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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Como a Peste Negra de 700 anos atrás ainda afeta nossa saúde hoje em dia

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Mutações genéticas que salvaram as pessoas na época estão causando doenças autoimunes hoje.
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TOPO
Por James Gallagher, BBC

Postado em 20 de outubro de 2022 às 13h35m

 #.*Post. - N.\ 10.515*.#

Restos mortais das covas para vítimas da peste em Londres foram usados ​​na análise genética — Foto: MUSEUM OF LONDON/BBC
Restos mortais das covas para vítimas da peste em Londres foram usados ​​na análise genética — Foto: MUSEUM OF LONDON/BBC

A devastação causada pela pandemia de peste deixou uma marca genética tão forte na humanidade que ainda afeta nossa saúde quase 700 anos depois.

Cerca de metade da população morreu quando a Peste Negra varreu a Europa em meados de 1300.

Um estudo pioneiro que analisou o DNA de ossadas centenárias encontrou mutações que ajudaram as pessoas a sobreviver à doença.

Mas essas mesmas mutações estão ligadas a doenças autoimunes que afligem a população hoje.

A Peste Negra é um dos capítulos mais significativos, mortais e sombrios da história humana. Estima-se que até 200 milhões de pessoas morreram.

Pesquisadores de um novo estudo suspeitam que um evento de tamanha proporção pode ter moldado a evolução humana.

Eles analisaram o DNA retirado dos dentes de 206 esqueletos antigos — e foram capazes de datar com precisão os restos mortais como sendo de antes, durante ou depois da Peste Negra.

A análise incluiu ossadas das covas para vítimas da peste do cemitério de East Smithfield que foram usadas ​​para sepultamentos em massa em Londres, no Reino Unido, além de amostras vindas da Dinamarca.

Esta pesquisadora está analisando um dente antigo que contém DNA degradado — Foto: MCMASTER UNIVERSITY/BBC
Esta pesquisadora está analisando um dente antigo que contém DNA degradado — Foto: MCMASTER UNIVERSITY/BBC

A descoberta, publicada na revista científica Nature, envolve mutações em um gene chamado ERAP2.

Quem possui determinadas mutações tem 40% mais chances de sobreviver à peste.

"É bastante, é um efeito enorme, é uma surpresa encontrar algo assim no genoma humano", afirma Luis Barreiro, professor da Universidade de Chicago, nos EUA.

A função do gene é produzir as proteínas que desmembram os micróbios invasores e mostrar os fragmentos ao sistema imunológico, preparando-o para reconhecer e neutralizar o inimigo de forma mais eficaz.

O gene aparece em diferentes versões — aquelas que funcionam bem e aquelas que não fazem nada — e você recebe uma cópia de cada progenitor.

Assim, os sortudos, com maior probabilidade de sobreviver, herdaram uma versão de alto desempenho da mãe e do pai.

E os sobreviventes da peste tiveram filhos, transmitindo assim essas mutações úteis, de modo que de repente se tornaram muito mais comuns.

"É grandioso ver uma mudança de 10% ao longo de duas a três gerações, é o evento de seleção mais forte em humanos até hoje", afirma o geneticista evolutivo Hendrik Poinar, professor da Universidade McMaster, no Canadá.

Os resultados foram confirmados em experimentos modernos usando a bactéria causadora da peste — Yersinia pestis. Amostras de sangue de pessoas com as mutações úteis foram mais capazes de resistir à infecção do que aquelas sem.

"É como assistir à Peste Negra se desenvolver em uma placa de Petri — é revelador", diz Poinar.

— Foto: UNIVERSITY OF CHICAGO/BBC
— Foto: UNIVERSITY OF CHICAGO/BBC

Ainda hoje essas mutações resistentes à peste são mais comuns do que eram antes da Peste Negra.

O problema é que foram associadas a doenças autoimunes, como a doença inflamatória intestinal de Crohn — ou seja, a mesma coisa que ajudou a manter seus ancestrais vivos há 700 anos pode estar prejudicando sua saúde hoje.

Outras forças históricas em nosso DNA têm um legado que sentimos. Cerca de 1% a 4% do DNA humano moderno vem da procriação entre nossos ancestrais com neandertais — e essa herança afeta nossa capacidade de responder a doenças, incluindo a covid-19.

"Assim, essas cicatrizes do passado ainda impactam nossa suscetibilidade a doenças hoje, de uma maneira bastante notável", observa Barreiro.

Segundo ele, a vantagem de sobrevivência de 40% foi o "efeito de aptidão seletiva mais forte já estimado em humanos". Aparentemente, diminui o benefício das mutações de resistência ao HIV (vírus causador da Aids) ou daquelas que ajudam a digerir o leite — embora ele alerte que as comparações diretas são complicadas.

Mas a pandemia de covid-19 não deixará um legado semelhante.

A evolução funciona por meio de sua capacidade de reproduzir e transmitir seus genes. A covid mata em grande parte os idosos que já passaram da fase de ter filhos.

Foi a capacidade da peste de matar em todas as faixas etárias e em números tão grandes que fez a doença ter um impacto tão duradouro.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63325946

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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Câmera digital mais potente do mundo tem 3,2 gigapixels – resolução é equivalente a 266 iPhones 13

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Com 1,65 metro de altura e 1,57 metro de diâmetro, a lente é tão potente que consegue captar o deslocamento de poeira sobre a superfície da lua. O equipamento será utilizado em observatório no Chile.
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Por g1

Postado em 19 de outubro de 2022 às 12h15m

 #.*Post. - N.\ 10.514*.#

A super lente tem 3,2 gigapixels e deverá ser utilizada durante 10 anos. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLACLab
A super lente tem 3,2 gigapixels e deverá ser utilizada durante 10 anos. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLACLab

Você consegue imaginar como seria uma câmera digital com 3,2 gigapixels? Sim – GIGApixels, uma capacidade de resolução de 3,2 mil megapixels ou 3,2 bilhões de pixels. Pois esse equipamento existe e está na Califórnia, Costa Oeste dos Estados Unidos. De forma mais específica, nos laboratórios do Centro de Aceleração Linear da Universidade de Stanford

O dispositivo fará parte do Large Synoptic Survey Telescope (LSST) – em tradução direta: Telescópio Grande para Pesquisa Sinóptica (entenda mais abaixo), cujo objetivo será registrar e catalogar, em um período de 10 anos, pelo menos 20 bilhões de galáxias espalhadas pelo universo.

A super lente tem 3,2 gigapixels – o equivalente a 1.500 televisores de alta definição ou 2.666 iphones. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
A super lente tem 3,2 gigapixels – o equivalente a 1.500 televisores de alta definição ou 2.666 iphones. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

Dessa forma, os cientistas esperam compreender melhor o surgimento dessas galáxias e a substância chamada "matéria escura", responsável pela composição de 95% do universo e cuja natureza ainda permanece desconhecida.

"É a primeira vez que um telescópio vai pesquisar um número de galáxias maior que a quantidade de habitantes da Terra", comparou o gerente do projeto, Vincent Riot.

A super lente no laboratório da Universidade de Stanford. — Foto: Farrin Abbott / SLAC
A super lente no laboratório da Universidade de Stanford. — Foto: Farrin Abbott / SLAC

A lente nasceu de uma parceria da Universidade de Stanford com o Brookhaven National Laboratory e o Centre National de la Recherche Scientifique – este último, da França.

Com 1,65 metro de altura, 1,57 metro de diâmetro e pesando cerca de três toneladas, a câmera é tão potente que consegue captar com clareza o deslocamento de poeira sobre a superfície da lua.

Em comparação, os cientistas envolvidos no projeto afirmam que a qualidade das imagens e quantidade de pixels geradas pela câmera é equivalente a 1.500 telas de televisores ou 266 iPhones 13.

O dispositivo começou a ser construído há sete anos em Tucson, no Arizona, e a expectativa é que seja totalmente finalizado em maio de 2023.

A super lente montada em uma estrutura no laboratório. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLAC National Accelerator Laboratory
A super lente montada em uma estrutura no laboratório. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLAC National Accelerator Laboratory


Super lente tem 1,65 metro de altura e 1,57 de diâmetro. — Foto: Infografia: Luisa Blanco/g1
Super lente tem 1,65 metro de altura e 1,57 de diâmetro. — Foto: Infografia: Luisa Blanco/g1

Observatório

Observatório Vera Rubin, no Chile. — Foto: Rubin Obs./NSF/AURA
Observatório Vera Rubin, no Chile. — Foto: Rubin Obs./NSF/AURA

A lente, que vai equipar a câmera mais potente do mundo, é parte integral do projeto Large Synoptic Survey Telescope (LSST) – em tradução direta: Telescópio Grande para Pesquisa Sinóptica.

O aparelho, com pouco mais de oito metros de altura, está em construção no local onde funcionará o Observatório Vera Rubin, no topo do Cerro Pachón, uma montanha da região andina de Coquimbo, 2.715 metros acima do nível do mar, no Chile.

A expectativa é que o observatório entre em funcionamento total em outubro de 2024.

Cientistas posam ao lado da super lente. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
Cientistas posam ao lado da super lente. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

Todos os números da lente são superlativos: o dispositivo terá 189 sensores – cada um deles, com 16 milímetros – que captarão o equivalente a 15 Terabytes por noite.

Termo que ficou mais conhecido por designar a capacidade de armazenamento de HSs externos, cada Terabyte corresponde a 1.024 gigabytes.

O aquecimento previsto para essa atividade é tão elevado que o dispositivo contará com um mecanismo de resfriamento, capaz de reduzir a temperatura em até - 100 Cº.

Super lente transportada de Tucson, no Arizona, onde foi construída, até o SLAC National Accelarator Laboratory, na Califórnia. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
Super lente transportada de Tucson, no Arizona, onde foi construída, até o SLAC National Accelarator Laboratory, na Califórnia. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

A colocação dos sensores foi uma das partes mais críticas da construção – não apenas pelo alto custo de cada um deles, mas pelo risco que uma colocação malfeita poderia causar à qualidade final do projeto.

"Foi como se estacionássemos Lamborghinis a milímetros uns dos outros", comparou Riot. 
Romanesco

A reprodução de um romanesco - vegetal parente do brócolis - foi a primeira imagem feita pela super lente. — Foto: LSST Camera Team/SLAC/VRO/Carnegie Institution
A reprodução de um romanesco - vegetal parente do brócolis - foi a primeira imagem feita pela super lente. — Foto: LSST Camera Team/SLAC/VRO/Carnegie Institution

Apesar de ser capaz de registrar galáxias que estão a muitos anos-luz da Terra, a primeira imagem captada pela super lente foi bem mais humilde: um romanesco – espécie de primo menos conhecido do brócolis.

A escolha não foi aleatória.

"A equipe da câmera escolheu cuidadosamente os objetos para a primeira sequência de imagens. Uma delas é a cabeça de um romanesco, um vegetal muito próximo do brócolis e selecionado por sua estrutura muito detalhada", diz um texto publicado no site do observatório.

Segundo os cientistas, a estrutura do vegetal se apresenta na forma de um fractal – forma geométrica muito complexa, portanto um bom teste para a câmera.

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Maioria dos municípios da Mata Atlântica têm menos de 30% de vegetação natural, aponta levantamento

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Urbanização, agricultura e pastagens são três atividades que mais avançaram sobre o território original da floresta.
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Por Júlia Putini, g1

Postado em 19 de outubro de 2022 às 10h10m

 #.*Post. - N.\ 10.513*.#

Paraná é o 3º estado que mais derrubou área de Mata Atlântica no primeiro semestre de 2022 — Foto: Reprodução/RPC
Paraná é o 3º estado que mais derrubou área de Mata Atlântica no primeiro semestre de 2022 — Foto: Reprodução/RPC

Apenas 24,3% de todo o bioma Mata Atlântica é constituído pela formação florestal original, de acordo com o levantamento realizado pelo Mapbiomas desde 1985. Com 70% da população brasileira em seu território, nos 17 estados em que o bioma está presente, esse tipo de cobertura ocupava 27,1% em 1985 e caiu para 24,3% em 2021.

O mapeamento é feito a partir de imagens e respeita os contornos determinados pela Lei n° 11.428 de 2006, também conhecida como Lei da Mata Atlântica. Foram analisados todos os remanescentes florestais, incluindo os encraves do Piauí, Ceará e interior da Bahia.

Os estados com menor cobertura nativa em 2021 são Alagoas (17,7%), Goiás (19,5%), Pernambuco (23,4%), Sergipe (25,5%), São Paulo (28,4%) e Espírito Santo (29,3%). Até o ano passado, os estados com maior cobertura nativa de Mata Atlântica eram Piauí (89,9%), Ceará (76,9%), Bahia (49,7%) e Santa Catarina (48,1%).

Nos últimos 37 anos, a agricultura foi a atividade que mais ocupou espaço, avançado 10,9 milhões de hectares. Se em 1985 ela ocupava 9,2% do bioma, em 2021 esse percentual alcançou 17,6%. Além disso, um em cada quatro hectares desse bioma é destinado ao pasto, segunda maior atividade na região depois da agricultura. São 32,2 milhões de hectares, que representam 24,6% da Mata Atlântica.

Mapas mostram nível de desmatamento no Paraná em um ano — Foto: SOS Mata Atlântica
Mapas mostram nível de desmatamento no Paraná em um ano — Foto: SOS Mata Atlântica

Urbanização

Nos últimos 37 anos, as áreas urbanizadas passaram de 674 mil hectares em 1985 para 2,03 milhões de hectares em 2021. Isso representa um aumento de 1,4 milhão de hectares. Ao todo, 87,5% da expansão ocorreu sobre áreas já alteradas. A partir de 1985, ano em que o levantamento da área começou a ser realizado, 12,7% da urbanização se deu em áreas que ainda estavam intocadas pelo homem.

A preservação do que restou de Mata Atlântica e a restauração em grande escala são essenciais para preservarmos alguma resiliência dessa região à dupla ameaça da crise climática e da crescente irregularidade do regime de chuvas, decorrente do desmatamento da Amazônia, diz Luís Fernando Guedes Pinto, Diretor Executivo da SOS Mata Atlântica.

Efeitos

Um dos resultados da degradação do bioma é a perda da produção e proteção de água. Para essas duas atividades acontecerem naturalmente é preciso da proteção que a floresta oferece. No período analisado, a bacia do Paraná teve sua cobertura nativa reduzida de 22,5% para 21,6% em 2021. A do Paranapanema e do São Francisco também tiveram uma redução da cobertura nativa, de 21,3% (1985) para 20,3% e de 57% (1985) para 52,9%, respectivamente.

Depois de sucessivas crises hídricas afetando dezenas de cidades ao longo da Mata Atlântica, é preocupante ver a capacidade de fornecimento de serviços ambientais deste bioma ser continuamente fragilizada, adverte Luís Fernando.

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Portugueses encontram o maior peixe ósseo já registrado pela ciência; veja vídeo

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Animal pesa 2.700 quilogramas. Em 1996, uma fêmea da mesma espécie foi encontrada no Japão com 2.300 quilogramas.
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Por g1

Postado em 19 de outubro de 2022  às 08h05m

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Peixe ósseo mais pesado do mundo é descoberto em Portugal
Peixe ósseo mais pesado do mundo é descoberto em Portugal

Um peixe-lua, encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, em dezembro de 2021, é o maior peixe ósseo já registrado pela ciência: ele tem mais de 2.700 kg. O estudo que descreve o animal foi publicado no início deste mês.

Os peixes podem ser divididos em dois grandes grupos:

  • Os que têm cartilagem, como os tubarões e as arraias
  • Os que têm ossos, que são os peixes "tradicionais"

O maior peixe conhecido é do tipo cartilaginoso, o tubarão-baleia, que chega a passar de 30 toneladas. No entanto, os cientistas portugueses afirmam que, entre os ósseos, esse peixe-lua é o maior já registrado.

O biólogo português José Nuno Gomes-Pereira, da associação Atlantic Naturalist, afirma que esse peixe-lua encontrado em Portugal não é um indivíduo anormal cujo tamanho extremo se deve a uma mutação genética.

Essa espécie de fato pode chegar a ter esse tamanho e, segundo o biólogo, finalmente um grupo de cientistas conseguiu pesar e medir um deles.

Há mais desses monstros por aí", disse o biólogo.

Gomes-Pereira é um dos autores de um estudo publicado no início deste mês noJournal of Fish Biology em que o peixão é descrito.

Segundo o New York Times, em 1996, no Japão, foi encontrada uma fêmea da mesma espécie que pesava cerca de 2.300 kg.

Um peixe-lua encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, em dezembro de 2021 é o maior peixe ósseo já registrado pela ciência — Foto: Atlantic Naturalist/Reprodução
Um peixe-lua encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, em dezembro de 2021 é o maior peixe ósseo já registrado pela ciência — Foto: Atlantic Naturalist/Reprodução

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terça-feira, 18 de outubro de 2022

Agonia de um filhote, raios e árvores monumentais: veja fotos vencedoras do prêmio 'The Nature Conservancy'

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Com diversas categorias e premiações, o concurso anual contou com três menções honrosas às fotos tiradas por brasileiros.
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Por Júlia Putini, g1

Postado em 18 de outubro de 2022 às 17h35m

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O prêmio de fotografia da ONG 'The Nature Conservancy' anunciou os vencedores da edição 2022, elegendo imagens que retratam desde a luta pela sobrevivência no mundo animal até eventos extremos do clima.

A competição deste ano teve a maior participação global desde o início da premiação, com inscrições de 196 países e territórios diferentes em seis categorias diferentes.

Com mais de 100.000 fotos inscritas, a vencedora do concurso foi tirada com um drone, em uma estrada solitária no Tibete. O registro do fotógrafo Li Ping, na China, só foi possível porque ele dormiu em um estacionamento à beira da estrada durante a noite para conseguir capturar a cena logo ao raiar do dia.

Três brasileiros estão entre os inscritos no The Nature Conservancy, premiação de fotografia que ocorre anualmente. Apesar de não terem sido vencedores, suas imagens ganharam menções honrosas. Os prêmios vão desde um ingresso para a Corrida da Extreme E no Uruguai, até um kit de câmera no valor de US$ 5 mil.

Em ambos os lados de uma rodovia, ravinas formadas pela erosão da água da chuva se estendem como uma árvore no Tibete, uma região autônoma no sudoeste da China.

Foto de Li Ping, China. — Foto: Li Ping/TNC Photo Contest 2022
Foto de Li Ping, China. — Foto: Li Ping/TNC Photo Contest 2022

Vencedor eleito pelo juiz convidado

Um leopardo conhecido como Olimba carrega a carcaça de uma macaca vervet fêmea com seu bebê ainda pendurado para salvar a vida. A foto, tirada no Parque Nacional de South Luangwa na Zâmbia, recebeu o nome de "Um reino implacável".

"Um reino implacável", Shafeeq Mulla — Foto: Shafeeq Mulla/TNC Photo Contest
"Um reino implacável", Shafeeq Mulla — Foto: Shafeeq Mulla/TNC Photo Contest

A diversidade de imagens de todo o mundo deu um vislumbre do nosso frágil planeta e de toda a vida que o habita. O concurso em si foi uma odisseia hipnotizante e ficamos com uma mensagem profunda de como todos nós estamos interconectados e o que significa para nossa própria sobrevivência misturar-se com a selvageria. Ami Vitale, juiz convidado. 
Paisagem
Monte Adi, em Navarra, Espanha. — Foto: Francisco Javier Munuera González/TNC Photo Contest
Monte Adi, em Navarra, Espanha. — Foto: Francisco Javier Munuera González/TNC Photo Contest


O Bromo Tengger Semeru National Park (TNBTS) é um dos 10 destinos turísticos prioritários da Indonésia.  — Foto: Hendy Wicaksono/TNC Photo Contest
O Bromo Tengger Semeru National Park (TNBTS) é um dos 10 destinos turísticos prioritários da Indonésia. — Foto: Hendy Wicaksono/TNC Photo Contest


Inverno em Stokksnes, praia com areia preta e com vista para a majestosa montanha, Vestrahorn, na Islândia.  — Foto: Ivan Pedretti/TNC Photo Contest
Inverno em Stokksnes, praia com areia preta e com vista para a majestosa montanha, Vestrahorn, na Islândia. — Foto: Ivan Pedretti/TNC Photo Contest

Pessoas e natureza

O brasileiro Giovani Cordioli recebeu uma menção honrosa pelo registro feito em uma praia em Cuba. "Eu estava na praia de Varadero, Cuba, quando vi essa enorme nuvem chegando, então corri para o quarto e trouxe minha câmera para capturá-la", contou Giovani aos jurados.

A tempestade está chegando, de Giovani Cordioli — Foto: Giovani Cordioli/TNC Photo Contest
A tempestade está chegando, de Giovani Cordioli — Foto: Giovani Cordioli/TNC Photo Contest

E mais um brasileiro recebeu uma menção honrosa nesta categoria. Marcelo Paulo Silva fotografou a Praia do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, no primeiro dia após o lockdown das praias.

Praia pós-lockdown, de Marcelo Paulo Silva — Foto: Marcelo Paulo Silva/TNC Photo Contest
Praia pós-lockdown, de Marcelo Paulo Silva — Foto: Marcelo Paulo Silva/TNC Photo Contest

Clima

Um dos registros impressionantes da categoria "Clima" que recebeu menção honrosa foi do fotógrafo Jassen Todorov. De acordo com a descrição fornecida pelo evento, a foto mostra os tanques de águas residuais, que são necessários, mas perigosos.

"O vazamento ou a descarga deliberada de água inadequadamente tratada tem poluído os ecossistemas de água doce e salgada", diz a publicação oficial das imagens.

Fazendo papel, de Jassen Todorov — Foto: Jassen Todorov/TNC Photo Contest
Fazendo papel, de Jassen Todorov — Foto: Jassen Todorov/TNC Photo Contest


"Entre a vida e a morte" mostra o trabalho na construção de estradas de Bangladesh — Foto: Ziaul Huque/TNC Photo Contest
"Entre a vida e a morte" mostra o trabalho na construção de estradas de Bangladesh — Foto: Ziaul Huque/TNC Photo Contest

O bombeiro florestal voluntário Daniel Vargas Osinaga caminha em meio a uma fumaça espessa depois de ajudar a apagar um incêndio em Santa Rosa de Tucabaca, na Bolívia.

A noite de Tucabaca, de Marcelo Perez del Carpio — Foto: Marcelo Perez del Carpio/TNC Photo Contest
A noite de Tucabaca, de Marcelo Perez del Carpio — Foto: Marcelo Perez del Carpio/TNC Photo Contest

Plantas e fungos

Duas menções honrosas da categoria "Plantas e fungos" foram para Cristiano Xavier. O primeiro clique foi feito na Ilha da Madeira, em Portugal, de uma árvore anciã, que parece ser tão antiga quanto o próprio tempo.

"Antiga", de Cristiano Xavier — Foto: Cristiano Xavier/TNC Photo Contest
"Antiga", de Cristiano Xavier — Foto: Cristiano Xavier/TNC Photo Contest

A segunda fotografia notável foi das árvores chamadas de Sangue de dragão, da espécie Dracaena draco, que crescem apenas nos planaltos da Ilha de Socotra, localizada na República do Iêmen.

"Árvores Sangue de dragão", Cristiano Xavier — Foto: Cristiano Xavier/TNC Photo Contest
"Árvores Sangue de dragão", Cristiano Xavier — Foto: Cristiano Xavier/TNC Photo Contest


Apelidados de cogumelos fantasmas devido ao seu brilho verde misterioso, os nomes científicos desses cogumelos bioluminescentes é Omphalotus nidiformis — Foto:  Callie Chee/TNC Photo Contest
Apelidados de cogumelos fantasmas devido ao seu brilho verde misterioso, os nomes científicos desses cogumelos bioluminescentes é Omphalotus nidiformis — Foto: Callie Chee/TNC Photo Contest


Açafrões no crepúsculo — Foto: Tibor Litauszki/TNC Photo Contest
Açafrões no crepúsculo — Foto: Tibor Litauszki/TNC Photo Contest

Água

A fotógrafa americana Kristin Wright ganhou o primeiro lugar na categoria Água com o registro dos sedimentos de cores vivas do rio glacial Thjórsá, o mais longo da Islândia.

"Rio trançado", de Kristin Wright — Foto: Kristin Wright/TNC Photo Contest
"Rio trançado", de Kristin Wright — Foto: Kristin Wright/TNC Photo Contest


s minas de sal de Las Coloradas em Yucatán. Nestas lagoas de água rosa está uma das mais importantes usinas geradoras de sal do país — Foto:  Nick Leopold Sordo/TNC Photo Contest
As minas de sal de Las Coloradas em Yucatán. Nestas lagoas de água rosa está uma das mais importantes usinas geradoras de sal do país — Foto: Nick Leopold Sordo/TNC Photo Contest


A areia dourada misturada com a espuma branca misturada e a luz solar =pinta um design lindo sob a ponte Seacliff, Austrália — Foto: Dasun Nirmala Malaarachchi/TNC Photo Contest
A areia dourada misturada com a espuma branca misturada e a luz solar =pinta um design lindo sob a ponte Seacliff, Austrália — Foto: Dasun Nirmala Malaarachchi/TNC Photo Contest

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