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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Pandemia provocou prejuízos para 4 em cada 10 empresas em julho, diz IBGE

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Setor de serviços foi o mais afetado negativamente. Para 27% das empresas brasileiras, impactos da pandemia foram positivos.  
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  
18/08/2020 09h11 Atualizado há 3 horas
Postado em 18 de agosto de 2020 às 12h15m

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Comércio foi o setor que mais registrou efeitos positivos da pandemia em julho, enquanto o de serviços foi o mais impactado negativamente — Foto: Giuliano Gomes/PR PressComércio foi o setor que mais registrou efeitos positivos da pandemia em julho, enquanto o de serviços foi o mais impactado negativamente — Foto: Giuliano Gomes/PR Press

Um levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que cerca de quatro em cada dez empresas que estavam em funcionamento na primeira quinzena de julho sofreram algum tipo de prejuízo decorrente da pandemia do coronavírus.

De acordo com a pesquisa, 2,8 milhões de empresas estavam em funcionamento na primeira quinzena de julho. Destas, 44,8% relataram sofrer efeitos negativos em função do contexto de isolamento social. Para 28,2% delas os efeitos foram pequenos ou inexistentes, enquanto 27% disseram que a pandemia provocou efeitos positivos nos negócios.
"Ainda há uma grande incidência de impacto negativo, mas já começamos a perceber uma melhora, visto que, na quinzena anterior, o impacto negativo atingiu 62,4% das empresas. A diferença para as quinzenas anteriores é a maior incidência de empresas que relataram efeitos pequenos ou inexistentes e as que relataram efeitos positivos, que, juntas, somam um percentual maior do que as que relataram efeitos negativos, analisou o coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, Flávio Magheli.

Segundo o IBGE, regionalmente, foi no Centro-Oeste que as empresas perceberam o maior impacto negativo, atingindo 51% dela. Na sequência estão as regiões Norte (48,1%) e Sul (47,2%).

Setor de serviços é o mais prejudicado

A pesquisa mostrou que entre os setores econômicos, foi o de serviços o que mais relatou efeitos negativos da pandemia, atingindo 47% de 1,2 milhão de empresas do setor.

Serviços prestados às famílias (55,5%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (48,3%) foram os mais prejudicados, seguidos por 44% de 1,1 milhão empresas do comércio, com maior impacto no comércio de veículos, peças e motocicletas (52,4%).

Apesar da percepção de impacto negativo, houve uma melhora na percepção das empresas de serviços, passando de 65,5% na quinzena anterior para 47%; assim como do comércio, que passou de 64,1% para 44%. Essa melhora de percepção fica evidenciada na maior incidência de empresas que sinalizaram um efeito pequeno ou inexiste, ou um efeito positivo", destacou o coordenador da pesquisa.

Ainda segundo Magheli, no comércio chegou a 35,5% o total de empresas que relataram impactos positivos da pandemia.
"Esse cenário retrata o processo de reabertura, com maior fluxo de pessoas refletindo-se nos negócios. É natural que a percepção negativa vá reduzindo a cada quinzena, na medida que o isolamento social vá diminuindo, enfatizou Magheli.

Já a indústria manteve-se estável, com um impacto negativo em 42,9% das 313,4 mil empresas; assim como a construção, em que 38% das 160 mil empresas relataram terem sido afetadas negativamente.

Redução nas vendas do comércio

O levantamento do IBGE mostrou, ainda, que 46,8% das empresas do comércio perceberam queda nas vendas em decorrência do isolamento social na primeira quinzena de julho, enquanto para 26,9% delas o impacto foi pequeno ou negativo e para 26,1%, positivos.

Novamente, há um comportamento disseminado de percepção de redução das vendas, mas, em relação à quinzena anterior, há em alguns segmentos maior incidência de empresas que sinalizaram aumento ou que o efeito foi nulo ou inexistente, apontou Magheli.

O comércio (51,6%), sobretudo o comércio varejista (54,6%), teve o maior contingente de empresas com percepção de impacto negativo sobre as vendas; enquanto que, no setor de serviços, as atividades mais afetadas foram as de serviços profissionais, administrativos e complementares (48,1%) e de serviços prestados às famílias (47,7%). Na indústria e na construção, a redução de vendas afetou 40,8% e 31,9% das empresas, respectivamente.

O IBGE destacou que o comércio de veículos, peças e motocicletas foi o que mais relatou impacto positivo sobre as vendas, atingindo 40,5% das empresas do segmento.

Ainda de acordo com a pesquisa, 47,4% das empresas disse não ter percebido impacto negativo sobre a capacidade de fabricação dos produtos ou de atendimento aos clientes. Para 11,3%, houve facilidade.

Já 41,3% das empresas alegaram ter tido dificuldade. O maior impacto negativo foi no comércio de veículos, peças e motocicletas (58,1%) e no comércio por atacado (57,7%). No setor de serviços, o maior impacto foi nas atividades de outros serviços (56,5%).

Para a maioria das empresas, (51,8%) não houve alteração significativa no acesso aos fornecedores de insumos, matérias-primas ou mercadorias, com destaque para os serviços de informação e comunicação (82,8%). Mas, para 38,6%, houve dificuldade. O destaque é o segmento de comércio de veículos, peças e motocicletas, em que 72% relataram ter enfrentado dificuldade, seguido pelo setor de comércio (47,4%).

Quanto ao impacto da Covid-19 sobre a capacidade de realizar pagamentos de rotina durante a pandemia, 47,3% das empresas encontraram dificuldade. Para 46,3%, não houve alterações significativas em relação à quinzena anterior; e 5,1% alegaram ter tido facilidade.

Essa percepção de que não houve alteração aumenta de acordo com o porte da empresa, sendo de 64,4% entre as de maior porte e de 56,3% entre as de porte intermediário", destacou Magheli.

Manutenção de empregos

Segundo a pesquisa do IBGE, oito em cada dez empresas mantiveram funcionários contratados na primeira quinzena de julho, enquanto 13,5% relataram ter feito demissões. Apenas 5,3% delas disseram ter aumentado o quadro de pessoal no período.

Segundo o IBGE, a manutenção dos empregos foi um comportamento disseminado entre os setores econômicos - de indústria (79,2%), comércio (77,6%), construção (77,6%) e serviços (84,3%).

O maior percentual de empresas que demitiram é na faixa intermediária (de 50 a 499 funcionários) e empresas de maior porte (500 ou mais).
Apesar das dificuldades, a maior parte das empresas reportaram que mantiveram o quadro de funcionários. E, entre as 380 mil empresas que sinalizaram ter havido redução (13,5%), a maior parte (70%) promoveu redução inferior a 25%, ressalta Magheli.

Em relação às medidas adotadas diante do isolamento social, 22,4% das empresas disseram ter antecipado férias de funcionários; 38,7% adotaram trabalho domiciliar; 12,8% obtiveram linha de crédito emergencial para pagamento da folha salarial; 37,6% adiaram o pagamento de impostos; 32% alteraram o método de entrega de produtos ou serviços; e 18% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos ou serviços.

Além disso, 86,7% das empresas disseram ter realizado campanhas de informação e prevenção e adotaram medidas extras de higiene.

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sábado, 15 de agosto de 2020

Veja fotos da chuva de meteoros Perseidas pelo mundo

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Fenômeno acontece anualmente a partir de julho, com o pico de intensidade atingido no meio do mês de agosto.  
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Por G1  
15/08/2020 11h16 Atualizado há 2 horas
Postado em 15 de agosto de 2020 às 13h25m

            .      Post.N.\9.454     .        
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A chuva de meteoros Perseidas, que tem que tem origem na constelação de Perseu, é um fenômeno comum e acontece todos os anos, a partir de julho, quando a Terra passa pela nuvem de destroços deixada pelo cometa Swift -Tuttle. O pico de intensidade é atingido no meio do mês de agosto.
Um meteoro passa pelas estrelas no céu noturno acima da necrópole de Smrike durante a chuva de meteoros Perseida em Novi Travnik, Bósnia e Herzegovina, na quinta-feira (13)  — Foto: Dado Ruvic/ReutersUm meteoro passa pelas estrelas no céu noturno acima da necrópole de Smrike durante a chuva de meteoros Perseida em Novi Travnik, Bósnia e Herzegovina, na quinta-feira (13) — Foto: Dado Ruvic/Reuters

Nesta foto tirada com longo tempo de exposição, estrelas se movem no céu noturno durante a chuva de meteoros Perseidas no Lago Pineios, perto da vila de Velanidi, em Peloponeso, na Grécia, na quinta-feira (13) — Foto:  Petros Giannakouris/APNesta foto tirada com longo tempo de exposição, estrelas se movem no céu noturno durante a chuva de meteoros Perseidas no Lago Pineios, perto da vila de Velanidi, em Peloponeso, na Grécia, na quinta-feira (13) — Foto: Petros Giannakouris/AP

Um meteoro Perseida cruza o céu acima de um acampamento no deserto de Negev, perto da cidade de Mitzpe Ramon, na terça-feira (11), durante a chuva de meteoros das Perseidas, que ocorre todos os anos quando a Terra passa pela nuvem de destroços deixada pelo cometa Swift -Tuttle — Foto: Menagem Kahana/AFPUm meteoro Perseida cruza o céu acima de um acampamento no deserto de Negev, perto da cidade de Mitzpe Ramon, na terça-feira (11), durante a chuva de meteoros das Perseidas, que ocorre todos os anos quando a Terra passa pela nuvem de destroços deixada pelo cometa Swift -Tuttle — Foto: Menagem Kahana/AFP

Um meteoro Perseida cruza o céu perto da cidade de Ohrid, na Macedônia, na quinta-feira (13) — Foto: Robert Atanasovski/AFPUm meteoro Perseida cruza o céu perto da cidade de Ohrid, na Macedônia, na quinta-feira (13) — Foto: Robert Atanasovski/AFP

Um meteoro passa por estrelas no céu noturno durante a chuva anual de meteoros Perseidas perto da fronteira Israel-Egito em Ezuz, sul de Israel, na quarta-feira (12) — Foto: Amir Cohen/ReutersUm meteoro passa por estrelas no céu noturno durante a chuva anual de meteoros Perseidas perto da fronteira Israel-Egito em Ezuz, sul de Israel, na quarta-feira (12) — Foto: Amir Cohen/Reuters

Um meteoro passa pelas estrelas no céu noturno acima de lápides medievais durante a chuva de meteoros Perseidas em Radimlja, perto de Stolac, na Bósnia e Herzegovina — Foto:  Dado Ruvic/ReutersUm meteoro passa pelas estrelas no céu noturno acima de lápides medievais durante a chuva de meteoros Perseidas em Radimlja, perto de Stolac, na Bósnia e Herzegovina — Foto: Dado Ruvic/Reuters

As pessoas se sentam em cima de um velho vagão de trem à noite enquanto assistem à anual chuva de meteoros Perseidas perto da fronteira Israel-Egito em Ezuz, no sul de Israel, na quarta-feira (12) — Foto:  Amir Cohen/ReutersAs pessoas se sentam em cima de um velho vagão de trem à noite enquanto assistem à anual chuva de meteoros Perseidas perto da fronteira Israel-Egito em Ezuz, no sul de Israel, na quarta-feira (12) — Foto: Amir Cohen/Reuters

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Derretimento de gelo na Groenlândia atingiu ponto irreversível, diz estudo

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Degelo faz com que os oceanos subam cerca de um milímetro em média por ano. Em julho, o gelo marinho polar atingiu sua menor extensão em 40 anos.  
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Por Reuters  
15/08/2020 10h41 Atualizado há 2 horas
Postado em 15 de agosto de 2020 às 12h45m

            .      Post.N.\9.452     .        
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Degelo na baía de Disko, na Groenlândia — Foto: Ian Joughin/Universidade de WashingtonDegelo na baía de Disko, na Groenlândia — Foto: Ian Joughin/Universidade de Washington

As camadas de gelo da Groenlândia encolheram a um ponto irreversível, segundo dados publicados nesta semana na revista científica Nature Communications Earth & Environment.

Esse derretimento já está fazendo com que os oceanos subam cerca de um milímetro em média por ano, tornando a Groenlândia a maior responsável por essa elevação. Em julho, o gelo marinho polar atingiu sua menor extensão em 40 anos.
Se todo o gelo da Groenlândia for eliminado, a água liberada elevaria o nível do mar em 6 metros, em média – o suficiente para inundar muitas cidades costeiras ao redor do mundo. Esse processo, porém, levaria décadas.
De acordo com o estudo, o derretimento ocorre independentemente da velocidade com que o mundo reduz as emissões que causam o aquecimento global.

Os cientistas estudaram dados de 234 geleiras em todo o território ártico ao longo de 34 anos, até 2018, e descobriram que a neve anual não era mais suficiente para reabastecer as geleiras com neve e gelo perdidos no derretimento do verão.
"A Groenlândia vai ser o canário na mina de carvão, e o canário já está praticamente morto neste momento", afirmou um dos autores do estudo, o glaciologista Ian Howat, da Ohio State University, fazendo referência ao uso de pássaros em minas para indicar os níveis de oxigênio.
Jorge Pontual: em 2019, 11 bi de toneladas de gelo derreteram em um único dia na GroenlândiaJorge Pontual: em 2019, 11 bi de toneladas de gelo derreteram em um único dia na Groenlândia

Nos últimos 30 anos, o aquecimento no Ártico ocorreu pelo menos duas vezes mais rápido que no resto do mundo, um fenômeno conhecido como "amplificação do Ártico".

O novo estudo sugere que o manto de gelo do território agora ganhará massa apenas uma vez a cada 100 anos - um indicador sombrio de como é difícil fazer crescer novamente as geleiras depois que elas apresentam uma "hemorragia" de gelo.

Ao estudar imagens de satélite das geleiras, os pesquisadores notaram que as geleiras tinham 50% de chance de recuperar a massa antes de 2000. Desde então, as chances vêm diminuindo.

"Ainda estamos drenando mais gelo agora do que o que foi ganho com o acúmulo de neve em 'bons' anos", disse a autora principal Michalea King, uma glaciologista da Ohio State University.
13 de junho de 2019 - Com as patas submersas na água de gelo derretido, cachorros puxam trenó no noroeste da Groenlândia — Foto: Steffen M. Olsen/Centre for Ocean and Ice at the Danish Meteoroligical Institute via AP13 de junho de 2019 - Com as patas submersas na água de gelo derretido, cachorros puxam trenó no noroeste da Groenlândia — Foto: Steffen M. Olsen/Centre for Ocean and Ice at the Danish Meteoroligical Institute via AP

As descobertas preocupantes devem estimular os governos a se preparar para a elevação do nível do mar, disse King.

As coisas que acontecem nas regiões polares não ficam nas regiões polares, disse ela.
Ainda assim, o mundo pode reduzir as emissões para desacelerar a mudança climática, disseram os cientistas. Mesmo que a Groenlândia não consiga recuperar a massa gelada que cobriu seus 2 milhões de quilômetros quadrados, conter o aumento da temperatura global pode diminuir a taxa de perda de gelo.

"Quando pensamos em ação climática, não estamos falando sobre reconstruir a camada de gelo da Groenlândia", disse Twila Moon, uma glacióloga do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo, que não esteve envolvida no estudo. "Estamos falando sobre a rapidez com que o aumento do nível do mar atinge nossas comunidades, nossa infraestrutura, nossas casas, nossas bases militares."
Em imagem de 2019, iceberg é visto flutuando em um fiorde próximo à cidade de Tasiilaq, na Groenlândia — Foto: Lucas Jackson/ReutersEm imagem de 2019, iceberg é visto flutuando em um fiorde próximo à cidade de Tasiilaq, na Groenlândia — Foto: Lucas Jackson/Reuters

Região estratégica
O degelo do Ártico trouxe mais água para a região, abrindo rotas para o tráfego marítimo, bem como aumentou o interesse na extração de combustíveis fósseis e outros recursos naturais.

Mas, além disso, a Groenlândia é considerada estrategicamente importante para os militares dos EUA e seu sistema de alerta de mísseis, já que a rota mais curta da Europa para a América do Norte passa pela ilha do Ártico.

No ano passado, o presidente Donald Trump ofereceu a compra da Groenlândia, um território dinamarquês autônomo. Mas a Dinamarca, aliada dos EUA, rejeitou a oferta. Então, no mês passado, os EUA reabriram um consulado na capital do território, Nuuk, e a Dinamarca teria dito na semana passada que estava nomeando um intermediário entre Nuuk e Copenhagen a cerca de 3.500 quilômetros de distância.

Os cientistas, no entanto, há muito se preocupam com o destino da Groenlândia, dada a quantidade de água presa no gelo.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Répteis são os mais atingidos em incêndio no Pantanal que já destruiu uma área 9 vezes do tamanho da cidade de São Paulo

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De acordo com os bombeiros, região do Pantanal, em Corumbá, já registrou 3.967 focos de incêndio, sendo 49 somente nas últimas 48 horas. 
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Por Flávio Dias, G1MS — Campo Grande  
14/08/2020 18h37  Atualizado há 3 horas
Postado em 14 de agosto de 2020 às 21h40m

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Carcaça de iguana após animal não conseguir escapar de chamas no Pantanal de MS. — Foto: Silas Ismael/Arquivo PessoalCarcaça de iguana após animal não conseguir escapar de chamas no Pantanal de MS. — Foto: Silas Ismael/Arquivo Pessoal

Carcaças queimadas de cobras, jacarés, lagartos e de outros répteis já compõem o cenário devastador no Pantanal de Mato Grosso do Sul, que sofre com um grande incêndio responsável por destruir uma área 9 vezes do tamanho da cidade de São Paulo.

De janeiro até agora, Corumbá, já registrou 3.967 focos de incêndio, sendo 49 somente nas últimas 48 horas. A fumaça da queimada esconde a paisagem do Pantanal vista da cidade de Corumbá, que também está encoberta.

Segundo Thainan Bornato, gestora ambiental do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), muitos répteis não conseguem fugir dos incêndios florestais.
Além deles, os tamanduás também tem se tornado vítimas, já que estes não possuem uma visão boa e também tem dificuldade para escapar do fogo, aliado com a forte fumaça.
"Fora esses répteis há outras espécies que estão sendo afetadas com o fogo. Muitas aves perderam seus ninhos e por conta desta devastação, árvores frutíferas e outros alimentos de outros animais também acabaram nesse habitat", explicou ao G1.

Cobra não consegue escapar de incêndio no Pantanal de Mato Grosso do Sul. — Foto: Silas Ismael/Arquivo PessoalCobra não consegue escapar de incêndio no Pantanal de Mato Grosso do Sul. — Foto: Silas Ismael/Arquivo Pessoal

Segundo a gestora ambiental, ainda existem aves que tem o hábito de fazer ninho no solo e também procurar alimento neste espaço estão morrendo por conta das chamas: "Outra espécie que têm sofrido é a arara-azul. Elas estão perdendo muito por terem os ninhos no opo de árvores e em palmeiras que foram destruídas e essa triste realidade pode até afetar a população delas", lamenta.

Ainda de acordo com Thainan, a situação de diversos animais ameaçados de extinção pode ficar ainda pior. Pois eles utilizavam esses lugares que antes era o habitat para alimentação, para beber água e uns até para reprodução.

Segundo o médico veterinário que trabalha com onças pintadas, Diego Viana, ele explica que não tem como prevê quanto tempo que a biodiversidade atingida pelo fogo, irá precisar para se recuperar, pois o impacto do fogo varia de acordo com as espécies.
Bombeiros tentam salvar serpente em área devastada pelo fogo, no Pantanal de MS. — Foto: Corpo de Bombeiros/DivulgaçãoBombeiros tentam salvar serpente em área devastada pelo fogo, no Pantanal de MS. — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação 
A fauna é outra preocupação dos especialistas, conforme Thainan, o fogo tem empobrecido o solo e aí acaba que as espécies exóticas invasoras. Essas plantas tenha mais facilidade de se estabelecer e aí a há um aumento de uma única espécie no ambiente impedindo outras espécies da biodiversidade como árvores e frutos se restabelecerem.
Incêndio já destruiu área do Pantanal 9 vezes do tamanho da cidade de SP. — Foto: Silas Ismael/Arquivo PessoalIncêndio já destruiu área do Pantanal 9 vezes do tamanho da cidade de SP. — Foto: Silas Ismael/Arquivo Pessoal 

O fogo também preocupa no país vizinho: a Bolívia. Os focos de incêndio no Canal do Tamengo, em Porto Quijarro, cidade boliviana vizinha a Corumbá, foram controlados. Mas ainda há risco de atingirem barcaças com combustíveis que estão no porto.
Carcaça de capivara após não conseguir fugir de fogo. — Foto: Silas Ismael/Arquivo PessoalCarcaça de capivara após não conseguir fugir de fogo. — Foto: Silas Ismael/Arquivo Pessoal
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