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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Philco lança primeiro smartphone da marca no Brasil por R$999

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Com lançamento do Hit, empresa busca competir em segmento de entrada e promete versões mais parrudas do mesmo modelo. 
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 Por G1    
 07/05/2020 18h28 - Atualizado há 4 horas  
 Postado em 07 de maio de 2020 às 22h30m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
      Post.N.\9.260  
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A Philco lançou o primeiro smartphone da marca, chamado Hit, no Brasil por R$999. É um modelo de entrada, que busca competir no mesmo mercado que outras empresas que voltaram ao país recentemente.

A Nokia anunciou o retorno ao Brasil com um modelo a preço semelhante no domingo (3), e a Xiaomi também tem investido nesse segmento no último ano.

O Hit é um smartphone com 4GB de memória RAM e tela HD+ de 5,4 polegadas. O processador é Unisoc SC9863A, de oito núcleos. O aparelho conta ainda com 64GB de armazenamento interno, expansível por cartão microSD de até 128GB.
Smartphone Hit, da Philco, vem com versão do Android modificada pela fabricante. — Foto: Thiago Lavado/G1Smartphone Hit, da Philco, vem com versão do Android modificada pela fabricante. — Foto: Thiago Lavado/G1

Nas câmeras, o Hit tem duas na parte de traseira (13MP e um sensor de profundidade de 2MP, que permite o desfoque nos retratos), e uma na parte frontal, de 5MP.

Ele vem com Android 9, uma versão do sistema operacional customizada pela própria Philco. A empresa afirma que fez poucas mudanças no Android e que o aparelho será atualizado para o Android 10.

O Hit vem apenas na cor preta. Outras versões do modelo estão prometidas: Hit Max e Hit Plus devem vir com tela maior e mais armazenamento interno, além de opções de cores cinza e rosa.

A Philco é uma marca conhecida no Brasil pela venda de TVs e rádios. Atualmente, a empresa opera junto da Britânia no país. Embora tenha fabricação de outros produtos no Brasil, como televisores, a Philco afirmou que ainda não produzirá os aparelhos por aqui.

Ficha técnica:
  • Processador: Unisoc SC9863A (octa-core 1.6 GHz)
  • Memória RAM: 4 GB
  • Armazenamento interno: 64 GB, expansível por microSD de 128GB
  • Tela: HD+ de 5,45 polegadas e resolução 1440x720
  • Câmera traseira: 13 MP + sensor de profundidade de 2 megapixel
  • Câmera frontal: 5 MP
  • Bateria: 4.000 mAh
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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Brasil está entre os países que têm maior crescimento de letalidade por coronavírus, diz análise de cientistas

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Relatório comparou números das mortes no Brasil com 31 países que representam 92% dos óbitos no mundo e país ficou em 8º lugar.  
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 Por Carolina Dantas, G1    
 06/05/2020 16h49  Atualizado há 3 horas  
 Postado em 06 de maio de 2020 às 19h55m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
      Post.N.\9.259  
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Letalidade por país — Foto: G1
Letalidade por país — Foto: G1

A taxa de crescimento de casos confirmados e de óbitos no Brasil está incluída no grupo que representa 25% dos países em pior situação para a epidemia do coronavírus. A análise é do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS) e foi publicada nesta quarta-feira (6).

Os cientistas compararam a evolução da doença em 40 países com 81% dos casos confirmados. Já no caso dos óbitos, foram 31 países com mais de 50 mortes, representando 92% das vítimas da doença pelo mundo.

Nas duas situações, o Brasil está na fatia de 25% dos países em pior situação, de acordo com o relatório. O país está em 8º lugar ao se referir às taxas de letalidade e em 3º no crescimento de casos.
"O país apresentou taxas de crescimento de casos confirmados e de letalidade superiores à 75% dos outros países. O crescimento diário de número de mortes do Brasil também é um dos piores entre os países analisados, posicionando-o entre os países onde a epidemia cresce mais rápido", dizem os pesquisadores.
Crescimento de casos por país — Foto: G1Crescimento de casos por país — Foto: G1

A evolução diária da doença está mais grave do que a média dos países. Com o passar do tempo, há uma expectativa de que as curvas de novos casos sejam suavizadas e, com isso, haja uma diminuição da taxa. No dia 33 após o 50º caso, a média dos países mostrava um acréscimo de 4,3% de novos casos, em comparação com o dia anterior. Ao chegar no 53° dia, o valor caiu para 1,6%. No Brasil, nos mesmos marcos, as taxas eram de 7,8% e 6,7%, respectivamente.

Os dados utilizados pelo NOIS são da base de dados da John Hopkins University e contemplou as datas entre 14 de abril e 04 de maio.

Na América Latina
O Brasil é o que tem a maior taxa de letalidade da região e também é o segundo em crescimento de casos da América do Sul. Os países na comparação são: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru (1º lugar em crescimento de casos), Uruguai e Venezuela.

"Destaca-se que o Peru apresentou baixas taxas de letalidade, apesar de ser o país com a maior taxa de crescimento mediana. Uma hipótese para este resultado é o alto índice de testagem no país, com taxa de subnotificação mais baixa que outros países, como o Brasil. 

Adicionalmente, observa-se a alta variabilidade das taxas de letalidade no Equador e da Venezuela, entre 3% e 5%, e uma menor dispersão do Chile, que também mostrou a menor taxa de letalidade", disseram os autores.
Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19
Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19

Coronavírus: qual a letalidade?
Coronavírus: qual a letalidade?

CORONAVÍRUS


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    Pesquisa da Unicamp descobre como coronavírus pode infectar neurônios humanos

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    Testes em laboratório mostram que o Sars-CoV-2 acessa a proteína ACE-2, que é assimilada pelas células neurológicas. Estudo segue para apontar de que forma o vírus modifica o neurônio.
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     Por G1 Campinas e Região  
     06/05/2020 13h44  Atualizado há 25 minutos  
     Postado em 06 de maio de 2020 às 14h50m  
    GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
        Post.N.\9.258  
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    Pesquisa da Unicamp ajuda a compreender de que forma a Covid-19 influencia no corpo humano
    Pesquisa da Unicamp ajuda a compreender de que forma a Covid-19 influencia no corpo humano

    Uma pesquisa da Unicamp descobriu, por meio de testes em laboratório, como o novo coronavírus (Sars-CoV-2) pode acessar as células neurológicas humanas. Com a descoberta, o estudo busca, agora, entender quais as mudanças biológicas causadas pelo vírus nos neurônios.

    O estudo teve como ponto de partida a constatação clínica de que pacientes com a Covid-19, doença causada pelo vírus, apresentaram dificuldade de fala, de organizar os pensamentos e até convulsões.

    Os sintomas levaram os pesquisadores da Unicamp a cultivar em laboratório as células neurológicas e contaminá-las com o novo coronavírus para identificar como elas podem ser atingidas.

    Segundo o coordenador da pesquisa, Daniel Martins-de-Souza, que é professor do Instituto de Biologia da Unicamp, a proteína usada pelo novo coronavírus para se conectar ao corpo humano, a ACE-2 (sigla em inglês para enzima conversora de angiotensina 2) também está presente nos neurônios.
    Pesquisadores da Unicamp identificam como Covid-19 pode atingir sistema neurológico — Foto: Reprodução/EPTVPesquisadores da Unicamp identificam como Covid-19 pode atingir sistema neurológico — Foto: Reprodução/EPTV

    "Nós temos em laboratório estes neurônios cultivados, sabemos que os neurônios têm a porta de entrada do vírus, que é a proteína ACE-2. A gente sabe que os vírus conseguem invadir essas células e estamos investigando agora o que é o que vírus muda biologicamente dentro do neurônio".

    A "porta de entrada" descrita pelo pesquisador, a ACE-2, é a sigla em inglês para a enzima conversora de angiotensina 2, uma das proteínas envolvidas no controle da pressão arterial. A enzima está presente na membrana de várias células humanas espalhadas pelo corpo.

    Imagina que essa proteína é uma porta na qual o vírus tem a chave para entrar. Então ele usa dessa proteína para invadir as células humanas e muitas têm, explica o pesquisador.

    Hipóteses para o ‘caminho’ até o cérebro
    O pesquisador explicar que são duas as principais hipóteses, ainda não comprovadas, da forma que o novo coronavírus chega os neurônios.

    Uma delas é por meio do próprio sangue. Para isso, o vírus precisaria passar pela barreira hematoencefálica, que é uma proteção responsável pela triagem das substâncias presentes na corrente sanguínea que podem ou não chegar no cérebro.

    É para proteger o cérebro de patógenos. Em principio, vírus e outros micro-organismos não deveriam ser passiveis de passar pela barreira hematoencefálica, mas alguns passam. Essa é uma hipótese, porque ainda não se sabe se o coronavírus pode passar por essa barreira, afirma Souza.

    Outra possibilidade é a entrada pelo nervo olfatório, considerando que um dos sintomas dos pacientes é a perda do olfato. Esse nervo tem uma terminação nervosa no nariz, então eventualmente poderia ser que o vírus se instalasse e chegasse por lá.

    Próxima fase
    Para a segunda fase da pesquisa, a equipe vai comparar as substâncias que compõem as células antes e depois da contaminação para localizar as diferenças existentes. Tudo isso a partir das células produzidas em laboratório.
    "[Vamos]Compreender melhor como ele funciona dentro de neurônios, mesmo que in vitro, ainda pode nos ajudar a melhor compreender o curso da doença", afirma o professor.
    A pesquisa ocorre por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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    Telescópio encontra buraco negro mais próximo da Terra até agora

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    Instrumento fica no Observatório La Silla, no pé do deserto do Atacama, no Chile. Astrônomos dizem que esta pode ser apenas 'a ponta de um iceberg' de descobertas. 
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     Por Carolina Dantas, G1  
     06/05/2020 09h00  Atualizado há 2 horas  
     Postado em 06 de maio de 2020 às 11h00m  
    GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
        Post.N.\9.257  
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    Representação artística mostra as órbitas do sistema de duas estrela no buraco negro descoberto pelos astrônomos. — Foto: ESO/L. CalçadaRepresentação artística mostra as órbitas do sistema de duas estrela no buraco negro descoberto pelos astrônomos. — Foto: ESO/L. Calçada

    Um telescópio de 2,2 metros localizado no Observatório La Silla, no Chile, detectou o buraco negro mais próximo da Terra até o momento. O estudo com a descoberta foi publicado nesta quarta-feira (6) na revista Astronomy & Astrophysics.

    O Observatório La Silla fica localizado no pé do deserto do Atacama e os instrumentos estão a uma altitude de 2,5 mil metros. 

    Administrado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), o La Silla é o primeiro fundado pela instituição e existe desde 1960. São cerca de 300 artigos científicos publicados por ano, com pesquisas sobre planetas fora do Sistema Solar e revelação de supernovas.
    Timelapse mostra o céu do Observatório La Silla, no Chile
    Timelapse mostra o céu do Observatório La Silla, no Chile

    Os astrônomos do ESO Chile fizeram a descoberta em parceria com a equipe da Alemanha e também com o Observatório Monte Wilson, nos Estados Unidos. Estes são alguns dos detalhes encontrados sobre o buraco negro "vizinho" da Terra:
    • O buraco negro detectado está localizado a 1.000 anos-luz da Terra, sendo que 1 ano-luz equivale a 9.461.000.000.000 quilômetros;
    • Ele faz parte de um sistema triplo, com duas estrelas companheiras, localizado em uma constelação chamada Telescopium;
    • Uma das estrelas orbita o buraco negro em um período que dura 40 dias;
    • É um dos primeiros buracos negros estelares, que se forma a partir do colapso gravitacional de uma estrela massiva, e não interage de forma violenta com seu entorno;
    • Ele tem pelo menos 4 vezes a massa do Sol.
    De acordo com os cientistas, além de ser o buraco negro localizado mais perto do Sistema Solar até o momento, suas estrelas também podem ser vistas a olho nu no Hemisfério Sul em noites escuras e limpas, sem a ajuda de telescópios. Os astrônomos estavam inicialmente rastreando a dupla de estrelas, mas encontraram o objeto invisível. Eles acreditam que esta pode ser apenas a "ponta de um iceberg" de descobertas nessa região do universo.

    "Nos surpreendemos muito quando nos demos conta de que tratava do primeiro sistema estelar com um buraco negro que pode ser visto a olho nu", disse Petr Hadrava, pesquisador da Academia de Ciências da República Tcheca, em Praga, e coautor do estudo. O sistema é chamado HR 6819.
    Localização do sistema HR 6819 onde está o buraco negro na constelação Telescopium — Foto: ESO, IAU and Sky & TelescopeLocalização do sistema HR 6819 onde está o buraco negro na constelação Telescopium — Foto: ESO, IAU and Sky & Telescope

    Como é um dos primeiros buracos negros estelares que não interagem de forma agressiva com o entorno, ele parece realmente negro. Até o momento, os astrônomos conseguiram detectar dezenas de buracos negros na Via Láctea, e quase todos se relacionam com o entorno.

    "As observações necessárias para determinar o período de 40 dias tiveram que se estender por vários meses. Isso foi possível graças ao esquema pioneiro de observação do ESO, em que a equipe faz observações em nome de outros cientistas que precisam deles", disse Dietrich Baade, astrônomo do ESO na Alemanha que também assina o estudo.
    Localização do Observatório La Silla, no Chile — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1 
    Localização do Observatório La Silla, no Chile — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

    Mas, afinal, o que é um buraco negro?
    Stephen Hawking, físico e cosmólogo britânico, explica em alguns de seus livros como é o mecanismo de um buraco negro. Segundo o cientista, o primeiro a falar sobre o assunto foi John Michell, de Cambridge, em 1783.

    Hawking usa o seguinte exemplo para explicar o fenômeno: "Se dispararmos uma partícula - pense em uma bala de canhão - verticalmente para cima, ela vai ser desacelerada pela gravidade. No fim, a partícula vai parar o movimento para cima e vai cair. Entretanto, se a velocidade inicial para o alto for superior a determinado valor crítico - chamado de velocidade de escape - a gravidade não terá força suficiente para deter a partícula e ela irá embora".

    Para entender os buracos negros, o físico explica que a velocidade de escape da Terra é de aproximadamente 12 quilômetros por segundo; no Sol, 100 quilômetros por segundo - muito mais elevadas do que a velocidade de uma bala de canhão. E continua a explicação:
    "Mas [essas velocidades] são pequenas se comparadas à velocidade da luz, que é de 300 mil quilômetros por segundo. Assim, a luz pode escapar da Terra ou do Sol sem grande dificuldade. Entretanto, Michell argumentou que devia haver estrelas muito mais massivas que o Sol, com velocidades de escape maiores do que a velocidade da luz. Não conseguiríamos vê-las porque toda luz emitida seria puxada de volta pela gravidade. Dessa forma, elas seriam o que Michell denominou de estrelas negras e que hoje chamamos de buracos negros".

    Esse trecho foi retirado do livro "Breves respostas para grandes questões", última obra lançada pelo cientista, que morreu em março 2018.
    Astrônomos observaram pela primeira vez o 'café da manhã' de um buraco negro
    Astrônomos observaram pela primeira vez o 'café da manhã' de um buraco negro

    Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada
    Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada
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    terça-feira, 5 de maio de 2020

    Fitch mantém nota de crédito do Brasil, mas coloca perspectiva como negativa

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    Em nota, a agência apontou que a revisão reflete a deterioração das perspectivas econômicas e fiscais do país e riscos por incerteza política e pandemia.  
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     Por G1  05/05/2020 18h21    
     Atualizado há uma hora  
     Postado em 05 de maio de 2020 às 19h30m  

        Post.N.\9.256  
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    Fitch muda perspectiva de nota do Brasil de estável para negativa
    Fitch muda perspectiva de nota do Brasil de estável para negativa

    A agência de classificação de risco Fitch manteve a nota de crédito do Brasil em BB-, mas revisou a perspectiva para negativa. Em nota, a agência apontou que a revisão reflete a deterioração das perspectivas econômicas e fiscais do país, e os riscos negativos tanto por conta da incerteza política quanto sobre a duração e intensidade da pandemia de coronavírus.

    A nota do Brasil está em BB- desde fevereiro de 2018, dias após o governo desistir de votar a reforma da Previdência em razão da intervenção no Rio de Janeiro. Com a nota, o rating do Brasil está 3 degraus abaixo do grau de investimento.
    Fitch rebaixa a nota do Brasil e muda perspectiva de negativa para estável — Foto: Karina Almeida / G1 
    Fitch rebaixa a nota do Brasil e muda perspectiva de negativa para estável — Foto: Karina Almeida / G1

    Período de estresse
    Em relatório, a Fitch avalia que o Brasil entrou no atual período de estresse com um balanço fiscal fraco e baixo crescimento econômico. "A pandemia e a recessão relacionada vão incrementar ainda mais o endividamento público, erodindo a flexibilidade fiscal e aumentando a vulnerabilidade e a choques", diz o texto.

    Apesar disso, a nota de crédito é mantida pela economia grande e diversificada do país, alto rendimento per capita em relação a seus pares e uma capacidade de absorver choques externos apoiada pelo câmbio flexível e reservas internacionais robustas, entre outros.

    A Fitch aponta que a economia brasileira deve ter uma retração de 4% em 2020, com riscos negativos. "O crescimento médio de -0,6% nos últimos 5 anos reflete uma recuperação lenta após a longa recessão de 2015/2016", aponta a agência. Para 2021, a estimativa é de um crescimento de 3%, conforme o país se recupera da pandemia. Uma recuperação mais rápida, no entanto, pode ser prejudicada por incertezas fiscais, políticas e sobre reformas.

    A estimativa também é de piora nas contas públicas: o déficit público deve chegar a 13% do PIB, uma vez que as finanças permanecem estruturalmente fracas e vão sofrer com a crise atual.

    Ambiente político
    A agência ressalta ainda que o ambiente político brasileiro é marcado por um "relacionamento volátil" entre o Executivo e o Congresso, que foi mais contaminado nas semanas recentes pela saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, e suas acusações de que o presidente Bolsonaro teria interferido na Polícia Federal.

    "Ainda que a administração e o Congresso tenham trabalhado juntos para aprovar uma importante reforma previdenciária em 2019 e as recentes medidas de emergência para apoiar a economia, fricções periódicas reduziram a previsibilidade dos resultados econômicos e políticos e nublaram as perspectivas de reforma após a pandemia.
    Moro diz em depoimento que sofreu pressão de Bolsonaro para trocar comando da PF do Rio
    Moro diz em depoimento que sofreu pressão de Bolsonaro para trocar comando da PF do Rio

    Perda do grau de investimento
    O Brasil está há mais de 4 anos sem o grau de investimento. A S&P foi primeira a tirar o selo de bom pagador do país, em setembro de 2015, ação que foi seguida pelas outras duas grandes agências internacionais, Fitch e Moody's.

    Com os rebaixamentos que se seguiram, a nota do Brasil recuou para o patamar de 2005. O país conquistou o grau de investimento pelas agências internacionais Fitch Ratings e Standard & Poor’s pela primeira vez em 2008. Em 2009, conseguiu a classificação pela Moody's. Veja gráfico abaixo:
    Histórico das notas do Brasil  — Foto: Infografia: Rodrigo Cunha e Diana Yukari/G1Histórico das notas do Brasil — Foto: Infografia: Rodrigo Cunha e Diana Yukari/G1

    Entenda a classificação das agências
    As agências têm uma longa escala de classificação, com mais 20 notas. Em resumo, são dois terrenos e uma muralha. Quem está a partir de um determinado nível tem o carimbo de grau de investimento.

    Quanto mais longe do muro, mais eficiente, confiável, robusta é a economia e menor o seu risco. O triplo A, por exemplo, é a nota da Alemanha. Alguns fundos de investimento só colocam dinheiro em países desse terreno. Do outro lado é o grau especulativo. Países arriscados, com economia problemática e menos confiável. Os investidores pensam duas vezes antes de entrar.

    Alguns fundos de pensão internacionais, de países da Europa ou os Estados Unidos, por exemplo, seguem a regra de que só se pode investir em títulos de países que estão classificados com grau de investimento por agências internacionais. Por isso, essa "nota" permite que o país receba recursos de investidores interessados em aplicar seu dinheiro naquele local.

    Segundo analistas de mercado, historicamente, países costumam levar cerca de 5 a 10 anos para recuperar o selo de país bom pagador.

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