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domingo, 4 de novembro de 2018

Oceanos estão absorvendo mais calor do que se pensava, diz estudo

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Pesquisa indica que, nos últimos 25 anos, absorção de calor foi 60% maior do que se estimava.
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Por G1 

Postado em 04 de novembro de 2018 às 17h00m 

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Aquecimento dos oceanos é maior do que se pensava
Cientistas dizem que a Terra é mais sensível às emissões de combustíveis fósseis do que se pensava e isso pode atrapalhar esforços para manter a temperatura do planeta em um nível seguro, conforme mostrou o Bom Dia Brasil.
Estudo anterior da ONU mostrava que oceanos absorviam mais de 90% do calor retido na Terra provocado pelos gases que agravam efeito estufa.
A nova pesquisa revela que, nos últimos 25 anos, essa absorção foi 60% maior do que a estimativa da ONU. Cientistas acham que vai ser mais dificil alcançar a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC neste século em relação ao período industrial.
Branqueamento de corais ocorre por aumento de temperatura do oceano e é intensificado pelo aquecimento global — Foto: ARC Centre of Excellence for Coral Reef Studies
Se o oceano tivesse cerca de 10 metros de profundidade, ele teria aquecido 6,5 ºC a cada década desde 1991, segundo Laure Resplandy, uma das pesquisadoras. Em comparação, a estimativa do último relatório de avaliação do IPCC [Painel Intergovernamental de Mudançlas Climáticas, da ONU] indicava um aquecimento de 4 ºC por década.
O estudo foi publicado na revista Nature e é liderado por pesquisadores da Universidade de Princeton e da Scripps Institution of Oceanography, na Califórnia, Estados Unidos.
As descobertas dos pesquisadores sugerem que, se a sociedade quiser evitar que as temperaturas subam acima dessa marca, as emissões de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa produzido pelas atividades humanas, devem ser reduzidas em 25% em relação ao que foi estimado anteriormente, disse Resplandy. 









Imagem de satélite mostra o furacão Florence sobre o Oceano Atlântico — Foto: HO / NASA/NOAA / AFP
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sábado, 3 de novembro de 2018

A megafusão entre galáxias que deu origem à Via Láctea como a conhecemos hoje

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Pesquisa mostra que a Via Láctea do tamanho atual é resultado de uma fusão com a galáxia Gaia-Enceladus, há 10 bilhões de anos.
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Edison Veiga, BBC
Por Edison Veiga, BBC 

Postado em 03 de novembro de 2018 às 11h45m 

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Pesquisa mostra que a Via Láctea como conhecemos hoje é resultado de uma fusão com a galáxia Gaia-Enceladus, há 10 bilhões de anos — Foto: Rensselaer Polytechnic InstitutePesquisa mostra que a Via Láctea como conhecemos hoje é resultado de uma fusão com a galáxia Gaia-Enceladus, há 10 bilhões de anos — Foto: Rensselaer Polytechnic Institute

Como o espaço sideral é uma máquina do tempo e também uma sucessão de fusões, junções e separações, cada nova descoberta tem o poder de contar um pouquinho mais sobre a formação dele e, em última instância, de nós mesmos.

E a descoberta mais recente é de que a Via Láctea, galáxia onde está o Sistema Solar – e onde nós estamos –, se fundiu a outra galáxia, uma parceira chamada Gaia-Enceladus, 10 bilhões de anos atrás. A pesquisa a respeito, que ajuda a compreender um pouco sobre os movimentos e as formações naturais do espaço, está na última edição da revista científica "Nature".

Essa fusão com Gaia-Enceladus deu origem à maior parte do halo da Via Láctea. Também teria sido responsável por moldar o seu disco, dando a ele uma certa forma inflada. Quem descobriu e descreveu precisamente como ocorreu essa megafusão espacial foi a astrônoma Amina Helmi e sua equipe, todos cientistas da Universidade de Groningen, na Holanda.

Soma de galáxias
Já era um consenso no meio astronômico de que grandes galáxias, como a Via Láctea, sempre são a fusão de galáxias menores. Assim, a Via Láctea não poderia ser diferente: também é produto de pequenas fusões.

Helmi se tornou obcecada pelo tema. Ao longo de sua carreira, a pesquisadora revirou os lugares conhecidos da Via Láctea, em busca de "fósseis" que pudessem auxiliar em sua pesquisa. A astrônoma lançou mão de dados como evolução, composição química, posição e trajetória das estrelas para compreender suas histórias. Com isso, é possível identificar as fusões que criaram o início da Via Láctea.
A galáxia que se fundiu com a Via Láctea é chamada Gaia-Enceladus, em homenagem a Enceladus, gigante que, na mitologia grega, nasceu de Gaia, deusa da Terra, e Urano, deus do Céu — Foto: René Van Der Woude, Mixr.nl A galáxia que se fundiu com a Via Láctea é chamada Gaia-Enceladus, em homenagem a Enceladus, gigante que, na mitologia grega, nasceu de Gaia, deusa da Terra, e Urano, deus do Céu — Foto: René Van Der Woude, Mixr.nl

A cientista usa a composição química, a posição e a trajetória das estrelas no halo para deduzir sua história e, assim, identificar as fusões que criaram o início da Via Láctea.

Os dados foram obtidos por meio do satélite Gaia, uma bem-sucedida missão da Agência Espacial Europeia. Em abril deste ano, o projeto disponibilizou uma avalanche de dados para a comunidade astronômica, com informações de uma base de 1,7 bilhão de estrelas.

Comportamento estelar
Helmi observa sistematicamente a organização da Via Láctea desde os últimos 20 anos. "Esperávamos que as estrelas se fundissem com os satélites no halo", afirma.
"O que não esperávamos encontrar era o fato de que a maioria das estrelas-halo de fato tivesse uma origem compartilhada, em uma fusão muito grande", diz.
Os cientistas identificaram que a "assinatura química" de muitas estrelas do halo são claramente diferentes das estrelas "nativas" da Via Láctea. "Estas são grupos bastante homogêneo, o que indica que eles compartilham uma origem comum", comenta, sobre as "nativas".

"As estrelas mais jovens da Gaia-Encefalodus são na verdade mais jovens do que as estrelas nativas, sobretudo na região hoje do disco principal", diz Helmi.
"Isso significa que o progenitor desse fenômeno já estava presente quando a fusão aconteceu, e Gaia-Encefalodus, por causa de suas dimensões diferentes, balançou e encheu-se."
Em estudo anterior, a astrônoma Helmi já havia descrito o fenômeno. Ao analisar um conjunto de estrelas de origem comum, ela concluiu que as estrelas dessa bolha no halo são escombros da fusão da Via Láctea com uma galáxia que era um pouco mais massiva.

Gaia-Enceladus
Helmi e sua equipe concluíram que estrelas desse tipo, localizadas nesses conjuntos, são os escombros da fusão entre Via Láctea e uma outra galáxia, há cerca de 10 bilhões de anos.

Essa galáxia é conhecida como Gaia-Enceladus, em homenagem a Enceladus ,gigante que, na mitologia grega, nasceu de Gaia – deusa da Terra – e Urano – deus do Céu.

Enceladus também foi o nome que escolheram para batizar uma lua do planeta Saturno.
Helmi bem lembrou de que dados sobre cinemática, química, idade e distribuição espacial das estrelas da Via Láctea já vinham sendo coletados e arquivados pelo projeto Gaia-Enceladus - antes dos dados disponibilizados neste ano.

O projeto de pesquisa existe há cerca de 10 anos. "Foi incrível olhar para os novos dados do Gaia e perceber aquilo que eu já vislumbrava", afirma a especialista.

Missão Gaia
A Missão Espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia, foi lançada em dezembro de 2013. O satélite tem o objetivo de monitorar dados de estrelas, realizando medições de posição, de velocidade radial e de luzes.

A missão está desenvolvendo um mapa tridimensional das estrelas da Via Láctea, possibilitando a compreensão de sua formação.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Sonda Parker, da NASA, acaba de quebrar dois recordes em um só dia

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Gizmodo

  
Postado em 02 de novembro de 2018 às 11h00m 
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ReproduçâoA missão histórica da NASA para "tocar o Sol" acaba de alcançar dois importantes marcos: ela agora detém o recorde de maior aproximação do Sol feita por um objeto construído por humanos — e também o recorde de espaçonave mais rápida já enviada ao espaço.
Lançada em 12 de agosto de 2018, a sonda Parker (ou Parker Solar Probe) está agora entrando nos primeiros estágios de sua missão.

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Às 14h04 (horário de Brasília) desta segunda-feira (29), a espaçonave chegou a menos de 42,7 milhões de quilômetros da superfície do Sol — um novo recorde para um objeto construído por humanos. O antigo pertencia à espaçonave alemã Helios 2, que alcançou o feito em abril de 1976. A partir de agora, cada centímetro que a sonda avance em direção ao Sol será um novo recorde de distância, com uma aproximação de 6,16 milhões de quilômetros prevista para 2024.

"Faz apenas 78 dias que a Parker Solar Probe foi lançada, e agora chegamos mais próximo de nossa estrela do que qualquer outra espaçonave na história", disse o gerente de projeto da sonda, Andy Driesman, em um comunicado da NASA. "É um momento de orgulho para a equipe, embora sigamos focados em nosso primeiro encontro solar."

Menos de dez horas depois, a espaçonave estabeleceu outro recorde. Alcançando e depois ultrapassando uma velocidade de 246.960 quilômetros por hora, a sonda Parker se tornou o objeto construído por humanos mais rápido de todos os tempos em relação ao Sol. O recorde anterior também havia sido alcançado pela missão Helios 2. Até 2024, espera-se que a espaçonave alcance velocidades superiores a 692.000 quilômetros por hora (ou 0,0006% a velocidade da luz).


Para calcular a velocidade e a distância da Parker Solar Probe, a agência espacial utiliza sua Deep Space Network, ou DSN. A NASA explica:
A DSN envia um sinal para a espaçonave, que então o retransmite de volta para a DSN, permitindo à equipe determinar a velocidade e a posição da espaçonave com base no timing e nas características do sinal. A velocidade e a posição da Parker Solar Probe foram calculadas usando medidas de DSN feitas em 24 de outubro, e a equipe usou essa informação, junto com forças orbitais conhecidas, para calcular a velocidade e a posição da espaçonave a partir desse ponto.
Em sua atual distância para o Sol, a sonda precisa de 150 dias para fazer uma órbita completa. Ela alcançará o primeiro dos 26 eventos de periélio (ponto mais próximo do Sol) em 6 de novembro de 2018. Nos próximos seis anos, o comprimento orbital da sonda diminuirá gradativamente, permitindo que ela se aproxime do Sol. À medida que se aproxima da superfície da estrela, a sonda enfrentará calor e radiação formidáveis, dos quais ela se defenderá com um escudo manobrável sempre apontado para a estrela no centro do nosso Sistema Solar.

Os sensores a bordo da Parker Solar Probe farão medições, fornecendo novos dados sem precedentes para cientistas. Aprendendo mais sobre o Sol, teremos uma melhor compreensão de como ele afeta a Terra e outros planetas, possivelmente melhorando nossa previsão do tempo espacial. Saber como e quando o Sol produz tempestades solares massivas, por exemplo, pode ajudar a reduzir danos na Terra.

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Imagem do topo: NASA
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