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terça-feira, 7 de julho de 2015

Cientistas criam baratas ciborgues guiadas por controle remoto

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Equipe de engenheiros e entomólogos tenta desenvolver insetos que possam acessar áreas de desastres naturais.

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Da BBC
07/07/2015 17h25 - Atualizado em 07/07/2015 17h25
Postado às 19h35m
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Cientistas criam baratas ciborgues guiadas por controle remoto (Foto: Divulgação/BBC)Cientistas criam baratas ciborgues guiadas por controle remoto (Foto: Divulgação/BBC)

Uma equipe formada por engenheiros e entomólogos da Universidade Texas A&M tenta acoplar pequenos dispositivos eletrônicos a baratas gigantes da América Central.

O objetivo é que os insetos possam ser guiados com um controle remoto para acessar áreas de difícil acesso após desastres naturais.

Os pesquisadores foram inspirados pelo acidente nuclear provocado por um terremoto seguido de um tsunami em Fukushima, no Japão, em 2011.

Na ocasião, vistorias nas instalações nucleares afetadas não podiam ser feitas por humanos.

De acordo com eles, os animais não sentem dor e participam do experimento uma única vez.
Cientistas criam baratas ciborgues guiadas por controle remoto. (Foto: Divulgação/BBC)Cientistas criam baratas ciborgues guiadas por controle remoto. (Foto: Divulgação/BBC)

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Lençóis Maranhenses, MA: quando ir, como chegar, o que visitar

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G1 mostra roteiro de até 5 dias em uma das principais atrações do MA.
Cenário de dunas e lagoas atrai visitantes de todo o país.

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Maurício Araya Do G1 MA
07/07/2015 05h37 - Atualizado em 07/07/2015 06h40
Postado às 08h55m
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Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)Lagoas e dunas fazem parte da paisagem dos Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)

Paraíso escondido no Nordeste do Brasil, os Lençóis Maranhenses são um dos principais destinos turísticos do Maranhão. Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses – com área total de 156,5 mil hectares – integra a Rota das Emoções. 

As dunas – comuns nessa região do país – são formadas pela força dos ventos, que criam uma paisagem única e alteram constantemente sua aparência. Nesse ‘deserto’ gigante é possível encontrar lagoas formadas pelo acúmulo de água das chuvas do primeiro semestre.
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Banho nas lagoas é um dos atrativos dos Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)
Banho na Lagoa Azul é um dos atrativos dos
Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)

Um dos portais mais conhecidos dos Lençóis Maranhenses é a cidade de Barreirinhas, a 250 km de distância da capital maranhense. Bem estruturada para receber os visitantes, a cidade é cercada pelas águas escuras do rio Preguiças – que leva o nome por causa da presença do simpático bicho-preguiça. Para conhecer o roteiro, é preciso primeiro chegar a São Luís.

O transporte intermunicipal é uma alternativa para quem prefere fazer o passeio sem intermédio de agências: do Terminal Rodoviário da capital maranhense, saem diariamente ônibus até Barreirinhas. A passagem custa em média R$ 45 por pessoa.

Para se hospedar, há opções de apart hotéis, hotéis, pousadas e hostels, com diárias que variam entre R$ 160 e R$ 520, dependendo da categoria do estabelecimento.

O G1 apresenta algumas das opções de lazer e passeios nos Lençóis Maranhenses e roteiros complementares para fazer em cinco dias:
Dia 1

O percurso até Barreirinhas é feito por terra, em aproximadamente quatro horas. Basta seguir pela BR-135, MA-402 (passando pelas cidades de Bacabeira; Rosário – onde se pode fazer uma parada em um dos muitos estabelecimentos à beira da rodovia para degustar a juçara ou açaí como é conhecido em outras partes do país –; Axixá e Morros) e trecho da MA-225 até chegar à porta de entrada mais conhecida dos Lençóis.
A primeira parada pode ser feita em Santo Amaro do Maranhão, município localizado a sudoeste do parque nacional e que detém a maior parte de seu território. 

A cidade é conhecida como o ‘paraíso escondido dos Lençóis’, por ser um dos acessos quase que inexplorados ao parque. São 36 km de estrada de areia e natureza virgem, feito somente por veículos com tração 4x4. O trajeto dura em média 1h30.

Para dormir em Santo Amaro, os visitantes podem buscar hospedagem em casas de famílias ou fazer acampamento, já que há poucas opções de pousadas.
Acesso é feito por trilha que passa por paisagem de vargem (Foto: Maurício Araya / G1)
Acesso é feito por trilha que passa por paisagem
de vargem (Foto: Maurício Araya / G1)

Dia 2
No dia seguinte, o destino é Barreirinhas. Para entrar no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o visitante não precisa pagar qualquer taxa de ingresso. O acesso é feito por veículos conhecidos como ‘jardineiras’, caminhonetes adaptadas para levar passageiros na carroceria. 


O passeio não custa mais que R$ 50 por pessoa, em grupos fechados (de até 10 pessoas). Após uma rápida travessia de balsa – que leva seis veículos por vez, ao valor de R$ 25 cada – pelo rio Preguiças, o caminho é por trilha, que passa pela paisagem de vargem, comparada por alguns turistas com a savana africana.

Com veículos mais novos, o trajeto de 12 km entre a sede de Barreirinhas até o parque é feito em 25 minutos. Já em caminhonetes mais antigas, o trecho pode ser percorrido em até 40 minutos, por um caminho mais longo. Dentro do parque, as caminhadas são acompanhadas por guias contratados.
Caminhadas pelas dunas e banhos em lagoas são atrativo (Foto: Maurício Araya / G1)Caminhadas pelas dunas e banhos em lagoas são atrativo (Foto: Maurício Araya / G1)

Até o mês de setembro, os visitantes podem contemplar dunas e se banhar nas lagoas formadas pela combinação da água das chuvas e da elevação dos lençóis freáticos. No auge da estação de seca no Maranhão – no segundo semestre –, as lagoas ficam muito baixas, o que prejudica o banho.
Passeio pelos principais pontos turísticos é feito de 'voadeira' (Foto: Maurício Araya / G1)
Passeio pelos principais pontos turísticos é feito
de 'voadeira' (Foto: Maurício Araya / G1)

Dia 3
O terceiro dia do roteiro pode ser dedicado ao passeio de lancha no leito do rio Preguiças, que sofre influência da maré: leva em média 6h entre sua cheia e vazante.


Os passeios de 'voadeira', como são conhecidas as pequenas lanchas com capacidade para até 10 pessoas, custam em torno R$ 80 por passageiro. Durante a viagem, a lancha pode atracar em alguns dos bancos de areia formados no meio do rio Preguiças.

A dica do G1 é fazer o passeio a partir das 15h, já que o percurso pode ser feito com tranquilidade em até três horas. O motivo? No fim do passeio, o turista pode apreciar um espetáculo único do pôr do sol a bordo da lancha.
Pôr do sol desde o rio Preguiças (Foto: Maurício Araya / G1)
Pôr do sol desde o rio Preguiças (Foto: Maurício Araya / G1)

Vista do alto do Farol de Mandacaru (Foto: Maurício Araya / G1)
Vista do alto do Farol de Mandacaru
(Foto: Maurício Araya / G1)

Dia 4
Quem vai a Barreirinhas não pode deixar de visitar o Farol de Preguiças ou Farol de Mandacaru. A estrutura fica localizada no povoado de Mandacaru, e para cortar caminho o melhor acesso é pelo rio Preguiças. Após subida de 160 degraus, uma incrível vista da foz do rio Preguiças.


No mesmo povoado, o turista encontra peças do artesanato da região, como artigos de cestaria, pessoais (como bolsas, sandálias e bijuterias) e domésticos (redes para dormir, cortinas, etc.), todos oriundos da fibra de buriti – palmeira predominante na região.
Em Vassouras, turista pode observar e interagir com macacos-prego (Foto: Maurício Araya / G1)
Em Vassouras, turista pode observar e interagir com macacos-prego (Foto: Maurício Araya / G1)

De ‘voadeira’ o turista chega, ainda, ao povoado de Vassouras, no local conhecido como Ilha dos Macacos. Lá, é possível observar e interagir com vários os pequenos macacos-prego.
Duna invade o rio Preguiças (Foto: Maurício Araya / G1)
Duna de areia invade o rio Preguiças
(Foto: Maurício Araya / G1)

Dia 5
No último dia, o turista deve visitar alguns roteiros alternativos dos Lençóis Maranhenses. Pela MA-315, a primeira parada é na praia de Caburé e Atins, onde há o encontro do Oceano Atlântico com o rio. De lá, com a maré baixa, pode-se seguir para a cidade de Paulino Neves, na praia dos Tocos, localidade deserta e com uma extensa faixa de areia.


Voltando à MA-315, em 30 minutos se chega à cidade de Tutoia, localizada na região do Baixo Parnaíba, e de onde saem os passeios para o Delta do Parnaíba ou Delta das Américas, com 73 ilhas fluviais entre os Estados do Maranhão e Piauí. O passeio de lancha por dentro do delta custa em média R$ 55 por adulto ou R$ 250 para um grupo de cinco pessoas e dura 4h.

Mais uma vez, a dica é fazer o passeio pela tarde: ao fim do dia, o turista pode observar a revoada dos guarás – ave de coloração vermelha com grande presença no Maranhão – na Ilha do Caju.

Atrações culturais
Na última semana do mês de julho, ocorre a tradicional festa do vaqueiro de Barreirinhas. O evento é considerado o maior do gênero da região e é embalado por grupos de forró. Neste ano, a ‘Vaquejada Regional dos Lençóis Maranhenses’ vai para sua 32ª edição.


Já no início do mês de agosto, a programação é para quem curte jazz e blues. Um festival, que está na sua sétima edição, faz aumentar o fluxo de turistas na cidade. Neste ano, o Lençóis Jazz e Blues Festival ocorre entre 7 e 9 de agosto. Na programação, grupos de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e, claro, do Maranhão.

Dicas do G1
Antes de viajar, é preciso planejar bem o roteiro com certa antecedência, inclusive para conseguir bons descontos – seja em alta ou baixa temporada. É preciso estar atento também ao calendário de chuvas. Entre maio e agosto, as lagoas estão bem cheias. 


De setembro a outubro e fevereiro a abril, o banho nas lagoas é limitado pelo nível médio das lagoas. Já no auge do 'verão' (de novembro a janeiro), como é chamado o período de estiagem no litoral do Nordeste, o nível das águas é bem baixo.
Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)
Até o fim de agosto, o turista encontra lagoas cheias nos Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)

Ao todo, 15 empresas oferecem pacotes de visita aos Lençóis Maranhenses em Barreirinhas. Ao comparar os valores dos passeios ou serviços, o visitante deve evitar aquelas que oferecem os preços abaixo do mercado, porque geralmente utilizam veículos mais antigos ou sem manutenção, o que pode estragar o passeio. Para consultar empresas e profissionais habilitados para operar na área de turismo, os visitantes devem também acessar o Cadastur.

Vale experimentar
Na Beira-Rio e Praça da Matriz, no Centro de Barreirinhas, pode-se encontrar restaurantes que oferecem pratos típicos do Maranhão. Entre as opções, estão pratos inspirados na Rota das Emoções, como arroz de cuxá com mariscos, abacaxi recheado com camarão, pirão, farofa de cuscuz e carne de sol ao molho de queijo coalho. O valor das guarnições pode variar entre R$ 25 e R$ 85.

Pôr do sol observado desde a comunidade de Tapuio (Foto: Maurício Araya / G1)
Pôr do sol observado desde a comunidade de Tapuio (Foto: Maurício Araya / G1)

Estando em Barreirinhas, o turista não pode deixar de visitar a comunidade de Tapuio, onde se localiza a Casa de Farinha. O acesso é feito por lancha. Duzentas famílias habitam o local. 

A casa é compartilhada pelas famílias conforme a necessidade de cada uma, e a maior parte da produção é para o consumo próprio – atendendo a um costume de vários anos. No ambiente, o visitante conhece e vive a experiência de todas as etapas de produção da famosa farinha-d’água.

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

G1 sobrevoa e visita vulcão marinho ativo com visual lunar no Pacífico Sul

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White Island tem atividade permanente e cratera com lago de ácido sulfúrico.
Última erupção foi em 2013; fumaça e enxofre cristalizado dominam paisagem.

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Juliana Cardilli Do G1 em White Island - a repórter viajou a convite da Tourism New Zeland
06/07/2015 05h00 - Atualizado em 06/07/2015 09h33
Postado às 16h05m
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Ao longo do filme Interstelar, os personagens de Matthew McConaughey e Anne Hathaway desembarcam em dois planetas inóspitos buscando um novo lar para os humanos. 

Rochas, cores diferentes, fumaça pelo ar – a sensação de se estar fora da Terra é a mesma que passa pela cabeça do turista ao desembarcar na White Island, único vulcão permanentemente ativo da Nova Zelândia, no Pacífico Sul, com rochas amareladas cobertas de enxofre e um lago verde fosforescente de ácido sulfúrico.
O vulcão – que para os nativos maoris neozelandeses se chama Whakaari – fica a 50 km da costa da ilha norte do país. O passeio feito pelo G1 saiu de Rotorua (a cerca de 60 km do litoral), e começou com uma viagem de helicóptero de 30 minutos. 

No caminho, é possível ver os gêiseres e lagos borbulhantes comuns em Rotorua, além de antigas áreas vulcânicas que com suas erupções há milhares de anos moldaram a geografia da região.

Apesar de ser um dos vulcões ativos de mais fácil acesso no mundo – basta ter dinheiro para bancar a viagem de helicóptero ou encarar algumas horas de barco – a White Island é também uma das áreas de mais intensa atividade geotermal do país, o que não é pouco para a Nova Zelândia, que tem vulcões e gêiseres espalhados por boa parte de seu território.
Primeira visão da White Island já mostra a fumaça branca (Foto: Juliana Cardilli/G1)Primeira visão da White Island já mostra a fumaça branca (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Durante a viagem de helicóptero, a primeira visão da ilha é apenas a de uma nuvem de fumaça branca – o que originou seu nome, “Ilha Branca” em português. Quando a aeronave se aproxima, a primeira visão é de uma ilha rochosa comum, com um paredão montanhoso.

Segundos depois, quando o helicóptero começa a circulá-la, é impossível conter o sorriso no rosto conforme sua beleza se revela.
No pouso, a sensação é de se estar na lua, ou em um planeta inóspito parecido com a Terra.

Virtualmente não há vegetação na ilha, apenas rochas e muitos gases saindo de todos os orifícios surgidos no solo e nos paredões de pedra. A cratera principal ainda fica um pouco distante, mas a fumaça branca constante que sai dela dá um ar místico ao local.
Uma das paredes da ilha desabou há muitos anos, facilitando o acesso (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Uma das paredes da ilha desabou há muitos anos, facilitando o acesso (Foto: Juliana Cardilli/G1)

mapa white island (Foto: Arte/G1)
Formação
A ilha é relativamente pequena: tem cerca de dois quilômetros de diâmetro e uma altitude máxima de 321 metros – 70% dela fica debaixo d’água. Acredita-se que o vulcão tenha cerca de 200 mil anos de idade, mas a parte visível tem sua forma atual há 16 mil anos. Ele foi descoberto em 1769, mas apenas no fim do século XIX iniciaram as tentativas de exploração.


Diferentemente do imaginário comum de um vulcão, na White Island a cratera principal não ocupa quase toda a ilha. Parte da borda do vulcão cedeu, permitindo o acesso de barco e a chegada ao lago caminhando, sem ser necessário escalar nenhuma montanha. Por isso, o passeio pode ser feito por crianças e idosos, desde que tenham disposição para caminhadas leves.

A cratera fica em uma área mais central, e há muito espaço para exploração de pesquisadores e turistas, que passam por alguns caminhos pré-definidos pelo guia mas também têm certa liberdade para caminhar por perto, sempre tomando cuidado com os buracos e pequenos lagos de água borbulhante que surgem pelo caminho e usando calçados fechados.

É quase impossível fixar o olhar em algum ponto que não esteja expelindo a fumaça branca – que nada mais é do que enxofre. Por isso, além de capacete, os visitantes recebem na chegada uma máscara de respiração, que deve ser colocada sobre o nariz e a boca quando o cheiro fica mais forte devido a uma atividade maior ou mudança dos ventos. 

Durante a visita do G1, que durou cerca de duas horas, foi preciso fazer isso três vezes – uma delas na beira da cratera principal.
Cratera principal da White Island tem um lago de ácido sulfúrico (Foto: Juliana Cardilli/G1)Cratera principal da White Island tem um lago de ácido sulfúrico (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Pequenos lagos borbulhantes estão espalhados pelo vulcão (Foto: Juliana Cardilli/G1)Pequenos lagos borbulhantes estão espalhados pelo vulcão (Foto: Juliana Cardilli/G1)

A geografia do vulcão está sempre se alterando. Um pequeno buraco soltando fumaça tinha se formado apenas uma semana antes da visita. Outro, ao lado, com uma água cinza borbulhante, havia surgindo um mês antes e crescido com o passar dos dias.

Paisagem amarela e exploração comercial
Após ser expelido em forma de fumaça, o enxofre se cristaliza na superfície, criando cristais de um amarelo vibrante que chamam a atenção e montam uma bela paisagem em dias de céu azul. 


Ele também já foi explorado comercialmente na ilha, e os destroços de uma fábrica abandonada ainda estão presentes no local – o único sinal visível de interferência humana.
O enxofre que se cristaliza e fica amarelo já foi explorado de forma comercial na ilha (Foto: Juliana Cardilli/G1)
O enxofre que se cristaliza e fica amarelo já foi explorado de forma comercial na ilha (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Em 1914, 10 pessoas que trabalharam na fábrica morreram após uma erupção, que jogou pedras sobre a estrutura – as histórias contadas até hoje dizem que apenas um gato que viva com os trabalhadores sobreviveu. Em 1923, uma nova fábrica foi construída, operando por 10 anos, até que a empresa responsável faliu e os trabalhares, sem receber salário, abandonaram a estrutura.

Décadas depois, em 1988, um ciclone que passou pela região gerou fortes ondas que devastaram a estrutura, destruindo-a. Atualmente, apenas os metros superiores das paredes ainda podem ser vistos – as cinzas e outros materiais expelidos pelo vulcão ao longo dos anos foram soterrando-a aos poucos.
Os destroços que sobraram foram soterrados por detritos  (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Os destroços que sobraram foram soterrados por detritos (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Área particular
O vulcão não pertence ao governo, mas a uma família de Auckland. O primeiro dono, George Buttle, era advogado da empresa que operava a fábrica de enxofre e trabalhou no processo de falência. Em 1936, ele comprou a ilha por uma quantia considerada irrisória na época, não divulgada oficialmente.


Até hoje a área permanece com a família de Buttle, permite que pesquisadores monitorem a área e façam estudos – câmeras estão espalhadas pela ilha, assim como diversos equipamentos de medição geológica. 

Apenas duas empresas de helicóptero e uma de barco são autorizadas a levar pessoas até o local, o que restringe o número de turistas diariamente – colaborando para sua preservação e seu ar de mistério e exclusividade.
Barco com turistas chega à White Island (Foto: Juliana Cardilli/G1)Barco com turistas chega à White Island (Foto: Juliana Cardilli/G1)

A segurança é outro fator a ser levado em consideração – toda a Nova Zelândia fica em uma área de intensa atividade geológica, que é mais intensa perto de um vulcão ativo. Em 2014 foram registrados 350 terremotos na região, a maior parte deles bem fracos.

A última erupção aconteceu em outubro de 2013, quando cinzas e rochas foram expelidas pela cratera principal. Não havia ninguém no vulcão, e a atividade foi captada pelas câmeras de monitoramento.

Segundo os guias, é possível prever a atividade do vulcão por meio da movimentação do lago da cratera principal. Antes de ocorrer uma erupção, o nível do lago de ácido sulfúrico varia bastante, subindo e descendo. Caso isso ocorra, normalmente há tempo suficiente para retirar as possíveis pessoas que estiverem no local.

A intensa atividade vulcânica – o magma, camada de rochas derretidas que fica sob a crosta terrestre, é muito raso por ali – também afeta o ecossistema do Oceano Pacífico nas proximidades.  

Os gases e materiais orgânicos expelidos nas erupções atingem as águas no litoral da ilha, atraindo milhares de peixes, e como consequência, aves em busca de alimento. A ilha é casa de uma colônia de cerca de 3 mil alcatrazes australianos.
O enxofre é expelido por todos os lados da ilha (Foto: Juliana Cardilli/G1)
O enxofre é expelido por todos os lados da ilha (Foto: Juliana Cardilli/G1)

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