Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
O Brasil foi o único país a aparecer no ranking com mais de um local, marcando presença com a Quarta Praia, em Morro de São Paulo (BA); Baía do Sancho, em Fernando de Noronha; e Baía dos Golfinhos, na Praia da Pipa (RN). Grace Bay Beach, nas Ilhas Turcas e Caicos, levou 1º lugar. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por g1 Postado em 23 de fevereiro de 2022 às 15h55m Post.- N.\ 10.221 Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, ficou em 7º lugar no ranking;
mais duas praias brasileiras aparecem na lista de 2022. — Foto:
Divulgação / Administração da Ilha
Águas cristalinas, areia branca e fofa...paisagens paradisíacas fazem
parte da lista das 10 melhores praias do mundo eleitas por viajantes na
edição de 2022 do prêmio Travelers' Choice, do Tripadvisor, divulgado
nesta quarta-feira (23).
O Brasil foi o único país a aparecer no ranking com mais de um local, marcando presença com a Quarta Praia (4º lugar), em Morro de São Paulo, na Bahia; a Baía do Sancho (7º lugar), em Fernando de Noronha; e Baía dos Golfinhos (9º lugar), na Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte.
A praia número 1 dos viajantes foi a Grace Bay Beach, localizada nas Ilhas Turcas e Caicos.
Segundo o Tripadvisor, a lista foi formada com base na quantidade e na
qualidade de avaliações feitas por usuários do seu site entre 1º de
janeiro e 31 de dezembro de 2021.
"Alguns adoram a areia branca e macia e banhos de sol, enquanto outros
amam explorar enseadas rochosas. Essa lista tem lugar para todos os
gostos, porque foi escolhida por milhares de viajantes de todo o mundo,
que avaliaram suas praias favoritas no Tripadvisor, ao longo de 2021",
disse Christine Maguire, vice-presidente de negócios de mídia global da
companhia.
Estamos testemunhando o prelúdio da 3ª Guerra Mundial? Por pior que seja a situação neste momento, não se imagina um confronto militar direto entre a Otan e a Rússia. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por BBC 23/02/2022 12h58 Atualizado há 1 hora Postado em 23 de fevereiro de 2022 às 14h05m Post.- N.\ 10.220
Imagem sem data de Vladimir Putin, presidente da Rússia — Foto: EPA/Via BBC
Vamos direto ao assunto: estamos testemunhando o prelúdio da 3ª Guerra Mundial?
Convenhamos, isso é o que muitas pessoas estão perguntando e pensando
diante das recentes ações do Kremlin contra a Ucrânia — e que
desencadearam uma enxurrada de denúncias e sanções por parte do
Ocidente.
A
resposta é: não. Por pior que seja a situação na fronteira entre Rússia
e Ucrânia neste momento, não se imagina um confronto militar direto
entre a aliança militar Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)
e a Rússia.
Entenda os movimentos separatistas na Ucrânia
Aliás, enquanto os EUA e o Reino Unido observavam a Rússia montar uma
força capaz de invadir a Ucrânia, eles rapidamente retiraram seu pequeno
número de conselheiros militares.
"É uma guerra mundial quando americanos e russos começarem a atirar uns
nos outros", disse o presidente dos EUA, Joe Biden, no início deste
mês, prometendo que não enviaria tropas americanas para a Ucrânia sob
nenhuma circunstância.
Militares russos e veículos blindados na estrada na região de Rostov, na Rússia — Foto: EPA/Via BBC
Mas líderes ocidentais ainda temem que a Rússia possa estar pronta para realizar uma invasão da Ucrânia em larga escala.
O quão preocupado se deve estar ainda depende de vários fatores — quem
você é, onde você está e o que a Rússia fará em seguida.
Se você é um soldado ucraniano da linha de frente no leste da Ucrânia,
claramente a situação é extremamente perigosa. E para milhões de
ucranianos, o medo de como a crise afetará seus cotidianos está sempre
presente.
Apenas o presidente Putin e seu círculo íntimo de confiança sabem o quão longe ele pretende levar essa crise.
Enquanto a força da Rússia permanecer concentrada nas fronteiras, mesmo
a movimentada capital ucraniana Kiev, e outras cidades, não estarão a
salvo de ataques.
Mas a linha vermelha para a Otan e o Ocidente é se a Rússia ameaçar algum Estado membro da Otan.
De acordo com o Artigo 5 da Otan, a aliança militar ocidental é obrigada a defender qualquer Estado membro que seja atacado.
A Ucrânia não é membro da Otan, embora tenha dito que quer se juntar à
aliança militar — algo que Putin está determinado a impedir.
Países do Leste Europeu como Estônia, Letônia, Lituânia ou Polônia —
que já fizeram parte da órbita de Moscou nos tempos soviéticos — são
todos membros da Otan.
Esses governos estão claramente nervosos com o fato de que as forças
russas podem não parar na Ucrânia e usar algum pretexto de "ajudar"
minorias étnicas russas no Báltico para continuar invadindo outros
países.
Por isso, a Otan recentemente enviou reforços a seus membros do Leste Europeu.
Mas quão preocupado você deve estar? Enquanto não houver conflito
direto entre a Rússia e a Otan, não há razão para que essa crise, por
pior que seja, vire uma guerra mundial em grande escala.
Não vamos esquecer que a Rússia e os EUA têm, entre eles, mais de 8 mil
ogivas nucleares, então os riscos são estratosféricamente altos. A
velha máxima da Guerra Fria de "Destruição Mutuamente Assegurada" (MAD,
em inglês) ainda se aplica.
"Putin não está prestes a atacar a Otan. Ele só quer transformar a
Ucrânia em um Estado vassalo como Belarus", disse uma importante fonte
militar britânica na terça-feira (22).
Mapa mostra a localização das tropas russas — Foto: BBC
Mas o imprevisível aqui é o estado de espírito de Putin. Muitas vezes
descrito como friamente calculista, como o enxadrista e lutador de judô
que é, seu discurso na segunda-feira (21/2) parecia mais o de um ditador
raivoso do que o de um estrategista astuto.
Chamando a Otan de "perversa", ele disse com todas as letras que a
Ucrânia que não tinha o direito de existir como uma nação soberana
independente da Rússia. Isso é preocupante.
O Reino Unido não é o único país a punir a Rússia com sanções — os EUA
foram mais longe e a Alemanha, por exemplo, adiou a aprovação do enorme
gasoduto Nord Stream 2 da Rússia. Mas o Reino Unido foi pioneiro nas
sanções.
A Rússia certamente retaliará de alguma forma. As empresas ocidentais
na Rússia provavelmente sofrerão. Mas tudo pode piorar bem mais, se
Putin assim quiser.
A
vingança pode vir na forma de ataques cibernéticos — algo sobre o qual o
Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido já alertou.
Muitas vezes difíceis de atribuir ao governo russo, esses ataques podem
ter como alvo bancos, empresas, indivíduos e até infraestruturas
nacionais fundamentais.
O problema agora é que, após anos de declínio das relações com Moscou,
inclusive com o envenenamento de dissidentes russos em solo britânico, a
confiança mútua entre a Rússia e o Ocidente é quase zero.
E esse é um cenário perigoso em meio à crise em curso na Ucrânia.
Informação foi divulgada nesta terça-feira (22) pelo Banco Central. Instituição avaliou que crescimento do país tende a ser beneficiado pelo desempenho da agropecuária. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Alexandro Martello, g1 — Brasília 22/02/2022 13h56 Atualizado há 3 horas Postado em 22 de fevereiro de 2022 às 17h00m Post.- N.\ 10.219
As economias das cinco regiões do país cresceram em 2021, refletindo,
em especial, a recuperação do setor de serviços (mais afetado pela
pandemia no ano anterior), informou o Banco Central nesta terça-feira
(22) por meio do Boletim Regional.
De acordo com a instituição, entretanto, apenas no Nordeste o nível de
atividade ficou aquém do observado em 2019 — quando se consideram os
dados anuais.
"A despeito do avanço generalizado, resultados desiguais entre os
setores e especificidades das estruturas produtivas locais levaram às
distintas magnitudes de expansão regional", acrescentou o BC.
Região Nordeste
No Nordeste, avaliou o BC, o dinamismo da economia em 2021 se apoiou no
setor de serviços, sobretudo aqueles prestados às famílias – destaque
para alojamento e alimentação –, mas também transporte, educação e
serviços financeiros e às empresas.
"Adicionalmente, mantendo trajetória observada em 2020, a evolução
favorável da construção contribuiu para a atividade regional, com
geração de 41 mil postos de trabalho no ano", informou.
Por outro lado, diz o BC no boletim regional, o comércio e a indústria –
exceto produção e distribuição de eletricidade, gás e água –
registraram "arrefecimento"(desaceleração) ao longo de 2021.
"O Nordeste também foi impactado pela interrupção (e posterior retorno)
do auxílio emergencial às famílias no primeiro semestre", explicou o
Banco Central.
A instituição afirmou que o Nordeste mostrou expansão, no segundo
semestre, impulsionado pela volta da mobilidade e retomada das
atividades de serviços, especialmente os associados ao turismo.
Ano de 2022
O BC avaliou, ainda, que o crescimento não somente do Nordeste, mas de
todo o país, tende a beneficiado pelo desempenho da agropecuária e pela
normalização da economia, que segue em curso, particularmente no setor
de serviços e no mercado de trabalho.
"Em sentido oposto, atuam a elevação dos prêmios de risco [alta nos
juros futuros], relacionada à incerteza acerca do futuro do arcabouço
fiscal [dúvidas sobre gastos públicos em ano eleitoral], e o aperto mais
intenso das condições financeiras [taxas bancárias em alta]",
acrescentou o BC.
Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que preços das commodities podem carregar o patamar de juros altos por mais tempo, freando ainda mais o crescimento econômico. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Raphael Martins e Thais Matos, g1 22/02/2022 15h12 Atualizado há 54 minutos Postado em 22 de fevereiro de 2022 às 16h10m Post.- N.\ 10.218
Trabalhador caminha por campo de petróleo na cidade de Nefteyugansk, na Rússia — Foto: Reuters/Sergei Karpukhin
Os juros altos, a inflação em dois dígitos e o fraco crescimento
econômico já vinham bastante desafiadores para a economia brasileira
este ano. Agora, o possível conflito na fronteira da Ucrânia pode piorar ainda mais o cenário.
Sempre que há um conflito entre nações poderosas, há risco de aumento da inflação, com pressão nos preços e redução da oferta de produtos. Pode
ocorrer também um baque no crescimento por conta do aumento dos riscos,
que tende a diminuir os investimentos, derrubar os ganhos das empresas e
impactar as ações.
Como se não bastasse, o conflito entre Rússia e Ucrânia acontece quando a economia global ainda se recupera dos efeitos da pandemia do coronavírus, que sobrecarregou as contas e impactou os preços de energia, combustíveis e alimentação.
Para o Brasil, a situação se traduz em mais pressão sobre a inflação em
momento de índices já nas alturas. Especialistas ouvidos pelo g1 lembram que a barreira de proteção do país, no momento, é a queda do dólar.
Com a valorização recente do real, itens importantes como alimentos e
combustíveis estão relativamente controlados enquanto a tensão se
desenrola na fronteira ucraniana.
Mas há dois problemas: a
alta dos juros freia ainda mais a perspectiva de crescimento econômico e
uma aversão a risco mais intensa tende a trazer impacto mais sério a
economias emergentes.
“O
Brasil tem uma taxa de investimento historicamente muito baixa e deve
piorar com esse cenário global. Evidentemente, impacta o crescimento
econômico, a geração de emprego e renda”, afirma Wagner Parente, CEO da
BMJ Consultores Associados.
Veja abaixo os possíveis efeitos sobre a economia brasileira em várias frentes:
Entenda os movimentos separatistas na Ucrânia
Combustíveis e inflação
A tensão na fronteira ucraniana renova preocupações com os preços das
commodities, em especial o petróleo. Para o Brasil, a valorização do
barril do tipo Brent desde o início da pandemia foi um responsáveis pela
inflação pelo efeito nos preços da gasolina e do diesel.
Para o economista Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria, o principal impacto para o Brasil é justamente via petróleo e preço dos combustíveis e isso, por si só, não afeta tanto a recuperação brasileira.
"É
um quadro que pode piorar a questão inflacionária, mas não deveria ter
uma resposta do Banco Central. O BC está prevendo a redução do ritmo de
alta para a próxima reunião, e, a princípio, não mudará porque o
petróleo e os combustíveis não são preços afetados pela política
monetária. A economia está fraca por outras razões e vai continuar",
diz.
O preço do barril de petróleo teve média de US$ 44 em 2020 e chegou a US$ 70 no ano seguinte. O agravamento do conflito na Rússia deu novo impulso aos preços do insumo, que esbarram agora nos US$ 100.
Diferente dos anos anteriores, contudo, 2022 vem sendo marcado pela
entrada de dólares no país, fortalecendo o câmbio aos poucos. Até o
fechamento do mercado na segunda-feira (21), a moeda americana registra
queda de 8,39% no ano, negociando próximo aos R$ 5,10.
Com o petróleo subindo de um lado, mas o dólar caindo do outro,
forma-se uma gangorra que mantém os preços com certa estabilidade.
Miriam: Tensão na Ucrânia bate diretamente no Brasil nos combustíveis, alimentos e energia
Por isso, para Roberto Motta, chefe da mesa de derivativos da Genial
Investimentos, a "defesa" do Brasil contra um impacto nos combustíveis
foi a elevação agressiva da taxa Selic, que cria um diferencial de juros
que volta a ser atrativo para o investidor estrangeiro.
"O
conflito tem impacto inflacionário? Sim, mas não deve mudar o 'plano de
voo' do Banco Central, que é atrair dólar ao elevar — e manter no alto —
a taxa de juros em patamar muito restritivo", diz o analista.
A meta central de inflação para 2022 é de 3,50% e será oficialmente
cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%. Mas o boletim Focus,
sondagem semanal do BC com economistas do mercado financeiro, a projeção
é de 5,56%, um novo rompimento do teto e que explica o "pé no
acelerador" da subida de juros.
Também de acordo com o Focus, a projeção da Selic está em 12,25% ao ano
para o fim de 2022, contra os atuais 10,75%. O aperto dos juros é a
forma de compensar uma política fiscal de gasto mais intensa em ano
eleitoral.
"Esticar
o tempo de juros elevados pode gerar recessão em 2022, mas o BC deixou
claro que sua agenda é ancorar a inflação. Assim, o real continua
blindado por termos o maior juro real do mundo", diz Motta.
Bolsa e dólar
Em geral, conflitos geopolíticos provocam reação imediata dos mercados internacionais. A particularidade da tensão entre Rússia e Ucrânia é que as atividades têm sido anunciadas passo a passo desde o fim de 2021, espalhando o impacto nas bolsas.
Outra contribuição relevante é o aumento de juros dos Estados Unidos,
que tem agora mais um evento inflacionário para influenciar a análise do
Federal Reserve.
Mas, surpreendentemente, a bolsa brasileira reage positivamente e
bolsas estrangeiras têm quedas comedidas. Em suma, a reação é que o mercado já vinha se preparando para um evento mais determinante, como o reconhecimento das províncias separatistas na Rússia.
Além disso, a bolsa brasileira tem uma participação enorme de empresas
exportadoras de commodities, como Vale, Petrobras, Suzano e tantas
outras. Um aumento da demanda traria bons resultados e valorizaria os
preços dos papéis. Resultado foi a entrada de mais de US$ 50 bilhões na
bolsa neste ano.
A discussão, então, volta a se fixar nos próximos passos. Roberto
Motta, da Genial, diz que o conflito chegou a um ponto de não retorno,
em que o presidente russo Vladimir Putin não poderia retroceder sem
alguma conquista. Para ele, a independência das repúblicas separatistas
pró-Rússia no leste da Ucrânia, Donetsk e Luhansk, pode ser esse "troféu".
Mercado financeiro aumenta a previsão do IPCA pela 6ª semana seguida
"É
um evento que, se for bem contornado pela diplomacia, com nível
razoável de sanções, pode esvaziar as tensões e pode ser até bom para
ativos de risco.O problema é se Putin for tomado pela euforia e avançar", diz o analista.
"Os pêndulos serão Alemanha e França. A Alemanha é mais industrializada
e consome energia, vai ser dependente desses preços e vai ter que
instaurar sanções que sejam razoavelmente bem aceitas para não ver novas
escaladas no conflito", prossegue.
Não parece ser esse o curso das atitudes, por ora. O chanceler alemão,
Olaf Scholz, anunciou nesta terça-feira a suspensão da autorização para o
gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia à Alemanha. O gasoduto aumentaria o abastecimento de gás russo à Europa, no momento em que a produção própria registra queda.
Apesar de tirar proveito das commodities, uma intensificação do conflito pode ser negativa para o Brasil.
“Quando
se tem risco global maior, os países emergentes sofrem mais porque o
investidor pode buscar uma situação mais confortável em juros dos EUA e
União Europeia. Podemos ter uma nova saída de investidores do Brasil",
lembra Wagner Parente, da BMJ.
Exportações
A Rússia
não é um dos grandes parceiros comerciais do Brasil. Não há, portanto,
um impacto direto nas exportações brasileiras. É fundamental, contudo,
estar atento às reações da China em meio ao aumento das tensões
geopolíticas na região.
A China, sim, é o maior parceiro comercial do Brasil e tradicionalmente tem um alinhamento com o governo russo.
"Até
o momento, os chineses se mantiveram alheios à situação. Mas, se
formarem uma oposição com Estados Unidos e Europa, tem-se um cenário de
polarização que pode impactar fortemente o Brasil”, analisa Parente, da
BMJ.
Na relação direta com a Rússia, o Brasil depende principalmente da produção de fertilizantes (60%) e outros itens ligados à agricultura.
No ano passado, quatro dos cinco produtos que o Brasil mais comprou dos russos serviam para preparação do solo. Um desabastecimento desses adubos e fertilizantes poderia aumentar os custos dos alimentos no país.
“A Rússia
é o maior exportador mundial de fertilizantes, o que pode afetar o
preço de commodities como a soja, e levar a impacto na produção de
proteína animal”, explica Parente.
Computadores e servidores do CNPEM foram afetados. Sequestro de dados não comprometeu as atividades do acelerador de partículas, informou o centro. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Arthur Menicucci, g1 Campinas e Região 21/02/2022 18h41 Atualizado há 2 horas Postado em 21 de fevereiro de 2022 às 20h45m Post.- N.\ 10.217
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que fica em Campinas(SP), sofreu um ataque hacker na noite de sábado (19) e teve parte dos
arquivos sequestrados. O centro abriga o superlaboratório de luz
síncrotron de 4ª geração Sirius, que é o acelerador de partículas do Brasil. Parte dos sistemas voltou a operar nesta segunda (21), mas ainda há serviços fora do ar, informou o centro.
O CNPEM confirmou que o ataque cibernético foi do tipo ransomware, que
impede o acesso às informações armazenadas em um dispositivo. Com isso,
os cibercriminosos pretendem forçar a vítima a pagar para recuperarem o
acesso ao sistema. Entenda o crime nesta reportagem e no vídeo abaixo.
Um comunicado interno do CNPEM informou que o incidente de segurança
foi parcialmente contido pela equipe de TI do centro, mas vários
computadores e servidores acabaram corrompidos.
De acordo com a assessoria de imprensa do centro, as atividades de
pesquisa e desenvolvimento dos laboratórios foram afetadas, mas não
"criticamente". A extensão do incidente ainda não foi mensurada.
"Alguns
computadores ligados a equipamentos laboratoriais, que dependem de
sistemas legados, foram comprometidos e estão sendo recuperados",
informou.
"O time de Tecnologia da Informação segue atuante para recuperar
sistemas ainda comprometidos, identificar as causas e mensurar a
extensão do incidente. O CNPEM está tomando todas as providências
técnicas e legais em resposta ao ocorrido".
VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões
O CNPEM informou que, até esta publicação, não houve contato de
cibercriminosos para cobrança de valores em troca da devolução dos
dados.
Em nota, o CNPEM informou que o Sirius não foi afetado. "A operação e
os dados do Sirius foram preservados, devido aos rígidos padrões de
segurança adotados pelo Projeto. Dados do Sirius são armazenados na
nuvem e seus aceleradores de elétrons e estações de pesquisa utilizam
sistemas customizados, desenvolvidos pela equipe do CNPEM e sem acesso à
rede".
O CNPEM é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O g1questionou
o ministério sobre o caso e aguardava um posicionamento até esta
publicação. A reportagem será atualizada quando houver retorno.
Outros ataques hackers
Em 10 de dezembro, um ataque hacker afetou o sistema do Ministério da Saúde
e derrubou a Rede Nacional de Dados em Saúde, conhecida por ser a
“plataforma-mãe” que reúne todas as informações registradas por estados e
municípios, na ponta do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração — Foto: Nelson Kon
O CNPEM
O centro possui quatro laboratórios que são referências mundiais. Um
deles, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), opera o Sirius, o
acelerador de partículas brasileiro. Superlaboratório funciona como um
microscópio de alta performance que analisa os mais diversos tipos de
materiais, orgânicos e inorgânicos.
O CNPEM também abriga o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio),
que desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência; o
Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), responsável pela pesquisa
para o desenvolvimento de biocombustíveis; e o Laboratório Nacional de
Nanotecnologia (LNNano), que pesquisa materiais avançados.
"Os quatro Laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e
participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM,
que articula instalações e competências científicas em torno de temas
estratégicos", informa o site do centro.
A partir de 2022, com o apoio do Ministério da Educação (MEC), o CNPEM abriu a Ilum Escola de Ciência.
"O curso superior interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação
adota propostas inovadoras com o objetivo de oferecer formação de
excelência, gratuita, em período integral e com imersão no ambiente de
pesquisa do CNPEM", completou o CNPEM.