, é retratada por fotojornalista.  — Foto: Matthew Ware/WPY2019Poluição no mar que atinge tartaruga no Alabama, EUA, é retratada por fotojornalista. — Foto: Matthew Ware/WPY2019

Poluir os oceanos tem consequências. Essa tartaruga marinha foi estrangulada por equipamentos de pesca que ficaram presos em uma cadeira de praia lavada pelo mar. A foto foi tirada no Alabama, nos Estados Unidos. Categoria - Fotojornalismo da Vida Selvagem.

Último suspiro, por Adrian Hirschi, Suíça
Hipopótamo devora filhote da mesma espécie em lagoa no Zimbábue.  — Foto: Adrian Hirschi/WPY2019Hipopótamo devora filhote da mesma espécie em lagoa no Zimbábue. — Foto: Adrian Hirschi/WPY2019

Um hipopótamo recém-nascido é atacado por um animal maior nas águas rasas do lago Kariba, no Zimbábue. Esse comportamento é raro, mas pode acontecer se houver competição por espaço entre eles ou se um macho quiser impor seu domínio na área. Categoria - Comportamento: Mamíferos.


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domingo, 8 de setembro de 2019

Aumento da temperatura dos oceanos já destruiu 90% de espécie de coral no sul da Bahia

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Segundo pesquisadores do projeto Coral Vivo, os corais estão sofrendo com estresse e processo de branqueamento. 
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 Por Bahia Rural/G1 BA  

 Postado em 08 de setembro de 2019 às 16h20m  
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Aumento da temperatura dos oceanos já destruiu 90% de espécie de coral na Bahia
Aumento da temperatura dos oceanos já destruiu 90% de espécie de coral na Bahia
O aumento da temperatura dos oceanos já destruiu 90% da espécie do coral de fogo na Costa do Descobrimento, região de Porto Seguro, no sul da Bahia. Segundo pesquisadores do projeto Coral Vivo, os corais estão sofrendo com estresse e processo de branqueamento.

"A gente tem acompanhado através do monitoramento ambiental aqui na região da Costa do Descobrimento e percebemos que desde dezembro, até o momento, a água teve um aquecimento mais do que o esperado. Isso chegou ao branqueamento dos corais e ultrapassou, chegando a mortalidade de uma espécie", explicou Flávia Gubert, coordenadora do projeto.

Segundo os pesquisadores, 90% dos corais de fogo já estão mortos nos dois parques marinhos da Costa. A temperatura subiu por causa do fenômeno meteorológico "El Niño".

"O el niño é um fenômeno natural que começa geralmente com o aquecimento das águas no Oceano Pacífico. Isso muda todo o padrão de circulação de ventos e das outras águas do oceano. Então, por exemplo, um lugar que era para ter uma circulação de água e mudar de temperatura, essa água pode ficar parada e acabar aquecendo um pouco mais. Isso muda todo o regime de vento e de chuva. Esse aquecimento do pacifico influencia todo o resto do globo", disse Leonardo Santos, biólogo do projeto.
Corais de fogo sofre com estresse e processo de branqueamento na região de Porto Seguro — Foto: Reprodução/Bahia Rural
Corais de fogo sofre com estresse e processo de branqueamento na região de Porto Seguro — Foto: Reprodução/Bahia Rural

Os pesquisadores medem a temperatura com sensores que também avaliam a incidência de luz dentro do recife. Neste ano, constataram que a temperatura chegou a 31º C e o máximo registrado foi de 29º C.

"O que aconteceu esse ano é que foi um evento mais prolongado, então durou mais tempo. Enquanto no outro evento, no mês de abril e maio, a espécies já estavam se recuperando do branqueamento. Neste ano, a gente teve o aumento um pouco mais de 31º C e foi só no mês de junho que iniciou o branqueamento. As espécies passaram mais de 6 meses com essa temperatura alta, em especial o coral de fogo que foi mais sensível", comentou Flávia.

De acordo com a coordenadora, a espécie do coral de fogo foi a mais atingida porque fica mais perto da superfície e recebe mais incidência solar. Por ser uma espécie galhada, vários organismos vão buscar proteção e alimentação, mas com a morte do recife, toda uma cadeia de animais marinhos pode ficar comprometida.

Ainda segundo os pesquisadores, o coral de fogo é uma espécie que tem uma grande capacidade de se regenerar. Caso as condições climáticas se tornem favoráveis, o coral pode voltar a crescer e dominar as regiões do recife onde ele habitava.

Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.
Pesquisadores medem temperatura com sensores que também avaliam a incidência de luz — Foto: Reprodução/Bahia Rural
Pesquisadores medem temperatura com sensores que também avaliam a incidência de luz — Foto: Reprodução/Bahia Rural


Porto Seguro
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Agência espacial indiana perde contato com sonda durante tentativa de pouso na Lua

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Índia declarou que procedimentos de pouso ocorreram dentro do planejado até 2,1 km da superfície lunar, quando perderam contato com o módulo espacial.
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 Por G1  

 Postado em 06 de setembro de 2019 às 21h00m  
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Cientistas acompanham tentativa de pouso na superfície da Lua na ISRO, agência espacial indiana.  — Foto: Reprodução/YouTube ISROCientistas acompanham tentativa de pouso na superfície da Lua na ISRO, agência espacial indiana. — Foto: Reprodução/YouTube ISRO

Cientistas indianos perderam o contato com o módulo lunar Chandrayaan-2 pouco antes do pouso nesta sexta-feira (6), segundo o diretor da Organização de Pesquisa Espacial da Índia (ISRO), responsável pela missão. Ainda não está claro o que aconteceu com o módulo de pouso Vikram.

O objetivo da missão era obter mais informações sobre a composição mineral da Lua e sobre eventual presença de água no local. O contato com a base foi perdido cerca de 20 minutos depois de iniciado o procedimento de pouso suave, que visa reduzir a velocidade do módulo para garantir uma chegada segura.
"É possível que a sonda tenha pousado em uma posição desfavorável e a antena tenha ficado inclinada, sem comunicação com a sonda em órbita, que envia os sinais para a Terra", explica Cássio Barbosa, astrônomo e colunista do G1. Nesse caso, o contato ainda pode ser retomado.

A outra possibilidade é que o motor de descida tenha registrado alguma falha nos momentos finais do pouso. "Nesse caso, o módulo colide com a superfície lunar e se desintegra devido à alta velocidade", diz Barbosa.
Módulo Vikram inicia trajetória de descida para pousar no solo lunar. — Foto: Reprodução/YouTube ISROMódulo Vikram inicia trajetória de descida para pousar no solo lunar. — Foto: Reprodução/YouTube ISRO

Perda de contato
Os cientistas da ISRO acompanhavam a missão ao vivo na sede da agência espacial quando o sinal do módulo foi perdido, a poucos minutos do horário previsto para o pouso.

"A descida do módulo de pouso Vikram estava normal até uma altitude de 2,1 km. Então nós perdemos comunicação. Os dados estão sendo analisados", disse Kailasavadivoo Siva, responsável pela ISRO.

O pouso do módulo Vikram estava agendado para acontecer às 17h25h. Depois, o jipe Pragyan deveria explorar a superfície lunar entre 20h30 e 21h30.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, acompanhou a tentativa de pouso na sede da agência espacial, disse que "há altos e baixos na vida" e que continua "torcendo pelo melhor".

"A Índia está orgulhosa de seus cientistas! Eles deram seu melhor e sempre trouxeram orgulho para o país. Esses são os momentos para sermos corajosos, e corajosos seremos. O diretor da ISRO deu updates da situação da Chandrayaan-2. Nós continuamos esperançosos e vamos continuar trabalhando duro em nosso programa espacial", disse Modi em rede social.
Missão lunar indiana tenta pouso na Lua nesta sexta-feira (6). — Foto: Arte/G1 
Missão lunar indiana tenta pouso na Lua nesta sexta-feira (6). — Foto: Arte/G1

Jipe Pragyan na rampa de descida do módulo Vikram — Foto: Indian Space Research Organisation - GODLJipe Pragyan na rampa de descida do módulo Vikram — Foto: Indian Space Research Organisation - GODL
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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sonda alemã de quase 800 kg desaparece do fundo do mar

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O equipamento, que custa cerca de 300 mil euros (quase R$ 1,3 milhão), pesa quase 770 kg e dificilmente poderia ser arrastado por tempestades, marés ou grandes animais, segundo especialistas.
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 Por BBC  

 Postado em 05 de setembro de 2019 às 21h00m  

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Registro da unidade de energia, uma das duas que compõem equipamento submarino que desapareceu — Foto: FORSCHUNGSTAUCHZENTRUM CAURegistro da unidade de energia, uma das duas que compõem equipamento submarino que desapareceu — Foto: FORSCHUNGSTAUCHZENTRUM CAU

Uma enorme sonda submarina desapareceu do fundo do mar que banha a costa báltica da Alemanha.

O equipamento, que custa cerca de 300 mil euros (quase R$ 1,3 milhão), pesa quase 770 kg e é difícil que tenha sido arrastado por tempestades, marés ou grandes animais, segundo especialistas.

Em uma expedição, mergulhadores encontraram o cabo de abastecimento de energia rompido no local, a 22 metros de profundidade e a 1,8 km da costa.

Há zonas de exclusão na região, onde barcos, mesmo os pesqueiros, são proibidos naquela área da Baía de Eckernförde, a 70km da fronteira dinamarquesa.

Acidente, furto ou sabotagem?
O equipamento alemão, dividido em uma unidade de abastecimento de energia e outra com sensores, ficava em uma dessas áreas proibidas.

Entre as hipóteses estão furto, intempéries, sabotagem ou acidente, no caso de a âncora de algum barco ter arrastado o equipamento até romper o cabo que o conectava à costa.

O "observatório submarino" desaparecido, instalado há três anos, deixou de enviar dados em 21 de agosto. Inicialmente, aventou-se a possibilidade de erro de transmissão, mas uma missão na semana seguinte detectou o desaparecimento.

Os instrumentos alemães estavam medindo a qualidade e outras características da água, incluindo temperatura, salinidade e níveis de concentração de oxigênio, nutrientes, clorofila e metano.

"Os dados que recebemos dali não têm preço. Eles ajudam a pesquisar mudanças no ecossistema do mar Báltico e possíveis medidas para elas", afirma o professor Hermann Bange, chefe da pesquisa oceanográfica da Geomar, um centro científico em Kiel.

A empresa pediu que testemunhas relatem atividades suspeitas na região ou caso encontrem pedaços do aparato na costa. A polícia já foi notificada.
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