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sábado, 29 de dezembro de 2018

Tsunami na Indonésia: o dramático colapso do vulcão por trás da tragédia que matou mais de 400

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Imagens de satélite indicam que o Anak Krakatau perdeu mais de dois terços de sua altura e volume após entrar em erupção.
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Por BBC 

Postado em 29 de dezembro de 2018 às 14h45m 
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Imagens de radar do satélite JAXA's ALOS-2 mostram a ilha vulcânica Anak Krakatau em 20 e 24 de dezembro, antes e depois da erupção.  — Foto: Geospatial Information Authority of Japan via APImagens de radar do satélite JAXA's ALOS-2 mostram a ilha vulcânica Anak Krakatau em 20 e 24 de dezembro, antes e depois da erupção. — Foto: Geospatial Information Authority of Japan via AP

A escala do dramático colapso do vulcão na Indonésia que levou a um devastador tsunami há uma semana no Estreito de Sunda, que liga o Mar de Java ao Oceano Índico, está se tornando mais clara.

Pesquisadores examinaram imagens de satélite do Anak Krakatau para calcular a quantidade de rocha e cinzas que foram lançadas no mar. Eles dizem que o vulcão perdeu mais de dois terços de sua altura e volume na semana passada.
Vulcão que gerou tsunami perdeu 2/3 de altura e volume
Vulcão que gerou tsunami perdeu 2/3 de altura e volume

Grande parte disso poderia ter deslizado para o mar em um único movimento. Isso certamente explicaria o deslocamento de água e a geração de ondas de até cinco metros de altura que inundaram as costas próximas de Java e Sumatra.

A agência de desastres da Indonésia afirma que mais de 400 mortes já foram confirmadas e que 20 pessoas ainda estão desaparecidas. Mais de 40 mil ficaram desabrigadas.
O Centro de Vulcanologia e Mitigação de Perigos Geológicos (PVMBG) do país tem estudado imagens de vários satélites de radar, que têm a vantagem de enxergar a superfície terrestre de dia ou noite e ultrapassar nuvens.

Isso permitiu algumas medições iniciais da estatura perdida pelo Anak Krakatau, em particular no seu lado oeste.

O que antes era um cone vulcânico de 340 metros de altura tem hoje apenas 110 metros de altura, diz o PVMBG. Em termos de volume, 150 a 170 milhões de metros cúbicos de material foram eliminados, restando apenas 40 a 70 milhões de metros cúbicos.
Vulcão Anak Krakatau, na Indonésia, em erupção  — Foto: Antara Foto/Bisnis Indonesia/Nurul Hidayat/ via REUTERS
Vulcão Anak Krakatau, na Indonésia, em erupção — Foto: Antara Foto/Bisnis Indonesia/Nurul Hidayat/ via REUTERS

Desastre havia sido previsto por cientistas
Quanta massa foi perdida no dia 22 de dezembro em si e quanto disso se deu nos dias seguintes ainda é desconhecido. Os cientistas poderão ter uma ideia melhor depois de terem a oportunidade de visitar o vulcão e realizar pesquisas mais extensas.

Mas, com as erupções ainda em curso e uma zona de exclusão de segurança em vigor, ninguém pode chegar perto do Anak Krakatau.
O colapso do cone com a geração do tsunami era considerado um risco em potencial antes do último sábado.

Os cientistas haviam previsto esta possibilidade seis anos atrás e identificado que o lado oeste do Anak Krakatau como a seção com maior probabilidade de entrar em colapso.

O estudo, embora tenha simulado um evento de escala ainda maior, previu onda com altura e tempos de inundação costeira que foram semelhantes ao que realmente aconteceu.
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    sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

    Desemprego cai para 11,6% em novembro, diz IBGE

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    Desocupação ainda atinge 12,2 milhões de brasileiros; melhora foi puxada novamente pela informalidade.
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    Por G1 

    Postado em 28 de 2018 às 18h05m 
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    Desempregados fazem fila em mutirão de emprego no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo — Foto: Werther Santana/Estadão ConteúdoDesempregados fazem fila em mutirão de emprego no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo — Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

    A taxa de desemprego no Brasil recuou para 11,6% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). A queda foi influenciada mais uma vez pelo crescimento do trabalho informal e dos brasileiros que atuam por conta própria. Na pesquisa de outubro, a desocupação no país era de 11,7%.

    Há um ano, a desocupação era de 12%.
    Foi a oitava queda mensal seguida do desemprego no país. Em termos de contingente, o desemprego ainda atinge 12,2 milhões de brasileiros, uma redução de 3,9% (queda de 501 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e de 2,9% (menos 364 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2017.

    Evolução da taxa de desemprego
    Índice no trimestre móvel, em %
    12.74012.74012.57112.57112.31112.31112.68912.68913.12113.12113.68913.68913.41313.41313.23513.23512.96612.96612.86812.86812.70712.70712.49212.49212.35112.35112.20612.206ago-set-out/17set-out-nov/17out-nov-dez/17nov-dez-jan/18dez-jan-fev/18jan-fev-mar/18fev-mar-abr/18mar-abr-mai/18abr-mai-jun/18mai-jun-jul/18jun-jul-ago/18jul-ago-set/18ago-set-out/18set-out-nov/1802,5k5k7,5k10k12,5k15k
    jun-jul-ago/18
    12.707

    ago-set-out/17
    12,2
    Fonte: IBGE

    A ligeira melhora do mercado de trabalho pode ser explicada pelo aumento dos trabalhadores que atuam no setor privado sem carteira de trabalho. Em novembro, esse contingente subiu 4,5% (crescimento de 498 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e chegou a 11,689 milhões - o maior patamar da série histórica iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período de 2017, o avanço foi de 4,7% (mais de 522 mil trabalhadores).

    Houve contribuição também do crescimento dos trabalhadores que atuam por conta própria. Esse contingente chegou a 23,8 milhões, também recorde na série histórica. Houve aumento de 2,3% (mais 528 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e de 3,3% (aumento de 771 trabalhadores) em relação ao mesmo trimestre de 2017.

    "Desde o segundo trimestre de 2018, percebeu-se queda significativa da desocupação, o que seria uma notícia excelente não fosse o fato de ela vir acompanhada por informalidade. Ou seja, em termos de qualidade, há uma falha nesse processo de recuperação já que desde 2012, esse é o maior índice de informalidade medido pela PNAD Contínua", disse o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

    De forma geral, a população ocupada chegou a 93,189 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em novembro, um avanço de 1,2% (1,1 milhão) em relação ao trimestre de junho a agosto e crescimento de 1,3% (1,2 milhão) na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    É importante que o mercado de trabalho volte a gerar postos com carteira para retornar a um círculo virtuoso de geração de emprego e renda", afirmou Cimar.

    Os dados do IBGE ainda apontaram que a renda do trabalhador brasileiro segue estagnada. No trimestre encerrado em novembro, o rendimento foi de R$ R$2.238, praticamente estável em relação aos R$ 2.235 observados na leitura encerrada em outubro e na pesquisa de um ano atrás.

    Evolução do número de desempregados
    Em número de desocupados no trimestre móvel
    Created with Highcharts 5.0.912.74012.74012.57112.57112.31112.31112.68912.68913.12113.12113.68913.68913.41313.41313.23513.23512.96612.96612.86812.86812.70712.70712.49212.49212.35112.35112.20612.206ago-set-out/17set-out-nov/17out-nov-dez/17nov-dez-jan/18dez-jan-fev/18jan-fev-mar/18fev-mar-abr/18mar-abr-mai/18abr-mai-jun/18mai-jun-jul/18jun-jul-ago/18jul-ago-set/18ago-set-out/18set-out-nov/1802,5k5k7,5k10k12,5k15k
    Fonte: IBGE

    Subocupação
    Segundo o IBGE, o contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi estimado em aproximadamente 7 milhões no trimestre encerrado em novembro, o que representa um aumento de 4,7% em relação ao trimestre anterior, ou seja, um adicional de 317 mil pessoas nessa condição.

    Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve crescimento de 8,8%, quando 6,5 milhões de pessoas estavam subocupadas.

    Subutilização segue em 27 milhões
    Em novembro, o IBGE também apurou que 27 milhões de brasileiros seguem subutilizados - uma redução de 478 mil (-1,7%) pessoas frente ao trimestre de junho a agosto. Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, no entanto, houve aumento de 486 mil (aumento de 1,8%) pessoas subutilizadas.

    O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.

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