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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Sonda da Nasa pousa em Marte após sete meses de viagem

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Esta é a oitava vez que a Nasa consegue pousar uma sonda no planeta.
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Por G1 

Postado em 26 de novembro de 2018 às 21hoom 
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Cientistas da Nasa comemoram pouso de sonda em Marte — Foto: NasaCientistas da Nasa comemoram pouso de sonda em Marte — Foto: Nasa

A sonda Mars InSight, da Nasa, pousou em Marte nesta segunda-feira (26) após sete meses de viagem. A sonda é a primeira capaz de captar terremotos e estudar o funcionamento interno do planeta. Esta é a oitava vez que a Nasa consegue fazer um pouso em Marte.
Minutos após o pouso, a sonda conseguiu enviar uma imagem do local em que mostra o horizonte e algumas manchas de poeira na lente.
Primeira imagem enviada pela sonda Insight de Marte — Foto: Nasa/via APPrimeira imagem enviada pela sonda Insight de Marte — Foto: Nasa/via AP

A nave espacial não tripulada foi lançada há quase sete meses e percorreu 482 milhões de km. Parte de sua missão é informar dos esforços para enviar algum dia exploradores humanos ao planeta vermelho — algo que a Nasa espera concretizar na década de 2030.

A InSight não tem capacidade de detectar vida no planeta — isso será deixado para os futuros robôs. A missão da agência em 2020, por exemplo, irá coletar rochas que possam conter evidências da vida antiga.

Este pouso em Marte é o primeiro desde 2012, quando o explorador Curiosity da Nasa pousou na superfície e analisou as rochas em busca de sinais de vida que possa ter habitado o planeta vizinho da Terra, agora gélido e seco. 
NASA pousa em Marte primeira sonda a explorar as profundezas do planeta
NASA pousa em Marte primeira sonda a explorar as profundezas do planeta

A InSight, de 993 milhões de dólares, sobreviveu à difícil entrada na atmosfera do planeta vermelho, viajando a uma velocidade de 19.800 km/h e reduzindo rapidamente a velocidade a apenas 8 km/h.

"Nós estudamos Marte da órbita e da superfície desde 1965 — aprendendo sobre o tempo, atmosfera, geologia e química de superfície", afirmou Lori Glaze, diretora em exercício da divisão de ciência planetária da direção de missões científicas da Nasa.

"Agora iremos finalmente explorar dentro de Marte e aprofundar nosso entendimento do nosso vizinho terrestre, enquanto a Nasa se prepara para enviar exploradores humanos mais fundo dentro do sistema solar".

Missão da Nasa quer descobrir as características do interior do planeta vermelho — Foto: Roberta Jaworski/G1
Missão da Nasa quer descobrir as características do interior do planeta vermelho — Foto: Roberta Jaworski/G1
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    Utqiaġvik, o povoado que só voltará a ver a luz do sol em 23 de janeiro

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    A pequena cidade no Alasca presenciou o último pôr do sol do ano no domingo.
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    Por BBC 

    Postado em 26 de novembro de 2018 às 17h00m 
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    Os pouco mais de 4 mil moradores de Utqiaġvik vão passar cerca de dois meses sem ver o sol — Foto: University of Alaska Fairbanks Os pouco mais de 4 mil moradores de Utqiaġvik vão passar cerca de dois meses sem ver o sol — Foto: University of Alaska Fairbanks

    Os moradores de Utqiaġvik vão passar os próximos dois meses quase totalmente na escuridão.

    Os habitantes desta pequena cidade no Alasca - o Estado dos Estados Unidos mais ao norte - já estão acostumados a longas noites sem ver a luz do dia.

    No domingo, seus pouco mais de 4 mil habitantes viram o último pôr do sol do ano.
    A próxima oportunidade para ver a luz do dia será no dia 23 de janeiro de 2019, às 13h04 (horário local).

    A noite polar
    Utqiaġvik - conhecida antigamente como Barrow - não é a única cidade no Alasca privada de iluminação solar por longos períodos como este.

    O norte do Alasca está localizado no Círculo Polar Ártico, que circunda a gélida região polar do Ártico.

    De maneira que outros pequenos povoados como Kaktovik, Point Hope e Anaktuvuk Pass tampouco veem a luz do sol por um longo período.
    O fenômeno conhecido como noite polar se refere a regiões que passam mais de 24 horas sem ver a luz do sol — Foto: University of Alaska Fairbanks O fenômeno conhecido como noite polar se refere a regiões que passam mais de 24 horas sem ver a luz do sol — Foto: University of Alaska Fairbanks

    O fenômeno da penumbra prolongada é conhecido como noite polar e é comum em regiões localizadas dentro dos círculos polares, que passam mais de 24 horas sem sol.
    No caso de Utqiaġvik, serão muito mais de 24 horas - as pessoas vão passar 65 dias no escuro.

    O fenômeno acontece ano após ano e Utqiaġvik é o primeiro lugar do Alasca a ser afetado, por sua localização extrema ao norte.
    A cidade é o lar da população indígena Iñupiac e abriga várias estações de pesquisa climática.

    80 dias de sol
    Segundo o site Weather.com, "a partir de meados de novembro até o fim de janeiro, o sol não nasce ao norte do Círculo Ártico, devido à inclinação da Terra longe da luz solar direta".

    Localizada 530 km acima da linha que delimita o Círculo Ártico, Utqiaġvik não ficará, no entanto, mergulhada na escuridão total nos próximos dois meses.

    Um fenômeno chamado crepúsculo civil - que ocorre quando o sol está a 6 graus abaixo da linha do horizonte e cria uma pequena iluminação - permitirá que haja um pouco de luz.

    O crepúsculo civil dura seis horas por noite, mas diminuirá para três horas por noite no fim de dezembro.

    Embora o cenário pareça assustador, muitos destacam uma vantagem que a maioria dos lugares no mundo não tem: quando o verão chega a esta pequena cidade no Alasca, seus habitantes podem desfrutar de 80 dias seguidos sem pôr do sol.
    Alasca   Estados Unidos
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    quinta-feira, 22 de novembro de 2018

    A névoa misteriosa que tornou 536 o pior ano da história para se estar na Terra

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    No início de 536 d.C. uma misteriosa névoa cobriu a Europa, o Oriente Médio e parte da Ásia. O sol perdeu o brilho e a temperatura dessas regiões caiu. Saiba mais!
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    Por BBC 

    Postado em 22 de novembro de 2018 às 22h00m 
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    No ano de 536, o sol perdeu o brilho durante 18 meses e as temperaturas cairam na Europa, Oriente Médio e partes da Ásia — Foto: PixabayNo ano de 536, o sol perdeu o brilho durante 18 meses e as temperaturas cairam na Europa, Oriente Médio e partes da Ásia — Foto: Pixabay

    Michael McCormick, professor de história de Harvard, passou anos estudando e documentando as catástrofes mais devastadoras da Europa.
    Depois de estudar 20 séculos de calamidades na Europa o historiador concluiu, em artigo na revista acadêmica Science, que o ano 536 d.C "foi o começo de um dos piores períodos, senão o pior" para estar vivo.

    Naquele ano, uma misteriosa névoa cobriu Europa, Oriente Médio e partes da Ásia por 18 meses. O sol perdeu a intensidade do brilho e as temperaturas caíram de 2,5 a 1,5 graus, iniciando a década mais fria dos últimos 2.300 anos.

    A China chegou a ver neve naquele verão, as colheitas agrícolas de vários países europeus e asiáticos não deram frutos e a fome afetou boa parte da população durante um longo período.
    Mas o que está por traz disso tudo?
    Em 2010, uma erupção do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, gerou cinzas que cobriram vários quilômetros da atmosfera, o que levou ao fechamento do espaço aéreo em várias partes da Europa. No ano de 536 d.C, uma erupção provocou fome e queda de temperaturas na Europa, Oriente Médio e parte da Ásia — Foto: ReutersEm 2010, uma erupção do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, gerou cinzas que cobriram vários quilômetros da atmosfera, o que levou ao fechamento do espaço aéreo em várias partes da Europa. No ano de 536 d.C, uma erupção provocou fome e queda de temperaturas na Europa, Oriente Médio e parte da Ásia — Foto: Reuters

    A "época obscura"
    Os historiadores há anos denominam a primeira metade do século 6 como a "época obscura", mas a origem desse período de "treva" foi, por muito tempo, um mistério.

    Agora, uma análise precisa do interior de uma geleira suíça, feita por uma equipe coordenada por McCormick e o especialista em geleiras Paul Mayewski, do Instituto de Mudanças Climática da Universidade de Maine, nos Estados Unidos, encontrou uma resposta.

    As nuvens negras que cobriram parte do hemisfério norte eram, na realidade, cinzas procedentes de uma enorme erupção vulcânica ocorrida na Islândia.

    Após o ano de 536, se seguiram outras gigantes erupções, em 540 e 547. O historiador de Harvard acredita que isso, juntamente com a chegada da peste bubônica às costas da Europa, em 541, provocou uma paralisia econômica no continente até 640 d.C.

    O gelo analisado pelos pesquisadores aponta que as erupções provocaram aumento do nível de acetato de chumbo no ar. Para Kyle Harper, historiadora da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, o detalhado registro de desastres naturais e contaminação humana "congelado no gelo" oferece um "novo tipo de prova para compreender as causas humanas e naturais que provocaram a queda do Império Romano, assim como os primeiros movimentos da nova econômica medieval".

    E essa informação congelada no gelo há séculos também permitiu esclarecer, em parte, o que levou o mundo a vivenciar um dos períodos mais tenebrosos da história.
    As geleiras escondem provas de como foi a vida na Terra há milhares de anos — Foto: Divulgação/Epod/Universities Space Research AssociationAs geleiras escondem provas de como foi a vida na Terra há milhares de anos — Foto: Divulgação/Epod/Universities Space Research Association

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