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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

A planta tóxica que salvou moradores de ilha do Japão da fome

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Durante séculos, os moradores de uma ilha japonesa longínqua sobreviveram às intempéries consumindo uma planta altamente tóxica. Agora, essa iguaria mortal corre o risco de morrer.
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 Por BBC  

 Postado em 29 de janeiro de 2020 às 21h10m  

É preciso retirar o miolo da cicadácea para desintoxicá-la — Foto: Jamie Lafferty 
É preciso retirar o miolo da cicadácea para desintoxicá-la — Foto: Jamie Lafferty

Eiko Kawauchi anda com uma bengala em uma mão e um machado na outra. Aos 79 anos, ela não se movimenta tão rápido quanto antes, mas, depois de se sentar, ainda consegue manusear a ferramenta com o vigor de uma mulher com metade da sua idade.

Lascas de madeira com aparência úmida logo voam quando Kawauchi corta o tronco de uma árvore de cicadácea, ou sotetsu, como é conhecida no Japão. Kawauchi conta ter aprendido a técnica com seus avós.

Em quase todas as outras partes do país, as pessoas costumam evitar a todo custo essas árvores altamente tóxicas. Quando consumidas cruas, as cicadáceas podem causar sangramento interno, danos ao fígado e até morte.
Mas na distante ilha Amami Oshima, no sudoeste do Japão, a relação dos moradores com essa planta sempre foi diferente.

Comida de dinossauro
Após um processo de trabalho intensivo, as cicadáceas podem ser moídas em uma farinha comestível usada para fazer macarrão e arroz — Foto: Jamie LaffertyApós um processo de trabalho intensivo, as cicadáceas podem ser moídas em uma farinha comestível usada para fazer macarrão e arroz — Foto: Jamie Lafferty

Parte do arquipélago das ilhas Ryukyu e mais próxima de Taiwan do que de Tóquio, Amami Oshima é tropical o suficiente para que as cicadáceas prosperem.

Muitas vezes confundidas com palmeiras por causa de seus robustos troncos cilíndricos e folhas longas semelhantes a leques, as cicadáceas existem há 280 milhões de anos e são consideradas fósseis vivos.

De fato, essas folhas eram abundantes durante o Período Jurássico. Mas, enquanto os dinossauros não tiveram problemas para digerir a neurotoxina encontrada nas cicadáceas, essas plantas permanecem mortíferas para os seres humanos.

Para os 67 mil moradores de Amami Oshima, as cicadáceas serviram tanto como alimento básico quanto fonte de sobrevivência em tempos difíceis.

Ao longo dos séculos, os ilhéus desenvolveram uma técnica para remover o veneno dessas árvores tóxicas. O método é trabalhoso e dura quatro semanas.

O processo tem início com o corte do miolo do tronco, que é triturado, lavado e secado vigorosamente e repetidamente de forma a liberar as toxinas naturais. Essa combinação acaba produzindo um amido comestível conhecido como nari, que pode ser usado para fazer macarrão ou adicionado ao arroz.
"É um trabalho árduo, sim", diz Toshie Fukunaga, observando Kawauchi empunhar o machado.
Junto com duas amigas também da mesma idade, Fukunaga e Kawauchi estão entre as últimas pessoas na ilha que ainda sabem como processar com segurança as cicadáceas.

Há apenas 55 pessoas vivendo no vilarejo costeiro de Ikegachi, situada em uma baía azul-turquesa. As cicadáceas crescem naturalmente na fronteira do assentamento e outras mais são plantadas em lotes.

Como muitas partes do Japão, Ikegachi tem uma população envelhecida e a maioria dos jovens não deixa apenas o vilarejo, mas também a ilha de Amami Oshima. Eles vão para a capital da Província de Kagoshima, na ilha de Kyushu, ou mais ao norte, para uma das megacidades do Japão em busca de trabalho.

As anciãs dizem que nunca se é velho demais para aprender, mas talvez estejam velhas demais para ensinar, pois compartilhar o processo detalhado demanda enorme esforço. Kenshi Fukunaga tem 25 anos e é o único jovem que ainda vive em Ikegachi. "Tentei aprender a trabalhar com o sotetsu", explica, "mas não é tão fácil."
"E estamos velhas demais para ensinar as pessoas agora", admite sua avó, Toshie. 
Tentativa e erro
Conhecimento sobre o preparo das cicadáceas limita-se a pequeno grupo de pessoas — Foto: Jamie LaffertyConhecimento sobre o preparo das cicadáceas limita-se a pequeno grupo de pessoas — Foto: Jamie Lafferty

Um dia antes de visitar este vilarejo, eu havia passado algum tempo no Museu Amami, a uma hora de carro ao norte de Ikegachi, na principal cidade da ilha de Amami, também conhecida como Naze. Lá, conversei com o funcionário do museu Nobuhiro Hisashi, que explicou um pouco da história e importância das plantas na ilha.

Ele disse que, no passado, as cicadáceas eram comidas em momentos de desespero. Durante o Período Edo feudal (1603-1868), Amami Oshima se encontrava sob o domínio do clã Satsuma, cujo território correspondia mais ou menos ao de Kagoshima, no sul do Japão.

A ilha era frequentemente atingida por tufões e lutava para cultivar suas plantas tradicionais, mas, devido à sua latitude tropical, era uma das poucas regiões do país onde o açúcar era cultivado.

"O clã Satsuma só enviava suprimentos de arroz quando havia açúcar mascavo", diz Hisashi.
"Se não houvesse colheita, o povo de Amami Oshima passaria fome. Então, nos anos ruins, comiam cicadáceas."
Embora não haja provas mostrando como as pessoas aprenderam a consumir cicadáceas com segurança, o palpite de Hisashi é que se tratou de um jogo de tentativa e erro mortífero. Agora, porém, o museu deseja documentar tal processo, a fim de evitar que a tradição morra.

E se a tirania dos governantes de Satsuma acabou com o fim do Período Edo, em 1868, o conhecimento antigo dos ilhéus sobre as cicadáceas voltou a se provar de grande valia durante as duas Guerras Mundiais. Diante do corte das linhas de suprimentos das principais ilhas japonesas e sob o risco de fome generalizada, eles mais uma vez apelaram às cicadáceas para sobreviver.
"Ninguém sabe exatamente quantos anos essa prática tem", disse Hisashi, "mas tem sido muito importante para a nossa ilha. Agora tentamos produzir livros para que as pessoas não esqueçam".
Dada a notável história e importância das cicadáceas para a ilha, é surpreendente que grande parte da comunidade Ikegachi pareça razoavelmente contente em deixar a tradição morrer.

Os idosos daqui comeram o sotetsu como parte de uma restrita dieta pós-Segunda Guerra Mundial. Alguns deles ainda se referem a esse período como "sotetsu jigoku" , ou "inferno das cicadáceas".

Perguntei se é por isso que eles não estão tentando proteger essa tradição. As memórias associadas a essas árvores são traumáticas demais?
"Não", respondeu Fukunaga rapidamente, "essas memórias são todas felizes. Éramos jovens. Lembro-me muito bem do sabor. Todos nós teríamos morrido se não houvesse sotetsu", acrescenta.
A verdade sobre o declínio da dieta da ilha é um pouco mais pragmática. Amami Oshima não é tão rica quanto algumas das outras 6.851 ilhas do Japão, mas, em comparação com o passado, vive tempos de abundância atualmente.

Sem samurais exploradores com que se preocupar, produtos importados abundantes e uma melhor compreensão dos métodos agrícolas, poucos habitantes da ilha veem valor em fazer o esforço colossal necessário para consumir cicadáceas com segurança.

O processamento de troncos de árvores tóxicas não só é um trabalho árduo, mas também traz o risco de deparar com a cobra habu, um tipo de víbora venenosa endêmica desse arquipélago. No entanto, Kawauchi, Toshie e seus dois amigos ainda fazem alguns lotes por ano e trouxeram uma panela grande de arroz com nari para eu experimentar.

Enquanto me sentava à sombra de um toldo azul esticado sobre palafitas de bambu, as quatro mulheres formaram um semicírculo ao meu redor. Cada uma observava com atenção enquanto Kawauchi despejava uma grande concha de arroz de cicadáceas coberto com um pouco de alho encharcado de molho de soja em uma tigela de isopor e a passava para mim.

Olhando para esse público septuagenário, eu estava tão nervoso com minhas habilidades com o hashis (palitinhos japoneses) quanto com este prato que poderia me matar. Antes da primeira engolida, perguntei rapidamente quando foi a última vez que alguém passou mal por causa das cicadáceas.
"Não, não, não! Nunca, nunca!", respondeu Fukunaga, em tom indignado.
Rapidamente comi um pouco de arroz para acalmá-la. A maior surpresa foi que essa planta pré-histórica, infame e tóxica não tinha quase nenhum gosto. Engoli mais um pouco para me certificar.

De qualquer forma, me lembrou um pouco dos baiacus igualmente notórios do Japão, pois, apesar de toda a conversa sobre sofrer uma morte agonizante depois de consumi-la, ela tem um sabor sutil a ponto de ser indetectável.
"O que você achou?", perguntou Fukunaga.
Enquanto pensava em como responder, ela respondeu por mim. "Não tem muito gosto, certo?"
Talvez não seja surpresa que as cicadáceas não sejam mais consideradas uma fonte de alimento necessária em Amami Oshima. No entanto, enquanto as anciãs de Ikegachi ainda se esforçam para prepará-las, há um restaurante na ilha que mantém viva a tradição de comê-las.

Em uma península a apenas alguns quilômetros do aeroporto de Amami, há um pequeno restaurante de udon (tipo de macarrão japonês) chamado Mash Yaduri. Ninguém que eu conheci tinha certeza de sua localização, e Hisashi havia falado sobre ele como se fosse algum tipo de mito.

Mas eu acabei encontrando-o no final de uma estrada estreita na praia.
Cheguei por volta das 10h, esperando ouvir sobre os pratos especiais de cicadáceas. Enquanto em outras partes da ilha as cicadáceas são mencionadas como algo do passado, aqui, a proprietária e chef Tae Wada e seu marido, Akiho, vendem macarrão feito com amido há cinco anos.

Mesmo sem falar minha língua, Wada parecia saber por que eu estava ali. Alguns minutos depois, uma tigela de cicadáceas e frango em caldo umami quente apareceu na minha frente. Na verdade, seu sabor também era um pouco sem graça, mas a rica história agora estava guardada dentro de mim.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Betelgeuse: cientistas esperam pela explosão de uma das estrelas mais brilhantes do céu

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Estrela na constelação de Órion está no seu ponto mais fraco em 50 anos de observações; astrônomos já sabem que Betelgeuse está destinada a se tornar supernova, fenômeno raramente observado; mas quão iminente é esse 'big bang'?
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 Por BBC  

 Postado em 28 de janeiro de 2020 às 14h15m  

Mudanças no brilho de Betelgeuse levaram a especulações sobre sua morte "iminente" — Foto: ESA/BBC
Mudanças no brilho de Betelgeuse levaram a especulações sobre sua morte "iminente" — Foto: ESA/BB

Astrônomos em todo o mundo estão observando o espaço com a esperança de uma "oportunidade única". Eles suspeitam que Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes vistas da Terra, esteja prestes a se tornar uma supernova muito antes do esperado.

Em outras palavras: ela vai explodir.
Havia um consenso generalizado entre astrônomos sobre isso, mas alguns estudos recentes levantaram algumas dúvidas.
Por que os astrônomos acreditam que a Betelgeuse vai explodir?
A Betelgeuse já está classificada como "estrela condenada", cuja explosão é uma questão de tempo, mas há muitas dúvidas sobre o quanto isso pode demorar.

A estimativa é de que a estrela tenha de oito a dez milhões de anos — é bastante jovem se comparada ao Sol, que tem 4,5 bilhões de anos. Por outro lado, o combustível nuclear da Betelgeuse está se esgotando rapidamente.

Betelgeuse é uma supergigante vermelha, uma estrela próxima ao fim de sua vida, cujo tamanho se expandiu substancialmente.
Betelgeuse é vista rodeada pelo material de nebulosa. — Foto: ESO
Betelgeuse é vista rodeada pelo material de nebulosa. — Foto: ESO

Betelgeuse também é uma estrela maciça pulsante, o que significa que ela se expande e retrai — seu diâmetro pode variar de 550 a 920 vezes o tamanho do Sol.

"Ela é uma candidata a se tornar supernova", explicou Daniel Brown, professor assistente de astronomia da Universidade de Nottingham Trent, à BBC News.

"Os modelos atuais sugerem que isso pode acontecer a qualquer momento nas escalas de tempo astronômicas".

"Mas isso significa nos próximos 100 mil anos", acrescenta Brown.
Betelgeuse (no canto superior esquerdo) está localizada na constelação de Orion, a quase 700 anos-luz da Terra — Foto: Getty Images/BBC
Betelgeuse (no canto superior esquerdo) está localizada na constelação de Orion, a quase 700 anos-luz da Terra — Foto: Getty Images/BBC

Quando ela vai virar uma supernova?
Nos últimos meses, os astrônomos notaram que o brilho da Betelgeuse diminuiu substancialmente — pesquisadores da Universidade Villanova, nos Estados Unidos, afirmaram em dezembro que a estrela havia atingido seu ponto mais fraco em 50 anos de observações.

Essa diminuição acentuada levou à especulação de que o gigante vermelho poderia estar prestes a "explodir". Para cientistas, a perda acentuada de brilho poderia ser um sinal de que o tempo de uma estrela acabou.

"Como estrelas maciças perto do fim de suas vidas, elas experimentam uma imensa e violenta perda de massa", escreveu no Twitter Sarafina Nance, astrônoma da Universidade da Califórnia que estuda a Betelgeuse.

"Em teoria, toda essa poeira ejetada poderia encobrir e escurecer a estrela quase morta, fazendo com que ela sumisse da nossa vista antes de se transformar em supernova." No entanto, os cientistas sabem que Betelgeuse é uma estrela variável.
Astrônomos já consideram Betelgeuse uma 'candidata à supernova' — Foto: AFP/BBC
Astrônomos já consideram Betelgeuse uma 'candidata à supernova' — Foto: AFP/BBC

Ela é um tipo de estrela cujo brilho se modifica quando a observamos a partir da Terra, explica Emily Brundsen, astrofísica da Universidade de York.

"Não há nada sugerindo uma explosão iminente em Betelgeuse. Dito isso, nunca tivemos a chance de observar de perto o processo que leva a uma supernova. Portanto, sempre há a possibilidade de que (a explosão repentina) aconteça", acrescentou Brundsen.

O que aconteceria em uma explosão?
Uma supernova é uma explosão poderosa e luminosa que libera uma enorme quantidade de energia. Uma explosão desse porte não passaria despercebida, especialmente uma "próxima" da Terra.

"Em questão de dias, Betelgeuse se tornaria tão brilhante quanto a lua cheia. O brilho seria visível até durante o dia", diz Brown. Esse efeito poderia durar meses.

Existe algum perigo para nós, na Terra?
As supernovas tem um alto potencial de destruição. Se nosso Sol explodisse, por exemplo, os astrônomos dizem que todo o sistema solar seria destruído.

Explosões estelares anteriores foram associadas a aumentos de temperatura da Terra e têm o potencial de danificar nossa camada de ozônio, deixando-a mais exposta à radiação solar.

A boa notícia é que nosso Sol é pequeno demais para explodir como a Betelgeuse, embora exista a previsão de que ele possa aumentar de tamanho e eventualmente "engolir" Mercúrio, Vênus e a Terra — mas isso só pode acontecer daqui a alguns bilhões de anos.
A Supernova 1987A foi a última observada perto de nossa galáxia, a Via Láctea — Foto: Nasa/BBC
A Supernova 1987A foi a última observada perto de nossa galáxia, a Via Láctea — Foto: Nasa/BBC

Mais importante: Betelgeuse está a uma distância considerada segura para a Terra. "Qualquer coisa abaixo de 50 anos-luz pode ser um problema", explica Daniel Brown. "Esse não é o caso da Betelgeuse."

A estrela está localizada na constelação de Órion, a quase 700 anos-luz de distância da Terra. Além disso, um estudo de 2016 publicado na revista Astrophysical estimou que seriam necessários seis milhões de anos para que as ondas de choque e detritos da Betelgeuse chegassem ao sistema solar.

Uma supernova de Betelgeuse seria realmente tão especial?
Uma supernova em nossa galáxia, a Via Láctea, é um evento raro. O último do tipo foi observado em 1604 — e ocorreu a 13 mil anos-luz de distância, 20 vezes mais longe que a Betelgeuse.

Esse evento ficou conhecido como Supernova de Kepler depois que foi documentado pelo astrônomo alemão Johannes Kepler.

O evento mais recente que foi visto a olho nu, a 1987A — o nome é relativo ao ano em que ela foi vista — foi observado na galáxia vizinha da Grande Nuvem de Magalhães, a 168 mil anos-luz de distância. Apesar da grande distância, ela foi a supernova mais próxima observada desde a de Kepler.
Uma supernova, como esta que ocorreu na constelação de Cassiopeia, é uma explosão poderosa, mas os astrônomos dizem que a Betelgeuse não ofereceria riscos à vida na Terra — Foto: Getty Images/BBC
Uma supernova, como esta que ocorreu na constelação de Cassiopeia, é uma explosão poderosa, mas os astrônomos dizem que a Betelgeuse não ofereceria riscos à vida na Terra — Foto: Getty Images/BBC

"Betelgeuse está nos oferecendo uma oportunidade de observar o processo de evolução e morte de uma estrela e entender mais sobre o Universo", disse Emily Brundsen. "Se explodisse agora, seria um pesadelo para todos os astrônomos em termos de volume de trabalho, pois teríamos que repensar o que sabemos sobre estrelas. Seria um evento fascinante."

'Vizinha da Terra'
Embora a "morte de estrelas" tenha sido documentada e observada em vários pontos de nossa história, o processo nunca foi seguido de perto.

Apesar dos 700 anos-luz de Betelgeuse de distância, em termos astronômicos, a estrela é quase uma "vizinha" da Via Láctea. Essa proximidade a torna uma das únicas estrelas além do Sol cuja superfície pode ser observada em detalhes.

Assim, uma supernova de Betelgeuse ofereceria à ciência uma chance preciosa de estudar o fenômeno "de perto". Também seria um show deslumbrante para observadores das estrelas.

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