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terça-feira, 25 de junho de 2013

Primeiras impressões: Dafra Horizon 250


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Por R$ 13.690, moto é porta de entrada para o segmento custom.
Modelo tem bom comportamento e visual, mas peca em acabamento.

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25/06/2013 08h27 - Atualizado em 25/06/2013 08h27
Postado às 16h10
Rafael Miotto Do G1, em São Paulo
Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)
G1 rodou com a nova Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)
A inédita Dafra Horizon 250 acaba de chegar às concessionárias, em versão única, por R$ 13.690. Com visual que lembra o de motos maiores, o modelo é fruto de parceria com a sul-coreana Daelim e tem objetivo para ser porta de entrada para o mundo custom, as conhecidas motos estradeiras.

O sonho de ter uma moto como essa vive na mente de muitos motociclistas, com seu símbolo maior na Harley-Davidson. Com motores grandes, acima de 600 cilindradas, e de valores que ultrapassam a faixa dos R$ 25 mil, este nicho fica restrito a consumidores com maior poder aquisitivo.

Mais acessível, a Horizon pode atrair aqueles que não possuem milhares de reais para gastar em uma moto, e também proporciona uma pilotagem mais mais fácil e confortável na cidade.

Este segmento, das utilitárias de 250 cilindradas com cara de estradeira, teve como um de seus grandes ícones a Yamaha Virago 250, na década de 1990, não mais disponibilizada no Brasil. Até agora, a única representante no país era a Kasinski Mirage 250, que vende cerca de 50 unidades por mês, de acordo com a Federação Nacional dos Distrubuidores de Veículos Automotores (Fenabrave). Ela custa R$ 13.990.

A intenção da Dafra, a princípio, é vender 60 unidades/mês da Horizon 250, número modesto para o que a moto oferece.
Concorrentes Dafra Horizon 250 (Foto: Divulgação)

Em comparação com a Mirage 250, que também possui origem sul-coreana, mas da marca Hyosung, a Horizon se diferencia por ter motor de um cilindro, enquanto a Kasinski utiliza propulsor de dois cilindros em V. Montada em Manaus, a Horizon tem cerca de 20% do custo de suas peças de origem nacional, informa a empresa.

Apesar de ser a estreia da Horizon 250 no Brasil, a Dafra já comercializou, em 2009, um modelo similar a este, chamado de Kansas 250. 

No entanto, tratava-se de uma edição limitada e foi vendida na época por R$ 9.990. Seu projeto não era o mesmo da Horizon, e sim uma versão com motor de maior cilindrada da Kansas 150, com V2 de 248,7 cm³.
Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)
Horizon 250 tem visual de motos maiores
(Foto: Renato Durães/Divulgação)
50% Dafra, 50% Daelim
A Horizon, chamada de Daystar 250 no exterior, é um lançamento mundial da Daelim neste ano. De acordo com a Dafra, o produto foi trabalhado desde o início em conjunto com a marca brasileira. “O produto é 50% Daelim e 50% Dafra. Tivemos um papel muito importante em seu desenvolvimento”, explica Victor Trisotto, diretor de engenharia da marca.

O desenvolvimento do produto começou no início de 2011 e partiu com a base do chassi da Daystar 125, moto não vendida no Brasil, que recebeu mudanças. O motor foi modificado, partindo do mesmo monocilíndrico presente na pequena esportiva Roadwin 250. “Alteramos o motor para deixar com mais torque em baixos giros, típico das custom”, explica Trissotto.

Durante o percurso feito pelo G1, em uma estradinha vicinal no interior de São Paulo, em propriedade privada, a moto mostrou que, apesar da cilindrada reduzida, pode ser opção para pegar estrada.

O motor garante força necessária para encarar subidas em velocidades moderadas, com melhor desempenho neste quesito que a Roadwin. Sua configuração é moderna, com refrigeração líquida e injeção eletrônica.

No entanto, à medida que se exige mais o motor, vibrações e ruídos aparecem em demasia, o que pode ser um icômodo para longas viagens. As pedaleiras são largas e com borrachas, que ajudam a diminuir os tremores nos pés. Durante o trajeto, foi possível manter 120 km/h de velocidade no painel.
Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)
Moto é opção para a estrada e cidade
(Foto: Renato Durães/Divulgação)
‘Mini-custom’
O guidão alto se estende em direção aos braços do motociclista, garantindo conforto. O assento acomoda bem o usuário e, as pernas, como é tradicional nas custom, ficam mais esticadas e relaxadas, pois as pedaleiras são fixadas de maneira mais avançada que em motos utilitárias, como Honda CB 300R e Honda Fazer 250.

As suspensões são macias e, apesar de não haver muitos trechos irregulares no asfalto do local, parecem trazer comodidade. Em contrapartida, perde um pouco de estabilidade em curvas, mas nada que comprometa seu uso. Os freios são bem dimensionados, com dois discos de 276 mm na dianteira e um de 220 mm na traseira.

Mesmo em alta velocidade é possível parar a moto com rapidez e eficácia, entretanto, com o peso maior localizado na parte de trás, o travamento da roda traseira ocorre cedo demais, exigindo um pouco de cuidado em acionamento mais bruscos. Apesar de ter comportamento bom em velocidade média de 100 km/h, é em baixa velocidade que a Horizon se destaca.

Mantendo visual inspirado nas grandes custom, esta “mini-custom” tem desempenho suave quando anda devagar e, ao contrário das grandes estradeiras, oferece mobilidade de moto urbana. O ângulo de esterço é amplo, indicando que a Horizon pode ser uma boa pedida também para rodar na cidade.
Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)
Detalhes como os comandos dos punhos pecam
no acabamento (Foto: Renato Durães/Divulgação)
Visual impressiona; detalhes, nem tanto
Apesar da baixa cilindrada, a Horizon 250 impressiona por suas linhas e, principalmente na coloração que faz misto de preto com pérola– a moto também tem opção totalmente preta. Na versão bicolor, ainda há um adesivo azul que limita a divisão entre as tonalidades.

Os acessórios disponíveis pela Dafra, encosto para o garupa (R$ 299), bolha dianteira (R$ 299) e descanso para os pés (R$ 379) deixam a Horizon ainda mais com cara de estradeira. Eles ainda melhoram o desempenho da moto para longas viagens e foi uma boa sacada da Dafra disponibilizar estes equipamentos nas concessionárias.

Mesmo que itens como pintura, assento e rodas se destaquem pelo acabamento, outros deixam um pouco a desejar. O painel é dividido em dois, com o velocímetro no local tradicional e o marcador de combustível em cima do tanque. Esta disposição traz charme ao modelo, mas seus detalhes não são um primor.

No entanto, a decepção maior fica pelos punhos de comando, que apresentam visual arcaico e aparentam ser de material sem muita qualidade, destoando do restante da moto.

Conclusão
Assim como fez com o scooter Citycom 300i, a Dafra investe mais uma vez no Brasil em um nicho ainda sem muitos produtos à sua qualidade, que podemos ver também em partes, neste primeiro contato na Horizon 250.

Resta saber se o veículo terá durabilidade nas ruas brasileiras. Se depender do preço cobrado e pelo desempenho que oferece, pode tornar-se a moto que cabe no bolso de muitos que sonham em ter uma Harley-Davidson, mas não querem (ou podem) gastar tanto.
Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)Painel é simples (Foto: Renato Durães/Divulgação)
Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)Bolha dianteira e descanso para os pés são acessórios (Foto: Renato Durães/Divulgação)
Dafra Horizon 250 (Foto: Renato Durães/Divulgação)Escape tem saída dupla (Foto: Renato Durães/Divulgação)
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cientistas apontam novos usos para os drones e debatem privacidade


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24/06/2013-03h30 -.- Atualizado às 12h05
STEVEN POOLE
DO "GUARDIAN"

GuardianCom o programa americano de monitoramento de dados, as câmeras de vigilância e o novo Google Glass, parece que não haverá como escapar aos olhos da alta tecnologia. Mas talvez venhamos a considerar este "um tempo dourado", de relativa privacidade, antes que as aeronaves de vigilância de pilotagem remota (os chamados drones) saiam em enxames invisíveis pelo ar, gravando todos os nossos movimentos.

Isso pode soar futurista, mas não está distante de acontecer. Na conferência mundial de tecnologia e design TEDGlobal, em Edimburgo, cientistas e pensadores discutiram seriamente a ética do uso de drones, em um futuro digno da ficção científica.

Os drones podem ser usados para bombardear pessoas -o uso militar e as mortes causadas por ele, de fato, é o mais conhecido-, mas também podem ser usados para contar orangotangos ameaçados na selva.

A palavra drone (zangão, zumbido, conversa mole) foi escolhida para designar os VANTs (veículos aéreos não tripulados, em português, ou UAV, em inglês) para causar aversão. Ninguém gosta de sentar ao lado de alguém que fala sem parar, ou pensar em uma abelha zumbindo no seu ouvido.

E justamente pensando nisso, cientistas da Universidade Harvard (EUA) já criaram um robô que toma por modelo uma borboleta, do tamanho de uma mosca, e deram a ele o nome de RoboBee. 

É feito de fibra de carbono, pesa menos de um grama e bate minúsculas asas robotizadas.
A peça ainda precisa estar acoplado a uma fonte de energia, mas dentro de alguns anos ele poderá voar livremente. As futuras gerações do RoboBee carregarão minúsculas câmeras para registrar intrusivamente imagens de pessoas comuns e celebridades. Os paparazzi não terão mais de se esconder nas moitas; poderão ficar em casa, usando seus iPad Nano para controlar drones.

E este é o lado bom: os drones são apenas robôs, e robôs podem ser programados para fazer o bem ou o mal. O pai do RoboBee, o cientista Kevin Ma, sugeriu que robôs semelhantes poderiam ser usados em "operações de busca e salvamento", voando em espaços confinados ou destruídos para procurar sobreviventes. Ou ainda em "monitoração ambiental", equipados com sensores para detectar traços de produtos químicos, por exemplo.

Outro programa apresentado na TEDGlobal, por Andreas Raptopoulos, vai na mesma linha: ele planeja usar drones para entregar suprimentos, médicos e de outra ordem, rapidamente a pessoas que precisam de atendimento urgente em áreas de calamidade -o sistema foi experimentado no Haiti, depois do terremoto de 2010.

O desafio dos drones não é que tenhamos de escolher entre os usos positivos e negativos para eles, mas sim o de que todos esses usos -e outros que ainda não foram concebidos- acontecerão simultaneamente, em um futuro próximo no qual drones serão um recurso genérico.

Hoje, por cerca de R$ 1.000, já é possível comprar um "quadricóptero" que voa e transmite vídeo ao seu celular -o instrumento usado para controlar o voo. Daí para a invasão de privacidade do vizinho, é um pulo.

Na democracia dos drones que está por vir, as possibilidades são ilimitadas. Pais preguiçosos poderão usar drones de carga mais robustos para levar as crianças à escola? Os futurólogos dizem que sim,
Do lado negativo, será mais fácil para alguém explodir coisas de longes, remotamente.

Os céus do futuro parecem de fato movimentados. Talvez tenhamos uma guerra de drones constante em nosso ambiente, com drones antibombas tomando por alvo os drones bombardeiros, e drones ambulância, carregados de equipamento médico, em cenas de acidentes ou de ataques feitos por outros drones.
Tradução de Paulo Migliacci

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Cientistas estudam peixes para entender como coração se regenera

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Pesquisa com células-tronco nos EUA analisou lesões em peixes-zebra.
Insuficiência cardíaca após infarto é a 1ª causa de morte nos países ricos.


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20/06/2013 07h30 - Atualizado em 20/06/2013 07h30
Postado às 15h00
Do G1, em São Paulo

Peixe-zebra em aquário na França (Foto: Bruno Cavignaux/Biosphoto/Arquivo AFP)Peixe-zebra em aquário na França (Foto: Bruno Cavignaux/Biosphoto/Arquivo AFP)
Cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, analisaram o coração de peixes-zebra (Danio rerio) para rastrear os processos celulares que levam à regeneração cardíaca. O estudo foi publicado na edição desta quinta-feira (20) da revista "Nature" e envolveu o uso de células-tronco.

Segundo os autores, os resultados revelam um enorme potencial para reparação desse músculo após lesões nos ventrículos (câmaras inferiores do coração), como no caso de um infarto. Os ventrículos, em geral, são a região mais atingida durante um ataque cardíaco.

A insuficiência cardíaca, causada por um infarto ou arritmia grave, é a principal causa de morte no mundo desenvolvido, em grande parte pela incapacidade do coração dos mamíferos em gerar novas células e substituir o tecido danificado. Por outro lado, invertebrados menores, como os peixes-zebra, conseguem recuperar as fibras musculares dos ventrículos, chamadas cardiomiócitos, após uma lesão.

A pesquisa, liderada por Neil Chi e Ruilin Zhang, sugere que várias linhas celulares do coração desses peixes são mais capazes de se transformar em novos tipos de células do que se pensava anteriormente. Isso porque as células musculares encontradas especificamente nos átrios (câmaras superiores) contribuem para a regeneração dos ventrículos.

Ao longo do estudo, os cientistas conseguiram gerar uma falha genética nos animais capaz de causar destruição do músculo cardíaco e, em seguida, rastrearam os cardiomiócitos nos ventrículos e nos átrios usando proteínas fluorescentes.

Com uma técnica de mapeamento genético, a equipe descobriu que os cardiomiócitos do átrio podiam se transformar em cardiomiócitos dos ventrículos, em um processo chamado transdiferenciação. Isso ocorre quando uma célula já diferenciada e especializada sofre uma transgressão e vira outro tipo de célula.

Segundo Chi, ainda é preciso ver se esse mecanismo pode funcionar de forma semelhante em humanos. Mas, de qualquer forma, o trabalho abre portas para que a ciência entenda, no futuro, como esse tipo de regeneração pode mudar o destino do músculo cardíaco humano após um infarto, por exemplo.
 Cardiomiócitos do átrio (em verde) podem se transformar em células do ventrículo (em vermelho) para regenerar o tecido cardíaco lesionado. À esq., o músculo danificado e, ao lado, saudável (Foto: Image by Ruilin Zhang/Nature) Cardiomiócitos do átrio (em verde) podem se transformar em células do ventrículo (em vermelho) para regenerar o tecido cardíaco lesionado em peixes. Na imagem à esq., aparece o músculo danificado e, ao lado, saudável. A letra V indica a posição do ventículo e a A, a do átrio (Foto: Image by Ruilin Zhang/Nature)









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