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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Dívida pública pode chegar a R$ 4,3 trilhões em 2019, diz Tesouro Nacional

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Previsão divulgada nesta segunda (28) é para o valor máximo da dívida. No ano passado, dívida pública aumentou 8,9% na comparação com 2017 e chegou a R$ 3,87 trilhões. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 

Postado em 28 de janeiro de 2019 às 21,45m 
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A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta segunda-feira (28) que a dívida pública pode chegar a R$ 4,3 trilhões neste ano.

O montante é referente ao valor máximo que a dívida pode chegar. Segundo o governo federal, o valor mínimo previsto é de R$ 4,1 trilhões.

Também nesta segunda, o Tesouro informou que a dívida pública aumentou 8,9% na comparação com 2017 e chegou a R$ 3,87 trilhões.

Dívida pública brasileira
Os resultados e as previsões do governo
Created with Highcharts 5.0.9Em R$ trilhões3,553,553,873,874,14,14,34,3201720182019 (piso estimado)2019 (teto estimado)012345
Fonte: Tesouro Nacional

A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, para pagar as despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e contribuições.

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, é chamada de interna. Quando tais operações financeiras ocorrem em moeda estrangeira, usualmente o dólar norte-americano, a dívida é classificada como externa.

Necessidades de financiamento
Segundo o Tesouro Nacional, os vencimentos da dívida pública neste ano somam R$ 747 bilhões, dos quais:
  • R$ 12,6 bilhões são da dívida externa;
  • R$ 639 bilhões da dívida interna;
  • R$ 95,2 bilhões em encargos do Banco Central.
Além disso, há uma estimativa de que sejam necessários mais R$ 259 bilhões para "cobertura parcial" do déficit das contas do governo, e de R$ 8,4 bilhões para honrar "garantias" a operações de empréstimos de estados.

Para financiar esses compromissos, estão previstos R$ 234,9 bilhões em recursos orçamentários. Com isso, a necessidade líquida de financiamento cai para R$ 779 bilhões em 2018.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Peixe raríssimo viaja 11 mil km e é achado em santuário na costa de SP

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Suspeita é que o animal tenha sido transportado por água armazenada em navios cargueiros. Segundo biólogo, a espécie não prejudica o ambiente nativo e é natural do Oceano Índico.
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Por José Claudio Pimentel, G1 Santos 

Postado em 21 de janeiro de 2019 às 15h30m 

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Peixe Bandeira, nativo do Oceano Índico, é registrado na costa de São Paulo — Foto: Eric Comin/Arquivo PessoalPeixe Bandeira, nativo do Oceano Índico, é registrado na costa de São Paulo — Foto: Eric Comin/Arquivo Pessoal

Um Peixe-Bandeira (Heniochus acuminatus), nativo do Oceano Índico, foi registrado na Laje de Santos, um parque marinho localizado a mais de 40 quilômetros das praias da Baixada Santista. A suspeita é que ele tenha sido transportado por mais de 11 mil quilômetros, até o Atlântico, por meio da água armazenada nos navios cargueiros.

O registro foi feito durante o fim de semana pelo biólogo e mergulhador Eric Comin, que estuda a fauna existente no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Considerado um santuário por ser um berçário para centenas de espécies de animais, o local tem a pesca proibida e é protegido por leis ambientais.

"É um registro raro, justamente por ser uma espécie exótica, que não é nativa deste oceano. O Bandeira integra a família dos peixes limpadores, que têm por característica estabelecer uma relação de contato com outros animais, para remover tecidos mortos ou parasitas. Neste caso, ele estava com uma tartaruga", explica.
Peixe Bandeira foi registrado em meio a um cardume de peixes nativos na Laje de Santos — Foto: Eric Comin/Arquivo PessoalPeixe Bandeira foi registrado em meio a um cardume de peixes nativos na Laje de Santos — Foto: Eric Comin/Arquivo Pessoal

Trata-se do segundo registro da espécie na Laje de Santos. O primeiro ocorreu em 2013 e também foi feito por Comin, cuja aparição resultou em uma publicação científica naquela ocasião. Em 2018, outros pesquisadores relataram a ocorrência desse mesmo animal na costa do Paraná e do Rio de Janeiro.

"A nossa suspeita é que o transporte dessa espécie tenha ocorrido por meio da água de lastro [aquela captada diretamente do mar para os tanques das embarcações para manter a estabilidade] dos navios, ainda quando em fase larval. E se adaptou bem ao ambiente, sem que houvesse alguma rejeição", explica.
Laje de Santos localiza-se a aproximadamente 40 quilômetros da costa de SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1Laje de Santos localiza-se a aproximadamente 40 quilômetros da costa de SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

Ainda de acordo com o especialista, não existe um estudo científico que constate eventual interação danosa do Peixe Bandeira ao ambiente nativo da costa brasileira. "Mesmo ele vindo de tão longe, foi reconhecido pelos peixes da Laje de Santos como sendo um limpador", pondera Eric Comin.

Nas imagens registradas por ele, o Peixe Bandeira, característicos pelas cores branca, preta e amarela, aparece em meio a um cardume de Salemas (Anisotremus virginicus), de coloração amarelada, que integra a fauna local. Na Laje de Santos, já foram catalogados 196 espécies diferentes de peixes.



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sábado, 19 de janeiro de 2019

Os grandes riscos que ameaçam a economia global em 2019

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Política econômica dos EUA, desaceleração chinesa, comércio internacional, Brexit e situação na Europa são questões que rondam o desempenho da economia global neste novo ano.
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Por BBC 

Postado em 19 de janeiro de 2019 às 18h50m 
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Política econômica dos EUA, desaceleração chinesa, comércio internacional, Brexit e situação na Europa são questões que rondam o desempenho da economia global neste novo ano. — Foto: Saul Loeb / AFP Photo

O que o ano de 2019 reserva para a economia global?
O crescimento econômico global de 2018 provavelmente fechará em cerca de 3,7%, quando todos os números forem computados, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
As duas principais economias do mundo - Estados Unidos e China - devem registrar índices razoáveis de expansão em 2018.

A maior economia de todas, os Estados Unidos, teve dois trimestres de forte expansão no meio do ano passado. Os dados dos últimos três meses do ano passado devem estar disponíveis no fim de janeiro, e mesmo que eles mostrem um pouco de desaceleração, o ano como um todo deve registrar um crescimento bastante forte (para os padrões daquele país), de cerca de 3%.

Quanto à China, a desaceleração do crescimento deve continuar em 2018, após três décadas de crescimento estonteante. Mesmo assim, a taxa deve fechar em cerca de 6,6% em 2018, o que é mais que suficiente para produzir uma melhora significativa no padrão de vida dos cidadãos chineses.

A maioria das análises mais conservadoras sugere que a retomada do crescimento global, depois da grande recessão de 2008-2009 deve continuar por pelo menos mais um ano - ou mais.
Então, o que são as tais nuvens negras?

'Trumponomics'
Trump culpou o Fed quando o mercado de ações dos EUA caiu, no fim de 2018. — Foto: Leah Millis/ReutersTrump culpou o Fed quando o mercado de ações dos EUA caiu, no fim de 2018. — Foto: Leah Millis/Reuters

É provável que o crescimento nos Estados Unidos seja mais lento em 2019. A aceleração do ano passado refletiu os cortes de impostos realizados pelo presidente Donald Trump em 2017, com efeito em 2018.

Há controvérsia entre os economistas sobre o quanto este impacto vai durar. A medida funcionará como um "empurrão", cujos efeitos diminuem ao longo do tempo, ou terá resultados duradouros sobre os incentivos para trabalhar e investir?

É preciso também levar em conta o impacto do banco central americano, o Fed (Federal Reserve). A instituição continuará aumentando as taxas de juros para manter a inflação perto da meta de 2% ao ano, como fez ao longo de 2018?

Trump acredita que a ação do Fed é uma ameaça para a economia americana. O Fed, disse ele, "é o único problema da nossa economia".

Na verdade, Trump reforça essa ideia com tanta frequência que seu secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, sentiu a necessidade de dizer publicamente que o presidente não tem intenção de demitir o chefe do Fed, Jerome Powell.

Não está claro também se Trump tem realmente o poder de fazer isso, mas o político republicano certamente se recusaria a nomear Powell para outro mandato à frente do Fed quando o período atual acabar, em 2022 (isto é, se Trump ainda for o presidente dos EUA).

De qualquer forma, a mera perspectiva do presidente de os EUA exercer o que muitos consideram ser uma influência indevida sobre o Fed tem potencial para tumultuar o mercado financeiro. O Fed recebe do Congresso dos EUA a responsabilidade sobre a política monetária do país, o que inclui o poder de definir as taxas de juros.

A visão mais aceita entre os economistas é a de que manter este tipo de decisões afastadas do controle político direto é a melhor forma, no longo prazo, de controlar a inflação.
Há ainda um outro ponto da política econômica de Trump que pode prejudicar o crescimento econômico: o comércio internacional.

Guerra tarifária?
Xi Jinping, presidente da China, deve retaliar caso os EUA imponham mais tarifas. — Foto: Mark Schiefelbein/Pool/AFPXi Jinping, presidente da China, deve retaliar caso os EUA imponham mais tarifas. — Foto: Mark Schiefelbein/Pool/AFP

Os Estados Unidos já estão há algum tempo em confrontação aberta com a China, por causa daquilo que Donald Trump chama de "roubo de tecnologia" das empresas americanas que fazem negócios no país asiático.
Daqui a três meses, as tarifas impostas pelo governo Trump a uma gama de produtos chineses sofrerão aumentos, de 10% a 25%. Espera-se que a China retalie os EUA, como fez na primeira rodada de aumentos tarifários.
Trump e o presidente chinês Xi Jinping tiveram algumas conversas recentes sobre o tema, e é possível que a "escalada" de agressões seja revertida. Mas não há nada certo.

Além disso há as tarifas americanas sobre o aço e o alumínio - criadas sob o pretexto de proteger a 'soberania nacional' dos EUA, e que afetaram um grande número de parceiros comerciais dos americanos. O Brasil e a Argentina se livraram das tarifas, que poderiam ter causado fortes danos à indústria metalúrgica dos dois países.

Assim, a perspectiva de mais tensões no comércio internacional é a primeira nuvem carregada no horizonte.

Diminuição do crescimento na Europa
A Europa tem seus próprios problemas para enfrentar. Os dados econômicos relativos ao terceiro trimestre do ano passado já mostraram uma queda pronunciada no crescimento da zona do Euro.

Uma parte destes dados negativos pode refletir uma queda de curtíssimo prazo, causada quando a União Europeia passou a aplicar novas regras para testes de emissão de poluentes de veículos - o que paralisou durante algum tempo essa indústria.

Mas os dados ruins podem também ser o começo de uma perda mais significativa de velocidade no processo de recuperação econômica - que nunca foi especialmente forte na Europa.
Um levantamento recente sobre o setor industrial na região mostrou que o desaquecimento continuou em dezembro passado - e duas das principais economia do bloco, Itália e França, tiveram retração.
A Europa também tem o seu próprio problema de comércio exterior com que se preocupar: o Brexit. O Reino Unido deve deixar a União Europeia em 29 de março. Como exatamente será esta saída ainda é uma questão em aberto - há vários resultados possíveis, alguns dos quais com potencial de destroçar o comércio entre o Reino Unido e o continente.

Recessão a caminho?
Os mercados de ações tiveram um período turbulento no fim de 2018. Muitas bolsas de valores mundo afora tiveram ganhos vultosos no começo do ano, mas que foram revertidos depois. De forma geral, foi o pior ano para os mercados globais desde a crise financeira de 2008.

Preços baixos de ações podem (atenção, podem) ser sinal de alerta de problemas econômicos mais generalizados à frente, e até mesmo de uma nova recessão - mas não é líquido e certo que isso vá acontecer.
Como disse ironicamente o ganhador do prêmio Nobel de economia Paul Samuelson, "os indicadores de Wall Street conseguiram prever nove das últimas cinco recessões". Os mercados podem dar alarmes falsos.
O mercado de títulos de dívidas - que inclui os títulos dos governos - também está mais perto de acender a luz amarela sobre as perspectivas da economia nos EUA.

Um fenômeno conhecido como "curva invertida de rendimentos", observado no fim de 2018, tem sido um indicativo mais confiável de uma desaceleração econômica, embora não diga quando a recessão vai ocorrer.

O fenômeno acontece quando, num dado momento, títulos de dívidas com prazo de vencimento mais curto começam a pagar mais aos investidores que os títulos de prazo longo - o contrário do que ocorre geralmente.

Dito isso, há economistas sérios que acreditam que os Estados Unidos estão à caminho de uma recessão - não neste ano, mas em 2020. Nouriel Roubini, que previu a crise de 2008, é um deles. Ele também avisa que a próxima recessão será mais difícil para o governo dos EUA e o Fed que a anterior.

A China também tem com o que se preocupar - ali, há o crescimento das dívidas do governo e das empresas, que pode comprometer a estabilidade financeira do país. Pesquisas recentes com as empresas do país mostram que o número de encomendas novas recebidas pelas fábricas caiu em dezembro de 2018. É a primeira vez que isso acontece nos últimos dois anos.

Tudo considerado, há boas razões para considerar as perspectivas de 2019 em diante mais nebulosas do que jamais estiveram, em anos.

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