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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Pesquisadores do Google alcançam marco histórico na computação quântica

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Problema que levaria milhares de anos para ser resolvido em um computador "clássico", foi solucionado em segundos. Feito permitirá, entre outras possibilidades, a produção de medicamentos mais eficazes.
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 Por G1  

 Postado em 23 de outubro de 2019 às 12h15m  

Gipope-Marketing
Google — Foto: Arnd Wiegmann/ReuterusGoogle — Foto: Arnd Wiegmann/Reuterus

Pesquisadores do Google atingiram um feito histórico para a computação quântica — definido como a "supremacia quântica". Um problema que levaria milhares de anos para ser resolvido em um computador clássico, foi solucionado em 200 segundos por uma das máquinas da empresa.

Segundo o Google, este é um "momento de possibilidade" e pode ser comparado com a construção do primeiro foguete que deixou a gravidade da Terra e foi para o espaço.

Isso porque, a partir deste marco, será possível projetar baterias mais eficientes, além de produzir fertilizantes utilizando menos energia e medicamentos mais eficazes.
A diferença de um computador quântico para um clássico está na quantidade de informações que podem ser processadas e armazenadas ao mesmo tempo.

Enquanto em uma máquina clássica (como desktops domésticos e smartphones) o processo acontece em bits, representados pelos códigos 0 ou 1, em uma quântica o processo é feito por qubits e há vários estados entre 0 e 1.
Arte mostra interior do computador quântico — Foto: Roberta Jaworski/ Arte G1 
Arte mostra interior do computador quântico — Foto: Roberta Jaworski/ Arte G1

Guarde este termo: qubit
O computador quântico, na realidade, é apenas o pequeno chip de um computador enorme.
A grande estrutura ao redor do pequeno chip serve para garantir condições muito específicas de funcionamento, como ausência de ruído e de oscilação elétrica, além de temperaturas tão baixas que beiram zero Kelvin, o zero absoluto, ou -273 °C.

O nosso computador tradicional funciona através de bits, que salvam e escrevem informação em sequências binárias de 0 ou 1. Já o computador quântico usa qubits (se fala "quilbit") — os bits quânticos.

Os qubits são bastante delicados e só conseguem funcionar em temperaturas muito baixas, que é quando alcançam propriedades da mecânica quântica, daí o nome do computador.
O computador quântico da IBM não é vendido pela empresa, apenas sua capacidade de processamento. — Foto: Thiago Lavado/G1 O computador quântico da IBM não é vendido pela empresa, apenas sua capacidade de processamento. — Foto: Thiago Lavado/G1

Uma dessas propriedades se chama superposição. Ao invés de escolher entre 0 ou 1, o computador quântico consegue usar a superposição para realizar uma combinação matemática entre 0 e 1, algo difícil de entender intuitivamente. Isso permite que o computador pegue alguns atalhos e realize cálculos mais rápidos.

Outra característica é o entrelaçamento, também um fenômeno da mecânica quântica, que permite a um qubit exercer efeito instantâneo nos outros qubits do sistema, o que acelera ainda mais os cálculos.

Veja quatro indústrias em que o computador quântico será revolucionário:
  • Indústria química: destrinchar as complexidades moleculares e interações química tornará possível descobrir novos medicamentos e materiais
  • Logística: encontrar o caminho ideal em cadeias de distribuição global fará o delivery de produtos ser muito mais eficiente
  • Mercado financeiro: encontrar um modelo de cálculo de risco permitirá diminuir os riscos de investimentos para fundos e empresas
  • Inteligência artificial: tornar mais eficientes processos da inteligência artificial, como o machine learning, fará as máquinas mais inteligentes
Diferença do computador tradicional
Um algoritmo quântico teria que realizar 10 mil operações para encontrar um nome em uma lista telefônica com 100 milhões de nomes. Em comparação, o típico computador binário teria que fazer 50 milhões de operações, na média.
Por essas peculiaridades, espera-se que o computador quântico seja uma revolução em diversas indústrias.

O Q System One da IBM, empresa que compete com o Google na corrida pelos super-computadores, tem capacidade de processamento de 20 qubits. Especialistas afirmam que será necessário centenas de qubits para começarmos a ver uma revolução acontecer.

Mas a tecnologia também desperta preocupações: o aumento na capacidade de processamento pode ameaçar, por exemplo, toda a criptografia que temos hoje para proteger bancos, transações financeiras e outras informações, já que seria mais fácil resolver os cálculos complexos que garantem a segurança atual.

Nos Estados Unidos, legisladores já afirmam que o país deve liderar esforços para criar sistemas de segurança que sejam resistentes a computadores quânticos.
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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Prévia da inflação fica em 0,09% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

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No ano, IPCA-15 acumula alta de 2,69% e, em 12 meses, desacelerou para 2,72%, se mantendo bem abaixo da meta do governo para o ano. Alimentos e bebidas têm deflação pelo 3º mês seguido.
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 Por Darlan Alvarenga, G1  

 Postado em 22 de outubro de 2019 às 14h00  

Gipope-Marketing









O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,09% em outubro, mesmo percentual registrado em setembro, segundo divulgou nesta terça-feira (22) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa para um mês de outubro desde 1998, quando o índice foi de 0,01%.

"No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,69% e, em 12 meses, de 2,72%, abaixo dos 3,22% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2018, a taxa foi de 0,58%", informou o IBGE. Em outubro de 2018, a taxa foi de 0,58%.

Com o resultado, a inflação em 12 meses fica ainda mais distante da meta do governo para o ano, que é de 4,25% (com intervalo de tolerância que varia de 2,75% a 5,75%), o que deve reforçar as apostas de novos cortes na taxa básica de juros (Selic), que está atualmente em 5,5% ao ano - a menor da série histórica do Banco Central.

Variação mensal do IPCA-15
Em %
Created with Highcharts 5.0.90,580,580,190,19-0,16-0,160,30,30,340,340,540,540,720,720,350,350,060,060,090,090,080,080,090,090,090,09Out/18Nov/18Dez/18Jan/19Fev/19Mar/19Abri/19Mai/19Jun/19Jul/19Ago/19Set/19Out/19-0,4-0,200,20,40,60,8

Mai/19
0,35
Fonte: IBGE

Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,04% para o período.

Alimentos têm deflação pelo 3º mês seguido
O grupo "Saúde e cuidados pessoais" apresentou a maior alta na passagem de setembro para outubro, de 0,85%, e também o maior impacto na composição do índice, respondendo sozinho por uma variação de 0,10 ponto percentual (p.p.). A maior pressão veio dos itens de higiene pessoal e produtos farmacêuticos, com alta de 2,35% e 0,54%, respectivamente.

A segunda maior alta foi nos preços do grupo "Transportes" (0,35%), com impacto de 0,06 p.p. no IPCA-15 de outubro.

Por outro lado, 3 grupos registraram deflação no mês. Entre as principais quedas, o destaque foi o grupo "Alimentação e bebidas" (-0,25%), que apresentou recuo nos preços pelo terceiro mês consecutivo. Os custos de "Habitação" (-0,23%) e "Artigos de residência" (-0,21%) também recuaram na comparação com o mês anterior, enquanto Comunicação apresentou estabilidade.

Veja a variação de todos os grupos:
  • Alimentação e bebidas: -0,25%
  • Habitação: -0,23%
  • Artigos de residência: -0,21%
  • Vestuário: 0,14%
  • Transportes: 0,35%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,85%
  • Despesas pessoais: 0,16%
  • Educação: 0,09%
  • Comunicação: zero
Segundo o IBGE, entre os alimentos que ficaram mais baratos em outubro, destaque para cebola (-17,65%), batata-inglesa (-14%) e tomate (-6,10%). Já os preços das carnes subiram 0,59%, depois de queda de 0,38% em setembro.

"A alimentação fora do domicílio ficou estável na comparação com o mês anterior. Se, por um lado, a refeição teve queda (-0,13%), por outro, o lanche veio com alta de 0,20%", destacou o IBGE.
Gasolina ficou 0,76% mais cara em outubro, segundo o IBGE — Foto: Thiago Gadelha/SVM
Gasolina ficou 0,76% mais cara em outubro, segundo o IBGE — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Energia mais barata e gasolina mais cara
A deflação do grupo "Habitação" foi garantida pela queda nos preços da energia elétrica (-1,43%) em virtude da mudança das bandeiras tarifárias. Em setembro, a bandeira vermelha impulsionou a alta do índice, sendo compensada em outubro, com a mudança para a tabela amarela.

Já a alta nos preços do grupo de "Transportes" foi puxada pela gasolina, que registrou alta de 0,76% em outubro, após recuo de 0,06% em setembro. O óleo diesel também ficou mais caro (3,33%), assim como o etanol (0,52%) e o gás veicular (0,23%). Segundo o IBGE, a inflação dos combustíveis ficou em 0,77%.

Perspectivas e meta de inflação
A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 5,5% ao ano - a menor da série histórica do BC, que começou em 1986.

O mercado continua projetando para o ano uma inflação bem abaixo do centro da meta central do governo. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, os analistas das instituições financeiras baixaram a estimativa de inflação para este ano de 3,28% para 3,26%.

Foi a décima primeira queda consecutiva nesse indicador. Os economistas também eduziram a previsão para os juros básicos da economia no fim de 2019 - que passou de 4,75% para 4,5% ao ano.

Para 2020, o mercado financeiro baixou a estimativa de inflação de 3,73% para 3,66%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.
Educação Financeira: entenda o sistema de metas da inflação
Educação Financeira: entenda o sistema de metas da inflação

Inflação por regiões
Segundo o IBGE, 3 das onze regiões pesquisadas apresentaram deflação de setembro para outubro. O menor resultado foi registrado na região metropolitana de Fortaleza (-0,08%), em função da queda observada no item energia elétrica (-3,31%). Já o maior índice ficou com a região metropolitana de Belém (0,28%), influenciado pelas altas dos itens higiene pessoal (1,89%) e gás de botijão (3,58%).

Em São Paulo, houve alta de 0,06%. No Rio de Janeiro, a inflação foi de 0,18%.

Entenda o IPCA-15
Os preços usados para medir o IPCA-15 foram coletados 13 de setembro a 11 de outubro e comparados com aqueles vigentes de 14 agosto a 12 de setembro.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA (inflação oficial). A diferença está no período de coleta, além da abrangência geográfica.
IBGE muda forma de calcular a inflação oficial do Brasil
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