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sábado, 27 de janeiro de 2024

Companhias aéreas enfrentam crise global de suprimentos para indústria da aviação

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Falta de peças atinge empresas do mundo todo e, segundo especialistas, vem se agravando.
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Por Jornal Nacional

Postado em 27 de janeiro de 2024 às 23h05m

#.*Post. - N.\ 11.092*.#


Companhias aéreas enfrentam falta de peças para manutenção de aviões

Companhias aéreas em todo o mundo vêm enfrentando falta de peças para manutenção. O desabastecimento é um desafio para o crescimento do setor.

Há menos aviões no céu, porque aqui embaixo as companhias aéreas enfrentam o que descrevem como uma crise global da cadeia de suprimentos para a indústria da aviação.

A falta de peças e componentes atinge empresas do mundo todo e, segundo empresas e especialistas do setor, é algo que vem se agravando.

"Esse é um problema que já vem se arrastando desde da época da pandemia, que houve uma redução muito grande na capacidade produtiva do mundo todo. Se tornou um pouco mais crítico com essas crises geopolíticas que estão havendo no leste europeu e agora Oriente Médio, com várias consequências econômicas em diversos países produtores desse tipo de equipamento", afirma Antônio Campos, diretor vice-presidente da Associação Brasileira de Manutenção Aeronáutica (MANTAER).

O alerta sobre esse gargalo para o setor foi da IATA, e veio em dezembro do ano passado.

Em comunicado, a Associação Internacional de Transporte Aéreo informou que a falta de peças impacta a manutenção de alguns tipos de aeronaves e motores, e limita a capacidade de expansão e renovação da frota.

O impacto da falta de peças e componentes é descrito como um desafio por todas, mas varia de empresa para empresa dependendo de fornecedores, estoques e capacidade das oficinas de manutenção.

A Gol informa que, além dessa oferta de voos, de 15% a 20% menor em 2023, cerca de 120 viagens a menos por dia, recebeu apenas um terço das novas aeronaves que consumiriam menos combustível, e que os custos de manutenção cresceram 35% acima do período pré-pandemia.

A Azul informa que tem atuado intensivamente junto a fabricantes e fornecedores para minimizar os impactos em suas operações.

A Latam também afirma que tem feito uma gestão minuciosa do estoque de peças para reduzir os impactos.

O trabalho para o reparo de peças sob rigorosa fiscalização das normas de segurança é intenso, mas oficinas como a de São José dos Campos, no interior de São Paulo, enfrentam ainda um outro problema: a falta de mecânicos. Muitos foram demitidos ou se aposentaram durante a pandemia e o treinamento para área é demorado.

A gente tem que se preparar para treinar nossa própria mão de obra. Existem algumas empresas na Europa, grandes empresas, que já desenvolveram as próprias escolas, diz Ricardo Vituzzo, gerente de vendas de manutenção aeronáutica da Digex.

"Para ter a formação básica, você está falando de 5 a 6 anos. Então, a gente vê que é um programa de longo prazo e que se a gente não começar vai ficar cada vez pior", completa Cel. Eng. RR Antônio Campos, diretor Vice-Presidente da Associação Brasileira de Manutenção Aeronáutica.

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Icon of The Seas: maior navio de cruzeiro do mundo parte neste sábado para sua viagem inaugural

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Jornada vai durar 7 dias, saindo de Miami com ingressos esgotados. Passagens disponíveis a partir de fevereiro custam de R$ 12 mil a até R$ 360 mil.
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Por g1

Postado em 27 de janeiro de 2024 às 06h30m

#.*Post. - N.\ 11.091*.#

Navio Icon of the Seas — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo - Associated Press
Navio Icon of the Seas — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo - Associated Press

O Icon of The Seas, maior navio de cruzeiro do mundo, partirá para a sua primeira viagem neste sábado (27). Com 365 metros de comprimento, ele é 5 vezes maior que o Titanic e tem o craque Messi como "embaixador" — o jogador participou de uma pré-viagem, para convidados, que terminou na última sexta.

A jornada inaugural vai durar 7 noites, partindo de Miami, nos Estados Unidos, às 19h (pelo horário de Brasília). O navio vai passar por alguns destinos no Caribe até chegar à ilha particular da Royal Caribbean, dona da embarcação, nas Bahamas.

Icon of Seas, considerado o maior navio do mundo, chega a Miami para sua estreia

Os ingressos (todos esgotados) custaram de R$ 10 mil a R$ 360 mil por passageiro – os preços variam de acordo com o nível da cabine e a posição dela no navio.

Os pacotes mais baratos para partidas em fevereiro já estão esgotados. Até meados de janeiro ainda era possível comprar ingressos de R$ 12 mil para viajar no navio no mês que vem e se hospedar em cabines com varandas e vista para o mar.

O navio tem sete piscinas com diferentes formatos. Há opções com hidromassagem exclusivas para adultos, além de um bar aquático e uma piscina que fica na borda da embarcação, oferecendo visão privilegiada para o mar.

Os passageiros ainda podem aproveitar o parque aquático: são 6 tobogãs, sendo que um deles chega a 14 metros de altura.

Além disso, o cruzeiro tem atividades para todos os gostos. São 40 opções entre bares e restaurantes temáticos. Balada, barzinho com jazz e karaokê são algumas opções, e o cardápio inclui comida mediterrânea, pratos mexicanos, entre outros.

Para relaxar, os passageiros poderão escolher entre 28 tipos de cabines que podem receber casais, grupos de viajantes e aventureiros solos.

A embarcação levou sete anos para ser construída no estaleiro Meyer Turku, um dos principais construtores navais da Europa, na cidade de Turku, na Finlândia. De lá, navegou até Porto Rico, onde chegou em dezembro, para passar por controles regulatórios e pelos últimos ajustes.

O navio atracou em Miami no último dia 10. A Royal Caribbean International diz que, apesar do tamanho, o Icon of The Seas Roy, vai emitir menos gases poluentes.

Comparação - Icon of The SeasFoto: Arte g1 | Luisa Rivas (infografia) e Max Francioli (Ilustração)

VEJA FOTOS
Lionel Messi na inauguração do Icon of The Seas — Foto: Divulgação
Lionel Messi na inauguração do Icon of The Seas — Foto: Divulgação


Lionel Messi batiza oficialmente o Icon of the Seas em Miami — Foto: Divulgação
Lionel Messi batiza oficialmente o Icon of the Seas em Miami — Foto: Divulgação


Lançamento do Icon of the Seas em Miami — Foto: Divulgação
Lançamento do Icon of the Seas em Miami — Foto: Divulgação


Ilustração de um dos tobogãs do cruzeiro  Icon of the Seas — Foto: Divulgação - Royal Caribbean
Ilustração de um dos tobogãs do cruzeiro Icon of the Seas — Foto: Divulgação - Royal Caribbean


Icon of the Seas em Porto Rico, de onde partiu para Miami — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo - Associated Press
Icon of the Seas em Porto Rico, de onde partiu para Miami — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo - Associated Press


Ilustração de um dos ambientes temáticos do cruzeiro  Icon of the Seas — Foto: Divulgação - Royal Caribbean
Ilustração de um dos ambientes temáticos do cruzeiro Icon of the Seas — Foto: Divulgação - Royal Caribbean


Ilustração de uma das piscinas do cruzeiro Icon of the Seas — Foto: Divulgação - Royal Caribbean
Ilustração de uma das piscinas do cruzeiro Icon of the Seas — Foto: Divulgação - Royal Caribbean

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

As 'joias da coroa' que britânicos saquearam da África e agora devolvem como empréstimo

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Tesouros levados há 150 anos de Gana retornarão ao país, num empréstimo que pode servir de modelo para retornar ao país de origem, ainda que temporariamente, peças cuja posse é alvo de disputa.
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TOPO
Por BBC

Postado em 26 de janeiro de 2024 às 09h10m

#.*Post. - N.\ 11.090*.#

Um chapéu cerimonial usado por cortesãos em coroações está entre os itens que serão enviados como empréstimo a Gana — Foto: BRITISH MUSEUM via BBC
Um chapéu cerimonial usado por cortesãos em coroações está entre os itens que serão enviados como empréstimo a Gana — Foto: BRITISH MUSEUM via BBC

O Reino Unido vai enviar a Gana algumas das "joias da coroa" do país, 150 anos após saqueá-las da corte do rei Asante.

Um cachimbo da paz de ouro está entre os 32 itens que retornarão a Gana sob acordos de empréstimo de longo prazo, revela a BBC.

Serão 17 peças do Victoria & Albert Museum (V&A) e outras 15 do Museu Britânico.

O negociador-chefe de Gana disse esperar "um novo senso de cooperação cultural" após gerações de hostilidade.

Alguns museus nacionais no Reino Unido, como o V&A e o Museu Britânico, são proibidos por lei de devolver permanentemente itens de suas coleções que sejam alvo de contestação, e acordos de empréstimo como esse são vistos como uma forma de permitir que os objetos retornem a seus países de origem.

Alguns dos países que reivindicam artefatos disputados temem, porém, que empréstimos possam ser usados para sugerir reconhecimento de propriedade do Reino Unido.

Tristram Hunt, diretor do V&A, disse à BBC que os itens de ouro das joias da corte são o equivalente às britânicas "joias da Coroa".

Entre os itens que estão sendo emprestados, a maioria levada durante as guerras do século 19 entre britânicos e os Asante, estão uma espada de Estado e emblemas de ouro usados por funcionários encarregados de limpar a alma do rei.

O V&A vai enviar 17 itens, entre eles um anel de ouro Asante, um distintivo de ouro usado pelos “lavadores de alma” do rei e um cachimbo cerimonial — Foto: V&A via BBC
O V&A vai enviar 17 itens, entre eles um anel de ouro Asante, um distintivo de ouro usado pelos “lavadores de alma” do rei e um cachimbo cerimonial — Foto: V&A via BBC

Hunt diz que quando os museus detêm "objetos com origens em guerra e saques em campanhas militares, temos responsabilidade com os países de origem de pensar em como podemos compartilhá-los hoje de forma mais justa".

"Não me parece que todos os nossos museus cairão se construirmos esse tipo de parceria e intercâmbio.

Hunt enfatiza, no entanto, que a nova parceria cultural "não é restituição pela porta dos fundos", o que significa que não é uma maneira de devolver a propriedade permanente a Gana.

Os contratos de empréstimo de três anos, com opção de prorrogar por mais três, não são firmados com o governo de Gana, mas sim com Otumfo Osei Tutu II, o atual rei Asante conhecido como Asantehene, que participou da Coroação do Rei Charles em 2023.

Asantehene tem um influente papel cerimonial, embora seu reino agora seja parte da democracia moderna de Gana.

Os itens serão expostos no Museu do Palácio Manhyia em Kumasi, capital da região de Asante, para celebrar o jubileu de prata do Asantehene.

Os artefatos de ouro Asante são o símbolo maior do governo real Asante e acredita-se que sejam dotados dos espíritos dos antigos reis Asante.

Eles têm uma importância para Gana comparável aos Bronzes de Benin, as milhares de esculturas e placas saqueadas do palácio do Reino de Benin, no atual sul da Nigéria, pela Grã-Bretanha. A Nigéria vem pedindo o retorno dos itens há décadas.

"Eles não são apenas objetos, eles também têm importância espiritual. Fazem parte da alma da nação. São pedaços de nós que estão retornando", disse à BBC Nana Oforiatta Ayim, conselheira especial do ministro da cultura de Gana.

Ela diz que o empréstimo foi "um bom ponto de partida" no aniversário do saque e "um sinal de algum tipo de cura e reconhecimento da violência que aconteceu.

Os museus do Reino Unido possuem muitos outros itens levados de Gana, entre eles uma cabeça de troféu de ouro que está entre as peças mais famosas entre as joias Asante.

Os Asante construíram o que já foi um dos estados mais poderosos e impressionantes da África Ocidental, negociando, entre outras coisas, ouro, têxteis e pessoas escravizadas.

O reino era famoso pelo seu poder militar e riqueza. Mesmo hoje em dia, quando o Asantehene aperta mãos em cerimônias oficiais, ele pode estar com pulseiras de ouro tão pesadas que precisa da ajuda de um assessor cujo trabalho é apoiar seu braço.

Os europeus foram atraídos para o que mais tarde chamaram de Costa de Ouro pelas histórias da riqueza africana, e a Grã-Bretanha travou repetidas batalhas com os Asante no século 19.

Em 1874, após um ataque Asante, as tropas britânicas lançaram uma "expedição punitiva", na língua colonial da época, saqueando Kumasi e tomando muitos dos tesouros do palácio.

A maioria dos itens que o V&A vai retornar sob empréstimo foram comprados em um leilão em 18 de abril de 1874 nos Garrards, os joalheiros de Londres que mantêm as Jóias da Coroa do Reino Unido.

Entre os objetos estão três itens pesados de ouro fundido conhecidos como emblemas de lavadoras de alma (Akrafokonmu). Eles eram usados no pescoço por funcionários de alto escalão na corte que eram responsáveis por limpar a alma do rei.

Angus Patterson, curador sênior do V&A, disse que, no século 19, levar esses itens "não era apenas sobre adquirir riqueza, embora isso faça parte. Também se trata de remover os símbolos do governo ou os símbolos da autoridade. É um ato muito político".

O Museu Britânico também está retornando sob empréstimo um total de 15 itens, alguns deles levados durante um conflito posterior, em 1895-96, como uma espada de estado conhecida como Mpomponsuo.

Há também um chapéu cerimonial, conhecido como Denkyemke, com ornamentos em ouro. Ele era usado por cortesãos seniores em coroações e outros grandes eventos.

Há ainda um modelo de harpa de ouro fundido (Sankuo), que não foi levada como saque, para destacar a conexão de quase 200 anos com os Asantehenes.

O sankuo foi dado ao escritor e diplomata britânico Thomas Bowdich em 1817, que disse ser um presente do Asantehene ao museu para demonstrar a riqueza e o status da nação Asante.

'Corta a política’

Você pode emprestar objetos para um país que diz que você os roubou?

É uma solução para as restrições legais do Reino Unido, mas que podem não ser aceitas por países que dizem que querem corrigir um erro histórico.

A questão das Esculturas do Partenon, ou Mármores Elgin, como são chamados no Reino Unido, é o exemplo mais conhecido.

Há muito tempo a Grécia exige o retorno das esculturas clássicas, em exibição permanente no Museu Britânico. O presidente dos curadores do museu, George Osborne, disse recentemente que estava procurando um "caminho prático, pragmático e racional adiante" e estava explorando uma parceria que, em essência, coloca a questão de quem realmente é o dono das esculturas de lado.

O acordo com o Asantehene é outra versão disso; um compromisso que funciona para o rei Asante e é possível na lei britânica.

Assim como a Nigéria dificilmente aceitaria um empréstimo dos Bronzes do Benin, teria sido difícil para o governo de Gana topar um acordo do tipo.

Mas Hunt diz que os acordos entre o V&A, o Museu Britânico e o Museu do Palácio Manhyia "cortam a política. Não resolve o problema, mas dá início à conversa".

Oforiatta Ayim, conselheira do ministro da cultura de Gana, disse que "claro" que as pessoas ficarão irritadas com a ideia de um empréstimo. E que esperam que itens sejam eventualmente devolvidos de forma permanente a Gana.

"Sabemos que os objetos foram roubados em circunstâncias violentas, sabemos que os itens pertencem ao povo Asante", disse ela.

O governo britânico tem uma postura de "reter e explicar" para instituições estatais, o que significa que objetos cuja posse é contestada são mantidos e o contexto é explicado.

Os partidos Conservador e Trabalhista da Inglaterra não sinalizaram qualquer interesse em mudar a legislação atual.

A Lei do Museu Britânico de 1963 e a Lei do Patrimônio Nacional de 1983 impedem que os curadores de museus em algumas instituições de alto nível "desadquiram" itens de suas coleções.

Hunt defende uma mudança na lei. Ele gostaria que houvesse "mais liberdade para os museus, mas depois uma espécie de suporte, um comitê junto ao qual teríamos que recorrer caso quiséssemos restituir itens".

Alguns levantaram preocupações de que isso significaria que os museus britânicos perderiam alguns de seus itens mais valiosos no futuro. Ou, como a ex-secretária de cultura Michelle Donelan me disse em relação ao retorno das Esculturas do Partenon, que "abriria as portas para a questão de todo o conteúdo de nossos museus".

Mas Hunt diz que a propriedade de muito pouco da coleção de 2,8 milhões de itens do V&A é contestada.

Outro medo existente é que os itens contestados que são emprestados nunca sejam devolvidos.

Algo rechaçado pelo principal negociador de Gana, Ivor Agyeman-Duah. "Você se atém aos acordos que você possui, não vai contra eles", disse ele.

Há outros belos itens de ouro Asante no Reino Unido. A Coleção Wallace inclui a cabeça de troféu, que está entre os tesouros mais famosos Asante. O item também foi levado pelas forças britânicas e comprado no leilão de 1874.

A Coleção Real também contém objetos, incluindo outra cabeça de troféu de ouro na forma de uma máscara. Esse tipo de item representava inimigos derrotados; os troféus eram anexados por um aro a espadas cerimoniais nas joias do estado.

Estarão em exibição em Gana no futuro? Agyeman-Duah está dando um passo de cada vez.

Como a Grã-Bretanha está cada vez mais confrontando o legado cultural de seu passado colonial, esse tipo de acordo pode ser uma maneira diplomática e prática de abordar o passado e criar melhores relacionamentos no futuro — se ambos os lados puderem aceitar os termos.

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Japão divulga foto do solo lunar capturada por sonda em missão histórica

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Imagem feita por um robô ejetável foi publicada pela Agência Espacial Japonesa nesta quinta-feira (25). Cientistas estão analisando outros dados enviados pelo módulo 'SLIM'.
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Por g1

Postado em 25 de janeiro de 2024 às 06h25m

#.*Post. - N.\ 11.089*.#

Foto mostra solo lunar após pouso de módulo — Foto: JAXA/Takara Tomy/Sony Group Corporation/Doshisha University
Foto mostra solo lunar após pouso de módulo — Foto: JAXA/Takara Tomy/Sony Group Corporation/Doshisha University

O Japão divulgou uma imagem inédita do solo lunar, capturada por sua sonda não-tripulada "SLIM", nesta quinta-feira (25). O módulo pousou na Lua na sexta-feira (19), consagrando o Japão como o 5º país do mundo a conseguir esse feito.

A Agência Espacial Japonesa (Jaxa) informou que a sonda conseguiu fotografar e transmitir dados usando um robô ejetável. Outros dados ainda estão sendo analisados pelos cientistas.

O pouso do SLIM (Módulo de Pouso Inteligente para Investigar a Lua, na sigla em inglês) foi feito a poucos metros do alvo estipulado pelos japoneses.

A título de comparação, pousos mais convencionais têm uma precisão de quilômetros, algo que limita a exploração em locais específicos, com muitas rochas, por exemplo.

A agência afirmou que conseguiu receber dados do módulo pouco menos de 3 horas após o pouso na Lua. O envio das informações foi feito antes que a sonda perdesse energia.

Ainda segundo a Jaxa, os painéis solares do SLIM não conseguiram gerar eletrecidade devido a um possível posicionamento incorreto do equipamento. No entanto, uma mudança na direção da luz solar pode corrigir o problema.

Sonda compacta

Em missão histórica, Japão se torna o 5º país do mundo a pousar na Lua

O SLIM tem cerca de 1,7 metro de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,4 metros de altura. Ou seja, é bem compacto. Por isso, a brincadeira com o seu nome em inglês, que também pode ser traduzido como "magro".

Após o lançamento, quando já se aproximava da Lua, o módulo começou sua trajetória de descida acionando seus "olhos inteligentes" — um sistema que utiliza algoritmos, imagens e mapas pré-carregados para determinar exatamente onde ela estava acima da superfície lunar.

Isso foi crucial, já que o terreno de pouso é bem inclinado, e a missão precisava evitar obstáculos. Veja na imagem abaixo.

Como foi o pouso do módulo. — Foto: JAXA/Divulgação
Como foi o pouso do módulo. — Foto: JAXA/Divulgação

A sonda possui dois mini-robôs ejetáveis: um veículo saltador do tamanho de um forno de micro-ondas e um rover do tamanho de uma bola de beisebol, desenvolvidos em colaboração com a gigante de tecnologia Sony.

Estes dispositivos serão responsáveis por capturar imagens do módulo, proporcionando uma nova perspectiva da superfície lunar.

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