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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

S&P 500 e Nasdaq renovam recordes com otimismo sobre tratamentos para Covid-19

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Autorização pela FDA para o "uso emergencial" de plasma rico em anticorpos de pacientes recuperados do novo coronavírus impulsionou os mercados. 
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Por Valor Online  
24/08/2020 19h37 Atualizado há 3 horas
Postado em 24 de agosto de 2020 às 22h45m

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Wall Street teve dia de recordes nesta segunda-feira (24) — Foto: AP Photo/Richard DrewWall Street teve dia de recordes nesta segunda-feira (24) — Foto: AP Photo/Richard Drew

Os índices S&P 500 e Nasdaq renovaram suas máximas históricas nesta segunda-feira (24), com os três principais índices americanos recebendo impulso do otimismo em torno de possíveis tratamentos para a Covid-19 nos Estados Unidos.

O S&P 500 encerrou a sessão em alta de 1,00%, a 3.431,28 pontos, anotando o seu segundo recorde consecutivo, enquanto o Nasdaq renovou a máxima pela terceira sessão seguida, encerrando em alta de 0,60%, a 11.379,72 pontos. O Dow Jones avançou 1,35%, a 28.308,46 pontos, mas ainda segue mais de 1.200 pontos abaixo da sua máxima histórica.
A principal notícia que proporcionou direcionamento aos mercados americanos hoje foi a autorização dada pela Food and Drug Administration (FDA) no domingo (23) para o "uso emergencial" de plasma rico em anticorpos de pacientes recuperados do novo coronavírus. O comissário da FDA, Stephen Hahn, esclareceu, porém, que esta não é uma aprovação total, enquanto a agência avalia mais evidências.

"Por enquanto, os mercados estão, felizmente, ignorando quaisquer riscos possíveis e continuam a empurrar os índices para novas altas apenas com a força de momentum", afirmou Boris Schlossberg, diretor-executivo da BK Asset Management. Ele alerta que os ganhos para os índices acionários americanos estão concentrados em poucas empresas, enquanto a grande maioria das companhias segue com desempenho tímido.
EUA autorizam tratamento com plasma em pacientes com Covid-19 EUA autorizam tratamento com plasma em pacientes com Covid-19

As ações do setor financeiro fecharam em alta de 2,32%, voltando a subir depois de fecharem a semana passada com perdas acumuladas de quase 3,5%, com o rali das ações americanas sendo puxadas pelas ações das gigantes de tecnologia. O destaque nesta segunda ficou com as altas do Wells Fargo (+3,60%) e da Berkshire Hathaway (+2,50%).

As ações de tecnologia estenderam os fortes ganhos da semana passada, mas tiveram uma performance mais contida do que as das ações do setor financeiro, avançando apenas 0,87%. Ainda assim, a ação da Apple foi um dos destaques do dia, subindo 1,20% e encerrando acima da marca dos US$ 500, apoiadas no otimismo com o ciclo 5G do iPhone.

O setor de energia do S&P 500 avançou 2,75%, liderando os ganhos setoriais do índice amplo hoje.
Os investidores seguem avaliando também os dados de contaminação por Covid-19 nos EUA, com o número de novos casos no país atingindo, no domingo, a mínima de mais de dois meses e o nono dia seguido de redução de casos.

"A boa notícia é que a disparada de infecções no Cinturão do Sol americano [região que pega o sul dos EUA e inclui Estados como a Califórnia, Texas e Flórida] começou a diminuir", disse Neil Shearing, economista-chefe da Capital Economics, em nota. "As infecções em nível nacional também recuaram nas últimas semanas".
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sábado, 22 de agosto de 2020

Contratação de trabalhadores temporários deve crescer 12% no 2º semestre, prevê entidade do setor

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Setor da Indústria puxará a geração de vagas no período, segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem).  
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Por Marta Cavallini, G1  
22/08/2020 06h01 Atualizado há 5 horas
Postado em 22 de agosto de 2020 às 11h05m

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Comércio deve ter redução no número de vagas temporárias — Foto: DivulgaçãoComércio deve ter redução no número de vagas temporárias — Foto: Divulgação

A criação de vagas temporárias deve crescer 12% entre julho e dezembro em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo projeção da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem).

A entidade aponta que poderão ser geradas no período mais de 900 mil vagas temporárias, frente às 800 mil de 2019.

Entre janeiro e junho, foram mais de 1 milhão de contratações temporárias e, somadas à previsão para o 2º semestre, Marcos de Abreu, presidente da Asserttem, prevê alcançar a marca de 1,9 milhão de trabalhadores temporários contratados neste ano, um aumento de cerca de 28% em relação a 2019.
Indústria puxa vagas

Historicamente, o 2º semestre é o período de maior contratação de trabalhadores temporários, com destaque para o último quadrimestre (setembro, outubro, novembro e dezembro) devido às datas sazonais, como Dia das Crianças e Natal, em que o comércio é responsável por grande parte das contratações. Porém, em 2020, a pandemia deve alterar esse cenário.
"Acreditamos que haverá uma queda nas contratações temporárias realizadas pelo comércio, por ter menos pessoas visitando as lojas e pelo uso do comércio eletrônico. Mas, essa diminuição será superada pelas contratações das indústrias, que estão repondo seus quadros de funcionários para conseguir suprir a demanda do mercado", explica.

Segundo Abreu, as empresas estão se reinventando e buscando alternativas formais de contratar trabalhadores, preservando os direitos, mas com oxigênio suficiente para acompanhar a oscilação da economia, e o trabalho temporário se mostra como o regime mais rápido, eficaz e seguro tanto para as empresas quanto para os trabalhadores.

"Para as empresas, o trabalho temporário confere maior flexibilidade de gestão, enquanto os trabalhadores têm seus direitos respeitados e podem adquirir mais conhecimentos e ter novas experiências no mercado de trabalho, o que potencializa sua recolocação em uma eventual vaga permanente", observa Abreu.

Para o presidente da Asserttem, a modalidade deve ser vista como oportunidade para que as empresas consigam atender às suas demandas urgentes e emergenciais e ganharem fôlego durante a retomada até conseguirem efetivar os trabalhadores novamente.

Contratação aumentou na pandemia

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário com as agências associadas, 47,2% delas afirmaram que, em comparação ao início da pandemia, houve aumento da procura por contratos temporários.

Os trabalhadores temporários foram contratados para os setores de Saúde, Alimentação, Agronegócio, Indústria e Logística para atuação em cargos operacionais (69%), administrativos (25%) e de supervisão (6%), com média salarial de R$ 1.045 a R$ 2 mil (75%), de R$ 2.001 a R$ 3 mil (22,2%) e de R$ 3.001 a R$ 4 mil (2,8%).

Entre os meses de abril e junho, foi registrado o aumento no volume de vagas e contratações pelas agências de trabalho temporário, sendo que 17,1% delas realizaram mais de 400 contratos. Os contratados no período encontram-se em uma faixa etária entre 18 e 29 anos em 52,8% das vagas; de 30 a 44 anos para 44,4% dos cargos ocupados; e de 45 a 60 anos para 2,8% dos contratos. Do total de vagas preenchidas, 72,7% foram preenchidas pelo sexo masculino.

A regulamentação do trabalho temporário ocorreu em outubro do ano passado, por meio do Decreto 10.060/2019.

O decreto especifica as atividades previstas dentro do contrato temporário e o papel das empresas de trabalho temporário e das tomadoras dos serviços dessas empresas. Além disso, traz direitos e condições de trabalho para os temporários, como prazo de contrato de trabalho, pagamento de horas extras e garantia de segurança e atendimento médico.

O trabalho temporário é prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços ou cliente. E essa contratação é somente para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços.

Veja abaixo os principais pontos do decreto, apontados pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem):
  • reforça que o trabalho temporário não é a mesma coisa que terceirização (tipo de contratação estritamente entre duas empresas);
  • atualiza os direitos trabalhistas, como o FGTS, por exemplo, que era previsto no trabalho temporário, mas não constava na lei 6.019/74;
  • esclarece que o trabalhador temporário não é empregado (CLT), mas pessoa física prestando trabalho para uma empresa que tenha a necessidade transitória de força de trabalho, colocado à sua disposição por uma agência de trabalho temporário, devidamente autorizada pelo Ministério da Economia;
  • deixa claro que a modalidade de contratação não tem a ver com o contrato por prazo determinado, previsto no art. 443 da CLT e na lei 9.601/1998, no qual o trabalhador é empregado (CLT) e contratado diretamente pela empresa por um período fixado.
  • esclarece que o trabalho temporário não se confunde com o contrato de experiência da CLT, que é destinado a empregados em fase de experiência e antecede o contrato definitivo (por prazo indeterminado);
  • explica que o contrato não possui obrigatoriedade de cumprimento de prazos, mas um limite máximo de duração, vinculada diretamente à duração da necessidade transitória da empresa. Ao fim dessa necessidade, o contrato termina sem penalizações para nenhuma das partes.
  • a duração do contrato de trabalho máxima é de até 180 dias, com a possibilidade de ser prorrogado uma única vez por até 90 dias corridos, independentemente de a prestação de serviço ocorrer em dias consecutivos ou não. Ou seja, o prazo deve ser contado de forma corrida, considerando a contagem também dos intervalos contratuais, e não apenas considerando só os dias efetivamente trabalhados.

O decreto especifica ainda os direitos trabalhistas previstos no contrato temporário:
  • jornada de trabalho de, no máximo, oito horas diárias - mas poderá ter duração superior na hipótese de a empresa tomadora de serviços utilizar jornada de trabalho específica;
  • as horas que excederem à jornada normal de trabalho serão remuneradas com acréscimo de, no mínimo, 50%;
  • acréscimo de, no mínimo, 20% da remuneração quando o trabalho for noturno;
  • descanso semanal remunerado;
  • remuneração equivalente à dos empregados da mesma categoria da empresa tomadora de serviços, calculada à base horária, garantido, em qualquer hipótese, o salário-mínimo regional;
  • pagamento de férias proporcionais, calculado na base de um 1/12 do último salário;
  • Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • benefícios e serviços da Previdência Social;
  • seguro de acidente do trabalho;
  • anotação da condição de trabalhador temporário na Carteira de Trabalho e Previdência Social
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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Desemprego diante da pandemia tem alta de 20,9% entre maio e julho, aponta IBGE

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No mesmo período, número de trabalhadores ocupados teve queda de 3,5%. 
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro
20/08/2020 09h23  Atualizado há 20 horas
Postado em 21 de agosto de 2020 às 08h00m

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Desemprego diante da pandemia tem alta de 20,9% entre maio e julho, aponta IBGE
Desemprego diante da pandemia tem alta de 20,9% entre maio e julho, aponta IBGE

A pandemia do coronavírus fez o número de desempregados no Brasil aumentar em 20,9% entre maio e julho. É o que apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além do aumento do desemprego, a pesquisa mostrou que:
  • Caiu em 3,5% o número de trabalhadores ocupados na comparação com maio
  • O país perdeu 1,9 milhões de trabalhadores informais em três meses
  • Houve queda de 42,6% no número de trabalhadores afastados devido ao isolamento social
  • 3,2 milhões de trabalhadores afastados ficaram sem remuneração em julho
  • 4 milhões de brasileiros recorreram a empréstimos financeiros na pandemia

De acordo com o levantamento, o país encerrou o mês de julho com 12,2 milhões de desempregados, cerca de 2,1 milhões a mais que o registrado em maio, quando somavam, aproximadamente, 10,1 milhões de pessoas.
Com isso, a taxa de desemprego passou de 12,4% em junho para 13,1% em julho.

Ainda segundo o levantamento, o número de trabalhadores ocupados teve queda de 3,5% entre maio e julho, passando de 84,4 milhões para 81,4 milhões. Ou seja, em três meses caiu em 2,9 milhões o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho.
Em três meses, aumentou em 2,1 milhões o número de desempregados no Brasil, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1Em três meses, aumentou em 2,1 milhões o número de desempregados no Brasil, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1

O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

De acordo com a Pnad Contínua, em junho o país somou 12,8 milhões de desempregados, deixando a taxa de desemprego em 13,3%. No mesmo mês foi registrada nova queda recorde no número de trabalhadores ocupados. Os dados do mercado de trabalho referente ao mês de julho deverão ser divulgados somente no final de setembro.
Desemprego chega a 13,3% e atinge 12,8 milhões no segundo trimestre, diz IBGE
Desemprego chega a 13,3% e atinge 12,8 milhões no segundo trimestre, diz IBGE

Sudeste e Norte lideram alta do nº de desempregados

Entre as grandes regiões do país, a maior alta no desemprego foi observada no Sudeste, onde o contingente de desempregados passou de 4,7 milhões em maio para 5,8 milhões em julho - uma alta de 25% em três meses.

A segunda maior alta ocorreu no Nordeste, onde os desempregados somavam 2,9 milhões em julho, 23% a mais que o registrado em maio, quando eram 2,4 milhões.

No Norte, a alta foi de 21% no mesmo período, passando de 786 mil desempregados em maio para 949 mil em julho. Já no Sul, a alta foi de 14% em três meses, com o número de desempregados passando de 1,4 milhões para 1,5 milhões.

Já a menor alta foi observada no Centro-Oeste, onde o número de desempregados passou de 927 mil em maio para 973 mil em julho - um aumento de 5%.
Regiões Sudeste e Norte foram as que registraram as maiores altas nos números de desempregados — Foto: Economia/G1Regiões Sudeste e Norte foram as que registraram as maiores altas nos números de desempregados — Foto: Economia/G1

Queda na informalidade

O trabalho informal, apontado pelo IBGE como a via que seguro a ocupação no mercado de trabalho, também foi afetado pela pandemia. Na comparação com maio, diminuiu em 1,9 milhão o número de pessoas atuando na informalidade no país, o que corresponde a uma queda de 6,4% no período.

De acordo com o levantamento, o país tinha cerca 29,3 milhões de trabalhadores informais em maio. Em junho, esse número caiu para 29 milhões e chegou a 27,4 milhões em julho.
Com isso, a taxa de informalidade ficou em 33,6% em julho - em maio, ela era de 34,7%.
"O trabalhado informal é uma mão de obra que entra e sai do mercado de trabalho com muita volatilidade. Então, como estamos fazendo análises de um tempo muito curto, é possível que esse número oscile com mais intensidade", apontou a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

O IBGE considera como trabalhador informal aqueles empregados no setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e empregadores sem CNPJ, além de pessoas que ajudam parentes.
4 em cada 10 empresas sentiram os efeitos negativos da pandemia no começo de julho
4 em cada 10 empresas sentiram os efeitos negativos da pandemia no começo de julho

Cai o nº de trabalhadores afastados e sem remuneração

A pesquisa mostrou que, em julho, cerca de 6,8 milhões de pessoas trabalhadores que estavam afastados do trabalho devido ao isolamento social promovido pela pandemia. Na comparação com junho, houve queda de 42,6% do número de trabalhadores nesta condição.
Isso corresponde a menos da metade das pessoas que estavam afastadas em maio, quando a pesquisa começou. Elas retornaram ao trabalho ou podem ter sido demitidas, explicou Maria Lúcia.

O levantamento mostrou, também, que cerca de 3,2 milhões de trabalhadores ficaram sem a remuneração do trabalho em julho, o que representa 32,4% do total de pessoas afastadas do trabalho. Em junho, quase metade dos afastados (48,4%) havia ficado sem remuneração.

No grupo dos não afastados do trabalho, 8,4 milhões estavam trabalhando de forma remota, o que corresponde a 11,7% da população ocupada que não estava afastada. Na comparação com maio, diminuiu em cerca de 300 mil o número de trabalhadores em home office.

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