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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Brasil ainda não atingiu meta de redução de analfabetismo fixada para 2015

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Meta do Plano Nacional de Educação era que taxa de analfabetismo fosse de 6,5% em 2015, mas, em 2017, ela foi de 7%, segundo dados da Pnad divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

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Por Ana Carolina Moreno, G1 
Postado em 18 de maio de 2018 às 16h20m 


Brasil tem 11,5 milhões de analfabetos, segundo pesquisa do IBGE
Brasil tem 11,5 milhões de analfabetos, segundo pesquisa do IBGE

Mesmo dois anos depois do prazo, o Brasil ainda não conseguiu atingir a meta de redução do analfabetismo fixada para 2015, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2017, divulgados na manhã desta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, em 2015 o Brasil deveria ter até 6,5% da população com 15 anos ou mais sem saber ler ou escrever um bilhete simples. Porém, naquele ano, essa taxa foi de 7,7%. Em 2016, ela baixou para 7,2% e, no ano passado, segundo os dados recém-divulgados, ela caiu menos, para 7%, e ainda segue acima da meta. O PNE prevê, ainda, que o Brasil erradique o analfabetismo até 2024.

O percentual indica que há 11,5 milhões de analfabetos no país. A análise dos dados mostra que a desigualdade persiste: a concentração é maior nas regiões Norte e Nordeste, no grupo daqueles com 60 anos ou mais e entre as pessoas que se declaram pretas ou pardas.
Confira abaixo a evolução histórica do índice:

Analfabetismo fora da meta
Redução do nº de analfabetos em 2017 ainda não é suficiente para atingir meta de 2015 do PNE
Created with Highcharts 5.0.9Porcentagem da população com 15 anos ou mais8,68,68,38,37,97,97,77,77,27,2776,56,5Taxa de analfabetismoMeta do PNE para 201520122013201420152016201766,577,588,59
Fonte: Pnad 2017 Educação/IBGE

De acordo com Marina Aguas, coordenadora da pesquisa, três fatores influenciam a taxa de analfabetismo:

Demografia: segundo ela, naturalmente as pessoas mais jovens recebem maior escolarização e, por isso, tanto a taxa de analfabetismo quanto a taxa de mortalidade são mais altas entre as pessoas mais velhas; por isso, a redução no índice de analfabetismo segue um caminho natural ano a ano.

Acesso ao serviço: as políticas públicas podem, porém, acelerar essa redução, ao garantir que pessoas de todas as faixas etárias sejam alfabetizadas.

Faixas etárias fixas: Marina explica que, como os grupos mais jovens são mais escolarizados, conforme eles ficam mais velhos e passam de uma faixa etária à seguinte, eles ajudam a reduzir a taxa média de analfabetismo daquela faixa etária.

Analfabetos com 60 anos ou mais
Compare a evolução da taxa de analfabetismo entre diferentes faixas etárias
Created with Highcharts 5.0.9Porcentagem da população8,68,68,38,37,97,97,77,77,27,27724,324,323,423,422,722,721,621,620,420,419,319,36,56,5Taxa de analfabetismo (15 anos ou mais)Taxa de analfabetismo (60 anos ou mais)Meta do PNE para 201520122013201420152016201751015202530
Fonte: Pnad 2017 Educação/IBGE

Desigualdades
Os números divulgados nesta sexta mostram que persistem as desigualdades raciais e regionais na escolaridade da população brasileira. Apesar de a taxa de analfabetismo nacional ainda ter ficado fora da meta em 2017, entre a população branca e nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a meta fixada para 2015 já foi alcançada.

Entre a população preta e parda, a taxa diminuiu em relação a 2016, mas ainda segue sendo maior que o dobro do índice entre os brancos com 15 anos ou mais.

Analfabetismo por raça e gênero
Compare as taxas entre homens e mulheres e entre as populações branca e preta e parda

Created with Highcharts 5.0.9Porcentagem da população com 15 anos ou mais443,93,94,14,19,39,39,69,699Branca (TOTAL)Branca (HOMEM)Branca (MULHER)Preta e parda (TOTAL)Preta e parda (HOMEM)Preta e parda (MULHER)01234567891011
Fonte: Pnad 2017 Educação/IBGE

Taxas regionais de analfabetismo
Porcentagem de analfabetos por região do Brasil em 2017
Created with Highcharts 5.0.9776,56,53,53,53,53,55,25,28814,514,5BRASILMETA 2015Região SulRegião SudesteRegião Centro-OesteRegião NorteRegião Nordeste05101520
Fonte: Pnad 2017 Educação/IBGE

Educação de jovens e adultos
Um dos fatores que contribui tanto para o analfabetismo quanto para o aumento da escolaridade da população brasileira é a educação de jovens e adultos, conhecida como EJA no Brasil. Entre 2016 e 2017, os dados da Pnad mostram que o número de pessoas matriculadas no EJA para o ensino fundamental cresceu 3,4%. Já o número de estudantes do EJA do ensino médio avançou 10,6% em um ano.

"O EJA é muito positivo no momento em que pega as pessoas que acabariam não indo estudar e as coloca para estudar. A gente sabe que educação gera inúmeros benefícios na vida da pessoa. Se a oportunidade no momento ideal não foi aproveita, o EJA incentiva a que volte."

Por outro lado, os cursos de alfabetização de adultos tiveram uma queda alta no número de matrículas. Em 2016, 153 mil pessoas faziam um curso de alfabetização, mas em 2017 essa quantidade caiu para 118 mil matrículas.

Marina explica que essa queda não necessariamente indica que essas pessoas deixaram de estudar ou de se alfabetizar. Segundo ela, como esse tipo de serviço não é regulamentado e, na maior parte das vezes, é coordenado por iniciativas comunitárias e voluntárias, o EJA, oferecido pelas redes estaduais de ensino, acaba tendo oferta maior e suprindo essa demanda.

"A pessoa pode se alfabetizar no próprio EJA. Se essa pessoa tiver uma escola perto e se matricular no EJA, o EJA alfabetiza."

EJA e a evasão escolar
O IBGE atribui parte dessa grande procura às idades mínimas consideradas baixas do público aceito no EJA. Para se matricular nas turmas de ensino fundamental para jovens e adultos, é preciso que o estudante tenha pelo menos 15 anos de idade. Já para o ensino fundamental no EJA, a idade mínima é 18 anos.

A defasagem dos estudantes em relação à série adequada para sua idade, além do crescente desinteresse pela escola, que, segundo Marina Águas, não começa no ensino médio, mas nos anos do fundamental, acabam fazendo com que muitos jovens desistam do ensino regular e acabem optando pelo EJA, quando passam a cumprir o requisito da idade.

Marina alerta, ainda, que há características do EJA bastante distintas do ensino regular, principalmente o fato de que 85,2% dos alunos do EJA do ensino fundamental e 86,4% dos matriculados no EJA do ensino médio estudam no período noturno.
IBGE 


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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Astrônomos descobrem buraco negro de crescimento mais rápido do Universo

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Buraco negro absorve uma massa equivalente ao Sol a cada dois dias. foi detectado a 12 bilhões de anos luz de distância da Terra.

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Agencia EFE
Por Agencia EFE 

Astrônomos descobrem buraco negro ultra luminoso (Foto: ESA/Hubble & Nasa) 

Um grupo de astrônomos da Austrália descobriu um buraco negro que absorve uma massa equivalente ao Sol a cada dois dias, de acordo com publicação da Universidade Nacional Australiana (ANU). De acordo com o estudo, diante daquilo que os astrônomos já conhecem da observação do Universo, este buraco negro é considerado o que "cresce mais rápido" entre todos os já estudados.

O buraco negro chamado QSO SMSS J215728.21-360215.1 foi detectado a 12 bilhões de anos luz de distância da Terra pelos cientistas da ANU.

Seu tamanho equivale a 20 bilhões de sóis e tem uma taxa de crescimento de cerca de 1% a cada um milhão de anos, indicou a ANU em comunicado.

"Este buraco negro cresce tão rápido que brilha milhares de vezes mais que uma galáxia inteira devido aos gases que ele devora diariamente, causando muito atrito e calor." - Christian Wolf, da Escola de Astronomia e Astrofísica da ANU.

Esse buraco negro existia quando o Universo, que tem aproximadamente 13,8 bilhões de anos, tinha apenas 1,2 bilhões de anos.
"Não sabemos como cresceu tanto e tão rápido na primeira fase do Universo", afirmou o cientista.


Wolf indicou que a energia emitida pelo buraco negro, também conhecida como quasar, é composta de luz ultravioleta e raios-x.
"Se este monstro estivesse no centro da Via Láctea, provavelmente faria com que a vida na Terra fosse impossível devido à grande quantidade de raios-x que ele emana", afirmou o astrônomo.


"Os buracos negros gigantescos e de crescimento rápido também ajudam a limpar a névoa em torno deles por meio da ionização dos gases, o que torna o Universo mais transparente", acrescentou Wolf.

O buraco negro foi detectado pelo telescópio SkyMapper do Observatório de Siding Spring da ANU, situado cerca de 480 quilômetros a noroeste de Sydney, com ajuda do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Os autores da descoberta consideram que esses buracos negros brilham e podem se transformar em modelos para observar e estudar a formação de elementos nas primeiras galáxias do Universo. 
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Universidade dos EUA desenvolve primeiro 'robô-mosca' que funciona sem fios

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Robôs voadores têm o tamanho de um inseto e podem ser usados para inspecionar o crescimento de plantações ou detectar vazamentos de gás.

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Por G1 
Postado em 17 de maio de 2018 às 13h00m 

RoboFly é o primeiro robô voador sem fios que tem o tamanho de um inseto (Foto: Mark Stone/Universidade de Washington) 

Não vai demorar muito até robôs voadores do tamanho de insetos serem vistos batendo asas por aí. É que um grupo de engenheiros da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), desenvolveu aquilo que pode ser o primeiro modelo funcional de "robô-mosca" que opera sem fios.

O resultado da pesquisa será apresentado em 23 de maio na Conferência Internacional de Robótica e Automação, que acontece em Brisbane, na Austrália.

De acordo com os criadores do projeto, máquinas com essas características podem ser úteis em tarefas que consomem muito tempo do homem, como inspecionar o crescimento de plantações ou detectar vazamentos de gás.
Outra vantagem é a financeira: robôs desse tamanho são baratos e conseguem acessar locais de difícil acesso para drones maiores.


Feito tecnológico

Batizado de RoboFly, o robô-mosca é um feito tecnológico. Primeiro, pelo seu tamanho: a máquina é menor que a ponta de um lápis preto e ligeiramente mais pesada que um palito de dente. E mais importante, pelo método empregado para alçar voo.

O robô-mosca é muito pequeno para ser equipado com hélices, como em drones convencionais. Por isso, ele literalmente bate as asas para voar.

Veja uma demonstração no vídeo acima.
O problema é que esse movimento consome muita energia. E modelos anteriores desenhados pela equipe de engenheiros de Washington até tinham uma correia para se alimentar e receber ordens.

Mas a ideia do RoboFly era se livrar totalmente de cabos. Logo, o pequeno notável usa raios laser como fonte de energia.

"Essa foi a maneira mais eficiente de rapidamente transmitir muita força para o RoboFly sem adicionar muito peso", diz Shyam Gollakota, co-autor do projeto e professor assistente na escola de ciências da computação e engenharia da Universidade de Washington.
  1. Funciona da seguinte maneira:
  2. Um raio laser estreito e invisível é apontado para uma célula fotovoltaica instalada no robô
  3. A célula absorve a luz e faz a conversão para eletricidade
  4. Depois, um circuito elétrico amplia os 7 volts vindos da célula para até 240 volts
  5. Nesse mesmo circuito, um microcontrolador opera como o cérebro do robô-mosca
  6. E dá as ordens necessárias para que ele flexione os músculos e bata suas asas
Esse diálogo entre controlador e asas acontece por meio de ondas, numa imitação do ritmo dos movimentos do inseto de verdade.

"O controlador usa pulsos para dar forma a essas ondas", diz Johannes James, autor principal do projeto e estudante de doutorado de engenharia mecânica na universidade.

"Para fazer as asas baterem mais rápido, ele envia uma série de pulsos em sucessão rápida. Depois diminui a pulsação conforme chega próximo ao topo da onda. Em seguida, ele faz isso ao contrário para fazer as asas baterem uniformemente na outra direção", conta James.

O RoboFly ainda é uma pesquisa inicial e, por enquanto, só consegue brevemente levantar voo e pousar. Isso porque esse movimento mínimo já desvia sua célula fotovoltaica da linha de visão do laser. A equipe espera em breve conseguir conduzir o raio para fazer deslocamentos maiores com o robô-mosca.

Segundo os engenheiros, versões futuras do RoboFly também podem se alimentar de baterias minúsculas ou de sinais de radiofrequência. Além de virem equipadas com cérebros e sensores mais desenvolvidos que ajudem a máquina a realizar suas tarefas por conta própria.

"Eu realmente gostaria de criar um robô que encontre vazamentos de metano", diz Sawyer Fuller, outro co-autor do projeto.

"Você poderia comprar uma pasta cheia deles, abrir, e eles voariam pelo seu prédio procurando por vazamentos de gás. Se esses robôs facilitarem a descoberta de vazamentos, eles provavelmente seriam consertados, o que reduziria o efeito estufa. Isso é inspirado por moscas de verdade, que são muito boas em voar por aí procurando por coisas mal-cheirosas". 
      Post.N.\8.302  
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