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sexta-feira, 12 de agosto de 2022

O que são mares leitosos, enigma que a ciência está próxima de resolver

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Marinheiros relatam há séculos surpresa ao navegar por mares de onde brota uma luz fluorescente, mas poucos a viram e só agora estão sendo descobertos os segredos do fenômeno lendário.
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TOPO
Por BBC

Postado em 12 de agosto de 2022 às 09h00m

 #.*Post. - N.\ 10.420*.#

O que são mares leitosos, enigma que a ciência está próxima de resolver — Foto: Getty Images
O que são mares leitosos, enigma que a ciência está próxima de resolver — Foto: Getty Images

Em uma noite em janeiro de 1864, em algum lugar do sudeste do Chifre da África, algo inexplicável aconteceu.

"Toda a face da natureza parecia mudada", escreveu o capitão Raphael Semmes, do navio Alabama.

"Ao redor do horizonte havia um brilho fraco, como se houvesse uma iluminação distante, enquanto acima havia um céu escuro e assustador."

O Alabama havia passado "de repente da água azul profunda em que estávamos navegando para uma mancha de água tão branca que me assustou" e viajou "iluminado pelo brilho doentio sobrenatural de um mar fantasma" por várias horas até que tudo terminou tão repentinamente quanto havia começado.

Semmes e sua tripulação foram algumas das poucas testemunhas oculares na história de um fenômeno peculiar: um brilho misterioso em mar aberto ocasionalmente visível à noite, conhecido como mar leitoso.

Águas resplandecentes

O que resplandece naturalmente sempre nos surpreende, e quando se trata do mar, o efeito pode ser ainda mais incrível.

As criaturas bioluminescentes que o habitam oferecem espetáculos tão mágicos como os dos mares de Ardora, onde faíscas do mar se iluminam ao ritmo das ondas ou dos nossos passos na areia.

Mas o fenômeno dos mares leitosos tem fugido às explicações.

Embora seja mencionado esporadicamente na literatura marítima e na ficção, poucos o viram. E quem o descreveu não estava falando de uma bioluminescência curta, limitada e reativa ou brilhos azul-esverdeados, que são os mais comuns.

Bioluminescência no mar — Foto: GETTY IMAGES
Bioluminescência no mar — Foto: GETTY IMAGES

Eles falam de "um mar de brancura láctea, como se dos promontórios próximos viessem rebanhos de ursos brancos penteados nadar sobre ele", como escreveu Herman Melville, em seu "Moby-Dick" de 1851.

Surpresa

Em uma noite em agosto de 2019, Naomi McKinnon estava no convés do iate Ganesha quando o Oceano Índico se iluminou.

"Três da tripulação estavam de vigia navegando no barco durante a noite, certificando-se de manter o caminho certo para as Ilhas Cocos, e de repente o oceano começou a parecer muito estranho."

"Nos perguntamos: o que há de errado com nossos olhos? Por que parecem tão estranhos?"

"E à medida que velejamos, o brilho ficou mais intenso. Não tínhamos ideia do que estava acontecendo", contou à BBC.

A tripulação acordou o capitão Johan Lemmens.

"Quando saí, vi que o mar estava iluminado como se houvesse grandes projetores de luz debaixo d'água."

"Visualmente parecia que o barco flutuava mais alto que o usual e que estávamos navegando por um campo de neve que resplandecia com o brilho da Lua."

"E as ondas na proa eram pretas, o que foi uma experiência arrepiante, porque normalmente as ondas na proa são sempre brancas e o mar é preto."

Fotografia digital do mar leitoso ao largo de Java de 2019, imagem feita pela tripulação do Ganesha — Foto: STEVEN MILLER, LEON SCHOMMER E NAOMI MCKINNON
Fotografia digital do mar leitoso ao largo de Java de 2019, imagem feita pela tripulação do Ganesha — Foto: STEVEN MILLER, LEON SCHOMMER E NAOMI MCKINNON

McKinnon disse que a cor do oceano era "um verde esbranquiçado, como adesivos que brilham no escuro".

"Sabemos porque o banheiro do barco estava com água brilhante na descarga, e o barco puxava essa água de pelo menos um metro abaixo do nível do mar."

Eles então jogaram um balde na água para examinar mais perto.

"No início, não conseguíamos ver um brilho. Mas quando deixamos a água assentar, o brilho ficou mais intenso."

"Quando você olhava para a água no balde, ela tinha pequenas manchas de luz, mas do convés, o oceano parecia homogêneo."

E não era apenas uma parte ao redor do barco.

"Víamos o brilho de horizonte a horizonte. Todo o oceano que podíamos ver estava brilhando."

"Estávamos totalmente encantados. Foi extremamente bonito e tranquilo. Além disso, foi uma bela noite para navergar, então ficamos impressionados com essa experiência incrível."

Acaso

Naomi pesquisou na internet por explicações assim que voltou para a terra firme.

Um dia, encontrou um relatório de Steve Miller, especialista em observação da Terra da Colorado State University, que havia visto o mesmo evento de brilho na costa de Java, no Oceano Pacífico, mas por meio de um satélite.

Imagem do evento publicada no relatório científico da equipe Miller na Nature Scientific Reports, em julho de 2021, comparando as visualizações de satélite diurnas e noturnas — Foto: STEVE MILLER/NOAA
Imagem do evento publicada no relatório científico da equipe Miller na Nature Scientific Reports, em julho de 2021, comparando as visualizações de satélite diurnas e noturnas — Foto: STEVE MILLER/NOAA

"O mar leitoso é a minha baleia branca", disse Miller à BBC, referindo-se à obsessão do capitão Ahab no romance clássico de Melville.

"No ano passado, trabalhamos com uma nova geração de satélites que estávamos tentando usar para encontrar mares leitosos. Na verdade, afirmamos ter visto alguns mares leitosos, apesar de não termos confirmação diretamente no local."

"Fizemos todo o possível para garantir que o que estávamos vendo eram emissões de luz da superfície, mas como cientista você nunca sabe se pode afirmar 100% que o que você acha que viu é de fato o que você estava vendo", explicou Miller.

"Gostaríamos de ter dados da água para comprovar o que vimos do ar, mas era difícil entrar em contato com barcos ou pessoas que pudessem ter testemunhado alguma coisa. Então assumimos o risco calculado de publicar o trabalho com a esperança de encontrar alguém que o tenha visto."

E foi exatamente isso que aconteceu.

"Fiquei tão aliviado quando Naomi me contatou."

"O relatório do iate Ganesha forneceu a primeira confirmação visual de que nossa nova geração de sensores de satélites pode detectar mares leitosos de forma autônoma."

"O resultado realmente importante aqui é que, com a confirmação da superfície, agora temos confiança nas medições de satélites para não apenas detectar esse fenômeno e estudá-lo remotamente, mas também orientar os navios de pesquisa a entrar nos mares leitosos e aprender muito mais sobre eles."

E havia dados que podiam ser identificados imediatamente após aquele encontro, relatados no artigo "Boat encounter with the 2019 Java bioluminescent milky sea: Views from on-deck confirm satellite detection" ("Encontro de barco com o mar leitoso bioluminescente de Java 2019: vistas do convés confirmam a detecção de satélite", em tradução livre), do Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Imagem de satélite do mar leitoso de Java em 2 de agosto de 2019 com o caminho de Ganesha marcado — Foto: STEVE MILLER/NOAA
Imagem de satélite do mar leitoso de Java em 2 de agosto de 2019 com o caminho de Ganesha marcado — Foto: STEVE MILLER/NOAA

Naomi, por exemplo, disse que o mar brilhava até onde a vista alcançava. Com observações de satélite foi possível ter uma ideia mais precisa dessa área.

"É uma extensão notável de água brilhante, e, de fato, os relatos históricos dos mares leitosos que remontam a séculos deram praticamente o mesmo tipo de descrição em termos de sua experiência em torno dele."

Brilhos como 'propaganda'

O biólogo marinho Kenneth Nealson, que há muito colabora com Miller no estudo dos mares leitosos, identificou outro detalhe importante.

Antes do evento ao sul de Java, havia uma enorme proliferação de algas na área.

Nealson, que pesquisou bactérias oceânicas bioluminescentes que se alimentam de algas mortas, disse à BBC que o brilho é para atrair peixes à noite para engoli-los.

"A maioria dessas bactérias que são capazes de brilhar são as E.coli do mar, são as bactérias intestinais dos peixes."

"Quando defecamos E.coli, o que essas bactérias querem é voltar ao intestino."

"No oceano, se eles podem encontrar uma partícula de proteína, digamos, um plâncton morto, e fazê-la brilhar, isso convém porque no oceano o brilho é um sinal de que há algo bom para comer."

Então o brilho é como um "anúncio publicitário" de luz.

Especialistas acreditam que os mares leitosos sejam causados ​​por bactérias bioluminescentes que se comunicam umas com as outras — Foto: GETTY IMAGES
Especialistas acreditam que os mares leitosos sejam causados ​​por bactérias bioluminescentes que se comunicam umas com as outras — Foto: GETTY IMAGES

Manchas brilhantes individuais de algas mortas podem ser rapidamente engolidas pelos peixes, nunca sendo vistas por um marinheiro que passar.

Mas uma floração enorme vai sobrecarregar seu apetite, e essa pode ser a razão para que o mar comece a brilhar.

"É basicamente como fazer um cultivo dessas bactérias, mas em vez de 100 mililitros como em um laboratório, é em 100.000 quilômetros quadrados."

"Essa é a coisa milagrosa sobre essas florações de algas, quando você obtém certas áreas de ressurgência (quando massas de água muito profundas sobem à superfície) e todos os nutrientes que surgem nas algas começam a crescer como loucos", disse o biólogo.

"São centenas de trilhões de partículas, todas brilhando ao mesmo tempo, mescladas com a água e conferindo essa aparência de brilho uniforme. Isso é o que acreditamos que é o processo para nossa interpretação visual de um mar leitoso", acrescentou Miller.

Entre a ciência e o folclore

Não é de estranhar que algo tão marcante como isso tenha sido registrado no passado por marinheiros que o viram mas "foi um assunto que durante muito tempo se moveu às margens do folclore marítimo e do conhecimento científico".

E ainda há incógnitas para resolver.

"Não houve muitas observações de natureza científica do fenômeno, foram principalmente histórias anedóticas de marinheiros ao longo dos séculos, em rotas comerciais, principalmente do Oceano Índico."

"E não são muito comuns em nível mundial. Talvez a gente veja um ou dois mares leitosos por ano, se tivermos sorte. Mas vimos exemplos de mares leitosos que duram apenas um dia ou dois, até 45 dias ou mais... Aquele pelo qual o Ganesha navegou, por exemplo, durou cerca de 60 noites!"

"É ótimo porque agora podemos continuar a estudá-los do mar e do céu até chegar a compreendê-los."

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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Foto de gato selvagem caçando flamingo ganha prêmio de imagens de natureza; veja outras premiadas

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Confira as fotos vencedoras do concurso Nature TTL Photographer of the Year 2022.
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TOPO
Por BBC

Postado em 11 de agosto de 2022 às 10h35m

 #.*Post. - N.\ 10.419*.#

Foto de gato selvagem caçando flamingo ganha prêmio de imagens de natureza; veja outras premiadas — Foto: DENNIS STOGSDILL / NATURE TTL / BBC
Foto de gato selvagem caçando flamingo ganha prêmio de imagens de natureza; veja outras premiadas — Foto: DENNIS STOGSDILL / NATURE TTL / BBC

A imagem impressionante de um lince-do-deserto (ou caracal) caçando um flamingo na Tanzânia ganhou o prêmio principal do concurso de fotografia Nature TTL Photographer of the Year 2022.

A foto A Cat and Its Prize ("Um felino e sua recompensa", em tradução livre), do fotógrafo americano Dennis Stogsdill, desbancou 8 mil concorrentes de todo o mundo.

"Esta é a natureza mais crua", diz o fundador da Nature TTL, Will Nicholls.

"O caracal está encharcado por ter perseguido os flamingos pela água, mas saiu por cima."

"As cores contrastantes com o ambiente escuro realmente fazem esta imagem se destacar — uma cena maravilhosa para poder observar, sem dúvida, e que dirá capturar primorosamente com a câmera."

A foto também foi vencedora na categoria Comportamento Animal.

A seguir, confira as imagens vencedoras das outras categorias, com as respectivas descrições dos fotógrafos.

Comportamento Animal, segundo lugar: 'African elephant puffing dust' ('Elefante africano soprando poeira'), de Michael Snedic

— Foto: MICHAEL SNEDIC / NATURE TTL
— Foto: MICHAEL SNEDIC / NATURE TTL

Depois de chafurdar na lama, este majestoso elefante africano caminhava em direção ao nosso veículo de safári, na Cratera de Ngorongoro, na Tanzânia.

Ele aspirou um pouco de poeira — e pouco tempo depois, virou a tromba para cima e soltou uma enorme nuvem de poeira.

Minha câmera estava configurada para disparo contínuo, e eu estava clicando como um louco — um momento emocionante.

Armadilhas fotográficas, vencedora: 'Ice bear' ('Urso de gelo', de Geoffrey Reynaud

Armadilhas fotográficas, vencedora: 'Ice bear' ('Urso de gelo', de Geoffrey Reynaud — Foto: GEOFFREY REYNAUD / NATURE TTL
Armadilhas fotográficas, vencedora: 'Ice bear' ('Urso de gelo', de Geoffrey Reynaud — Foto: GEOFFREY REYNAUD / NATURE TTL

Em Yukon, no Canadá, um fenômeno único acontece a cada ano.

Os ursos ficam com os pelos congelados e não hibernam até o mês de dezembro, apesar da temperatura chegar a -30°C.

Esta foto foi tirada por uma armadilha fotográfica montada ao longo do rio, cerca de dois dias antes de uma tempestade de neve.

Armadilhas fotográficas, segundo lugar: 'Top of the world' ('Topo do mundo'), de Sascha Fonseca

— Foto: SASCHA FONSECA / NATURE TTL
— Foto: SASCHA FONSECA / NATURE TTL

Um leopardo-das-neves à procura de presas nos picos irregulares da cordilheira de Ladakh, na Índia.

A neve espessa cobre o chão — mas o denso "casaco de pele" e as patas peludas do grande felino o mantêm aquecido.

"Capturei esta imagem durante um projeto de armadilha fotográfica DSLR [digital single-lens reflex] de três anos no Himalaia indiano."

Paisagem, vencedora: 'Nature fights back' ('A natureza contra-ataca'), de Bertus Hanekom

Paisagem, vencedora: 'Nature fights back' ('A natureza contra-ataca'), de Bertus Hanekom — Foto: BERTUS HANEKOM / NATURE TTL
Paisagem, vencedora: 'Nature fights back' ('A natureza contra-ataca'), de Bertus Hanekom — Foto: BERTUS HANEKOM / NATURE TTL

Uma tempestade passa sobre um girassol que, contrariando todas as probabilidades, conseguiu sobreviver em um depósito de lixo na região semi-árida de Karoo, na África do Sul.

Paisagem, segundo lugar: 'The lava' ('A lava'), de Marek Biegalski

— Foto: MAREK BIEGALSKI / NATURE TTL
— Foto: MAREK BIEGALSKI / NATURE TTL

Em março de 2021, começou uma erupção no vulcão Fagradalsfjall, em Geldingadalir, na Islândia.

"Capturei esta imagem no dia 17 de setembro, já que o fluxo de lava naquele dia estava espetacular."

Mundo pequeno, vencedora: 'The journey of a moth' ('A jornada de uma mariposa'), de Tibor Litauszki

— Foto: TIBOR LITAUSZKI / NATURE TTL
— Foto: TIBOR LITAUSZKI / NATURE TTL

"Consegui fotografar esta mariposa no verão ao entardecer.

Para acompanhar seu voo, usei uma lanterna de cabeça de LED [diodo emissor de luz] e iluminei a mariposa com um flash.

Fiz o clima crepuscular com múltipla exposição dentro da câmera."

Mundo pequeno, segundo lugar: 'Pretty in pollen' ('Linda em pólen'), de Tim Crabb

— Foto: TIM CRABB / NATURE TTL
— Foto: TIM CRABB / NATURE TTL

Uma mariposa, Micropterix calthella, coberta de bolinhas douradas de pólen de uma flor conhecida como botão-de-ouro, encontrada em Mutter's Moor, perto de Sidmouth, em Devon, no Reino Unido.

A imagem é uma compilação de imagens sobrepostas em foco.

O Céu Noturno, vencedora: 'The top of Australia' ('O topo da Austrália'), de Josselin Cornou

— Foto: JOSSELIN CORNOU / NATURE TTL
— Foto: JOSSELIN CORNOU / NATURE TTL

Esta foto foi tirada durante uma viagem ao Monte Kosciuszko, o ponto mais alto da Austrália.

É também um dos melhores lugares para capturar a Via Láctea, em parte graças ao céu escuro.

O Céu Noturno, segundo lugar: 'The Astonishing' ('O Surpreendente'), de Mauro Tronto

— Foto: MAURO TRONTO / NATURE TTL
— Foto: MAURO TRONTO / NATURE TTL

Esta foto é uma mistura de elementos mágicos — o luar refratado que gera um arco-íris magnífico; a beleza da aurora boreal logo acima; e Godafoss, a espetacular cachoeira na Islândia.

Todos os elementos são reais e aconteceram ao mesmo tempo.

Subaquática, vencedora: 'Sunset ray' ('Arraia ao pôr do sol'), de Andy Schmid

— Foto: ANDY SCHMID / NATURE TTL
— Foto: ANDY SCHMID / NATURE TTL

Uma arraia divide um cardume de peixes-bandeira, fotografado contra o sol poente em um fim de tarde no famoso ponto de mergulho Tuna Factory, localizado perto de Malé, capital das Maldivas.

Subaquática, segundo lugar: 'Caviar' ('Caviar'), de Talia Greis

— Foto: TALIA GREIS / NATURE TTL
— Foto: TALIA GREIS / NATURE TTL

Um peixe macho da espécie Vincentia novaehollandiae carrega ovos em sua boca.

Ele vai continuar guardando os ovos por um mês, até que o nascimento ocorra.

Vida Selvagem Urbana, vencedora: 'City hare' ('Lebre da cidade'), de Jan Piecha

— Foto: JAN PIECHA / NATURE TTL
— Foto: JAN PIECHA / NATURE TTL

Durante o dia, este lugar nos arredores de Kassel, na Alemanha, fica lotado de pessoas cuidando de seus afazeres diários — mas à noite, pertence aos animais.

Vida Selvagem Urbana, segundo lugar: 'Glow worm metropolis' ('Metrópole de vagalumes'), de Josselin Coronou

— Foto: JOSSELIN CORONOU / NATURE TTL
— Foto: JOSSELIN CORONOU / NATURE TTL

Uma cidade de vaga-lumes está povoando esta antiga estação de trem abandonada em Helensburg, na Austrália, proporcionando belas luzes em dias chuvosos.

"Para fazer esta foto, tive que me deslocar até o local durante uma tempestade, pois uma cachoeira efêmera começaria a aparecer.

Um dia depois que esta foto foi tirada, o túnel foi inundado."

Retratos selvagens, vencedora: 'I see you' ('Estou de olho em você'), de Tomasz Szpila

— Foto: TOMASZ SZPILA / NATURE TTL
— Foto: TOMASZ SZPILA / NATURE TTL

"Quando um leão enorme te olha bem nos olhos, você imediatamente esquece que está sentado em segurança no carro.

Instintivamente, você se encolhe e recua lentamente para dentro do carro para não provocar um predador..

Felizmente, ele e seus irmãos estavam ocupados consumindo o jovem búfalo que havia sido caçado alguns minutos antes."

Retratos selvagens, segundo lugar: 'A moment of wilderness' ('Um momento de natureza selvagem'), de Matt Engelmann

— Foto: MATT ENGELMANN / NATURE TTL
— Foto: MATT ENGELMANN / NATURE TTL

"Observei cautelosamente esta raposa por um mês em Graubünden, na Suíça, e notei que este local era bastante usado como um ponto de marcação.

A foto foi tirada com uma lente grande angular com disparador remoto, para não perturbar a raposa."

Sub-16, vencedora: 'Vantage points' ('Pontos de vantagem'), de Achintya Murthy

Sub-16, vencedora: 'Vantage points' ('Pontos de vantagem'), de Achintya Murthy — Foto: ACHINTYA MURTHY / NATURE TTL
Sub-16, vencedora: 'Vantage points' ('Pontos de vantagem'), de Achintya Murthy — Foto: ACHINTYA MURTHY / NATURE TTL

Os periquitos Malabar são criaturas maravilhosas.

Também são chamados de periquitos de asas azuis.

Eles geralmente voam juntos e são vistos em grande número.

"Em meio a um monte de atividades, tive o privilégio de fazer esta imagem, a partir de um observatório de pássaros em Karnataka, na Índia.

Estes dois estão brigando sobre um toco de árvore que tinha grãos de arroz para alimentá-los."

Sub-16, segundo lugar: 'Mergulhão-de-crista', de Maksymilian Paczkowski

— Foto: MAKSYMILIAN PACZKOWSKI / NATURE TTL
— Foto: MAKSYMILIAN PACZKOWSKI / NATURE TTL

"O lago perto de onde moro, próximo a Poznań, na Polônia, é um ótimo lugar para observar mergulhões.

Há pelo menos quatro espécies reprodutoras nesta lagoa — e são bem domesticadas porque os pescadores costumam estar lá.

Este pequeno mergulhão-de-crista posou para mim durante todo o tempo em que o sol estava se pondo."

Todas as fotos são cortesia da Nature TTL.

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