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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Produção industrial cresce 2,6% em setembro e recupera patamar pré-pandemia, diz IBGE

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Atividade industrial no país agora se encontra 0,2% acima do nível de fevereiro. No acumulado no ano, porém, setor ainda acumula perda de 7,2%.  
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Por Darlan Alvarenga e Daniel SIlveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  
04/11/2020 09h00 Atualizado há 2 horas
Postado em 04 de novembro de 2020 às 11h00m


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Fábrica de papelão ondulado para embalagens no interior de São Paulo; produção industrial cresce 2,6% em setembro e recupera patamar pré-pandemia, segundo IBGE — Foto: Fabio Tito/G1
Fábrica de papelão ondulado para embalagens no interior de São Paulo; produção industrial cresce 2,6% em setembro e recupera patamar pré-pandemia, segundo IBGE — Foto: Fabio Tito/G1

produção industrial brasileira cresceu 2,6% em setembro, na comparação com agosto, com o setor cravando a quinta alta seguida, segundo divulgou nesta quarta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já na comparação com setembro do ano passado, o setor cresceu 3,4%, interrompendo uma sequência de 10 quedas seguidas nesta base de análise.

Com o resultado de setembro, a indústria acumulou em 5 meses um ganho de 37,5%, eliminando completamente as perdas registradas entre março e abril (-27,1%). Com isso, superou em 0,2% o patamar de fevereiro, quando a pandemia de coronavírus ainda não havia afetado a produção do país.

Embora tenha recuperado o patamar pré-pandemia, o setor ainda se encontra 15,9% abaixo do seu patamar mais alto, alcançado em agosto de 2018. Isso nos dá a dimensão do tamanho da perda que a indústria já vinha acumulando, enfatizou o gerente da pesquisa, André Macedo.

No acumulado no ano, a indústria ainda registra, porém, queda de 7,2%. Em 12 meses, a baixa acumulada é de 5,5%, indicando uma desaceleração frente ao mês anterior (-5,7%).

Produção industrial mensal — Foto: Economia G1
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1

O IBGE revisou os dados da produção industrial de julho, de uma alta de 8,3% para 8,6%, e também de agosto, para um avanço de 3,6%, ante uma taxa de 3,2% divulgada anteriormente.

O resultado de setembro veio acima do esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 2,2% na variação mensal e de 2,2% na base anual.

Alta de 22,3% no 3º trimestre na comparação o 2º trimestre

Na passagem do 2º para o 3º trimestre, a produção industrial apresentou uma alta de 22,3%, recuperando a perda registrada na passagem do 1º para o 2º trimestre, que havia sido de 17,5%.

Já na comparação com o 3º trimestre de 2019, a indústria teve queda de 0,6%, bem abaixo do recuo registrado no 2º trimestre contra o 2º trimestre do ano passado, quando houve um tombo de 19,4%. Essa foi a queda mais elevada, nessa base de comparação, de toda a série histórica atual da pesquisa, destacou o gerente da pesquisa.

Destaques de setembro

Na passagem de agosto para setembro, a produção cresceu em todas as grandes categorias econômicas e em 22 dos 26 ramos pesquisados, com destaque para bens de consumo duráveis, cujos resultados foram puxados pela indústria automobilística.

Produção industrial cresceu em setembro em 22 dos 26 ramos pesquisados — Foto: Divulgação/IBGE
Produção industrial cresceu em setembro em 22 dos 26 ramos pesquisados — Foto: Divulgação/IBGE

Veículos automotores, reboques e carrocerias avançaram 14,1%. Vale destacar que essa atividade acumulou expansão de 1.042,6% em cinco meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda assim se encontra 12,8% abaixo do patamar de fevereiro, afirmou o gerente da pesquisa.

Outros avanços de destaque em setembro foram na produção de máquinas e equipamentos (12,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (16,5%) de couro, artigos para viagem e calçados (17,1%).

Por outro lado, houve queda em indústrias extrativas (-3,7%), impressão e reprodução de gravações (-4,0%), produtos diversos (-1,3%) e outros produtos químicos (-0,3%).

A indústria extrativa teve um recuo em setembro, mas vinha de três meses de crescimento na produção. Ou seja, ela interrompe o comportamento positivo, mas não elimina o saldo positivo dos últimos meses. Mesmo considerando a queda em setembro, essa atividade está 5,7% acima do patamar anterior à pandemia, observou Macedo.

Indústria ainda acumula perdas no ano

Todas as quatro grandes categorias econômicas acumulam recuo no ano, com perdas em 20 dos 26 ramos, 64 dos 79 grupos e 68,4% dos 805 produtos pesquisados.

Na produção de bens de consumo duráveis, a queda é de 26,7% no acumulado em 9 meses. Em bens de capital, o recuo é de 17,9%. Já os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,6%) e de bens intermediários (-3,1%) acumulam taxas negativas menos acentuadas no ano. Na média da indústria, a queda no ano é de 7,2%.

Entre os segmentos, as maiores baixas no acumulado no ano são na produção de impressão e reprodução de gravações (-37,9%), veículos automotores (-37%) e confecção de artigos do vestuário (-31,8%).

Dos 26 ramos, apenas 4 tiveram aumento de produção no acumulado no ano, com destaque para produtos alimentícios (5,4%), produtos derivados do petróleo (4,5%), perfumaria e produtos de limpeza (3,9%) e produtos farmacêuticos (2,1%). Veja quadro abaixo:

Apenas 4 dos 26 ramos pesquisados acumulam alta no ano — Foto: Divulgação/IBGE
Apenas 4 dos 26 ramos pesquisados acumulam alta no ano — Foto: Divulgação/IBGE

Perspectivas

Após o tombo recorde no 2º trimestre, a indústria tem mostrado uma recuperação firme nos últimos meses. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a alta da produção também tem sido acompanhada de mais contratações, de redução da ociosidade do parque industrial e aumento da intenção de investir dos empresários.

Além de renovadas preocupações sobre a evolução da pandemia no mundo e riscos de novas paralisações, o grande contingente de desempregados no país e as incertezas sobre a sustentabilidade das contas públicas e andamento da agenda de reformas no Congresso também são apontadas por analistas como fatores que podem limitar a expansão da indústria e da economia brasileira.

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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Samsung anuncia Galaxy S20 FE, versão simplificada do seu topo de linha, por a partir de R$ 4.499

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Celular tem acabamento mais simples, mas possui processador potente da linha S20.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
03/11/2020 11h24 Atualizado há 2 horas
Postado em 03 de novembro de 2020 às 13h35m


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Galaxy S20 FE, celular simplificado da principal linha da Samsung. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S20 FE, celular simplificado da principal linha da Samsung. — Foto: Divulgação/Samsung

A Samsung anunciou nesta terça-feira (3) a chegada do Galaxy S20 FE ao Brasil, com preços a partir de R$ 4.499. O modelo traz características do carro-chefe da marca como o processador potente, mas tem acabamento de plástico em vez de vidro.

O aparelho foi pensado para ser o mais acessível da linha de celulares de ponta da marca, substituindo o Galaxy S10e – que ainda é vendido na loja oficial por R$ 2.649. A novidade também concorre com o iPhone SE, que custa a partir de R$ 3.699.

Veja os preços no Brasil:

  • Galaxy S20 FE com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento: R$ 4.499;
  • Galaxy S20 FE com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento: R$ 4.999.
Comparativo entre os quatro celulares da linha Galaxy S20. — Foto: Editoria de Arte/G1
Comparativo entre os quatro celulares da linha Galaxy S20. — Foto: Editoria de Arte/G1

Diferenças

Uma das diferenças entre a versão "FE" (sigla para Fan Edition) e os modelos regulares do Galaxy S20, que chegaram ao Brasil em março, é o visual. O novo modelo tem bordas mais evidentes ao redor da tela – o display, inclusive, é plano e não conta com curvatura nas laterais presente nas outras versões.

O Galaxy S20 FE (esquerda) tem bordas maiores ao redor da tela do que o Galaxy S20 (direita). — Foto: Reprodução/Samsung
O Galaxy S20 FE (esquerda) tem bordas maiores ao redor da tela do que o Galaxy S20 (direita). — Foto: Reprodução/Samsung

O tela do novo smartphone tem 6,5 polegadas, a resolução é Full HD e ela conta com a tecnologia de atualização de 120Hz, que deixa as animações mais fluídas.

A fabricante também deixou de lado o acabamento de vidro na traseira, optando por um plástico fosco. São seis opções de cores: verde, azul, rosa, vermelho, laranja e branco. 

Câmeras

O conjunto de câmeras do Galaxy S20 FE ligeiramente diferente dos outros modelos da linha, embora também tenha três sensores.

Dois deles são de 12 megapixels, um principal e outro para fotos com ângulo de visão aberto. O terceiro sensor captura imagens com aproximação de 3x. A câmera para selfies tem 32 megapixels.

Nos outros celulares da linha Galaxy S20, a resolução é maior nas câmeras traseiras, e o zoom é mais potente – chega a 4x sem depender da ampliação digital. Além disso, o S20 FE filma em 4K, enquanto os outros chegam na resolução 8K.

Da esquerda para a direita: Galaxy S20 FE, Galaxy S20, Galaxy S20 Plus e Galaxy S20 Ultra. — Foto: Divulgação/Samsung
Da esquerda para a direita: Galaxy S20 FE, Galaxy S20, Galaxy S20 Plus e Galaxy S20 Ultra. — Foto: Divulgação/Samsung

Processador e memória

O processador do Galaxy S20 FE é o mesmo do restante da linha: um Exynos 990, fabricado pela própria Samsung, que concorre com os principais chips do mercado.

Completam as especificações técnicas 6 GB de RAM ou 8GB, e 128 GB ou 256 GB de armazenamento. A bateria é de 4.500 mAh, grande o bastante para aguentar usos variados do smartphone.

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Após sete meses, economistas voltam a estimar inflação acima de 3% em 2020

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Projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81% na semana passada. Números foram divulgados pelo Banco Central com base em pesquisa realizada na última semana.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
03/11/2020 08h46 Atualizado há 3 horas
Postado em 03 de novembro de 2020 às 11h50m


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Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela décima segunda semana seguida, sua estimativa de inflação para este ano. Pela primeira vez desde março, a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, é maior que 3% em 2020.

A expectativa faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta terça-feira (3) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Segundo a pesquisa realizada pelo Banco Central, os analistas dos bancos subiram a estimativa de inflação deste ano de 2,99% para 3,02%. Desde 23 de março deste ano a previsão dos analistas dos bancos para o IPCA não ficava acima de 3%.

Estimativas para a inflação de 2020 — Foto: Economia G1
Estimativas para a inflação de 2020 — Foto: Economia G1

A redução na estimativa de inflação, no decorrer de 2020, está relacionada à recessão na economia, fruto da pandemia do coronavírus. No início de junho, o mercado chegou a estimar que a inflação seria de 1,52% em 2020 – a metade da previsão atual, de pouco mais de 3%.

Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir. Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64%, a maior alta para esse período desde 2003. Na prévia de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o mês em 25 anos.

Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,10% para 3,11% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Crescimento da economia

Sobre o crescimento da economia brasileira, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) estável em 4,81% na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
04/01/201929/03/201905/06/201901/08/201920/11/201919/02/202013/03/202027/03/202009/04/202024/04/202008/05/202022/05/202005/06/202019/06/202003/07/202017/07/202031/07/202014/08/202028/08/202011/09/202025/09/202009/10/202023/10/20200-7,5-5-2,52,55
Fonte: BANCO CENTRAL

Na última semana, o mercado também baixou, de 3,42% para 3,34%, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto para 2021.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Taxa básica de juros

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.

BC mantém juros mesmo com inflação em alta
BC mantém juros mesmo com inflação em alta

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 5,40 para R$ 5,45. Para o fechamento de 2021, permaneceu em R$ 5,20 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 58 bilhões para US$ 58,70 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 55 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2021, a estimativa permaneceu estável em US$ 65 bilhões.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Como retorno do La Niña ameaça clima no mundo

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Organização Meteorológica Mundial anuncia que novo episódio de fenômeno provavelmente terá efeito de resfriamento em temperaturas globais.
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TOPO
Por BBC  
02/11/2020 07h41 Atualizado há 5 horas
Postado em 02 de novembro de 2020 às 12h45m



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Imagem mostra as águas mais frias do Pacífico que caracterizam La Niña — Foto: Nasa
Imagem mostra as águas mais frias do Pacífico que caracterizam La Niña — Foto: Nasa

Um novo episódio do fenômeno meteorológico La Niña está se desenvolvendo no Oceano Pacífico e está previsto para ser de "moderado a forte", anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O fenômeno, que ocorre naturalmente, causa resfriamento em grande escala na temperatura da superfície do oceano.

Este episódio, previsto para durar até o primeiro trimestre de 2021, provavelmente terá um efeito de resfriamento nas temperaturas globais.

Mas isso não impedirá que 2020 seja um dos anos mais quentes já registrados.

O La Niña é descrito como uma das três fases do padrão climático conhecido como El Niño-Oscilação Sul (Enso).

Isso inclui a fase quente chamada El Niño, a fase mais fria (La Niña) e uma fase neutra.

O La Niña se desenvolve quando ventos que sopram sobre o Pacífico empurram as águas quentes da superfície para o oeste, em direção à Indonésia.

Em seu lugar, as águas mais frias do oceano profundo sobem à superfície.

Isso causa grandes mudanças climáticas em diferentes partes do mundo.

Há 55% de chance de que as condições persistam no primeiro trimestre do próximo ano — Foto: Nasa
Há 55% de chance de que as condições persistam no primeiro trimestre do próximo ano — Foto: Nasa

Normalmente, o La Niña significa que países como a Indonésia e a Austrália devem receber muito mais chuva do que o normal, e uma monção mais ativa no sudeste da Ásia.

É provável que ocorram mais tempestades ​​no Canadá e no norte dos EUA, inclusive causando neve.

Ao mesmo tempo, os Estados do sul dos EUA podem ser afetados pela seca.

A última vez em que um evento tão intenso como este ocorreu foi em 2010-2011.

A OMM afirma que há agora cerca de 90% de chance de que as temperaturas do Pacífico tropical permanecerão nos níveis do La Niña até o fim deste ano.

Há ainda 55% de chance de que as condições persistam também no primeiro trimestre de 2021.

Embora um evento de La Niña normalmente tenha um efeito de resfriamento no mundo, é improvável que isso tenha muito impacto em 2020.

"O La Niña normalmente tem um efeito de resfriamento nas temperaturas globais, mas isso é compensado pelo calor retido em nossa atmosfera pelos gases do efeito estufa", disse o professor Petteri Taalas da OMM.

"O ano de 2020, portanto, ainda está a caminho de ser um dos anos mais quentes já registrados e espera-se que 2016-2020 seja o período de cinco anos mais quentes já aferidos", disse ele.

"Os anos de La Niña agora são ainda mais quentes do que no passado, com eventos intensos de El Niño", explicou.

Um aspecto importante do La Niña é o efeito que pode ter no resto da temporada de furacões no Atlântico — Foto: NOAA
Um aspecto importante do La Niña é o efeito que pode ter no resto da temporada de furacões no Atlântico — Foto: NOAA

A OMM afirma que está anunciando o La Niña agora para dar aos governos a oportunidade de começar um planejamento em áreas-chave, como gestão de desastres e agricultura.

Um aspecto importante do La Niña é o efeito que ele pode ter no restante da temporada de furacões no Atlântico.

Um evento La Niña reduz o cisalhamento do vento, que é a mudança dos ventos entre a superfície e as camadas superiores da atmosfera.

Isso permite que os furacões cresçam.

A temporada de furacões termina no dia 30 de novembro, e, até agora, ocorreram 27 tempestades tropicais, duas a mais do que as 25 previstas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

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Trem é salvo por escultura de rabo de baleia na Holanda

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Nome da escultura é 'Salvo por um rabo de baleia', mas ela não tinha como propósito ser uma barreira para evitar a queda do trem.  
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Por G1  
02/11/2020 13h06 Atualizado há uma hora
Postado em 02 de novembro de 2020 às 14h10m



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Trem saiu dos trilhos, mas foi amparado por uma escultura em Roterdã, na Holanda — Foto: Eva Plevier/Reuters
Trem saiu dos trilhos, mas foi amparado por uma escultura em Roterdã, na Holanda — Foto: Eva Plevier/Reuters

Um trem que circula em uma estrutura elevada saiu dos trilhos na manhã desta segunda-feira (2) na cidade de Roterdã, na Holanda, e só não caiu porque foi amparado por uma escultura de um rabo de baleia.

Imagem de trem que saiu dos trilhos em Roterdã em 2 de novembro de 2020 — Foto: Eva Plevier/Reuters
Imagem de trem que saiu dos trilhos em Roterdã em 2 de novembro de 2020 — Foto: Eva Plevier/Reuters

O condutor não ficou ferido. A composição não levava passageiros.

Imagem do trem que quase caiu em Roterdã, em 2 de novembro de 2020 — Foto: Eva Plevier/Reuters
Imagem do trem que quase caiu em Roterdã, em 2 de novembro de 2020 — Foto: Eva Plevier/Reuters

A estátua tem o nome Salvo por um rabo de baleia, mas a intenção da peça não era servir como arrimo do trem.

O carro de trem suspenso era visível da rua --os engenheiros estudam como tirá-lo de lá.

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