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terça-feira, 5 de março de 2024

Jeff Bezos volta a ser o homem mais rico do mundo em lista da Bloomberg, desbancando Elon Musk

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A diferença de riqueza entre Bezos e Musk já chegou a ser de US$ 142 bilhões, mas a trajetória das ações da Amazon e Tesla se movem em direções opostas.
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Por g1

Postado em 05 de março de 2024 às 12h35m

#.*Post. - N.\ 11.117*.#

Jeff Bezos sofreu perdas bilionárias após prejuízo da Amazon — Foto: Paul Ellis/Pool Photo via APJeff Bezos sofreu perdas bilionárias após prejuízo da Amazon — Foto: Paul Ellis/Pool Photo via AP

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, voltou a ser o homem mais rico do mundo, segundo cálculo do índice de bilionários da Bloomberg. Ele desbancou o fundador da Tesla, Elon Musk, que passou nove meses na primeira posição do ranking.

Bezos chegou a uma fortuna de US$ 200 bilhões, enquanto Musk viu seu patrimônio cair a US$ 197,7 bilhões após um tombo de 7,2% no valor de mercado da Tesla nesta segunda-feira (4).

A Bloomberg destaca que a diferença de riqueza entre Bezos e Musk já chegou a ser de US$ 142 bilhões, mas a trajetória das ações da Amazon e Tesla se movem em direções opostas. Desde o fim de 2022, as ações da Amazon mais do que duplicaram, e estão próximas da máxima histórica. Por outro lado, a Tesla teve desvalorização de 50% em relação ao pico, em novembro de 2021.

O momento é tão bom para a Amazon que o próprio Bezos chegou a se desfazer de cerca de US$ 8,5 bilhões em ações da empresa. Ainda assim, a parte mais relevante de seu patrimônio é a fatia de 9% na varejista.

​Quem completa o pódio da Bloomberg é o francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH. com patrimônio na casa dos US$ 197 bilhões. Na lista de bilionários da Forbes, que adota outra metodologia de cálculo de riqueza, a fortuna de Arnault passa dos US$ 220 bilhões — o que faz dele o homem mais rico do mundo.

Veja abaixo a lista de bilionários da Bloomberg

  1. Jeff Bezos: US$ 200 bilhões
  2. Elon Musk: US $198 bilhões
  3. Bernard Arnault: US$ 197 bilhões
  4. Mark Zuckerberg: US$ 179 bilhões
  5. Bill Gates: US$ 150 bilhões
  6. Steve Ballmer: US$ 143 bilhões
  7. Warren Buffett: US$ 133 bilhões
  8. Larry Ellison: US$ 129 bilhões
  9. Larry Page: US$ 122 bilhões
  10. Sergey Brin: US$ 116 bilhões

Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023

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Dólar fecha em alta, com expectativa por falas de Powell e dados dos EUA; Ibovespa cai

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A moeda norte-americana subiu 0,16%, cotada a R$ 4,9556. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 0,19%, aos 128.098 pontos.
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Por g1

Postado em 05 de março de 2024 às 11h15m

#.*Post. - N.\ 11.116*.#

Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1
Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (5), após passar boa parte da sessão oscilando entre altas e baixas. Investidores seguem à espera de pistas sobre a decisão de juros nos Estados Unidos e na Europa.

Na agenda da semana, as expectativas são pelos dados de emprego norte-americanos e pelas falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, que deve discursar no Congresso do país nos próximos dias.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar avançou 0,16%, cotada a R$ 4,9556. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,02% na semana;
  • queda de 0,34% no mês;
  • e avanço de 2,12% no ano.

Na véspera, a moeda norte-americana teve queda de 0,15%, cotado a R$ 4,9475.

Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou em queda de 0,19%, aos 128.098 pontos.

Com o resultado, acumulou quedas de:

  • 0,84% na semana;
  • 0,71% no mês;
  • e 4,54% no ano.

Na véspera, o índice teve queda de 0,65%, aos 128.341 pontos.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer

O que está mexendo com os mercados?

Na agenda de indicadores desta terça-feira, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que o crescimento do setor de serviços dos Estados Unidos desacelerou em fevereiro, para 52,6, após ter atingido 53,4 em janeiro. A estimativa dos analistas era que o índice ficasse em 53,0.

Apesar da queda, no entanto, uma leitura acima de 50 indica crescimento no setor de serviços, que responde por mais de dois terços da economia no país.

Além disso, o Departamento do Comércio norte-americano divulgou que as novas encomendas de bens fabricados no país também caíram mais do que o esperado, pressionados por uma queda acentuada nos pedidos de aeronaves comerciais. A demanda por computadores e produtos eletrônicos, por outro lado, acelerou.

Esses dados paralelos de atividade e confiança, no entanto, são apenas coadjuvantes do interesse real do mercado, que é o rumo das taxas de juros nos EUA. Para isso, as expectativas seguem voltadas para os dados de empregos que devem sair nos próximos dias.

Na quarta-feira (6), sai o relatório ADP, com números dos empregos privados nos Estados Unidos, enquanto na sexta (8) tem o payroll, o mais importante relatório do mercado de trabalho do país.

Esses dados são observados com atenção, principalmente em um momento em que as taxas de juros americanas já estão os maiores patamares em décadas — entre 5,25% e 5,50% ao ano. Isso porque um mercado de trabalho ainda muito aquecido pode continuar gerando pressão inflacionária sobre a economia.

Por outro lado, se os números vierem abaixo do esperado ou mostrarem uma desaceleração da geração de empregos, é sinal de que as taxas elevadas estão pressionando a economia e isso pode servir de incentivo para que o Fed inicie seu ciclo de corte nos juros em breve.

Ainda no cenário de juros, o presidente do Fed, Jerome Powell, deve falar no Congresso americano na quarta e quinta-feira (7). Investidores aguardam o discurso, à espera de mais sinalizações sobre quando os cortes nas taxas devem começar.

Na Europa, o BCE anuncia sua decisão sobre as taxas de juros também na quinta-feira. A expectativa é que a instituição mantenha os juros no nível recorde de 4%, mas é provável que reduza sua perspectiva para a inflação, em um aceno para eventuais cortes.

Na China, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou na terça-feira uma meta ambiciosa de crescimento econômico para 2024, de cerca de 5%, prometendo medidas para transformar o modelo de desenvolvimento do país e neutralizar os riscos alimentados por incorporadoras imobiliárias falidas e cidades endividadas.

Ao estabelecer uma meta de crescimento semelhante à do ano passado, que será mais difícil de ser alcançada, já que a recuperação pós-Covid está perdendo força, Pequim sinaliza que está priorizando o crescimento em detrimento de quaisquer reformas, mesmo com Li prometendo novas políticas ousadas, disseram analistas.

"É mais difícil atingir 5% este ano do que no ano passado porque o número base ficou mais alto, indicando que os principais líderes estão comprometidos em apoiar o crescimento econômico", afirmou Tao Chuan, analista-chefe de macro da Soochow Securities à agência Reuters.

O crescimento irregular do ano passado evidenciou os profundos desequilíbrios estruturais da China, desde o fraco consumo das famílias até os retornos cada vez mais baixos sobre os investimentos, o que levou a pedidos de um novo modelo de crescimento.

Na agenda interna, o boletim Focus mostra que os economistas do mercado financeiro elevaram a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ao mesmo tempo em que reduziram as expectativas de inflação para 2024.

Para este ano, a estimativa de crescimento da economia brasileira subiu de 1,75% para 1,77%. Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro ficou estável em 2%.

Para o comportamento da inflação, os analistas das instituições financeiras baixaram a expectativa para 2024 – que recuou de 3,80% para 3,76%. Para 2025, a estimativa de inflação ficou estável em 3,51% na última semana.

Outro destaque para os preços ao produtor, que recuaram 0,31% em janeiro, no terceiro mês seguido de deflação, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma retração de 5,56%. No mês anterior, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia caído 0,20%. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que somente oito tiveram queda de preços na comparação mensal.

"Esta sequência de resultados negativos do IPP vem após uma série de três meses seguidos de altas, entre agosto e outubro do ano passado. Apesar do índice de -0,31% em janeiro, não há uma queda disseminada por toda a indústria, pois 15 setores tiveram aumento de preços", destacou Murilo Alvim, analista do índice.

As maiores influências no resultado de janeiro partiram de refino de petróleo e biocombustíveis (-0,51 ponto percentual), indústrias extrativas (0,23 p.p.), alimentos (-0,18 p.p.) e metalurgia (0,07 p.p.). O setor de refino de petróleo e biocombustíveis apresentou queda no mês de (4,77%), marcando a segunda variação negativa seguida.

Já o setor de alimentos apresentou queda de 0,74% dos preços em janeiro, após quatro resultados positivos consecutivos. De acordo com o analista do IBGE, isso se deve a preços menores do açúcar e dos derivados de soja. Considerando as grandes categorias econômicas, bens de capital tiveram alta de 0,55% em janeiro, bens intermediários recuaram 0,88% e bens de consumo subiram 0,37%.

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sexta-feira, 1 de março de 2024

Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias do mundo com resultado do PIB de 2023

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Levantamento mostra que o país ultrapassou o Canadá e a Rússia em termos de valores correntes, com um PIB de US$ 2,17 trilhões.
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Por Bruna Miato, g1


O Brasil voltou ao grupo das 10 maiores economias do mundo, depois de registrar um crescimento de 2,9% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2023.

Um levantamento da consultoria Austin Ratings — com base nos dados preliminares de PIBs em valores correntes que já foram divulgados por 54 países — mostra que o Brasil ultrapassou o Canadá e a Rússia, para ocupar a 9ª posição do ranking, com um PIB de US$ 2,17 trilhões no ano passado.

Em 2022, o país foi a 11ª maior economia do mundo, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os Estados Unidos continuam liderando o ranking.

No ano passado, os EUA chegaram a um PIB de US$ 26,9 trilhões, seguidos pela China, com US$ 17,7 trilhões, e Alemanha, com US$ 4,4 trilhões.

 Confira, abaixo, a lista das 10 maiores:
  1. Estados Unidos: US$ 26,9 trilhões
  2. China: US$ 17,7 trilhões
  3. Alemanha: US$ 4,4 trilhões
  4. Japão: US$ 4,2 trilhões
  5. Índia: US$ 3,7 trilhões
  6. Reino Unido: US$ 3,3 trilhões
  7. França: US$ 3 trilhões
  8. Itália: US$ 2,18 trilhões
  9. Brasil: US$ 2,17 trilhões
  10. Canadá: US$ 2,11 trilhões

Além do Brasil, o próximo país latino-americano na lista de maiores economias do mundo é o México, na 12ª posição, com um PIB de US$ 1,81 trilhão.

Evolução do PIB ano a ano — Foto: Arte g1Evolução do PIB ano a ano — Foto: Arte g1
 Maiores crescimentos percentuais

Já em relação ao crescimento percentual do PIB, o Brasil fica na 14ª posição do ranking, com a alta de 2,9%. O país que mais cresceu percentualmente de 2022 para 2023 foi a Mongólia, com alta de 7,10%, seguido por Índia (6,70%) e Irã (6,40%)

 Veja a lista abaixo:

  1. Mongólia: 7,1%
  2. Índia: 6,7%
  3. Irã: 6,4%
  4. Filipinas: 5,6%
  5. Malta: 5,6%
  6. China: 5,2%
  7. Indonésia: 5%
  8. Vietnã: 5%
  9. Turquia: 4,5%
  10. Islândia: 4,2%
  11. Malásia: 3,7%
  12. México: 3,4%
  13. Hong Kong: 3,2%
  14. Brasil: 2,9%

Os Estados Unidos, apesar do maior PIB em valores correntes, ficam apenas na 18ª posição em termos de crescimento percentual, com alta de 2,5% em 2023.

PIB do Brasil cresce 2,9% em 2023, diz IBGE

O PIB do Brasil em 2023
agro, economia, pib, agronegócio — Foto: Rodolfo Buhrer/ReutersAgro, economia, pib, agronegócio — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Apesar do crescimento anual de 2,9%, o PIB brasileiro teve comportamento diferente no primeiro e no segundo semestre.

Na primeira parte do ano, a economia cresceu com mais força do que era previsto, registrando alta de 1,3% no primeiro trimestre e de 0,8% no segundo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse crescimento foi puxado, sobretudo, pela agropecuária, que viveu um ano recorde em 2023, com uma alta de 15,1%, e impulsionou outros setores, como as exportações e a indústria de alimentos, por exemplo.

Já nos terceiro e quarto trimestres, o PIB ficou no zero a zero, nem cresceu nem subiu. Apesar da estabilidade, o setor de serviços se mostrou resiliente neste período, mesmo com os impactos dos juros altos da economia.

Expectativa era maior, mas resultado do PIB foi acima da média, diz Ana Flor

Rússia

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domingo, 18 de fevereiro de 2024

'Cofre do apocalipse': conheça o imponente e impenetrável Banco Mundial de Sementes, que tem mais de 1 milhão de amostras e fica a -18ºC

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Quase tudo que se planta e se colhe ao redor do planeta está lá. São sementes idênticas às que os países guardam nos seus respectivos territórios.
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Por Sarah Resende, g1 — São Paulo

Postado em 18 de fevereiro de 2023 às 06h00m

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Banco de sementes da Noruega — Foto: Reprodução Fantástico
Banco de sementes da Noruega — Foto: Reprodução Fantástico

É na gelada Noruega, terra dos vikings e dos fiordes, que fica um banco mundial de sementes, o Svalbard Global Seed Vault (ou Silo Global de Sementes de Svalbard).

Atualmente, estão armazenadas lá cerca de 1,2 milhão de amostras de sementes, vindas de quase todos os países do planeta, mas o local tem capacidade para 4,5 milhões de variedades de culturas. Cada pacote possui, em média, 500 sementes. O objetivo, segundo o site oficial, é guardar toda essa "coleção" para "garantir a base do nosso futuro alimentar".

Quase tudo que se planta e se colhe ao redor do planeta está lá. São sementes idênticas às que os países guardam nos seus respectivos territórios. O local, com arquitetura imponente e enigmática, foi cenário da série "Noite Adentro" (2020/Netflix), quando um grupo, diante de uma catástrofe mundial, viaja para lá na expectativa de encontrar comida (sem mais spoilers 🍿).

🌀 Contexto... A existência do banco de sementes voltou à discussão ainda janeiro, no início do "BBB 24", quando o participante Lucas Luigi, que já foi eliminado, falou sobre o local, gerando memes e posts nas redes sociais.

🌍 Onde exatamente fica? No Ártico, a mil quilômetros do Polo Norte, na Ilha de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard, território norueguês.

Também chamado de "arca de Noé dos vegetais", "cofre do apocalipse", "nações unidas das sementes", "congelador mais importante do mundo" ou "plano B da humanidade", o banco é uma construção com ar futurista e jeitão de bunker, tudo no meio do gelo.

📺 A repórter Sônia Bridi, do Fantástico, visitou a estrutura em 2016, como parte do quadro "A jornada da Vida". Veja mais no vídeo abaixo:

Cientistas criam 'Arca de Noé' das sementes no caso de catástrofes

🫘 Tem semente brasileira lá? Sim, e muitas! Tem arroz, feijão, caju, maracujá, sementes forrageiras (para alimentação animal).

"A gente já mandou mais de 5.000 amostras", diz Juliano Gomes Pádua, supervisor do Banco Genético da Embrapa.

A primeira remessa foi em 2012 e a mais recente em 2022.

"E esse ano estão indo mais amostras. A gente vai mandar em meados do ano para chegar lá e pegar a abertura de outubro. O banco abre três vezes no ano", explica Juliano em entrevista ao g1. "A gente vai mandar milho, arroz, feijão, trevo, que serve para alimentação animal..."

Há outras sementes da América Latina: amostras de milho e feijão da Venezuela; de café da Colômbia; e de arroz da Guatemala e da Bolívia.

📦 Por que guardar sementes? Desastres e guerras são algumas preocupações, mas não as únicas. As mudanças climáticas também vão exigir que as plantas se adaptem a mudanças extremas de temperatura, como falta de chuva ou chuva em excesso. Além disso há, ainda, a preocupação de armazenamento adequado e em temperaturas corretas, algo que nem sempre pode ser feito no país de origem das sementes.

🌱 Como as sementes são guardadas? Elas são fechadas em embalagens personalizadas de três camadas, que são lacradas dentro de caixas e armazenadas em prateleiras dentro do chamado cofre de sementes. Os baixos níveis de temperatura e umidade dentro do Seed Vault garantem baixa atividade metabólica, mantendo as sementes viáveis ​​por longos períodos.

🌡️Em que temperatura as sementes ficam armazenadas? A menos 18°.

🤔 Por quanto tempo elas podem sobreviver? A resposta depende da espécie e de como é tratada a semente. O trigo pode ficar fértil por mais de mil anos. Já a alface, por exemplo, não dura mais que 50 anos.

Banco de sementes da Noruega — Foto: Reprodução Fantástico
Banco de sementes da Noruega — Foto: Reprodução Fantástico

🛟 Quem mantém o local? O Svalbard Global Seed Vault é de propriedade da Noruega e gerido em parceria entre o Ministério da Agricultura e Alimentação norueguês, o banco genético regional NordGen e o Crop Trust. Ele foi inaugurado em 2008. Nenhum país precisa pagar para manter sementes lá. Nações europeias bancaram a construção, mas o consenso é que ninguém é oficialmente dono do local.

Por que lá?

  • É remoto, mas acessível;
  • É geologicamente estável;
  • Está acima do nível do mar, protegido de inundações oceânicas (uma preocupação crescente com o avanço das mudanças climáticas);
  • Por ser um local muito frio, já oferece um congelamento natural, o que é mais econômico;
  • É a prova de desastres como terremotos e inundações.

🧳É possível visitar o local? Presencialmente... Não. Mas é possível fazer uma visita virtual pelo site. E o g1 visitou. É uma construção retangular "de pé". Por dentro, há um longo túnel que termina com uma porta "secreta" (antes dela, é preciso passar por outras cinco). É depois dessa última porta, trancada com chave, que as sementes ficam armazenadas em caixas etiquetadas.

⚠️Por lá, não há nenhum conflito diplomático: sementes da Rússia estão bem ao lado da caixa com sementes da Ucrânia, por exemplo.

🤚 Alguém pode tirar as sementes de lá? Sim. As caixas com as sementes são armazenadas em "condições de caixa preta", como explicado no site. Os depositantes são os únicos que podem retirar as suas próprias sementes. Quando as sementes são depositadas lá, a sua propriedade legal não é transferida. Isto significa que um depositante que opte por armazenar sementes no cofre de sementes ainda é o proprietário delas e o único que pode retirá-las de lá.

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