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terça-feira, 18 de junho de 2013

Dólar volta a fechar no maior nível em mais de 4 anos e bate R$ 2,17

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Moeda subiu 0,56%, para R$ 2,1782 na venda.
BC fez dois leilões de dólares para tentar conter a alta da divisa.

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18/06/2013 17h02 - Atualizado em 18/06/2013 17h02
Postado às 23h35
Do G1, em São Paulo

Dupla intervenção do Banco Central nesta terça-feira (18) não foi suficiente para segurar a alta do dólar, que voltou a fechar em alta.

O dólar registrou alta de 0,56%, para R$ 2,1782 na venda. Veja a cotação.
É a maior cotação de fechamento desde o dia 30 de abril de 2009, quando a moeda fechou em R$ 2,181.

Mais cedo, a moeda chegou a cair após intervenção do BC.
Antes, contudo, avançou 0,92%, a R$ 2,1861 na máxima do dia - o maior nível intradia desde 29 de abril de 2009, quando a moeda bateu R$ 2,1930.

A sessão foi volátil. O Banco Central se esforçou para tirar a moeda do patamar de R$ 2,18 visto mais cedo e os investidores mostram-se preocupados sobre possível redução do estímulo monetário nos Estados Unidos.

O BC fez dois leilões de swap cambial tradicional - equivalentes a vendas de dólares no mercado futuro - e, diferentemente de operações anteriores, vendeu grande parte da oferta com volume financeiro equivalente a R$ 4,5 bilhões e evidenciando forte demanda do mercado por divisas.

"O BC entendeu que o mercado queria comprar dólar e foi injetando, e apesar dos US$ 4,5 bilhões que ele despejou, o cenário não é de dólar para baixo", afirmou um operador de um grande banco nacional à Reuters. "Temos um cenário de incertezas internas, dólar quase todo dia se valorizando ante as moedas. Acaba que o BC vem remando contra a maré", emendou.

Na véspera, o BC também realizou um leilão de swap cambial tradicional depois que o dólar atingiu R$ 2,1781 na máxima do dia. Mesmo assim, a divisa encerrou em alta de 0,84% ante o real, a R$ 2,1661 na venda, maior patamar de fechamento desde 30 de abril de 2009.

"Se a percepção no BC é de que os leilões vão resolver (a alta do dólar), está errado", afirmou o economista-chefe do 4Cast Inc, em Washington, Pedro Tuesta. "Lembre-se que o Brasil não só está enfrentando um problema de fluxos lá fora, mas também um problema de confiança na política econômica", emendou.

Para a equipe econômica do governo, os movimentos do dólar no Brasil é normal neste momento, com os investidores do mundo todo de olho nos próximos passos do Fed, segundo uma fonte próxima da área econômica, lembrando que esse é um período de realocação dos ativos no mercado mundial.

Apreensão puxa dólar
Analistas alertavam, no entanto, que não apenas a apreensão com a reunião do Fed, mas também a desconfiança dos investidores com a economia brasileira impulsionavam a alta do dólar no Brasil.

"Há uma ansiedade em relação à reunião do Fed que começa hoje e isso está levando o dólar a se valorizar frente à maioria das moedas lá fora, e isso está puxando o dólar aqui também, em meio a preocupações com os fundamentos da economia brasileira", afirmou o estrategista-chefe do Banco WestLB Luciano Rostagno, à Reuters.

Os investidores seguem agora na expectativa do resultado da reunião do Fed e das declarações de seu chairman, Ben Bernanke, na quarta-feira, em busca de sinais sobre os rumos da política do banco.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Embraer investirá US$ 1,7 bilhão em nova geração de E-Jets


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Aeronaves começam a entrar em serviço entre 2018 e 2020.
Novo formato deverá resultar em economia de combustível.

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17/06/2013 07h06 - Atualizado em 17/06/2013 08h00
Postado às 16h10
Da Reuters
Embraer lança "E2", a segunda geração de E-Jets (Foto: Divulgação/Embraer)
Embraer lança "E2", a segunda geração de E-Jets
(Foto: Divulgação/Embraer)
A fabricante brasileira Embraer disse durante a Paris Airshow nesta segunda-feira (17) que planeja investir US$ 1,7 bilhão nos próximos oito anos na nova geração de E-Jets.
A terceira maior fabricante de aviões do mundo estimou uma demanda por 6.400 aviões comerciais com até 130 assentos nos próximos 20 anos.

A segunda geração da família de E-Jets de aviões comerciais, denominada E-Jets E2 é composta por três novos aviões – E175-E2, E190-E2 e E195-E2. O E190-E2 deverá entrar em serviço no primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020.

Em comunicado, a Embraer afirmou que o novo formato aerodinâmico da asa, aprimoramento de sistemas e aviônicos e novos motores resultarão em reduções de dois dígitos no consumo de combustível do avião.

Com mais de 1.200 encomendas de E-Jets, a Embraer detém 42% do mercado nesse segmento. Mais de 950 E-Jets foram entregues até o momento para 65 clientes de 47 países.
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Cientistas criam robô ágil e o apelidam de 'filhote de guepardo'


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Protótipo ajudará a criar máquinas para missões de resgate.
Modelo foi construído com material barato e simples de encontrar.

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17/06/2013 06h00 - Atualizado em 17/06/2013 06h00
Do G1, em São Paulo
Protótipo do robô felino apresentado pelos cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Foto: Divulgação/EPFL)Protótipo do robô 'felino' apresentado pelos cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Foto: Divulgação/EPFL)
Inspirados pelas formas dos felinos, cientistas suíços criaram um robô quadrúpede que está entre os mais rápidos deste tipo já apresentados. Em testes, o protótipo percorreu um trecho equivalente a sete vezes seu tamanho em um segundo e demonstrou impressionante agilidade mesmo em um terreno acidentado.

Desenvolvido pelo laboratório de biorrobótica da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, o modelo pesa menos de 30 quilos, é feito com material considerado barato e de fácil obtenção e foi apelidado de “filhote de guepardo”.

Para garantir estabilidade durante a corrida, os pesquisadores analisaram e simularam os movimentos de felinos reais ao montar a estrutura do robô. A quantidade e as proporções dos segmentos de cada perna são idênticas às dos animais. Molas e pequenos motores que convertem energia em movimento foram usados para imitar tendões e músculos.

"Essa morfologia dá ao robô as propriedades mecânicas que beneficiam os gatos, o que significa habilidade para corrida e a elasticidade nos pontos certos, garantindo estabilidade. O robô é, por isso, naturalmente mais autônomo", explica Alexander Sprowitz, um dos cientistas que ajudou a criar o projeto, em entrevista ao site da universidade.

A proposta dos pesquisadores é utilizar o protótipo, apresentado no "International Journal of Robotics Research", para aperfeiçoar estudos em biomecânica e eventualmente usar sua tecnologia na construção de modelos usados em missões de busca e resgate ou em explorações.

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