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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Califórnia libera delivery sem motorista e entregas podem começar em 2021

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Os veículos autônomos Nuro R2 usam um radar, imagens térmicas e câmeras de 360 ​​graus para direcionar seus movimentos. 
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TOPO
Por BBC  
25/12/2020 08h17 Atualizado há 4 horas
Postado em 25 de dezembro de 2020 às 12h25m


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Depois de testes, Califórnia vai liberar veículos autônomos para fazer entregas — Foto: NURO/BBC
Depois de testes, Califórnia vai liberar veículos autônomos para fazer entregas — Foto: NURO/BBC

A Califórnia acendeu a luz verde para um serviço comercial de entrega sem motorista pela primeira vez em sua história.

Nuro, a startup de robótica, planeja iniciar suas operações de entrega sem motorista já em 2021.

Ela já testou seus veículos autônomos R2 no Estado em abril, mas a licença permitirá que ela cobre das pessoas pelo serviço.

Os veículos da empresa terão uma velocidade máxima de 35 mph (56 km/h) e só poderão operar em condições de "bom tempo".

"A emissão da primeira licença de implantação é um marco significativo na evolução dos veículos autônomos na Califórnia", disse o diretor do Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia, Steve Gordon.

"Continuaremos mantendo a segurança do público automobilístico à medida que esta tecnologia se desenvolve."

A Nuro foi fundada por dois ex-engenheiros do Google e tem financiamento da empresa japonesa Softbank.

O R2 usa um radar, imagem térmica e câmeras de 360 graus para direcionar seu movimento — Foto: NURO/BBC
O R2 usa um radar, imagem térmica e câmeras de 360 graus para direcionar seu movimento — Foto: NURO/BBC

Seus veículos são projetados para operar sem motorista ou passageiros.

O R2 usa um radar, imagens térmicas e câmeras de 360 ​​graus para direcionar seu movimento. Ele não tem volante, pedais ou retrovisores laterais.

O veículo tem uma estrutura em forma oval menor do que a maioria dos carros nos Estados Unidos. Ele possui ainda dois compartimentos com temperatura controlada para entregas. As portas se levantam para revelar os itens assim que um código é inserido pelo destinatário.

Durante um teste anterior em Houston, no Texas, em fevereiro, o R2 entregou uma pizza para a Domino's Pizza, mantimentos da rede de supermercados Kroger e produtos para o Walmart.

Mesmo assim, um especialista em transporte disse que as questões de segurança continuariam sendo uma preocupação.

"No início, a operação será muito limitada enquanto a tecnologia é avaliada minuciosamente", disse o professor David Bailey, da Universidade de Birmingham.

"Desta maneira, por exemplo, os veículos só serão permitidos em 'ruas planas' com velocidade limitada a 35 mp/h (56km/h) e os robôs de entrega Nuro, menores, serão limitados a apenas 25 mp/h (40 km/h).

"É essencialmente um teste limitado, mas ainda assim um passo significativo em direção a um futuro sem motorista."

Em outubro, os táxis sem motorista começaram a operar em Phoenix, no Arizona, como parte do serviço Waymo do Google.

Um serviço semelhante, apoiado pela gigante da tecnologia e varejo online Alibaba, está atualmente sendo testado na maior cidade da China, Xangai.

Esses são apenas dois dos inúmeros testes envolvendo vários veículos autônomos em todo o mundo.

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Nasa divulga detalhes sobre pouso de sonda em Marte

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Vão ser sete minutos de tensão, ou de terror, como dizem os cientistas da Nasa. Controle remoto não vai funcionar para essa sequência complicada de manobras. O robô vai ter que fazer tudo sozinho.  
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Por Jornal Nacional  
24/12/2020 21h40 Atualizado há 14 horas
Postado em 25 de dezembro de 2020 às 11h45m


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NASA mostra como será próximo pouso em Marte
NASA mostra como será próximo pouso em Marte

Esta semana, a agência espacial americana divulgou detalhes sobre aquela que pode ser a mais complexa viagem de uma nave-robô ao planeta Marte. Os cientistas dizem que o pouso no planeta vermelho serão sete minutos de terror.

Alô, alô, marciano. Aqui quem fala é da Terra. A gente só quer avisar que, bom, mandamos mais uma sonda em direção a Marte. Na verdade, foi a agência espacial americana. A sonda está a caminho. Ela partiu em julho e, no dia 18 de fevereiro de 2021, ela vai aparecer nos céus por aí.

Essa semana, a Nasa até divulgou um vídeo mostrando como vai ser essa chegada triunfal. Vão ser sete minutos de tensão, ou de terror, como dizem os cientistas da Nasa. É que os humanos adoram controlar tudo. Mas dessa vez não vai dar.

Marte fica a 209 milhões de quilômetros daqui. Controle remoto não vai funcionar para essa sequência complicada de manobras. O robô vai ter que fazer tudo sozinho. Nada grave. É só que esse robô custou US$ 2,7 bilhões para ser fabricado.

Bom, quando a sonda Perseverance, que é a palavra em inglês paraperseverança, estiver a 100 quilômetros de Marte, ela vai ter cerca de sete minutos para diminuir a velocidade de milhares de quilômetros por hora para apenas um metro por segundo. Quando a cápsula entrar na atmosfera de Marte, ela vai esquentar muito, até mil graus célsius. Depois, ela vai ativar um paraquedas, e é aí que começam os momentos mais delicados.

Quando estiver a dois quilômetros do solo, a cápsula vai se dividir. E oito minifoguetes vão ligar para que o robô seja posicionado no lugar exato. Aí cordões de nylon vão aproximar o veículo do chão. E quando for a hora certa, eles serão cortados. É que se os foguetes chegarem muito perto do chão eles vão levantar poeira que pode danificar o robô.

Quando tudo tiver dado certo, esse carro-robô vai cavar o solo de uma cratera onde os cientistas acreditam que existiu um lago, para colher amostras de terra, areia, pedras e cascalhos. Uma outra missão em parceria com a agência espacial europeia vai trazer tudo para cá.

A gente quer achar vestígios biológicos. Só para ter certeza que, de fato, não estamos sozinhos no universo. E que bilhões de anos atrás existiu vida.

Daniel Nunes, astrônomo da Nasa, trabalhou no desenvolvimento do projeto Perseverance.

A gente não sabe como exatamente a vida se originou aqui na Terra, então como Marte preserva essas camadas geológicas de bilhões de anos, o que é muito mais difícil aqui na Terra, devido a todos os processos tectônicos e de clima, Marte realmente é uma grande possibilidade para gente voltar no tempo e aprender como a vida se origina na Terra, assim como em outros planetas, explica.

A cápsula já viajou mais de 150 milhões de quilômetros em direção a Marte. E, em um dia especial como esta quinta (24) na Terra, olha só o que a gente descobriu: a Perseverence percorre o espaço em uma velocidade de 20 mil quilômetros por hora. Mas o trenó do Papai Noel é ainda mais rápido: em Dyker Heights, no Brooklyn, o bom velhinho já chegou.

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Quem são os 5 bilionários que mais aumentaram suas fortunas em 2020

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Liderados pela ascensão meteórica de Elon Musk, mais de 60% dos bilionários do mundo ficaram mais ricos em 2020, em meio à pandemia 
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TOPO
Por BBC  
24/12/2020 11h32 Atualizado há 1 horas
Postado em 24 de dezembro de 2020 às 13h00m


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Eles já eram bilionários e viram sua riqueza crescer ainda mais neste ano tão difícil para tanta gente.

O ano de 2020 chega ao fim com mais de 1,6 milhão de mortes devido à pandemia do novo coronavírus e uma crise econômica que levou ao fechamento de muitas empresas e à perda de milhões de empregos em todo o mundo.

Mas as pessoas mais ricas do planeta não se saíram tão mal.

Mais de 60% dos bilionários do mundo ficaram ainda mais ricos em 2020, e os cinco primeiros entre os que mais enriqueceram viram suas fortunas combinadas crescerem a US$ 310,5 bilhões (ou mais de R$ 1,6 trilhão).

Veja a seguir quem são eles.

1. Elon Musk, co-fundador e diretor-executivo da Tesla

Elon Musk — Foto: Joe Skipper/Reuters/Arquivo
Elon Musk — Foto: Joe Skipper/Reuters/Arquivo

Elon Musk, fundador da SpaceX e CEO da Tesla, acrescentou colossais US$140 bilhões (R$ 730 bilhões) ao seu patrimônio em 2020.

Com isso, ele atingiu um patrimônio líquido de US$ 167 bilhões (R$ 871 bilhões) na última segunda-feira, segundo dados da Bloomberg.

Isso foi o suficiente para Musk subir várias posições na lista de bilionários e ultrapassar Bill Gates para o segundo lugar (depois de Jeff Bezos) em novembro.

Além disso, de acordo com a revista Forbes, este é o maior lucro registrado em um único ano para um bilionário desde que a revista começou a rastrear as maiores fortunas do mundo

Junto ao excepcional desempenho da Tesla no mercado com recordes de vendas de carros, a outra empresa de Musk, SpaceX, também prosperou ao se tornar a primeira empresa privada a lançar astronautas ao espaço.

2. Jeff Bezos, fundador e diretor-executivo da Amazon

Jeff Bezos — Foto: AFP
Jeff Bezos — Foto: AFP

Jeff Bezos, que também é dono do jornal americano The Washington Post, começou 2020 como a pessoa mais rica do mundo e termina da mesma forma.

Ele somou mais de US$ 72 bilhões (R$ 375 bi) ao seu patrimônio líquido com o aumento extraordinário na receita da Amazon, fruto do aumento nas vendas online na pandemia.

O patrimônio líquido de Bezos ultrapassou a marca de US$ 200 bilhões há alguns meses (mais de R$ 1 trilhão), e hoje é avaliado em torno de US$ 187 bilhões (R$ 975 bi).

Em fevereiro, Bezos ofereceu US$ 10 bilhões (R$ 52 bi) para o combate às mudanças climáticas e em novembro doou cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,17 bi) para organizações ambientais.

Sua ex-esposa Mackenzie Scott doou pelo menos US$ 5,8 bilhões (R$ 30 bilhões) para organizações sem fins lucrativos neste ano.

3. Zhong Shanshan, fundador da Nongfu Spring

Zhong Shanshan, criador e proprietário de uma empresa de água engarrafada chamada Nongfu Spring — Foto: Getty Images via BBC
Zhong Shanshan, criador e proprietário de uma empresa de água engarrafada chamada Nongfu Spring — Foto: Getty Images via BBC

O patrimônio líquido de Zhong Shanshan aumentou em US$ 62,6 bilhões (R$ 326 bi) e atualmente supera US$ 69 bilhões (R$ 360 bi), de acordo com a Bloomberg.

Zhong se tornou o homem mais rico da China em setembro, depois que sua empresa de água mineral, a Nongfu Spring, lançou uma oferta pública de venda (IPO) bem-sucedida que levantou mais de US$ 1,1 bilhão (R$ 5.2 bi).

A empresa que ele fundou em 1996 controla um quinto do mercado de água engarrafada no gigante asiático e vale cerca de US$ 70 bilhões (R$ 365 bi).

Zhong, de 66 anos, é dono de mais de 84% da empresa, com uma participação avaliada em cerca de US$ 60 bilhões (R$ 313 bi).

Isso o ajudou a superar outros bilionários como Pony Ma, da Tencent, e Jack Ma, o fundador do Alibaba, até se tornar nos últimos meses a pessoa mais rica da China.

Zhong também controla a fabricante de vacinas Beijing Wantai Biological Pharmacy, que abriu capital em abril.

A empresa está desenvolvendo uma vacina em spray nasal para covid-19 que estava em testes de fase 2 em novembro.

4. Bernard Arnault, propietário do grupo LVMH

Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH — Foto: Reuters/Benoit Tessier
Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH — Foto: Reuters/Benoit Tessier

O francês Bernard Arnault é o homem mais rico de seu país e a revista Forbes o colocou em segundo lugar em sua lista de bilionários, embora o ranking da Bloomberg o coloque em quarto lugar.

Dono do grupo de artigos de luxo LVMH, Arnault fecha o ano com um patrimônio líquido de cerca de US$ 146,3 bilhões (R$ 763,25 bi).

Mesmo durante um ano difícil para seu conglomerado, a fortuna de Arnault cresceu mais de 30% em 2020.

Com a eclosão da pandemia, a LVMH abandonou temporariamente seu plano de comprar a Tiffany & Co.. Mas em outubro passado, o grupo chegou a um acordo para adquiri-la por cerca de US$ 15,8 bilhões (R$ 82,4 bi), cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,1 bi) a menos que a oferta original.

As vendas de produtos de luxo continuam diminuindo, mas a LVMH surpreendeu investidores recentemente ao informar que as vendas de bolsas Louis Vuitton e Dior continuam fortes, especialmente em países como Coreia do Sul e China.

5. Dan Gilbert, presidente da Rocket Companies

Dan Gilbert é um dos dois proprietários de times mais ricos dos EUA, graças à sua importante participação no Cleveland Cavaliers, da NBA — Foto: Getty Images via BBC
Dan Gilbert é um dos dois proprietários de times mais ricos dos EUA, graças à sua importante participação no Cleveland Cavaliers, da NBA — Foto: Getty Images via BBC

Aos 58 anos, Gilbert é o proprietário do time da NBA Cleveland Cavaliers e co-fundador da empresa de hipotecas online Quicken Loans.

De acordo com dados da Bloomberg, seu patrimônio líquido aumentou US$ 28,1 bilhões em 2020 (R$ 146 bi) para um total de US$ 35,3 bilhões (R$ 184 bi), graças a um impulso da controladora da Quicken Loans, a Rocket Companies, que lançou uma oferta pública em agosto.

Gilbert tem cerca de 80% das Rocket Companies, uma participação avaliada em mais de US$ 31 bilhões (R$ 161 bi).

O notável aumento do patrimônio líquido de Gilbert em 2020, que aumentou seis vezes em um ano, é atribuído ao IPO da Quicken Loans.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Desemprego diante da pandemia atinge 14,2% em novembro e bate novo recorde

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Segundo o IBGE, país encerrou o mês com 14 milhões de desempregados, 200 mil a mais que em outubro e quase 4 milhões a mais que em maio.  
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Por Darlan Alvarenga, G1  
23/12/2020 09h02 Atualizado há 3 horas
Postado em 23 de novembro de 2020 às 12h25m


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Desemprego atinge 14,2% em novembro, diz IBGE
Desemprego atinge 14,2% em novembro, diz IBGE

O desemprego diante da pandemia do coronavírus bateu novo recorde em novembro, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o Brasil encerrou o mês de novembro com um contingente de 14 milhões de desempregados, aumento de 2% frente a outubro (13,8 milhões), e de 38,6% desde maio (10 milhões), quando começou a série da pesquisa.

Com isso, a taxa de desemprego ficou em 14,2% em novembro, ante 14,1% no mês anterior e 10,7% em maio.

Os dados são da última edição da PNAD Covid-19, lançada neste ano pelo IBGE para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Desempregados diante da pandemia, em milhares. — Foto: Economia G1
Desempregados diante da pandemia, em milhares. — Foto: Economia G1

O desemprego vem renovando recordes sucessivos no país desde julho à medida em que trabalhadores que perderam sua ocupação na pandemia passaram a buscar um emprego em meio ao relaxamento e flexibilização das medidas de restrição.

Esse aumento da população desocupada ocorreu, principalmente, na região Nordeste. Nas demais regiões ficou estável, sendo que no Sul houve queda na desocupação, destacou a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Viera.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país. Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes ao trimestre terminado em setembro, quando o país atingiu taxa de desemprego recorde, de 14,6%, com cerca de 14,1 milhões de brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

Perspectiva de fim do auxílio emergencial

Segundo o IBGE, o aumento do número de desempregados também pode estar relacionado com a redução e perspectiva de término do Auxílio Emergencial.

"A redução do auxílio pode estar fazendo sim com que as pessoas precisem retornar ao mercado de trabalho", avaliou a pesquisadora, destacando que no Nordeste houve aumento da desocupação entre as pessoas que residiam em domicílio com beneficiados pelo auxílio emergencial.

A proporção de residências que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia passou de 42,2% em outubro para 41% em novembro, com valor médio do benefício em R$ 558 por domicílio, segundo o IBGE.

As regiões Norte e Nordeste foram novamente as regiões com os maiores percentuais: 57,0% e 55,3%, respectivamente.

Já a população ocupada subiu para 84,7 milhões, aumento de 0,6% em relação a outubro (84,1 milhões), e, pela primeira vez desde o início da pesquisa, apresentou contingente superior ao de maio (84,4 milhões).

O nível de ocupação, no entanto, segue bem baixo. Ficou em 49,6% em novembro, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada.

A população ocupada se aproximou do patamar de março, apesar da taxa de desocupação maior. Isso porque temos mais pessoas pressionando o mercado de trabalho em busca de uma ocupação. Esses números refletem a flexibilização das medidas de distanciamento social, com mais pessoas mês a mês deixando de estar fora da força de trabalho, destacou Maria Lucia.

Houve também aumento no número de horas efetivamente trabalhadas, de 35,7 horas em outubro para 36,1 horas em novembro.

Já a taxa de informalidade ficou em 34,5%, a mesma do mês anterior, o que corresponde a 29,2 milhões de pessoas.

A pesquisa mostrou ainda que 13,7 milhões não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar, o que indica que a taxa de desemprego pode continuar a subir no país.


Flexibilização do isolamento

Segundo a pesquisa, em novembro, 11,1% de toda a população do país se dizia rigorosamente isolada, em distanciamento social. Em outubro esse percentual era de 12,4%. Em julho, chegou a 23,3%.

A região Norte (8,8%) apresentou o maior percentual de pessoas que não fizeram restrições, e o Nordeste, o maior percentual de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas (12,8%).

"Entre os 211,7 milhões de residentes, 10,2 milhões (4,8%) não fizeram nenhuma medida de restrição em novembro, 97,9 milhões (46,2%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa, 79,3 milhões (37,5%) ficaram em casa e só saíram por necessidade básica e 23,5 milhões (11,1%) ficaram rigorosamente isolados", informou o IBGE.

9,1% dos trabalhadores em trabalho remoto

Segundo o IBGE, em novembro, 94,8% da população ocupada não estavam afastados do trabalho que tinham, contra 94,4% em outubro. Os que trabalharam de forma remota (à distância, home office) representaram uma fatia de 9,1% (7,3 milhões de pessoas) da população ocupada. Em outubro, o percentual era de 9,6% (7,6 milhões de pessoas).

O percentual de mulheres que trabalharam remotamente foi de 12,9%, superior ao dos homens (6,5%). Já a região Norte teve o menor percentual de pessoas ocupadas trabalhando remotamente (3,9%) e o Sudeste, o maior (11,8%).

Rendimento abaixo do habitual

Em novembro, o rendimento médio efetivo ficou em R$ 2.334, o que representa 94,5% do habitualmente recebido. Em outubro correspondia a 93,6%. Segundo o IBGE, os trabalhadores por conta própria e os empregadores tiveram as maiores diferenças entre os rendimentos habitual e efetivamente recebidos, 86,1% e 91,3%, respectivamente.

Veja outros destaques da pesquisa:

  • Em 28 milhões de domicílios (41% do total do país), algum morador recebeu auxílio emergencial
  • Em 9,3% dos domicílios, algum morador solicitou empréstimo, sendo que 87,8% dos que pediram conseguiram
  • 28,6 milhões de pessoas fizeram algum teste para a Covid-19 até novembro
  • 22,7% das pessoas (6,5 milhões) que realizaram testes para coronavírus até novembro testaram
  • 10,2 milhões de pessoas não tomaram nenhuma medida de restrição para evitar o contágio
  • 11,2% dos estudantes não tiveram atividades escolares no país, sendo que no Norte esse percentual foi mais que o dobro (25,4%).
  • 204 mil estudantes não realizaram tarefas devido à falta de acesso à internet, 169 mil não conseguiram se concentrar e 154 mil não tinham computador, tablet e celular

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Brasil cria 414 mil empregos formais em novembro e atinge melhor resultado para um mês desde 1992, diz governo

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Ministério da Economia informou que esse foi o quinto mês seguido em que a abertura de vagas com carteira assinada superou as demissões. Geração de empregos nos últimos meses não compensou vagas fechadas na pandemia.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
23/12/2020 10h34 Atualizado há 23 minutos
Postado em 23 de dezembro de 2020 às 11h15m


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Brasil gera 414.556 vagas de emprego com carteira assinada
Brasil gera 414.556 vagas de emprego com carteira assinada

O Brasil gerou 414.556 empregos com carteira assinada em novembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (23).

Esse resultado é a diferença entre as contratações e as demissões. Em novembro, o país registrou 1.532.189 contratações, contra 1.117.633 demissões.

De acordo com o Ministério da Economia, o número de empregos formais criados em novembro de 2020 foi o maior de toda série histórica, que teve início em 1992. Em novembro do ano passado, foram abertas 99.232 vagas formais.

Emprego no Brasil em 2020
em vagas de trabalho
114.937114.937225.021225.021-271.253-271.253-948.857-948.857-366.200-366.200-26.025-26.025137.695137.695242.714242.714314.903314.903389.534389.534414.556414.556JANEIROFEVEREIROMARÇOABRILMAIOJUNHOJULHOAGOSTOSETEMBROOUTUBRONOVEMBRO-1.250k-1.000k-750k-500k-250k0250k500k
Fonte: Ministério da Economia

Esse também foi o quinto mês seguido de geração de empregos com carteira assinada. Em outubro deste ano, foram gerados 394.989 postos.

Também nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o país encerrou o mês de novembro com um contingente de 14 milhões de desempregados, aumento de 2% frente a outubro (13,8 milhões), e de 38,6% desde maio (10 milhões).

Os dados do IBGE fazem parte da pesquisa PNAD Covid-19, que usa uma metodologia diferente da do Caged, do Ministério da Economia. Os dados do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da PNAD Covid são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia

Parcial de 2020

De janeiro a novembro deste ano, houve a geração de 227.025 empregos com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, o Brasil registrou 948.344 contratações a mais do que demissões.

O resultado dos onze primeiros meses de 2020 é o pior para esse período desde 2016, quando foi registrado o fechamento líquido de 858.333 postos de trabalho com carteira assinada.

As demissões no acumulado do ano refletem o impacto da recessão na economia brasileira gerada pela pandemia de Covid-19.

A estimativa mais recente dos economistas dos bancos é de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai cair 4,40% neste ano. Entretanto, nos últimos meses, dados já apontam para uma recuperação do nível de atividade e saída da recessão.

Segundo o Ministério da Economia, mesmo com o crescimento dos empregos formais nos últimos três meses, ainda não houve recuperação das perdas registradas entre março e junho deste ano. No período, o Brasil registrou 1,612 milhão de demissões a mais do que contratações.

De julho a novembro, foram abertas 1,49 milhão de vagas com carteira assinada.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a criação de empregos formais, principalmente nos setores de serviços e comércio em novembro, mostra a retomada da economia. Na visão do ministro, esses foram os setores mais afetados pela pandemia.

Só o negacionismo pode negar os números, os números estão aí, um ano de criação líquida de empregos em plena pandemia. Eu não imagino que isso possa ter acontecido em qualquer outro país do mundo, pelo menos no mercado formal de trabalho. Seguimos preocupados com os invisíveis [informais] e vamos, aí na frente, cuidar disso também, disse.

Guedes também mandou um abraço afetuoso aos brasileiros pela “resiliência e pela fraternidade durante a pandemia e disse que a esperança, para 2021, é o início do processo de vacinação em massa.

"O que espero agora é que vocês tenham, se mantenham em boa saúde, celebrem a vida com as famílias e, para o ano que vem, nossa esperança e nosso trabalho vai ser a vacinação em massa pra salvar vidas, garantir um retorno seguro ao trabalho e garantir a retomada do crescimento econômico brasileiro", declarou.

Setores da economia

A movimentação das vagas de emprego nos diferentes setores da economia em novembro foi:

Emprego em outubro, por setor da economia
51.45751.45720.72420.724179.077179.077179.261179.261-15.353-15.353Indústria geralConstrução civilComércioServiçosAgropecuária-50k050k100k150k200k
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

Por região

Segundo o Ministério da Economia, as cinco regiões do país registraram mais contratações do que demissões em novembro:

Emprego em novembro, por região

Número de vagas

215.059215.05971.87971.87992.61092.61019.42119.42116.18716.187SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte025k50k75k100k125k150k175k200k225k250k
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia

Programa de manutenção do emprego

Segundo o Ministério da Economia, o programa de manutenção do emprego, que possibilita a suspensão do contrato de trabalho e a redução de jornada com pagamento de uma complementação por parte do governo, ajudou a evitar a perda de vagas neste ano e, com isso, contribuiu para o resultado do emprego formal nos últimos meses.

De acordo com dados oficiais, 9,83 milhões de trabalhadores tiveram jornada reduzida ou contrato de trabalho suspenso ao longo dos últimos meses. A previsão do governo é de pagar R$ 34,2 bilhões neste ano dentro do programa. Até o momento, R$ 31,3 bilhões foram gastos. Parte dos valores serão pagos em 2021.

Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, afirmou que ainda há restos a pagar do programa de manutenção do emprego em 2021, relativos a este ano, mas acrescentou que isso não significa que o programa será prorrogado no próximo ano.

[A eventual prorrogação] ainda passará por analise do ministro [Guedes] e do presidente da República. Daremos todos subsídios técnicos e estamos avaliando de maneira criteriosa se ainda há necessidade. Se precisaria de uma prorrogação do BEM [programa de manutenção do emprego], tudo isso depende de um orçamento extraordinário. Há restrições orçamentárias, pois estamos restritos ao ano de 2020. Estamos fazendo os estudos, que levaremos ao Guedes e ao presidente da República, concluiu.

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