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domingo, 10 de abril de 2022

Guarda espanhola apreende coleção particular de animais empalhados avaliada em R$ 148 milhões

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Mais de mil animais, entre eles 400 de espécies protegidas e ameaçadas, estavam em dois armazéns na cidade de Batéra. Empresário pode ser acusado de tráfico e outros crimes contra o meio ambiente.
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Por g1

Postado em 10 de abril de 2022 às 15h20m

Post.- N.\ 10.286

Animais empalhados foram achados pela Guarda Civil da Espanha  — Foto: Guardia Civil via AP
Animais empalhados foram achados pela Guarda Civil da Espanha — Foto: Guardia Civil via AP

Uma coleção particular de um empresário com mais de mil animais empalhados, entre eles 400 de espécies protegidas e ameaçadas, foi apreendida pela Guarda Civil da Espanha. A informação foi divulgada neste domingo (10).

Os animais estavam em dois armazéns de 50 mil metros quadrados na cidade de Batéra, uma pequena cidade ao norte da cidade costeira oriental de Valência, segundo a Guarda Civil informou à agência Associated Press.

Dos 1.090 animais encontrados, 405 eram de espécies protegidas. Também foi encontrado o "órix do Saara", espécie que a União Internacional para a Conservação da Natureza declarou extinta na natureza em 2000.

E havia pelo menos mais duas espécies quase extintas: o addax ou antílope branco, originalmente do deserto do Saara, e o tigre de Bengala.

Animal empalhado apreendido pela guarda espanhola — Foto: Guarda Civil da Espanha
Animal empalhado apreendido pela guarda espanhola — Foto: Guarda Civil da Espanha

Conforme a Guarda Civil, a coleção chegaria a € 29 milhões de euros ou cerca de R$ 148 milhões no mercado negro. O proprietário pode ser acusado de tráfico e outros crimes contra o meio ambiente.

Os agentes também encontraram na coleção chita, leopardo, leão, lince, urso polar, pantera da neve e rinoceronte branco, além de 198 grandes presas de marfim de elefantes. A descoberta se tornou a maior de animais taxidermizados protegidos na Espanha.

A Guarda Civil ainda informou que vai investigar se existem documentos que justifiquem a posse do acervo.

Coleção particular foi achada pela Guarda Civil da Espanha  — Foto: Guardia Civil via AP
Coleção particular foi achada pela Guarda Civil da Espanha — Foto: Guardia Civil via AP

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Primeira missão totalmente privada chega à Estação Espacial Internacional

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Missão se junta aos sete tripulantes da Estação Espacial Internacional, por um período de oito dias, para conduzir experimentos científicos e biomédicos
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TOPO
Por France Presse

Postado em 10 de abril de 2022 às 10h25m

Post.- N.\ 10.285

Primeira missão espacial privada chega à Estação Espacial Internacional
Primeira missão espacial privada chega à Estação Espacial Internacional

A primeira equipe totalmente privada de astronautas já lançada para a Estação Espacial Internacional (ISS) chegou com segurança à plataforma de pesquisa em órbita, neste sábado (9), para iniciar uma missão científica de uma semana, considerada um marco para os voos espaciais comerciais.

A chegada ocorreu cerca de 21 horas depois que a equipe de quatro homens que representa a empresa Axiom Space Inc, com sede em Houston, decolou na sexta-feira (8) do Centro Espacial Kennedy da NASA, pilotando um foguete Falcon 9 lançado pela SpaceX.

A cápsula Crew Dragon foi colocada em órbita pelo foguete ancorado na ISS por volta das 8h30, horário de Brasília, enquanto os veículos espaciais voavam cerca de 420 km acima do Oceano Atlântico.

A fase final de aproximação foi atrasada por uma falha técnica que interrompeu a reprodução de vídeo, usado para monitorar a chegada da cápsula. O problema forçou a Crew Dragon a pausar o percurso e manter sua posição a 20 metros da estação por cerca de 45 minutos, enquanto o controle da missão solucionava a questão.

Momento da decolagem da primeira missão espacial totalmente privada, que chegou à Estação Espacial Internacional neste sábado (9) — Foto: REUTERS/Thom Baur
Momento da decolagem da primeira missão espacial totalmente privada, que chegou à Estação Espacial Internacional neste sábado (9) — Foto: REUTERS/Thom Baur

A equipe da Axiom, que planeja passar oito dias em órbita, foi liderada pelo astronauta aposentado da NASA, nascido na Espanha, Michael Lopez-Alegria, 63, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da empresa.

Seu segundo em comando era Larry Connor, um empresário imobiliário e de tecnologia e aviador de acrobacias de Ohio, designado como piloto da missão. Connor tem aproximadamente 70 anos, mas a empresa não forneceu sua idade exata.

Completam a tripulação da Ax-1 o investidor-filantropo e ex-piloto de caça israelense Eytan Stibbe, 64, e o empresário e filantropo canadense Mark Pathy, 52, ambos servindo como especialistas em missões.

Stibbe se tornou o segundo israelense a voar para o espaço, depois de Ilan Ramon, que morreu com seis tripulantes da NASA no desastre do ônibus espacial Columbia em 2003.

Eles se juntarão aos sete tripulantes que atualmente ocupam a ISS, pagos pelo governo — três astronautas americanos, um alemão, da Agência Espacial Européia, e três cosmonautas russos.

Eytan Stibbe, Michael López-Alegría, Mark Pathy e Larry Connor, tripulantes da missão Ax-1, em foto divulgada em 24 de fevereiro de 2022 — Foto: Axiom Space/AFP
Eytan Stibbe, Michael López-Alegría, Mark Pathy e Larry Connor, tripulantes da missão Ax-1, em foto divulgada em 24 de fevereiro de 2022 — Foto: Axiom Space/AFP

FOCO NA CIÊNCIA

Os recém-chegados levaram duas dúzias de experimentos científicos e biomédicos para realizar a bordo da ISS, incluindo pesquisas sobre saúde cerebral, células-tronco cardíacas, câncer e envelhecimento.

A missão, uma colaboração entre a Axiom, a empresa de foguetes SpaceX , de Elon Musk, e a NASA, foi apontada pelas três partes como um passo importante na expansão das atividades comerciais espaciais, conhecida por especialistas como a economia da órbita baixa da Terra.

Autoridades da NASA dizem que esse mercado ajudará a agência espacial dos EUA a concentrar uma maior parte dos seus recursos na exploração de grandes ciências, incluindo seu programa Artemis para enviar humanos de volta à Lua e, finalmente, a Marte.

Embora a estação espacial receba visitantes civis de tempos em tempos, a missão Ax-1 é a primeira equipe comercial de astronautas enviada à ISS com a pretensão de ser um laboratório de pesquisa em órbita.

A missão Axiom também é o sexto voo espacial humano da SpaceX em quase dois anos, após quatro missões de astronautas da NASA à estação espacial e o lançamento Inspiration 4, em setembro, que enviou uma tripulação totalmente civil para orbitar pela primeira vez. Esse voo não atracou na ISS.

Os executivos da Axiom dizem que seus empreendimentos e planos para construir uma estação espacial privada vão muito além dos serviços de turismo espacial voltados à milionários caçadores de emoções, oferecidos por empresas como Blue Origin e Virgin Galactic, de propriedade dos empresários bilionários Jeff Bezos e Richard Branson, respectivamente.

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sexta-feira, 8 de abril de 2022

Cientistas rejuvenescem em 30 anos células de pele humana

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Tecido usado em laboratório, de uma mulher de 53 anos, se parece e se comporta como se fosse de alguém com 23 anos; objetivo de equipe de Cambridge é prevenir doenças associadas ao envelhecimento, mas as aplicações clínicas desse avanço ainda são distantes.
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TOPO
Por BBC

Postado em 08 de abril de 2022 às 14h10m

Post.- N.\ 10.284

Esta célula da pele ampliada é de uma mulher de 53 anos, mas parece e se comporta como uma que é 30 anos mais jovem — Foto: Fátima Santos
Esta célula da pele ampliada é de uma mulher de 53 anos, mas parece e se comporta como uma que é 30 anos mais jovem — Foto: Fátima Santos

Pesquisadores rejuvenesceram as células da pele de uma mulher de 53 anos, fazendo com que sejam equivalentes às de uma mulher de 23 anos.

Os cientistas de Cambridge, no Reino Unido, acreditam que podem fazer a mesma coisa com outros tecidos do corpo.

O objetivo final é desenvolver tratamentos para doenças relacionadas à idade, como diabetes, doenças cardíacas e distúrbios neurológicos.

A tecnologia se baseia nas técnicas usadas para criar a ovelha Dolly, clonada há mais de 25 anos.

Wolf Reik, chefe da equipe do Instituto Babraham, em Cambridge, diz à BBC News que espera que a técnica possa um dia ser usada para manter as pessoas mais saudáveis ​​por mais tempo à medida que envelhecem.

"Temos sonhado com esse tipo de coisa. Muitas doenças comuns pioram com a idade, e pensar em ajudar as pessoas desta forma é superemocionante", afirma.

Reich enfatiza que o estudo, que foi publicado na revista científica "eLife", está em um estágio bem inicial. E há várias questões científicas a serem superadas antes de poder sair de seu laboratório e entrar na fase clínica.

Mas, segundo ele, demonstrar pela primeira vez que o rejuvenescimento celular é possível foi um avanço fundamental.

A ovelha Dolly foi clonada para encontrar a cura para doenças relacionadas ao envelhecimento — Foto: BBC
A ovelha Dolly foi clonada para encontrar a cura para doenças relacionadas ao envelhecimento — Foto: BBC

As origens da técnica remontam à década de 1990, quando pesquisadores do Instituto Roslin, nos arredores de Edimburgo, na Escócia, desenvolveram um método para transformar uma célula da glândula mamária retirada de uma ovelha adulta em um embrião. Isso levou à criação de Dolly, a ovelha clonada.

O objetivo da equipe de Roslin não era gerar clones de ovelhas nem sequer de humanos, mas usar a técnica para criar as chamadas células-tronco embrionárias humanas. Estas, eles esperavam, poderiam ser transformadas em tecidos específicos, como músculos, cartilagens e células nervosas para substituir partes do corpo desgastadas.

A técnica Dolly foi simplificada em 2006 por Shinya Yamanaka, então professor na Universidade de Kyoto, no Japão. O novo método, chamado IPS, envolveu a adição de substâncias químicas a células adultas por cerca de 50 dias. Isso resultou em mudanças genéticas que transformaram as células adultas em células-tronco.

Nas técnicas Dolly e IPS, as células-tronco criadas precisam dar origem a células e tecidos que o paciente necessita. Isso se mostrou difícil e, apesar de décadas de esforço, o uso de células-tronco para tratar doenças é atualmente extremamente limitado.

A equipe de Reik usou a técnica IPS em células da pele de uma mulher de 53 anos. Mas reduziu o banho químico de 50 dias para cerca de 12. Dilgeet Gill, integrante da equipe, ficou surpreso ao descobrir que as células não haviam se transformado em células-tronco embrionárias — mas tinham rejuvenescido, se pareciam e se comportavam como as células da pele de alguém de 23 anos. Ou seja, alguns biomarcadores foram restaurados a "níveis mais jovens".

"Me lembro do dia em que recebi os resultados e não acreditei que algumas das células estavam 30 anos mais jovens do que deveriam ser. Foi um dia muito emocionante!", diz ele.

A técnica não pode ser testada clinicamente imediatamente porque o método IPS aumenta o risco de câncer. Mas Reik está confiante de que agora que se sabe que é possível rejuvenescer as células, sua equipe será capaz de encontrar um método alternativo e mais seguro.

"O objetivo de longo prazo é estender a saúde humana, em vez de (estender apenas a duração da) vida, para que as pessoas possam envelhecer de maneira mais saudável", afirma.

Segundo ele, algumas das primeiras aplicações podem ser o desenvolvimento de medicamentos para rejuvenescer a pele de pessoas idosas em partes do corpo que foram cortadas ou queimadas — como forma de acelerar a cicatrização.

Os pesquisadores demonstraram que isso a princípio é possível, mostrando que as células rejuvenescidas da pele se movem mais rapidamente em experimentos que simulam uma ferida.

O próximo passo é ver se a tecnologia vai funcionar em outros tecidos, como músculo, fígado e células sanguíneas.

Melanie Welham, presidente-executiva do Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Ciências Biológicas, que financiou parte da pesquisa que levou à ovelha Dolly, disse à BBC News que os benefícios clínicos da tecnologia podem não estar tão distantes.

"Se abordagens semelhantes ou novas terapias puderem rejuvenescer as células imunológicas, que sabemos que se tornam menos responsivas à medida que envelhecemos, no futuro poderá ser possível aumentar a resposta das pessoas à vacinação, assim como sua capacidade de combater infecções."

A grande questão é se os esforços de pesquisa nessa área levariam a um método de regeneração do corpo como um todo, um elixir da juventude ou uma pílula antienvelhecimento. De acordo com Reik, essa ideia não é completamente absurda.

"A técnica foi aplicada em camundongos geneticamente modificados, e há alguns sinais de rejuvenescimento. Um estudo mostrou sinais de um pâncreas rejuvenescido, o que é interessante pelo potencial para combater o diabetes".

Mas Robin Lovell-Badge, do Crick Institute, em Londres, acredita que são consideráveis os obstáculos científicos entre o resultado que Reik obteve em laboratório e as aplicações clínicas mais simples.

Ele tampouco acha que será trivial reproduzir o processo de rejuvenescimento para outros tipos de tecidos ou para uma pílula antienvelhecimento.

"Seria bom encontrar outras substâncias químicas para fazer a mesma coisa, mas elas podem ser igualmente nocivas. Portanto, é ambicioso pensar que você encontrará essas substâncias químicas facilmente e que serão mais seguras."

"Também é bem possível que outros tipos de células exijam condições diferentes que podem ser difíceis de se controlar. E se você vai poder fazer isso com o corpo inteiro com segurança, é algo tão distante, que eu diria que é pura especulação."

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A descoberta que pode desencadear 'maior revolução na Física desde as teorias de Einstein'

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Cientistas descobrem que massa de partícula subatômica está em desacordo com teoria em que se baseia Física moderna, suscitando questionamentos ao Modelo Padrão vigente e a busca por uma teoria mais completa sobre o funcionamento do Universo.
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Por Pallab Ghosh, BBC

Postado em 08 de abril de 2022 às 13h45m

Post.- N.\ 10.283

Detector do Colisor no Fermilab obteve resultado que pode revolucionar Física moderna — Foto: Fermilab
Detector do Colisor no Fermilab obteve resultado que pode revolucionar Física moderna — Foto: Fermilab

Cientistas nos arredores de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram que a massa de uma partícula subatômica não é o que deveria ser — uma descoberta surpreendente que pode revolucionar a Física e nossa compreensão sobre o Universo.

A medição é o primeiro resultado conclusivo de um experimento que está em desacordo com uma das teorias mais importantes e bem-sucedidas da Física moderna.

A equipe descobriu que a partícula, conhecida como bóson W, tem mais massa do que o que as teorias previam.

O resultado foi descrito como "chocante" pelo professor David Toback, co-porta-voz do projeto.

A descoberta pode levar ao desenvolvimento de uma nova e mais completa teoria de como o Universo funciona.

"Se esses resultados forem comprovados por outros experimentos, o mundo parecerá diferente", diz ele à BBC News. "Tem que haver uma mudança de paradigma. A esperança é que talvez esse resultado seja o que causará uma ruptura".

"O famoso astrônomo Carl Sagan disse que 'afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias'. Acreditamos que temos isso."

Os cientistas do CDF (Fermilab Collider Detector, ou Detector do Colisor no Fermilab), no Estado americano de Illinois, encontraram apenas uma pequena diferença na massa do bóson W em comparação com o que a teoria diz que deveria ser — apenas 0,1%.

Mas, se isso for confirmado por outros experimentos, as implicações são enormes. O chamado Modelo Padrão da física de partículas previu o comportamento e as propriedades das partículas subatômicas sem qualquer discrepância por 50 anos. Até agora.

O outro co-porta-voz da CDF, professor Giorgio Chiarelli, do INFN Sezione di Pisa, na Itália, diz à BBC News que a equipe de pesquisa mal pôde acreditar quando viu os resultados.

"Ninguém estava esperando por isso. Achamos que talvez tivéssemos algo errado."

Mas os pesquisadores analisaram meticulosamente os resultados e tentaram procurar erros. E não encontraram nenhum.

A conclusão, publicada na prestigiosa revista científica Science, pode estar relacionada a pistas de outros experimentos no Fermilab e no Grande Colisor de Hádrons, na fronteira suíço-francesa. Essas conclusões, ainda não confirmadas, também sugerem desvios do Modelo Padrão, possivelmente como resultado de uma quinta força da natureza em jogo ainda não descoberta.

Os físicos sabem há algum tempo que a teoria precisa ser atualizada. O conceito não é capaz de explicar a presença de material invisível no espaço, chamado Matéria Escura, nem a contínua expansão acelerada do Universo por uma força chamada Energia Escura. Tampouco a gravidade.

Mitesh Patel, da Universidade Imperial College de Londres, no Reino Unido, que trabalha no LHC, diz acreditar que, se o resultado do Fermilab for comprovado, pode ser o primeiro de muitos novos resultados capazes de provocar a maior mudança em nossa compreensão do Universo desde as teorias da relatividade de Einstein, mais de cem anos atrás.

"A esperança é que essas rachaduras se transformem em abismos e, eventualmente, veremos algum sinal espetacular que não apenas confirma que o Modelo Padrão caiu por terra como uma descrição da natureza, mas também nos dá uma nova direção para nos ajudar a entender o que estamos vendo e como é a nova teoria da física".

"Se isso for verdade, deve haver novas partículas e novas forças para explicar como tornar esses dados consistentes".

Sediado em um terreno de 2,7 mil hectares perto de Chicago, Fermilab é o principal laboratório de física de partículas dos Estados Unidos — Foto: Fermilab
Sediado em um terreno de 2,7 mil hectares perto de Chicago, Fermilab é o principal laboratório de física de partículas dos Estados Unidos — Foto: Fermilab 

Mas, apesar do entusiasmo, a comunidade física permanece cautelosa. Embora o resultado do Fermilab seja a medida mais precisa da massa do bóson W até hoje, ele está em desacordo com duas das próximas medidas mais precisas de dois experimentos separados que estão de acordo com o Modelo Padrão.

"Isso vai desagradar algumas pessoas", diz o professor Ben Allanach, físico teórico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

"Precisamos saber o que está acontecendo com a medição. O fato de termos dois outros experimentos que concordam entre si e com o Modelo Padrão e discordam fortemente desse experimento me preocupa".

Todas as atenções estão agora voltadas para o Grande Colisor de Hádrons, que deve reiniciar seus experimentos após uma reforma de três anos. A esperança é que esses testes forneçam os resultados que estabelecerão as bases para uma nova teoria da física mais completa.

"A maioria dos cientistas vai estar um pouco cautelosa", diz Patel.

"Já passamos por situações parecidas antes e ficamos desapontados, mas todos esperamos secretamente que seja realmente isso, e que em nossa vida possamos ver o tipo de transformação sobre a qual lemos nos livros de história".

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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Quem são os dez maiores bilionários brasileiros?

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Jorge Paulo Lemann, do 3G Capital, segue na liderança do ranking da Forbes.
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Por g1

Postado em 07 de abril de 2022 às 11h15m

Post.- N.\ 10.282

O mundo tem cerca de 7,8 bilhões de habitantes – e, destes, só 2.668 detêm mais de US$ 1 bilhão, segundo a lista de bilionários publicada pela Forbes esta semana.

E entre esses super-ricos, 62 são brasileiros.

O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo

No topo da lista, mais uma vez, aparece Jorge Paulo Lemann, do 3G Capital, que detêm participações acionárias na AB-InBev, Burger King e Kraft Heinz, entre outras, com estimados US$ 15,4 bilhões.

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com uma fortuna estimada em US$ 10,6 bilhões, aparece em segundo lugar, seguido por Marcel Herrmann Telles – sócio de Lemann – com US$ 10,3 bilhões.

Veja quem são os dez maiores bilionários brasileiros e suas posições no ranking global:

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Por que se deslumbrar com o mundo pode ajudar memória e nos deixar mais generosos

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A busca intencional da sensação de deslumbramento pode aumentar a criatividade e reduzir a ansiedade, segundo estudos.
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TOPO
Por David Robson*, BBC

Postado em 07 de abril de 2022 às 08h20m

Post.- N.\ 10.281

Deslumbramento pode melhorar memória, aumentar a criatividade e reduzir ansiedade — Foto: Getty Images via BBC
Deslumbramento pode melhorar memória, aumentar a criatividade e reduzir ansiedade — Foto: Getty Images via BBC

Sempre que Ethan Kross entra em um ciclo mental de preocupação e pensamentos negativos, ele caminha cinco quadras até o jardim público do seu bairro para contemplar uma das magníficas árvores do local e o incrível poder da natureza.

Se não puder ir até o jardim, ele passa alguns momentos pensando sobre as fabulosas possibilidades oferecidas pelas aeronaves e pelas viagens espaciais. "Fico pensando em como nós estávamos tentando acender fogueiras, apenas alguns milhares de anos atrás, e agora podemos aterrissar com segurança em outro planeta", afirma ele.

O propósito, neste caso, é evocar o deslumbramento - que ele define como "a maravilhosa sensação de encontrar algo que não podemos explicar facilmente".

Os hábitos de Kross são baseados em evidências científicas. Como professor de psicologia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, ele sabe que as sensações de deslumbramento podem ter influência muito profunda sobre a mente — aumentando nossa memória e criatividade, além de nos inspirar a agir de forma mais altruísta com relação às pessoas à nossa volta. Eles podem também ter profundo impacto sobre a nossa saúde mental, permitindo colocar nossas ansiedades em perspectiva.

Como a maioria de nós somente ficamos admirados esporadicamente, ainda não conhecemos seus benefícios. Quando estamos tristes, podemos ser mais propensos a buscar alívio em uma comédia, por exemplo - procurando sentimentos de diversão que são bem menos poderosos.

Mas gerar o deslumbramento pode trazer uma grande mudança mental. Por isso, ele pode ser uma ferramenta essencial para melhorar nossa saúde e bem-estar. E existem muitas formas de cultivar essa emoção na nossa vida diária.

Pequenos terremotos

Michelle Shiota, professora de Psicologia Social da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, foi uma das pioneiras na descoberta dos benefícios do deslumbramento. O seu interesse específico reside nas formas em que ele pode remover nossos "filtros mentais" para incentivar maior flexibilidade de pensamento.

Quando ficamos maravilhados com algo realmente incrível e grandioso, "nós nos percebemos como menores e menos significativos com relação ao resto do mundo" — Foto: Getty Images via BBC
Quando ficamos maravilhados com algo realmente incrível e grandioso, "nós nos percebemos como menores e menos significativos com relação ao resto do mundo" — Foto: Getty Images via BBC

Vamos considerar a memória. Se alguém nos contar uma história, normalmente nos lembramos do que achamos que devemos ter escutado e não dos detalhes específicos do evento. Isso pode indicar que perdemos elementos incomuns ou inesperados que acrescentam a clareza e especificidade necessária para entendermos o que aconteceu. Podemos até formar falsas memórias de eventos inexistentes, mas que achamos que poderiam ter acontecido nesse tipo de situação.

Alguns anos atrás, Shiota decidiu estudar se evocar uma sensação de deslumbramento poderia evitar isso. Ela pediu aos participantes, em primeiro lugar, que assistissem a um dentre três vídeos: um filme científico que inspira deslumbramento, levando os espectadores em uma viagem do espaço sideral até partículas subatômicas; um filme animador sobre um patinador artístico que ganhou uma medalha de ouro olímpica; ou um filme neutro sobre a construção de uma parede de blocos de concreto.

Em seguida, os participantes ouviram uma história de cinco minutos descrevendo um casal que saía para um jantar romântico e responderam perguntas sobre o que eles haviam ouvido. Algumas dessas perguntas referiam-se a eventos tipicamente esperados em qualquer refeição ("o garçom serviu o vinho?"), enquanto outras se referiam a informações incomuns, como se o garçom estava usando óculos.

Confirmando a hipótese formulada por Shiota, os participantes que haviam assistido ao filme científico lembravam-se com mais precisão dos detalhes que haviam ouvido que aqueles que haviam assistido ao filme neutro ou animador.

Qual seria o motivo? Shiota indica que o cérebro está constantemente formando previsões do que acontecerá em seguida. Ele usa suas experiências para formar estímulos mentais que orientam nossa percepção, atenção e comportamento.

Experiências que inspiram o deslumbramento - com sua sensação de grandiosidade, assombro e perplexidade - podem confundir essas expectativas, criando um "pequeno terremoto" na mente que faz com que o cérebro redetermine suas premissas e preste mais atenção ao que realmente está à sua frente.

"A mente reprograma seu 'código de previsão' para simplesmente olhar em volta e coletar informações", afirma ela. Além de ampliar nossa memória para detalhes, isso pode melhorar o pensamento crítico, segundo Shiota, pois as pessoas prestam mais atenção às nuances específicas de um argumento, em vez de confiar nas suas intuições para se convencerem ou não.

Essa capacidade de abandonar as premissas e observar o mundo e seus problemas de uma perspectiva nova poderá também explicar por que essa emoção contribui para maior criatividade. Existe um estudo de Alice Chirico e seus colegas da Universidade Católica do Sagrado Coração em Milão, na Itália, publicado em 2018.

Os participantes que caminharam por uma floresta em realidade virtual tiveram notas mais altas em testes de pensamento original que aqueles que observaram um vídeo mais comum de galinhas passeando na grama. Os participantes inspirados pelo deslumbramento foram mais inovadores quando perguntados sobre como melhorar um brinquedo infantil, por exemplo.

Efeito Attenborough

Os efeitos mais transformadores do deslumbramento podem referir-se à forma como nos observamos.

Quando ficamos maravilhados com algo realmente incrível e grandioso, "nós nos percebemos como menores e mais insignificantes com relação ao resto do mundo", afirma Shiota. Uma consequência é o maior altruísmo.

"Quando estou menos concentrada em mim mesma, nos meus próprios objetivos e necessidades e nos pensamentos que passam pela minha cabeça, tenho mais capacidade de observar você e [perceber] o que você pode estar vivendo", afirma ela.

Para medir esses efeitos, uma equipe liderada por Paul Piff, da Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, pediu a um terço dos participantes que assistisse a um clipe de cinco minutos da série Planet Earth, da BBC, composta de imagens grandiosas e arrebatadoras de paisagens, montanhas, planícies, florestas e cânions. Os demais assistiram a um clipe de cinco minutos de vídeos engraçados com animais ou a um vídeo neutro do tipo "faça você mesmo".

Em seguida, os participantes avaliaram o quanto eles concordavam com quatro afirmações, como "sinto a presença de algo maior que eu" e "sinto-me pequeno e insignificante". Por fim, eles participaram de um experimento conhecido como o "jogo do ditador", no qual recebem um recurso - neste caso, 10 cupons de um sorteio de um vale-compras de US$ 100 - que eles poderiam ou não dividir com um parceiro, se desejassem.

As sensações de deslumbramento produziram mudança significativa da generosidade dos participantes, aumentando o número de cupons compartilhados com os parceiros. As análises estatísticas que se seguiram permitiram aos pesquisadores demonstrar que isso foi causado pelas mudanças da sensação de si próprios. Quanto menores se sentiam os participantes, maior a sua generosidade.

Para reproduzir a descoberta em um ambiente mais natural, um dos pesquisadores levou os estudantes para uma caminhada por um bosque de eucaliptos da Tasmânia - que crescem até mais de 60 metros. Enquanto os estudantes contemplavam o esplendor das árvores, os pesquisadores "acidentalmente" deixaram cair as canetas que estavam carregando e observaram se os participantes se ofereciam para pegá-las.

Eles perceberam com total segurança que os participantes eram mais prestativos durante essa caminhada inspiradora do deslumbramento que os estudantes que haviam passado o tempo contemplando um edifício alto, mas não tão majestoso.

Colocando em perspectiva

Além de tudo isso, os benefícios para a nossa saúde mental são enormes. Eles são causados, como o aumento da generosidade, pela redução do sentido de si próprio, que parece reduzir o pensamento ruminante.

Isso é potencialmente muito importante, pois a ruminação é um fator de risco conhecido para a depressão, a ansiedade e transtornos de estresse pós-traumático. "Você muitas vezes está tão concentrado na situação que não pensa em mais nada", afirma Ethan Kross, cujo livro Chatter: The voice in our head, why it matters and how to harness it ("Falatório: A voz na sua cabeça, por que ela é importante e como dominá-la", em tradução livre) explora os efeitos dessas conversas negativas consigo mesmo.

O deslumbramento nos força a ampliar nossa perspectiva, segundo ele, de forma a interromper o ciclo de pensamento ruminante. "Quando você está na presença de algo vasto e indescritível, você se sente melhor e seu falatório negativo também diminui", afirma ele.

Para comprovar seu ponto de vista, Kross indica um experimento extraordinário realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Os participantes eram militares veteranos e jovens de comunidades desfavorecidas, muitos dos quais sofriam estresse sério na vida (alguns até com sintomas persistentes de estresse pós-traumático).

Todos eles haviam se inscrito anteriormente em uma viagem para praticar rafting em águas claras no Rio Verde, em Utah, nos Estados Unidos, patrocinado por uma organização filantrópica. Antes e depois da viagem, eles foram questionados sobre seu bem-estar psicológico geral, incluindo seus sentimentos de estresse e sua capacidade de lidar com os desafios da vida. E, após cada dia de rafting, pediu-se aos participantes que preenchessem um questionário, avaliando suas sensações de deslumbramento, diversão, contentamento, gratidão, alegria e orgulho.

Como se poderia esperar, a viagem, de forma geral, foi muito agradável para a maioria dos participantes. Mas foi a sensação de deslumbramento que indicou as melhorias mais importantes do seu estresse e bem-estar em geral.

Estas foram circunstâncias claramente excepcionais, mas os pesquisadores observaram efeitos muito similares em um segundo estudo que examinou o contato diário dos estudantes com a natureza. Novamente, eles concluíram que as experiências de deslumbramento apresentam impacto muito maior sobre o bem-estar dos estudantes a longo prazo, em comparação com as sensações de contentamento, diversão, gratidão, alegria e orgulho.

Isso é bom ou ruim?

Antes que fiquemos deslumbrados com essa pesquisa, Shiota alerta que os cientistas ainda precisam examinar se essa potente emoção tem algum efeito negativo. Ela suspeita, por exemplo, que o deslumbramento pode explicar o apelo exercido por muitas teorias da conspiração - com suas explicações intricadas e misteriosas do funcionamento do mundo. Mas, de forma geral, os benefícios do deslumbramento precisam ser considerados sempre que sentirmos que nosso pensamento ficou preso em uma rotina improdutiva ou prejudicial.

"A capacidade [que temos] de sair de nós mesmos é uma técnica muito valiosa", afirma Kross. Ele acredita que andar no jardim público do seu bairro e pensar em viagens espaciais traz os sentimentos necessários de assombro, respeito e reverência, mas indica que cada um de nós terá suas preferências pessoais. "Tente identificar quais são os seus próprios gatilhos", sugere ele.

Para Michelle Shiota, as possibilidades são tão infinitas quanto o universo. "As estrelas no céu noturno nos relembram do universo além da nossa experiência. O som do oceano nos relembra suas imensas profundezas; o pôr do sol brilhante nos relembra como é vasta e espessa a atmosfera em volta do nosso planeta", afirma ela. Isso sem mencionar as sublimes experiências oferecidas pela música, cinema ou arte.

"Tudo é questão de experimentar e prestar atenção no extraordinário à nossa volta, em vez daquilo que, para nós, é rotina", conclui ela.

*David Robson é escritor de ciências residente em Londres. O seu último livro, O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar a sua vida (em tradução livre do inglês) foi publicado no Reino Unido em 6 de janeiro de 2022 e, nos EUA, será publicado em 15 de fevereiro de 2022. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.

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