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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Desenhos pré-históricos 'ignorados' podem revelar o 'mais antigo' código de escrita

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Pesquisadora encontrou em cavernas europeias 32 símbolos que se repetem e que, na sua visão, podem ter constituído código de comunicação entre os homens.

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À primeira vista, os rabiscos parecem traços sem importância, como estes das cavernas espanholas conhecidas como Las Chimeneas, que são Patrimônio da Humanidade (Foto: BBC/D. von Petzinger)
À primeira vista, os rabiscos parecem traços sem importância, como estes das cavernas espanholas conhecidas como Las Chimeneas, que são Patrimônio da Humanidade (Foto: BBC/D. von Petzinger)

À primeira vista, os rabiscos parecem traços sem importância, como estes das cavernas espanholas conhecidas como Las Chimeneas, que são Patrimônio da Humanidade
São 32 traços que se repetem em diferentes cavernas de toda a Europa. Registros simples: apenas linhas em zigue-zague, pontos, triângulos inacabados, cruzes retorcidas ou algo que lembra figuras geométricas.

Nenhum deles é criação de alguém apressado ou de um mau desenhista: os cientistas acreditam que esse conjunto forma o código de escrita mais antigo de que se tem registro.
Entender os traços está tirando o sono de Genevieve von Petzinger, paleoantropóloga da Universidade de Victoria, no Canadá, responsável por um estudo inédito sobre arte rupestre do período Paleolítico.

O período, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, vai de 2 milhões a.C. (época aproximada em que o homem fabricou o primeiro utensílio) até 10.000 a.C..

'Desenhos ignorados'
"Me interessam os grandes padrões, as possíveis interconexões entre desenhos e regiões", disse a cientista à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
Genevieve von Petzinger passa dias inteiros em grutas de difícil acesso, estudando o que seria um misterioso código da Idade da Pedra (Foto: BBC/D. von Petzinger)
Genevieve von Petzinger passa dias inteiros em grutas de difícil acesso, estudando o que seria um misterioso código da Idade da Pedra (Foto: BBC/D. von Petzinger)

O alcance geográfico do projeto é certamente ambicioso: envolve mais de 350 sítios arqueológicos, "o que não é muito se levarmos em conta que são 30 mil anos de história".
Além disso, envolve olhar o que antes muitos outros cientistas passaram por cima.

A paleoantropóloga canadense não está interessada nas figuras mais atraentes - os bisões, as cenas de caça, as representações de formas claramente humanas - e sim nos registros que foram classificados como "geométricos" por falta de um termo mais apropriado.
"São os desenhos negligenciados, ignorados", ri.
Em El Castillo, na Espanha, as linhas vermelhas que se repetem em outras cavernas europeias (Foto: BBC/D. von Petzinger)
Em El Castillo, na Espanha, as linhas vermelhas que se repetem em outras cavernas europeias (Foto: BBC/D. von Petzinger)

Viagem subterrânea
Esses "desenhos ignorados", que estão ali desde a Idade da Pedra, são parte de um dos legados artísticos mais antigos do mundo, da fase final do último período glacial na Europa (por isso também chamada de arte da Era do Gelo).

Silenciosos e inexplorados, esses traços podem falar de "uma mudança fundamental nas habilidades dos nossos ancestrais", diz a cientista. Isso porque a capacidade de articular um código é a mesma exigida para desenvolver uma escrita, como fez o homem moderno.

Em muitos casos, a existência desses símbolos não é nenhuma novidade.
"Mas os inventários (feitos pelos paleontólogos quando vão estudar uma nova caverna) nem sequer dizem que tipo de sinais eles são, os consideram secundários e não fazem comparações."

Foi assim que, há três anos, a cientista embarcou numa viagem subterrânea, acompanhada do marido fotógrafo.
Acompanhada do marido fotógrafo, Genevieve von Petzinger explora a caverna de Cudon, na região espanhola da Cantábria (Foto: BBC/D. von Petzinger)
Acompanhada do marido fotógrafo, Genevieve von Petzinger explora a caverna de Cudon, na região espanhola da Cantábria (Foto: BBC/D. von Petzinger)

Eles passam a maior parte do dia em grutas ou cavernas, até "emergirem" à noite, como ela mesma diz.
Trata-se de um total de 52 cavernas, em muitos casos de acesso dificílimo por causa de condições geográficas ou porque estão nas mãos da iniciativa privada.

Descoberta de uma nova arte
É o caso das cavernas de El Portillo, Santián ou Las Chimeneas, na Espanha, e Niaux e Marsoulas, na França, além de outras na Itália e em Portugal.
A maior parte delas não tem a popularidade das grutas mais "midiáticas" como Chauvet, no sul da França, ou Altamira, no norte do Brasil.

"Em muitas grutas, inclusive, encontramos uma nova arte, que não tinha sido descoberta", diz Von Petzinger.
"Ninguém se preocupou em registrar estes traços. Quando começamos a fazê-lo, vimos que eles se repetem. Há um padrão."
O casal catalogou meticulosamente os sinais até chegar a uma espécie de repertório, que se repete nas pedras de diferentes grutas: um total de 32 símbolos.
A pesquisadora fez uma lista com 32 símbolos que se repetem em diferentes sítios arqueológicos - ainda falta decifrar seu significado (Foto: BBC/D. von Petzinger)A pesquisadora fez uma lista com 32 símbolos que se repetem em diferentes sítios arqueológicos - ainda falta decifrar seu significado (Foto: BBC/D. von Petzinger)

"É realmente interessante verificar que eles são tão específicos, que cada um é muito diferente do outro. Inclusive os mais incomuns se repetem (em outras grutas) de maneira idêntica. As possibilidades de que isso seja uma coincidência são bem pequenas", afirma a pesquisadora.

Em outras palavras, o que isso significa é que estaríamos diante de um código pré-estabelecido e compartilhado por diferentes grupos do período Paleolítico.
Também sugere, diz ela, que havia conexões entre lugares remotos naquela era pré-histórica.

"Sabemos que na Europa havia uma ativa rede de intercâmbio de populações e isso nos dá um sinal de como era sofisticada a sua estrutura social", diz a cientista, que em maio deste ano publicou um livro com suas descobertas (The First Signs: Unlocking the mysteries of the world's oldest symbols, algo como "Os primeiros sinais: desvendando os mistérios dos símbolos mais antigos do mumdo",ainda não lançado em português).
Na parede da gruta El Castillo, na Espanha, o contorno de uma mão feito com tinta vermelha (Foto: BBC/D. von Petzinger)
Na parede da gruta El Castillo, na Espanha, o contorno de uma mão feito com tinta vermelha (Foto: BBC/D. von Petzinger)

A pesquisadora acredita que os traços poderiam representar elementos da natureza (Foto: D. von Petzinger)
A pesquisadora acredita que os traços poderiam representar elementos da natureza (Foto: D. von Petzinger)

Um código, mas qual o significado?
Como qualquer cientista curioso, Von Petzinger adoraria poder ler para além dos traços e descobrir seus significados.
Por exemplo, poder estabelecer com certeza que uma figura em forma de chave é uma lança e que registros em forma de pena são folhas de árvore.
As linhas em zigue-zague são
As linhas em zigue-zague são "democráticas": fáceis de desenhar e melhores como ferramentas de comunicação, segundo a pesquisadora (Foto: BBC/D. von Petzinger)

Mas a pesquisadora admite que essa é uma missão impossível.
"Por mais que desejemos, nunca vamos poder estar na cabeça de pessoas que viveram há 30 mil anos", diz, rindo.

"Mas se não sabemos o que significam, sabemos que esses traços deveriam ter um sentido. E isso nos é indicado pela sua repetição."
O que importa, insiste Von Petzinger, é o padrão.

"Não se trata de um código como o egípcio, nem como a escrita cuneiforme (que é a mais antiga língua humana escrita). Não é algo tão organizado. Nesse sentido, nunca vamos poder decifrá-lo, nem temos material de referência para isso."

O primeiro sistema de escrita conhecido, o cuneiforme, tem cinco mil anos e surgiu onde atualmente é o Iraque. Mas, a exemplo dos complexos hieróglifos egípcios, não faz sentido que tenha aparecido do nada.

Primeiro código humano?
Os traços ordenados por Von Petzinger podem ser um sistema ainda mais antigo de escrita: um "primeiro código humano" inscrito nas rochas das grutas.

O que é inovador nesta descoberta, confirmam os especialistas, é que ela revela as habilidades básicas necessárias para a criação de um sistema de escrita: capacidade de abstração, registro de marcas gráficas e sofisticado uso de símbolos.

"De maneira geral, podemos dizer que os sistemas gráficos desenvolvidos na Europa, na Idade do Gelo, são predecessores dos sistemas de escrita que vêm depois. Não porque determinado símbolo daquela época esteja relacionado com outro símbolo em uma etapa posterior, mas no sentido de que todos são códigos."
Desenhos que podem ser facilmente reconhecidos, como este cervo, têm atração imediata sobre os pesquisadores afirma Von Petzinger (Foto: BBC/D. von Petzinger)
Desenhos que podem ser facilmente reconhecidos, como este cervo, têm atração imediata sobre os pesquisadores afirma Von Petzinger (Foto: BBC/D. von Petzinger)

Emojis pré-históricos
A pesquisadora os compara aos emojis, os ícones da era dos smartphones, que representam um conceito em uma única imagem.
Eles são muito populares nas redes sociais e em comunicações de troca de mensagens instantâneas, como o WhatsApp.

Os emojis foram descritos assim em uma coluna da revista Wired, especializada em tecnologia: "eles poderiam ter sido parte de um dos sistemas gráficos mais antigos do mundo, ou seja, bem mais que símbolos simpáticos no seu celular".

Primeiro é preciso erradicar a ideia de que os traços das grutas europeias são figuras geométricas, diz a cientista.

"Usamos esta comparação na falta de uma melhor. Mas isso condiciona a maneira como os vemos. Por exemplo, deveríamos pensar que encontramos desenhos de animais e humanos, e nos perguntar: onde está a natureza? Por que nunca pintaram uma árvore ou um rio, que são elementos importantes na vida de uma sociedade coletora-caçadora?"
Genevieve von Petzinger faz medições em uma gruta com desenhos
Genevieve von Petzinger faz medições em uma gruta com desenhos "aparentemente geométricos" (Foto: BBC/D. von Petzinger)

Assim, a hipótese é que as figuras se refiram a coisas que não aparecem de forma óbvia nos desenhos: uma montanha, as estrelas, uma arma...
Não são formas abstratas, como sugere uma análise superficial, mas representações de ideias padronizadas.
Na sua simplicidade, os símbolos também têm outra qualidade: são democráticos, afirma Von Petzinger.
Um 'retângulo com divisões' aparece nas paredes da caverna espanhola El Castillo (Foto: BBC/D. von Petzinger)
Um 'retângulo com divisões' aparece nas paredes da caverna espanhola El Castillo (Foto: BBC/D. von Petzinger)

Pesquisadora diz que é preciso parar de olhar esses desenhos como simples figuras geométricas (Foto: BBC/D. von Petzinger)
Pesquisadora diz que é preciso parar de olhar esses desenhos como simples figuras geométricas (Foto: BBC/D. von Petzinger)

"Desenhar um mamute ou um cavalo exige habilidades que poucos têm. Mas um quadrado ou um zigue-zague, qualquer um pode fazer."
E por serem mais acessíveis, os traços são melhores como ferramenta de comunicação: virtude desejada por qualquer linguagem que se preze.

Mas a paleoantropóloga não se conforma com estas hipóteses e quer mais.
Qual será seu próximo passo na busca de sentido para os desenhos misteriosos?
Entrar, com a ajuda de robôs submarinos, em grutas submersas e inexploradas da costa da Cantábria, no norte da Espanha, para buscar mais signos, mais traços, que joguem luz sobre como o homem moderno aprendeu a escrever. 
 
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PIB do Brasil recua 0,8% no 3º trimestre de 2016

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É a sétima queda seguida nessa comparação, segundo o IBGE.
De janeiro a setembro, recuo é de 4%, o maior da série para o período.

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Anay Cury e Daniel Silveira-Do G1, em São Paulo e no Rio
30/11/2016 09h00 - Atualizado em 30/11/2016 12h26
Postado às 12h56m
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PIB - variação trimestral (Foto: G1)
No terceiro trimestre deste ano, a economia brasileira seguiu em queda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,8% em relação ao trimestre anterior. É a sétima retração seguida nessa base de comparação - a mais longa de toda a série histórica do indicador, que teve início em 1996. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 1,6 trilhão.
De janeiro a setembro de 2016, o PIB registra queda de 4% em relação ao mesmo período 2015. Segundo o IBGE, essa é a maior baixa para o período desde 1996. Já no acumulado dos quatro trimestres encerrados no terceiro trimestre de 2016, o tombo do PIB foi ainda pior, de 4,4%.

Investimento em queda
Contrariando a melhora dos índices de confiança de empresários e investidores, no terceiro trimestre, os investimentos, que também estão incluídos na composição do PIB, voltaram a cair. A Formação Bruta de Capital Fixo, como o indicador de investimento também é conhecido, recuou 3,1%.


A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2016 foi de 16,5% do PIB, abaixo da observada no mesmo período do ano anterior (18,2%). De acordo com o IBGE, esse é o menor índice desde 2003, quando chegou a 16,3%.
Já a taxa de poupança foi de 15,1% no terceiro trimestre de 2016, também a menor da série, neste caso, iniciada em 2010.
PIB arte composição-vale (Foto: Arte/G1)
O consumo das famílias, que durante muitos anos contribuiu com o crescimento do PIB, recuou 0,6% - completando o sétimo trimestre seguido de baixa. A despesa do governo também recuou: 0,3%.

Quanto ao setor externo, as exportações caíram 2,8% e as importações recuaram 3,1%.
"Neste trimestre especificamente a gente viu um recuo importante nos investimentos, coisa que não tinha acontecido no trimestre passado, muito em função da queda nas importações de bens de capital, máquinas e equipamentos, e aí tem a ver com a conjuntura toda do país e com o aumento dos juros reais, comentou.

Retração em todos os setores
O desempenho dos três setores que entram no cálculo do PIB foi negativo no terceiro trimestre deste ano frente ao anterior. A agropecuária teve retração de 1,4%, a indústria, de 1,3%, e os serviços, de 0,6%.


"Nesse ano, a gente teve queda das três grandes atividades, indústria, serviço e agropecuária. A única com crescimento relevante é a indústria extrativa mineral, por causa do petróleo, já que o minério de ferro vem caindo desde o acidente de Mariana, disse Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

"Foi basicamente o setor de serviços que continuou puxando [a queda no PIB], até pelo peso importante na economia. E se a gente olha para dentro dos serviços, os serviços que são muito correlacionados com a indústria tiveram as maiores quedas, como o transporte e o comércio. São atividades totalmente correlacionadas com o desempenho, que vem sendo negativo há bastante tempo, da indústria de transformação, e também como o desempenho agora negativo da agropecuária, afirmou.
PIB setores 3ºtri16 (Foto: Arte/G1)
Comparação com o ano anterior
Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a contração foi ainda maior, de 2,9% - a décima seguida.


Nessa base de comparação, a agropecuária sofreu forte queda de 6%, influenciada por resultados negativos de culturas como milho (-25,5%), algodão (-16,9%), laranja (-4,7%) e cana de açúcar (-2%).

Seguindo o mesmo ritmo, a indústria recuou 2,9%, puxada, principalmente, pela queda na produção de máquinas e equipamentos.
Entre os três setores, os serviços tiveram a queda mais branda: de 2,2%. Os destaques negativos mais importantes ficaram com transporte, armazenagem e correio (-7,4%).

O consumo das famílias caiu 3,4%, sob influência dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda, de acordo com o IBGE. A despesa de consumo do governo também caiu: 0,8% frente ao terceiro trimestre de 2015.

Os investimentos também levaram um grande tombo. A formação bruta de capital fixo caiu 8,4% no terceiro trimestre de 2016, a décima baixa consecutiva.

"Este recuo é justificado pela queda das importações e da produção interna de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da construção."

No setor externo, as exportações aumentaram 0,2% e as importações caíram 6,8%. Nos dois tipos de operação, os resultados foram influenciados pela valorização de 8,5% do câmbio.
PIB - variação países (Foto: G1)
Repercussão
Para especialistas ouvidos pelo G1, a queda dos investimentos é um dos principais fatores que continuam puxando o PIB para baixo.

O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, afirma que os dados sinalizam que ninguém sabe direito quando vamos sair do fundo do poço. Todo mundo achava que tínhamos passado desse ponto, e não passamos. Cada resultado que sai está pior que o anterior.

Alessandra Pereira, economista da Tendências Consultoria, diz que a queda dos investimentos foi o que mais surpreendeu, já que ela esperava queda de 1,5%, e não de 3,1% no terceiro trimestre. A gente observa que tivemos um suspiro no 2º trimestre, com alta de 0,5%, mostrando melhora dos investimentos com a produção de bens de capital, de máquinas e equipamentos, o que deu um suspiro na apuração anterior.

Previsões negativas
As expectativas sobre o resultado do PIB já indicavam que os números seriam negativos. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que tenta "antecipar" o resultado do PIB, estimou, em meados de novembro, que a economia teve retração de 0,79% de julho a setembro, na comparação com o trimestre anterior.


Para o ano de 2016, considerando todos os trimestres, os economistas do mercado financeiro preveem que o nível de atividade neste ano feche em queda de 3,5%, segundo o boletim Focus, também do BC, mais recente.

Se as previsões forem confirmadas, essa será a primeira vez que o país registrará dois anos seguidos de retração no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.
 
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