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terça-feira, 16 de junho de 2020

Vendas do comércio desabam 16,8% em abril, pior resultado da série histórica do IBGE

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Com queda mensal recorde, setor passa a acumular perda de 18,6% em dois meses, em meio à pandemia. Maior tombo no mês foram nas vendas de tecidos, vestuário e calçados (-60,6%). 
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  
16/06/2020 09h00  Atualizado há uma hora
Postado em 16 de junho de 2020 às 10h15m 

      Post.N.\9.343  
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Movimentação foi grande no Centro do Recife nesta segunda-feira (15), com a reabertura do comércio de rua — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Movimentação foi grande no Centro do Recife nesta segunda-feira (15), com a reabertura do comércio de rua — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

As vendas do comércio varejista registraram tombo recorde de 16,8% em abril, na comparação com março, refletindo o fechamento de lojas por todo o país, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"É o pior resultado desde o início da série histórica, em janeiro de 2000, e a segunda queda consecutiva, acumulando uma perda de 18,6% no período", informou o IBGE.
Na comparação com abril do ano passado, a queda também foi de 16,8%.

Esta foi a primeira vez que a pesquisa do varejo refletiu um mês inteiro sob o quadro de isolamento social e de restrições para o comércio, que começaram no país na segunda quinzena de março.
Vendas do comércio mês a mês — Foto: Economia G1
Vendas do comércio mês a mês — Foto: Economia G1

O IBGE revisou a queda do comércio em março. A queda registrada no mês foi de 2,1%, menos intensa que a divulgada anteriormente, que era de 2,5%.

No acumulado no ano, o setor passa a registrar queda de 3%. Já no acumulado nos últimos 12 meses ainda tem alta de 0,7%.
Com o tombo de abril, o patamar de vendas do comércio encolheu para uma mínima recorde, 22,7% abaixo da máxima histórica, registrada em outubro de 2014.
Até então, o ponto mais baixo do setor havia sido registrado em dezembro de 2016, quando o patamar de vendas ficou 13,5% abaixo do pico de 2014. "Ou seja, a gente ultrapassou e muito o piso", enfatizou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

O resultado de abril veio pior que o esperado pelo mercado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 12% na comparação mensal e de queda de 13,6% sobre um ano antes.

Queda em todas as atividades
Pela terceira vez desde o início da série da pesquisa, houve queda em todas as 8 atividades pesquisadas pelo IBGE. A última vez que isso ocorreu foi em janeiro de 2016. Antes, a queda disseminada havia sido registrada em julho de 2015.

O maior tombo foi no ramo de Tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), seguido de Livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%), que inclui lojas de departamentos, óticas e artigos esportivos. Destaque também para a queda nas vendas de Móveis e eletrodomésticos (-20,3%).

Nos ramos de supermercados e artigos farmacêuticos – atividades consideradas essenciais e que tinham registrado alta em março – houve queda de 11,8% e de 17%, respectivamente, em abril.

Além das medidas de isolamento social, a queda da renda das famílias e o medo do desemprego e do contágio de Covid-19 também têm levado o brasileiro a consumir menos.
Tivemos também uma redução da massa salarial que, entre o trimestre encerrado em março para o encerrado em abril, caiu 3,3%, algo em torno de R$ 7 bilhões. Isso também refletiu nessas atividades consideradas essenciais, explicou o gerente da pesquisa.
Outro fator de influência apontado pelo pesquisador para a queda das vendas dos supermercados é o fenômeno de estocagem ocorrido em março, quando muitos consumidores fizeram estoque de alguns artigos temendo desabastecimento por conta da pandemia.
Vendas no varejo caem 16,8% em abril
Vendas no varejo caem 16,8% em abril

Tombo de 36% nas vendas de veículos
A pesquisa do IBGE mostrou ainda que no comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o volume de vendas desabou 17,5% em abril, após recuo de 13,7% em março. Foi também a maior retração da série histórica desta pesquisa, iniciada em 2003. O tombo recorde em abril foi pressionado pelo setor de veículos, motos, partes e peças (-36,2%), enquanto material de construção teve recuo de 1,8%.

Veja o desempenho de cada atividade do varejo em abril:
  • Combustíveis e lubrificantes: -15%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -11,8%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -60,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: -20,3%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -17%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -43,4%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -29,5%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -29,5%
  • Veículos, motos, partes e peças: -36,2% (varejo ampliado)
  • Material de construção: -1,8% (varejo ampliado)
No acumulado em 2020, as maiores quedas são nas vendas de Tecidos, vestuário e calçados (-28,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-21,9) e em veículos (-17,8%). Já os segmentos de supermercados (4,2%) e artigos farmacêuticos (4,3%) ainda registram alta.

Queda das vendas em todos os estados
As vendas do varejo caíram em abril em todas as 27 unidades da federação tanto na passagem de março para abril como no indicador interanual.

Na comparação com março, as maiores quedas foram no Amapá (-33,7%), Rondônia (-21,8%) e Ceará (-20,2%). No comércio varejista ampliado, a variação negativa também ocorreu em todo o país, com destaque para Amapá (-31,6%), Espírito Santo (-23,4%) e São Paulo (-23,3%).

De acordo com o IBGE, 28,1% das empresas pesquisadas relataram impacto em suas receitas em abril por conta das medidas de isolamento social. Em março, esse percentual era de 14,5% no mês de março.

Impactos da pandemia e cenário de recessão
O tombo nas vendas do varejo evidencia a dimensão dos impactos da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social na atividade econômica.

"Os dados anunciados pelo IBGE reafirmam a perspectiva de queda abrupta da atividade do 2º trimestre", avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito. "Muito provavelmente maio deve manter o baixo nível do varejo para vermos apenas uma melhora em junho uma vez que só agora a quarentena foi afrouxada".

Na produção industrial, a queda foi de 18,8% em abril, o maior declínio mensal já registrado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2002. Já os dados do setor se serviços serão divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (17).

A equipe da XP investimentos avalia que abril "foi realmente o pior mês da crise e, agora, deve se iniciar uma leve recuperação do varejo como um todo".

Os economistas do mercado financeiro continuam, porém, piorando as estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil neste ano.

Mesmo após a reabertura de boa parte do comércio e da economia no país, a projeção do mercado passou de queda de 6,48% para um tombo de 6,51% em 2020, conforme boletim "Focus" do Banco Central divulgado na segunda-feira. Caso a expectativa se confirme, será o pior desempenho anual desde 1901, pelo menos.

Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que a retração do PIB do Brasil poderá chegar a 9,1% em caso de segunda onda da pandemia e necessidade de regresso aos confinamentos.

"Provavelmente milhares de pequenos comerciantes iram perder seus negócios após a pandemia uma vez que não conseguirão manter os fluxos de obrigações em dia por tanto tempo", avalia Perfeito.
Pesquisas divergem sobre segunda onda da epidemia, mas concordam que reabertura é precoce
Pesquisas divergem sobre segunda onda da epidemia, mas concordam que reabertura é precoce
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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Especialistas se preocupam com ritmo de contágio após reabertura de atividades no Brasil

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Isolamento social evita contaminações e salva vidas, mas o esforço não foi suficiente para neutralizar a pandemia no estado de São Paulo e nem no país como um todo. 
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g1.globo.com/jornal-naciona
15/06/2020 21h02  Atualizado há 2 horas
Postado em 15 de junho de 2020 às 23h10m  

      Post.N.\9.342  
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Especialistas se preocupam com ritmo de contágio após reabertura de atividades no Brasil
Especialistas se preocupam com ritmo de contágio após reabertura de atividades no Brasil

Seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde, governos estaduais e prefeituras no Brasil adotaram a quarenta para diminuir a expansão da Covid-19. Agora, diante da retomada das atividades em várias regiões, a preocupação dos especialistas é sobre como vai se comportar o ritmo de contágio.

Marcas no chão para lembrar do distanciamento, álcool gel à disposição, promessas de seguir os protocolos. Assim como outras cidades do país, vários municípios da Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista começaram a reabrir serviços e comércios com horário reduzido. Nesse momento, a gente tem que respeitar as coisas que eles estão fazendo agora para reabrir, disse Antônia Duarte, aposentada.

Para promover esse relaxamento, o governo do estado passou a olhar menos para índices como o de isolamento social, que está abaixo de 50% em São Paulo, e mais para a estrutura para tratar pacientes. São Paulo tem hoje 7.610 leitos de UTI, com 70% de ocupação, segundo a Secretaria da Saúde.

Esse tempo foi o suficiente para que o estado adquirisse equipamentos de proteção individual, respiradores, aumentasse o número de leitos de UTI. Euma coisa importante: os óbitos que ocorreram em São Paulo não foram por falta e assistência, destaca João Gabbardo, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19.

São Paulo registra hoje a triste marca de 10.767 óbitos por Covid-19. Poderiam ser 65 mil se não fosse o isolamento. É o que mostram os gráficos e estimativas do Centro de Contingência para o novo coronavírus. São pouco mais de 181 mil casos da doença. A estimativa é de que, sem o fechamento de tudo o que não era essencial, poderiam ser 950 mil.

O Plano São Paulo é um plano de gestão e convivência com a pandemia. Ele tem gatilhos para melhorar as medidas restritivas e para endurecer. A gente precisa da colaboração da sociedade como um todo. As pessoas precisam entender que não é porque o shopping está aberto, que a gente tem que sair de casa o tempo todo. E se os números voltarem a subir, vamos ter que voltar a endurecer, explica Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

Que o isolamento social evita contaminações e salva vidas os especialistas não têm dúvidas, mas o esforço ainda não foi suficiente para neutralizar a pandemia no estado de São Paulo e nem no Brasil como um todo.

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) cita exemplos da dinâmica cruel da infecção pelo novo coronavírus no país. Tinham duas regiões no Brasil que o número de casos era relativamente pequeno e nós estávamos com a epidemia sob controle: Sul e Centro-Oeste. E o que nós observamos nos últimos 15 dias é que houve um aumento tão intenso da epidemia da Covid em algumas dessas cidades, principalmente as mais populosas, como Curitiba, Porto Alegre, BH e Goiânia, que algumas medidas tiveram que ser feitas para diminuir aglomeração humana, explica Clovis Arns da Cunha, presidente da SBI.

Nesta segunda (15), os ônibus em Guarulhos, na Grande São Paulo, ficaram lotados. As aglomerações vistas em cidades que relaxaram as medidas de isolamento preocupam. Algumas já foram orientadas a voltar atrás como Ribeirão Preto, Barretos e Presidente Prudente, em São Paulo.

Em alguns países, o aumento de casos depois de uma grande queda é chamado de segunda onda da doença. Para o médico e matemático Eduardo Massad, professor da FGV, não é isso que se observa atualmente no Brasil.

Não é que estou falando que vai ter uma segunda onda, o que eu estou falando é que nós abrimos antes da primeira onde acabar, então nós só vamos engordar essa primeira onda, avalia.

Por isso mais do que nunca a responsabilidade com os cuidados é fundamental. O uso da máscara, a higienização das mãos e o distanciamento físico de pelo menos de 1 a 1,5 metro. Então, na hora que as pessoas circulam em ambientes sem essa proteção, a pessoa infelizmente vai se infectar, porque esse vírus é muito contagioso, destaca Clovis Arns da Cunha.

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Mercado financeiro passa a estimar retração de 6,51% para o PIB em 2020

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É a décima oitava semana seguida em que a previsão do PIB tem queda. Economistas também elevaram de 1,53% para 1,60% a estimativa de inflação para este ano. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília    
5/06/2020 08h30  Atualizado há 2 horas  
Postado em 15 de junho de 2020 às 10h35m  


      Post.N.\9.341  
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Os economistas do mercado financeiro revisaram a previsão para o tombo Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 6,48% para 6,51% e baixaram a expectativa de inflação para 2020.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Essa foi a décima oitava redução seguida da expectativa para o nível de atividade deste ano. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A nova redução da expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
Fonte: BANCO CENTRAL

Em 13 de maio, o governo brasileiro estimou uma queda de 4,7% para o PIB de 2020, tendo como base a perspectiva de que as medidas de distanciamento social terminarão no fim de maio.

Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira.
Para o próximo ano, a previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu estável em 3,50%.

Inflação abaixo de 2%
Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro elevaram, de 1,53% para 1,60%, a estimativa de inflação para 2020.

Se a previsão for confirmada, será o menor patamar da inflação desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1995. O menor nível já registrado foi em 1998 (1,65%).

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro baixou de 3,10% para 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros
O mercado segue prevendo corte na taxa básica de juros da economia brasileira neste ano. Atualmente, a taxa Selic está em 3% ao ano. A previsão dos analistas para a taxa Selic, no fim de 2020, ficou estável em 2,25% ao ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado recuou de 3,50% para 3% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem, mas em menor intensidade.

Outras estimativas
  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,20. Para o fechamento de 2021, caiu de R$ 5,08 para R$ 5 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 47,75 bilhões para US$ 52,50 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado avançou de US$ 47,35 bilhões para US$ 55 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, ficou estável em US$ 60 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 75 bilhões.
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domingo, 14 de junho de 2020

'Dragões-bebês' raros são os novos moradores de aquário na Eslovênia

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Os animais nasceram em 2016, sob os cuidados de cientistas e funcionários da Caverna Postojna, mas apenas agora eles serão expostos para o público.   
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 Por Reuters  
 12/06/2020 16h30  Atualizado há 2 dias   
 Postado em 14 de junho de 2020 às 14h45m  
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 O proteus nada como uma enguia e pode passar dez anos sem comida  — Foto: Dragan Arrigler
O proteus nada como uma enguia e pode passar dez anos sem comida — Foto: Dragan Arrigler

Três criaturas aquáticas raras conhecidas como dragões-bebês serão os novos moradores do aquário da Caverna de Postojna, na Eslovênia, uma da maiores atrações turísticas do país.

Os animais têm pele rosa-pálido, um corpo longo e fino, quatro pernas e não enxergam. Eles só vivem nas águas de cavernas escuras da região de Karst, no sul europeu.
Antigamente, moradores locais acreditavam que as criaturas, que a elevação das águas às vezes levava a céu aberto, eram filhotes de dragões que se imaginava viverem nas cavernas.

Em Postojna, a maior caverna europeia aberta a turistas, funcionários conseguiram observar os dragões-bebês nascendo em 2016, mas apenas agora eles serão expostos.
"Ficamos empolgados quando os ovos estavam sendo depositados, e depois tivemos milhares de dúvidas: como sobreviverão, com o que iremos alimentá-los, como os protegeremos de infecções?", disse Marjan Batagelj, diretor-gerente da caverna, à Reuters.

"A ciência disse que eles tinham 0,5% de chance de sobrevivência... mas conseguimos criar 21 deles", acrescentou. Um total de 64 ovos foram depositados em 2016.

Os bebês têm até 14 centímetros de comprimento e chegarão a 30 quando adultos. Eles podem viver até 8 anos sem alimento e têm uma expectativa de vida de até 100 anos.

Um laboratório especial foi montado na caverna onde os dragões-bebês estão sendo monitorados antes de serem apresentados ao público.
Proteus, uma espécie de salamandra cega que vive na caverna de Postojna, na Eslovênia, é vista em foto de 25 de abril — Foto: Jure Makovec/AFP
Proteus, uma espécie de salamandra cega que vive na caverna de Postojna, na Eslovênia, é vista em foto de 25 de abril — Foto: Jure Makovec/AFP

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