Total de visualizações de página

sábado, 3 de abril de 2021

Fechamento de vagas formais em 2020 atingiu mais quem ganhou de meio a 1 salário mínimo

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Além de atingir quem ganha menos, o desemprego afetou principalmente os menos escolarizados, os mais velhos e as mulheres.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Marta Cavallini, G1

Postado em 03 de abril de 2021 às 09h45m


|       .      Post.- N.\ 9.745       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Os trabalhadores com renda entre 0,51 e 1 salário mínimo foram os que mais perderam vagas formais em 2020: foram 153,6 mil postos fechados.

Os dados, enviados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho a pedido do G1, mostram uma mudança no cenário de criação de vagas no país. Essa faixa salarial era das poucas que vinha mantendo saldo positivo nos anos anteriores.

Em 2018 e 2019, a faixa de 0,51 a 1 salário mínimo ficou entre as que mais criaram vagas: total de 334.876 nos dois anos. Já a de 1,01 a 1,5 salário mínimo vem liderando a criação de vagas nos últimos anos. E no ano passado foi a única que criou postos de trabalho, junto com a de 1,51 a 2 salários mínimos.

Já a faixa de até 0,5 salário mínimo, que teve saldo positivo nos anos anteriores, também teve fechamento de vagas em 2020. Veja no gráfico abaixo:

Saldo de vagas por salário  — Foto: Economia G1
Saldo de vagas por salário — Foto: Economia G1

nos dois primeiros meses deste ano, todas as faixas salariais tiveram saldo positivo de vagas, com destaque para as que estão entre 1,01 e 1,5; e entre 1,51 e 2 salários mínimos.

No primeiro bimestre de 2021, foram geradas 659.780 vagas com carteira assinada, enquanto que em 2020, foram 142.690. A metodologia, no entanto, prejudica essa comparação, pois a pesquisa foi alterada a partir do ano passado.


Menos escolarizados, mais velhos e mulheres são mais os afetados

O maior fechamento de vagas em 2020 se deu entre os níveis de escolaridade mais baixos, com exceção dos analfabetos, que tiveram saldo positivo.

Já o maior saldo de vagas em 2020 foi entre os profissionais com nível médio completo e nível superior incompleto. O desemprego afetou inclusive os profissionais de nível superior. Veja no gráfico abaixo:

Saldo de vagas por nível de escolaridade — Foto: Economia G1
Saldo de vagas por nível de escolaridade — Foto: Economia G1

Já nos dois primeiros meses de 2021, todos os níveis de escolaridade tiveram saldo positivo de vagas, com exceção dos analfabetos. Novamente, o nível médio completo lidera o saldo de vagas. Veja abaixo:

  • Médio completo: 419.474
  • Superior completo: 70.637
  • Médio incompleto: 56.201
  • Fundamental completo: 49.013
  • Fundamental incompleto: 36.910
  • Superior incompleto: 27.759
  • Analfabeto: -214 vagas

No ano passado, as mulheres foram mais afetadas pelo desemprego que os homens. Para elas, foram fechadas 107.018 vagas. Já para os homens, foram criados 202.635 postos de trabalho.

Em janeiro e fevereiro deste ano, o número de vagas com carteira assinada para mulheres é bem menor em relação aos homens. Enquanto para os homens foram abertas 391.190 vagas, para as mulheres foram 268.590.

Já em relação à faixa etária, profissionais de 50 a 64 anos foram os mais afetados em 2020 – foram 431.901 vagas fechadas. O saldo de vagas positivo de vagas foi para as idades até 29 anos, com destaque para quem tem entre 18 e 24 anos. Veja abaixo:

Saldo de vagas por faixa etária — Foto: Economia G1
Saldo de vagas por faixa etária — Foto: Economia G1

Nos dois primeiros meses de 2021, a única faixa etária que fechou vagas foi a de mais de 65 anos. E, novamente, os jovens foram os que mais tiveram oportunidades criadas. Veja abaixo:

  • 18 a 24 anos: 268.404
  • 30 a 39 anos: 145.479
  • 25 a 29 anos: 107.183
  • 40 a 49 anos: 92.281
  • até 17 anos: 42.108
  • 50 a 64 anos: 15.048
  • 65 ou mais: -10.723

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Produção industrial cai 0,7% em fevereiro, após 9 altas seguidas

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Em 12 meses, setor acumula queda de 4,2%, segundo o IBGE. No ano, ainda tem alta de 1,3%.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Darlan Alvarenga

Postado em 01 de abril de 2021 às 10h00m


|       .      Post.- N.\ 9.744       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Fábrica de peças para tratores em Piracicaba (SP) — Foto: Edvaldo de Souza/ EPTV
Fábrica de peças para tratores em Piracicaba (SP) — Foto: Edvaldo de Souza/ EPTV

A produção industrial brasileira caiu 0,9% em fevereiro, na comparação com janeiro, interrompendo uma sequência de 9 altas consecutivas, segundo divulgou nesta quinta-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com fevereiro de 2020, porém, houve avanço de 0,4% – sexta taxa positiva consecutiva nessa base de análise.

Em 12 meses, o setor acumula uma queda de 4,2%. No ano, ainda tem alta de 1,3%.

Produção industrial mensal  — Foto: Economia G1
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1

O resultado veio pior que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,4% na variação mensal e de 1,5% na base anual.

Nos últimos meses nós já vínhamos observando uma mudança de comportamento nos índices da indústria, que, embora ainda estivessem positivos, já apresentavam uma curva decrescente, demonstrando um arrefecimento, afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo.

Segundo o IBGE, com a interrupção da sequência de altas, o setor se encontra agora 13,6% abaixo do patamar recorde alcançado em maio de 2011 e 2,8% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).

A média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,2% no trimestre encerrado em fevereiro, depois de registrar alta de 0,7% em janeiro e de 0,9% em dezembro (0,9%).

Indústria brasileira recua 0,7% em fevereiro e registra 1ª queda após nove altas seguidas
Indústria brasileira recua 0,7% em fevereiro e registra 1ª queda após nove altas seguidas

O que puxou a queda

Em fevereiro, 3 das quatro das grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda, com recuo em 14 dos 26 ramos pesquisados.

14 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda em fevereiro — Foto: Economia G1
14 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda em fevereiro — Foto: Economia G1

Entre as atividades, as quedas que mais pressionaram o resultado geral da indústria em fevereiro vieram de veículos (-7,2%) e indústrias extrativas (-4,7%).

O ramo de veículos vem sendo muito afetado pelo desabastecimento de insumos e matérias primas. Mesmo assim, a produção de caminhões vem tendo resultados positivos. Porém, a de automóveis e autopeças vem puxando o índice geral para o campo negativo, avaliou Macedo.

  • Duas das 4 grandes categorias econômicas acumulam queda no ano

Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis (-4,6%) tiveram a maior queda na passagem de janeiro param fevereiro, sendo o segundo mês seguido de redução. A única alta foi na produção de bens intermediários (0,6%). Confira abaixo:

  • Bens de Capital: -1,5%
  • Bens Intermediários: 0,6%
  • Bens de Consumo: -1,1%
  • Duráveis: -4,6%
  • Semiduráveis e não Duráveis: -0,3%

No acumulado do ano, a maior alta acumulada no ano foi em bens de capital (16,6%), mas o segmento de bens intermediários (1,7%) também cresceu acima da média da indústria. Por outro lado, o setor de bens de consumo duráveis (-6,3%) teve a queda mais intensa, seguido por bens de consumo semi e não-duráveis (-1,1%).

Perspectivas

Segundo o IBGE, além do desabastecimento de matérias-primas, o grande número de desempregados, o aumento de preços, dificuldades no mercado internacional e a interrupção da concessão do auxílio emergencial no final do ano são alguns dos fatores que vêm influenciando a cadeia produtiva.

Apesar da recuperação observada nos últimos meses, partiu da indústria o segundo maior impacto negativo sobre o Produto Interno Bruno (PIB) em 2020, que despencou 4,1%. O setor teve queda de 3,5%, interrompendo dois anos seguidos de alta.

Indicadores antecedentes têm mostrado uma queda no ritmo da atividade econômica e da confiança de empresários e consumidores neste começo de ano em meio ao agravamento da pandemia e novas medidas restritivas.

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que a confiança da indústria caiu em março para o menor nível desde agosto de 2020.

A XP prevê outra variação negativa da produção industrial em março, mas uma expansão de 0,3% no 1º trimestre. Em relatório a clientes, alertou que a escassez de insumos em alguns setores industriais permanece como um risco importante a ser monitorado. "Não prevemos problemas generalizados nas cadeias de suprimentos, o que corrobora nossa visão de que o declínio na produção industrial no curto prazo será muito mais suave do que o observado no 1º semestre de 2020", avaliou o economista Rodolfo Margato.

Economistas avaliam que uma melhora mais consistente do mercado de trabalho só deverá ser observada no segundo semestre, a depender também do avanço da vacinação e da redução das incertezas econômicas.

Para 2021, os analistas do mercado financeiro estimam uma alta do PIB em 3,18%, conforme o último Relatório Focus do Banco Central.

Um dia após Governo divulgar recorde de empregos, IBGE anuncia 14,3 milhões de desempregados
Um dia após Governo divulgar recorde de empregos, IBGE anuncia 14,3 milhões de desempregados

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

terça-feira, 30 de março de 2021

Nova imagem revela detalhes de buraco negro 3 milhões de vezes maior que a Terra

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Você se lembra que em 2019 vimos pela primeira vez como é um buraco negro? Agora podemos ver como é seu campo magnético.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
TOPO
Por BBC

Postado em 30 de março de 2021 às 12h40m


|       .      Post.- N.\ 9.743       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

2019: Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada
2019: Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada

Em 2019, astrônomos surpreenderam o mundo com a primeira imagem de um buraco negro.

Dois anos depois, eles nos revelam o que acontece no campo magnético que cerca esse famoso monstro gravitacional.

O objeto em estudo é o buraco negro gigante, ou supermassivo, localizado no centro da galáxia Messier 87 (M87), na constelação de Virgem, a 55 milhões de anos-luz da Terra.

Este buraco negro é três milhões de vezes maior que o nosso planeta, e tem uma massa de 6,5 ​​bilhões de vezes a do sol.

Com a nova imagem, os pesquisadores puderam estudar pela primeira vez a região no entorno do buraco, onde se localiza seu campo magnético.

"O que vemos é uma evidência crucial para entender como os campos magnéticos se comportam em torno dos buracos negros", disse em comunicado Monika Mościbrodzka, pesquisadora do Event Horizon Telescope (EHT, na sigla em inglês), uma colaboração de cerca de 300 cientistas que tornou possível a primeira imagem do buraco.

Imagem mostra luz saindo do buraco negro no centro da galáxia M87 — Foto: EHT COLLABORATION
Imagem mostra luz saindo do buraco negro no centro da galáxia M87 — Foto: EHT COLLABORATION

O que mostra a imagem?

O que a imagem mostra é o vórtice de ondas de luz geradas pelo campo magnético ao redor do buraco.

A imagem revela que uma parte significativa da luz em torno do buraco negro está polarizada devido à atração do campo magnético.

Isso significa que uma luz que normalmente viajaria em todas as direções (despolarizada) repentinamente se ordena e vai em apenas uma direção (polarizada) devido a uma força externa.

Nesse caso, a forte gravidade do buraco faz com que seu campo magnético se curve e faça com que as ondas de luz se polarizem, ou seja, oscilem em uma mesma direção ordenada.

Dessa forma, o campo magnético atua como um poderoso filtro polarizador que nos permite ver o que está acontecendo ao redor do buraco.

Os cientistas do EHT aproveitaram o fenômeno para observar melhor o que está acontecendo naquela área, da mesma forma que óculos escuros ou um filtro polarizado nas janelas de um carro nos permitem muitas vezes enxergar melhor.

O buraco está no centro da galáxia Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra — Foto: ESO
O buraco está no centro da galáxia Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra — Foto: ESO

O que é um buraco negro?

  • Um buraco negro é uma região do espaço onde a matéria colapsou sobre si mesma
  • A atração gravitacional é tão forte que nada, nem mesmo a luz, pode escapar
  • Os buracos negros surgem do desaparecimento explosivo de certas estrelas grandes
  • Mas alguns são realmente gigantescos e têm bilhões de vezes a massa do nosso sol.
  • Os buracos negros são detectados pela forma como influenciam seu entorno
Jatos de luz

As linhas que aparecem na imagem correspondem à luz polarizada no campo magnético do buraco negro. O que vemos são os raios polarizados que conseguem escapar do horizonte e eventos, que é a fronteira onde o buraco engole tudo que chega até ele.

A imagem mostra a intensidade e a direção desses raios descontrolados.

Um buraco negro engole a maior parte da matéria que o atinge, mas algumas partículas conseguem escapar e são lançadas ao espaço a grandes distâncias na forma de jatos.

Imagem mostra jatos de luz polarizada escapando do buraco negro — Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
Imagem mostra jatos de luz polarizada escapando do buraco negro — Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

Jatos de energia e matéria na forma de plasma (gás quente) escapando do M87 podem viajar cerca de 5 mil anos-luz de distância, bem além da própria galáxia, de acordo com o EHT.

Graças a esta nova imagem, os especialistas podem estudar pela primeira vez aquela região onde o buraco engole e ejeta a matéria.

"As observações sugerem que os campos magnéticos na borda do buraco negro são fortes o suficiente para puxar o gás quente, fazendo com que ele resista à atração gravitacional", explica Jason Dexter, pesquisador do EHT.

Com a nova imagem, informações ainda estão sendo coletadas para entender o grande monstro gravitacional M87.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

segunda-feira, 29 de março de 2021

Galeria física de arte NFT é inaugurada em Nova York .

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Imateriais por natureza, obras podem ser vistas em uma tela gigante ou por projeção. Entenda o que é NFT e como funciona registro de coleções digitais.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
TOPO
Por France Presse

Postado em 29 de março de 2021 às 16h45m


|       .      Post.- N.\ 9.742       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Galeria física de arte NFT é inaugurada em Nova York — Foto: Timothy A. Clary / AFP
Galeria física de arte NFT é inaugurada em Nova York — Foto: Timothy A. Clary / AFP

Uma galeria totalmente dedicada a obras digitais comercializadas como NFTs, ou "non-fungible tokens", foi inaugurada esta semana em Nova York, apresentando-se como o primeiro espaço físico de exposição no mundo dedicado a esses ativos virtuais, que atraem cada vez mais colecionadores.

Imateriais por natureza, as obras são apresentadas em uma tela gigante ou por projeção, em um espaço localizado a dois passos da Union Square, em Manhattan.

Obras de cinco artistas serão expostas diariamente, com uma rotatividade por 60 dias, totalizando 300 criadores até 25 de maio.

O NFT permite associar a qualquer item virtual um certificado de autenticidade que o torna uma peça única.

A popularidade desses ativos nos últimos seis meses transformou o mercado da coleção digital, a ponto de atrair bilhões de dólares em investimentos.
Na galeria de NFT em Nova York, pessoas podem ver obras digitais por projeção ou uma tela gigante  — Foto: Timothy A. Clary / AFP
Na galeria de NFT em Nova York, pessoas podem ver obras digitais por projeção ou uma tela gigante — Foto: Timothy A. Clary / AFP

Cada obra apresentada na galeria será posteriormente leiloada, explicou Ed Zipco, fundador e diretor da galeria Superchief, que expõe obras digitais desde 2016.

"O objetivo de uma galeria é mostrar como se vê pessoalmente a obra, como o artista gostaria que ela fosse vista", descreveu o galerista. "As pessoas que colecionam essas obras querem viver com elas."

Cerca de 70% dos artistas que serão apresentados no espaço não são criadores digitais, assinalou Zipco. A maioria é escultor, pintor ou fotógrafo.

"Cada vez mais artistas conhecidos dos museus estão se envolvendo. É tão novo, que muita gente ainda tem dificuldade de entender. É tecnologia, de forma que sempre há um pouco de aprendizado, de pedagogia a ser feita, mas logo se tornará algo totalmente comum", comentou.

Obra de Beeple foi vendida por valor recorde — Foto: Reprodução/Christie's
Obra de Beeple foi vendida por valor recorde — Foto: Reprodução/Christie's

A arte digital existe há décadas, mas a chegada do NFT tranquilizou os colecionadores quanto ao risco de cópias. É possível duplicar uma obra digital, mas o certificado NFT com a qual a mesma é vendida impede falsificações.

No último dia 11, uma obra digital do artista americano Beeple foi vendida por 69,3 milhões de dólares na casa de leilões Christie's.

Obra de arte digital é vendida por quase US$ 70 milhões; entenda o que é o NFT
Obra de arte digital é vendida por quase US$ 70 milhões; entenda o que é o NFT

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

Brasil tem mais mortes por Covid em 1 semana do que EUA, México, Itália e Rússia somados

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


País supera sozinho as outras 4 nações com mais vítimas do novo coronavírus atualmente juntas. Brasil concentrou 26,7% de todos os novos óbitos do mundo e voltou a superar a União Europeia.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Lucas Sampaio, G1

Postado em 29 de março de 2021 às 10h30m


|       .      Post.- N.\ 9.741       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Coveiros carregam caixão de vítima da Covid-19 em cemitério municipal de Porto Alegre na sexta-feira (26) — Foto: Silvio Avila/AFP
Coveiros carregam caixão de vítima da Covid-19 em cemitério municipal de Porto Alegre na sexta-feira (26) — Foto: Silvio Avila/AFP

O Brasil teve mais mortes por Covid-19 nos últimos sete dias do que Estados Unidos, México, Itália e Rússia somados, apontam dados do Our World in Data desta segunda-feira (29).

O país registrou 18.164 óbitos, contra 16.031 dos outros quatro com mais óbitos na semana passada (6.787 nos EUA, 3.587 no México, 2.991 na Itália e 2.666 na Rússia).

EUA, México, Itália e Rússia têm somados mais de 650 milhões de habitantes, mais que o triplo da população brasileira (209 milhões).


Fonte: Our World in Data

Com 1.605 mortes nas últimas 24 horas, o Brasil atingiu um novo recorde na média de óbitos pelo terceiro dia consecutivo. A alta é de 40% na comparação com a média de 14 dias atrás.

27% das mortes do mundo

Sozinho, o Brasil respondeu por 27% de todas as 68.002 novas vítimas do coronavírus do mundo e voltou a superar a União Europeia (17.887), que reúne 27 países da Europa.

O bloco europeu tem 446 milhões de habitantes, mais que o dobro da população brasileira.

O Brasil registrou quase o dobro de mortes do que a Ásia (7.716) e a África (2.010) somadas. Os dois continentes têm, juntos, quase 5,5 bilhões de habitantes (mais de 70% da população mundial).

A África tem 930 milhões de habitantes, quase o quádruplo da população brasileira, e a 4,5 bilhões de pessoas vivem na Ásia, mais de 21 vezes o número de habitantes do Brasil.

Mortes por Covid-19 nos últimos 7 dias
Brasil supera os outros 4 países com mais óbitos somados e também a União Europeia

Fonte: Our World in Data

Escalada da pandemia

A disparada no número de mortes no Brasil ocorre em meio a recordes diários de vítimas em vários estados, à proliferação de variantes pelo país e atrasos na entrega de vacinas contra a Covid-19.

Mais da metade dos estados brasileiros já registram recorde mensal de mortes por Covid-19 em março, antes mesmo de o mês acabar, segundo dados das secretarias estaduais de Saúde.

Já foram 56.012 óbitos pela doença neste mês no Brasil, de longe o pior número mensal desde o começo da pandemia. Até então, o pior número havia sido visto em julho, com 32.912 (veja gráfico abaixo).

Infográfico mostra que, mesmo 12 dias antes de terminar, março já é o mês mais letal da pandemia no Brasil, com 35.507 mortes pela Covid-19. — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1
Infográfico mostra que, mesmo 12 dias antes de terminar, março já é o mês mais letal da pandemia no Brasil, com 35.507 mortes pela Covid-19. — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Em meio ao recrudescimento da pandemia, a variante P1, originalmente detectada em Manaus, já representa 64% de todos os infectados na cidade de São Paulo, segundo a prefeitura da capital paulista.

Atrasos na entrega de vacinas

Enquanto isso, a vacinação contra a Covid-19 ainda caminha a passos lentos. Quase 15,5 milhões de brasileiros receberam ao menos uma dose do imunizante (o equivalente a 7,3% da população brasileira). Outros 4,6 milhões receberam as duas doses previstas (2,2%).

Na terça-feira (23), o Ministério da Saúde reduziu em quase 10 milhões o total de doses de vacinas contra Covid-19 previstas para abril (1 milhão de doses a menos da Pfizer e 8,85 milhões de Oxford).

O governo previa no dia 15 repassar 57,1 milhões de doses em abril, mas a projeção caiu para 47,3 milhões. Houve redução também nas entregas previstas para maio.

Foto mostra outdoor com texto 'obrigado presidente, pelos esforços e verbas destinadas ao combate a Covid-19 #fechadoscombolsonaro' ao lado do rosto do presidente Jair Bolsonaro coberto de tinta vermelha e pichado com a palavra 'genocida' em Carpina (PE), na Zona da Mata Norte pernambucana, a 45 km de Recife. — Foto: Leo Malafaia/AFP
Foto mostra outdoor com texto 'obrigado presidente, pelos esforços e verbas destinadas ao combate a Covid-19 #fechadoscombolsonaro' ao lado do rosto do presidente Jair Bolsonaro coberto de tinta vermelha e pichado com a palavra 'genocida' em Carpina (PE), na Zona da Mata Norte pernambucana, a 45 km de Recife. — Foto: Leo Malafaia/AFP

Já o Instituto Butantan, do governo do estado de São Paulo, liberou mais 5 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta segunda-feira (29).

É a maior remessa de doses envasadas pelo instituto, que já entregou 32,8 milhões de doses ao governo federal desde o início de janeiro.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------