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sábado, 3 de agosto de 2019

A polêmica sobre o vulcão no Havaí que pode ser chave para encontrar vida extraterrestre

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Os planos para construir um poderoso telescópio em um vulcão havaiano causaram disputas entre a população local, que acredita que a região é sagrada.
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 Por BBC  

 Postado em 03 de agosto de 2019 às 17h30m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A polêmica sobre o vulcão no Havaí que pode ser chave para encontrar vida extraterrestre — Foto: Science Photo Library A polêmica sobre o vulcão no Havaí que pode ser chave para encontrar vida extraterrestre — Foto: Science Photo Library

A discussão sobre um vulcão adormecido no Havaí ressurgiu nos últimos dias, colocando manifestantes pela cultura e a história do Estado americano contra a ambição de muitos cientistas e políticos.

Planos para um novo e poderoso telescópio perto do cume do vulcão Mauna Kea prometem levar centenas de empregos e impulsionar a ciência e a economia. Mas alguns havaianos nativos insistem que o local é sagrado e que não se pode fazer obras ali.

Na semana retrasada, alguns manifestantes bloquearam o acesso ao canteiro da obra do telescópio em Mauna Kea, a montanha mais alta do mundo, quando medida a partir de sua base submarina. Pelo menos 33 pessoas foram presas durantes os atos - depois, elas foram libertadas.

O governador do Havaí emitiu uma "proclamação de emergência" que aumenta poderes da polícia para romper barricadas, mas disse que queria encontrar uma solução "pacífica e satisfatória" para os dois lados.

A BBC ouviu manifestantes e cientistas que estão no centro do debate para entender porque a montanha Mauna Kea e o projeto Thirty Meter Telescope (TMT, na sigla em inglês, e Telescópio de Trinta Metros, em tradução livre) é tão importante.

'Ele pode nos levar à vida extraterrestre'
O telescópio de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) poderia ajudar a responder uma das maiores questões da humanidade: existe vida em outros planetas? Isso de acordo com Roy Gal, astrônomo associado da Universidade do Havaí.

"Pela primeira vez seremos capazes de fazer medições das atmosferas de planetas do tamanho da Terra na zona habitável em torno de outras estrelas", disse ele. "Vamos ver se as atmosferas desses planetas têm água e moléculas que podem tornar possível a atividade biológica."

"Estudo galáxias e como elas evoluem ao longo do tempo em diferentes tipos de ambientes no universo. O TMT nos permitiria ampliar esses estudos para galáxias mais distantes. Isso nos permitiria pintar uma história de vida mais completa das galáxias, desde a infância até a idade adulta."

"Com os atuais telescópios, é como se estudássemos seres humanos quando eles já são são adolescentes. O TMT nos permitiria vê-los como bebês."

Roy afirma que o vulcão Mauna Kea tem as condições ideais para ver o cosmos e que os telescópios que já existem no local contribuíram para as principais descobertas sobre o espaço, incluindo a observação de que a expansão do universo estava se acelerando.

"Sempre que existe uma nova capacidade de telescópio, encontramos algo novo que não esperávamos descobrir", disse ele.

'É o nosso templo'
O vulcão é um templo para os havaianos, oferecendo uma conexão entre "criação e criador", disse Kealoha Pisciotta, presidente do Mauna Kea Anaina Hou, um dos principais grupos que se opõem ao TMT.

"Ele contém alguns dos nossos ancestrais mais amados e mais reverenciados. É um símbolo de paz", disse ela.

Vários telescópios já foram construídos no Mauna Kea. E Kealoha e outros ativistas dizem não acreditar em promessas de que o TMT será o último.

"Nós permitimos que a astronomia tivesse um lugar no Mauna Kea, mas eles (os cientistas) continuam a pedir mais e mais. Nós temos de dizer 'não' neste momento. Porque quando dizemos 'sim', significa dizer sim à destruição de nossas terras ameaçadas", disse.

Construir em Mauna Kea seria como "destruir o interior de uma igreja, porque a paisagem do local faz parte da celebração religiosa", acrescentou Kealoha. "Todas essas estruturas feitas pelo homem estão bem no meio do nosso ambiente de crença."

Ela afirma que o plano de construção do TMT é um sinal de que a economia tem mais importância do que os direitos humanos dos moradores e que, além de ser uma paisagem sagrada, a montanha tem importância ambiental por ser uma fonte de água.

Kealoha pediu aos grupos por trás do TMT que avaliem transferi-lo para um local nas Ilhas Canárias. Também afirmou que os protestos continuariam até que isso acontecesse.

A favor: 'A astronomia me ajuda a me conectar com minha cultura'
O vulcão é um "lugar sagrado e especial que deve ser tratado com o maior respeito", disse Alexis Acohido, uma havaiana nativa que trabalha há mais de quatro anos em observatórios no Mauna Kea.

"Sou a favor do projeto do telescópio por causa das oportunidades educacionais que ele pode oferecer", afirma ela.

"A astronomia é uma das maneiras pelas quais me sinto mais ligada à minha cultura. Os havaianos são incríveis cientistas, engenheiros e solucionadores de problemas em geral. Para mim, é inspiradora a maneira que eles foram capazes de navegar no vasto Pacífico, observando os ventos, ondas e estrelas."

"Acredito que a ciência que estamos fazendo no Mauna Kea é uma extensão desse legado, e ela me deixa orgulhoso de ser havaiana."
Alexis disse que a construção do TMT não atrapalharia o culto dos moradores.

Contra: 'Não é uma posição contra a ciência'
"O Mauna Kea é reconhecido como o lar de várias divindades, todas associadas à água", disse Noelani Goodyear-Kaopua, professora de ciência política com foco em política havaiana. "Eles estão incorporados nas formas de precipitação que cercam a montanha."

A montanha faz parte das "terras cedidas" do Havaí, que já pertenceram ao reino havaiano e agora são mantidas pelo Estado. A terra em que os telescópios são construídos é alugada para a Universidade do Havaí, onde Noelani trabalha.

Ela disse que a controvérsia chegou à própria universidade, que foi questionada sobre a ética da pesquisa no projeto.

Centenas de cientistas e astrônomos, incluindo muitos de instituições ligadas ao projeto, também condenaram a "criminalização" de pessoas que se opõem ao TMT.

Noelani ressaltou que os protestos contra o TMT não foram "uma oposição à ciência".
"É realmente uma oposição ao desenvolvimento industrial e à destruição de terras e recursos naturais, e à preciosa e frágil ecologia", disse ela.

"Nós ficamos parados enquanto muitos de nossos preciosos recursos do meio ambiente foram degradados e prejudicados. Não vamos mais apoiar isso."

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Navio sueco recupera 'canto' de belugas em gravações perdidas no Oceano Ártico

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Embarcação encontrou a boia com o dispositivo da pesquisa que acompanhava o som destes mamíferos congelada em um bloco de gelo. 
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 Por G1  

 Postado em 02 de agosto de 2019 às 20h00m  
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Helicóptero do navio sueco Oden pousa em um dos pedaços de gelo onde estava presa a boia com as gravações de pesquisadores. — Foto: Divulgação/Inner Space CenterHelicóptero do navio sueco Oden pousa em um dos pedaços de gelo onde estava presa a boia com as gravações de pesquisadores. — Foto: Divulgação/Inner Space Center

Marinheiros suecos salvaram, por acaso, uma pesquisa de cientistas dos EUA no Oceano Ártico. A tripulação do navio Oden encontrou um gravador, que registrava o canto das baleias-brancas, ou belugas, preso em um bloco de gelo bem na rota de outras embarcações.

A equipe do navio quebra-gelo resgatou o equipamento em 25 de julho, quando os pesquisadores dos EUA acreditavam ser impossível reaver este material, informaram nesta sexta (2) os cientistas.

Pesquisadores que monitoravam o dispositivo na Califórnia, EUA, disseram que foi por conta de uma sequência "milagrosa" de acontecimentos que a embarcação Oden pôde recuperar as mais de oito mil horas de gravações feitas no extremo norte do Canadá.
"Nós vimos o gravador se afastando, via satélite, quando passou ao lado do Oden. É uma muita sorte, é incrível", disse Josh Jones, pesquisador do Instituto de Oceanografia Scripps, à agência Reuters.
"Como estava preso em um bloco de gelo pesado, teria sido só uma questão de tempo até ser despedaçado", comentou.

Os sons que vêm do mar
A instituição de pesquisa começou a usar o gravador anexado a uma boia para acompanhar os ruídos do Estreito de Barrow, em 2013. Os sons captados no arquipélago Ártico Canadense serão utilizados para entender melhor o impacto da mudança climática na vida marinha da região.

A boia capta os ruídos do oceano: do zumbido das turbinas de navios aos estalos agudos das baleias-brancas. Os sons, inaudíveis para humanos, renderam à espécie sociável o apelido de "canários do mar".

A música enigmática dos narvais, conhecidos por suas "presas" longas, e os sons emitidos por baleias-da-Groenlândia e focas barbudas também foram capturados pelo equipamento submarino sensível.
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Percentual de famílias com dívidas sobe pelo 7º mês seguido, diz CNC

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Entre junho e julho, aumentou a parcela das famílias que se declararam muito endividadas.
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 Por Valor Online  

 Postado em 02 de agosto de 2019 às 10h00m  
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O percentual de famílias com dívidas alcançou 64,1% em julho, após os 64% observados um mês antes, traz a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo o levantamento, divulgado nesta quinta-feira (1º), houve alta também em relação a julho de 2018, quando o indicador estava em 59,6% do total de famílias.

Endividamento das famílias
Percentual de famílias com dívidas subiu pelo sétimo mês seguido em julho
Created with Highcharts 5.0.9Em %64,164,113,313,323,923,99,69,6Com dívidasMuito endividadasCom contas atrasadasSem condições depagar contas em atraso020406080

Sem condições de
pagar contas em atraso

9,6
Fonte: CNC

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso teve alta na passagem de junho para julho, de 23,6% para 23,9%. No sétimo mês de 2018, o indicador tinha registrado 23,7%.

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes passou de 9,5% em junho para 9,6% um mês depois. Em julho do ano passado, estava em 9,4% verificados em julho de 2018.

Ainda entre junho e julho, aumentou a parcela das famílias que se declararam muito endividadas — de 13% para 13,3%. Na comparação com julho de 2018, houve alta de 0,1 ponto percentual.

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 64 dias em julho – superior aos 62,9 dias de igual mês do calendário anterior. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de sete meses, sendo que 32% delas estão comprometidas com dívidas por mais de um ano.

Ainda entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas foi de 29,5% em julho de 2018 para 29,9% em mesmo período deste ano, e 21,1% delas afirmaram ter mais da metade de sua renda mensal comprometida com pagamento de dívidas.


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