Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
António Santos Lourenço, 27 de abril de 2018 às 11:33 Postado em 28 de abril 2018 às 20h00m
O Gartner alerta que Data e Analytics (D&A)tem estado no topo das prioridades dos CIOs (Chief Information Officers) por muitos anos.No entanto, para atingir níveis de maturidade em Data e Analytics e trazer para as empresas as maiores vantagens, as diversas áreas da organização devem desenvolver suas habilidades, ou seja, Data&Analytics devem fazer parte do dia a dia de todos os executivos e, em alguns casos, podem até ser tema para discussões estratégicas no Conselho de Administração das companhias.
O Gartner destaca que quase tudo apresentado ao Conselho de Administração é enquadrado como “vital” ou “crítico” e, por isso, muitas vezes esse ambiente pode ser desafiador e cético por analisar e discutir simultaneamente várias iniciativas que competem por atenção. Segundo Lydia Clougherty Jones, Diretora de Pesquisas do Gartner, e Frank Buytendijk, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner, não é tão simples apresentar temas a Conselhos Administração, pois as discussões podem apresentar conflitos.
O Gartner aconselha usar linguagem de negócios ao proporcionar conhecimento sobre detalhes técnicos de Data&Analytics. É comum tentar explicar tudo sobre temas que temos paixão, porém as reuniões de Conselhos de Administração sempre vão direto ao ponto e focam em benefícios estratégicos para os negócios. Por isso, é crucial conectar D&A ao Conselho que é o mais alto nível organizacional das empresas, estando acima inclusive da equipe de gestão.
Um líder de D&A pode dizer a seguinte afirmação sobre sua estratégia de crescimento: “Temos um alvo de crescimento agressivo de 20%. Pelo menos 60% dessa oportunidade de aumento estão nas vendas casadas ou vendas cruzadas dentro de nossa própria base de clientes. Isso significa que precisamos ter um entendimento melhor de quem são nossos consumidores e do que eles realmente precisam. Esse tipo de análise é possível com soluções de D&A”.
Ao mesmo tempo, mostre que você faz sua lição de casa ao incluir detalhes adicionais como parte de um apêndice. Nem todo executivo irá ver isso, mas fornecer informações complementares mostra preparação e respeito pelos interlocutores.
Certifique-se que quando você ajusta uma apresentação para que ela seja curta, você não pode eliminar a parte do engajamento. A contextualização é uma parte importante para captar o interesse do Conselho de Administração. Uma maneira de fazer isso é dividir a história em quatro sessões.
Missão poderá trazer amostras de Marte a serem estudadas em laboratórios na Terra (Foto: Nasa) Agências espaciais dos Estados Unidos e de países europeus estão se juntando para realizar, no futuro, uma missão que poderá trazer para a Terra amostras de pedras e do solo de Marte.
A Nasa(agência espacial americana)e a ESA(agência espacial europeia) assinaram uma carta de intenções que pode levar à primeira viagem de ida e volta ao planeta vermelho. O plano foi anunciado em uma reunião na capital da Alemanha, Berlim, onde foram debatidos objetivos e a viabilidade da missão - chamada de Mars Sample Return (MSR, ou"Retorno de Amostras de Marte", em tradução livre).
A empreitada espacial poderá colocar os cientistas mais perto de respostas-chave sobre o passado de Marte.
Entre as respostas mais visadas está a questão sobre se, um dia, o planeta vermelho já abrigou vida. Cientistas comemoram, na reunião, os avanços já obtidos com a análise de meteoritos marcianos e o envio de veículos para o planeta vizinho, mas clamaram por um novo passo em que amostras de Marte poderiam ser trazidas para a Terra.
Isso poderia ser feito com a coleta do material no solo marciano, posterior armazenamento em cápsulas, que finalmente aterrissariam de forma segura na Terra. Nasa enviará robôs para Marte em 2020 (Foto: Nasa) As amostras, então, poderiam passar por uma análise detalhada em laboratórios na Terra - usando instrumentos que são grandes demais ou consumiriam muito combustível para serem enviados para 55 milhões de quilômetros de distância.
"Queremos formar uma parceria com a ESA, mas também com outros parceiros", disse Thomas Zurbuchen, cientista associado à Nasa.
"A todo momento, estaremos vendo o que está disponível no mercado comercial. A Nasa não tem interesse em desenvolver coisas que podem ser compradas".
Dave Parker, diretor de exploração humana e robótica da ESA, comentou: "É muito importante que cada missão enviada a Marte descubra algo minimamente incomum. Isso está na base do que tendemos a fazer nas próximas missões". Ilustração mostra um dos equipamentos que podem ser usados para coletar amostras em Marte (Foto: Nasa) Uma missão da Nasa em 2020 deve abrir caminho para a missão Mars Sample Return, que pretende coletar as amostras a serem estudadas na Terra. Em 2020, robôs farão, como teste, perfurações na superfície do planeta vermelho e armazenarão o material. Um plano mais completo para trazer amostras do planeta vizinho precisaria de anos para ser desenvolvido.
Projetos anteriores consideraram o envio de robôs para a coleta do material. Este seria então transportado por um veículo que sairia da superfície marciana que, ao chegar à superfície da Terra, soltaria as amostras por meio de paraquedas.
Caroline Smith, cientista do Museu de História Natural de Londres, participou do encontro. "Eu diria que é uma renovação do processo", disse Smith à BBC News.
"Vários estudos já apontaram que a única forma disso (este tipo de missão) ser conquistado é através da cooperação internacional. Então acho que essa é uma mensagem muito boa da Nasa e da ESA, que trabalharão juntas para materializar isso - a próxima fronteira na exploração do Sistema Solar".
"Há um burburinho real na sala. Eu falei com vários colegas que vibraram: 'Uau, realmente vamos fazer isso!'".
Protegendo o planeta Se a vida já existiu no planeta vermelho, provavelmente tinha uma natureza microscópica. Cientistas querem primeiro saber quais eram as condições ideais para a existência da vida e, caso elas tenham se configurado, se há evidências fossilizadas. Pesquisadores também querem saber se há, hoje, vida em Marte. "Só seremos capazes de responder de forma conclusiva a essas perguntas trazendo as amostras para cá",explica Smith. Thomas Zurbuchen (à esq.) e Dave Parker assinam carta de intenções em Berlim (Foto: ESA) Os altos níveis atuais de radiação cósmica na superfície de Marte – uma consequência de sua fina atmosfera – poderiam criar um ambiente hostil para qualquer organismo. Ainda assim, há maneiras pelas quais a vida ainda pode se fixar. A possibilidade de que os organismos vivam hoje no subsolo de Marte significa que a missão estaria sujeita a rígidas medidas de quarentena, uma espécie de "proteção planetária".
"Temos que ter cuidado para não contaminarmos Marte com material do nosso planeta. Também queremos ter a certeza de que não vamos contaminar acidentalmente as amostras que serão levadas à Terra", explica a cientista. "Se há algo perigoso em Marte,não queremos que isso entre na biosfera da Terra". "Temos conhecimento em lidar com materiais perigosos,sejam eles biológicos ou nucleares". Zurbuchen acrescenta que essa missão de ida e volta poderá ser crucial também para uma eventual exploração de Marte por humanos - o que, segundo suas previsões, começará a ser pensado pela Nasa nos anos 2030. A cratera Korolev em imagem enviada pela sonda TGO; após explorações por robôs em Marte, cientistas planejam os próximos passos na exploração do planeta vermelho (Foto: ESA/Roskosmos/Cassis)
A poeira na atmosfera e no solo também poderia ter um impacto importante. Se futuras bases para humanos no espaço dependerem de células solares, a poeira poderia bloquear a luz do sol - interrompendo a geração de energia. Até mesmo dentro dos abrigos a poeira poderia ser um problema. "Se a poeira está por toda a parte,e você tem pessoas vivendo e respirando em meio a ela,isso poderia ser danoso aos astronautas", questiona Smith. A sonda Trace Gas Orbiter (TGO), da ESA, está atualmente em solo marciano. Ela contribuirá em pesquisas sobre a vida no planeta ao estudar a distribuição atmosférica do gás metano - que pode ser produzido por organismos mas também pode ter origem em fontes não biológicas.
Além de rochas que podem ser relevantes para essa questão, rochas ígneas formadas pelo magma no interior de Marte são um alvo para a missão de coleta de amostras. "Ao coletar rochas ígneas, poderemos entender a evolução geoquímica do planeta Marte.Ficaríamos sabendo quando as lavas estararam em erupção", explica Caroline Smith. A análise, em Terra, dessas pedras, poderá traçar uma cronologia muito mais precisa do planeta vermelho. Hoje, este conhecimento tem como base valores elaborados a partir de estudos da Lua.
Em 2009, a Nasa e a ESA concordaram em colaborar na Iniciativa Conjunta de Exploração de Marte, que teria culminado na coleta de amostras em 2020. Mas, em 2011, a Nasa cancelou sua participação em meio a um aperto orçamentário. Amostras do solo de Marte; cientistas esperam que amostras possam revelar processos biológicos e geológicos (Foto: NASA/JPL-CALTECH/MSSS) AGÊNCIA ESPACIAL EUROPÉIA (ESA) -- ESTADOS UNIDOS -- NASA
Em um dia de verão de 1964, um bombeiro inglês fez uma foto de sua filha. Pouco depois, a imagem estava nas primeiras páginas de jornais de todo o mundo. Mais de meio século depois, estamos mais perto de resolver esse mistério?
'Astronauta' em foto intriga cientistas e curiosos há décadas (Foto: Jim Templeton)
"Fizemos um passeio normal e fomos para o nosso lugar favorito", lembra-se o bombeiro Jim Templeton, de Carlisle, no noroeste da Inglaterra, em uma entrevista à BBC antes de sua morte, em 2011. Ele falava de um dia ensolarado no verão de 1964, quando saiu com sua filha sem suspeitar de que algo ocorreria.
"Sentamos e disse a Elizabeth: 'Agora, vou fazer fotos suas com o vestido novo', sem esperar que isso acontecesse." Ele se refere à misteriosa figura que aparece atrás da menina na imagem, o que chamou a atenção da imprensa de todo o mundo e gerou décadas de debates sobre do que se tratava.
Para os ufólogos, estava claro. Um traje branco. Um visor escuro. Templeton, diziam, havia fotografado um astronauta. Mas, além de sua mulher, Annie, e dois aposentados que estavam sentados em um carro, ele disse não ter visto mais ninguém naquele dia em Burgh Marsh, com vista para o estuário de Solway em Cumbria.
Foi só quando o químico que revelou as fotos disse que uma figura estranha havia estragado a foto que Templeton se deu conta que havia alguém, ou alguma coisa, na cena.
Frenesi Templeton levou a fotografia à polícia, onde disseram que não havia nada fora do comum. A fabricante de filmes fotográficos Kodak disse o mesmo - e inclusive ofereceu uma recompensa a qualquer um que pudesse provar que a foto havia sido falsificada. Ninguém nunca recebeu o prêmio. Mas produziu-se um frenesi midiático.
"Chamou a atenção do jornal local, The Cumberland News. A partir daí, explodiu. A história foi publicada pelos jornais Daily Mail e Express", disse David Clarke, autor de"Os arquivos OVNI: a história por trás dos avistamentos da vida real".
Templeton começou a receber cartas de todo o mundo."Algumas pessoas afirmavam que era um espírito, outros acreditavam que Jim ou sua filha tinham poderes psíquicos desconhecidos. Tudo ficou cada vez mais estranho", disse Clarke.
Logo, ele recebeu a visita dos"homens de preto", que se identificavam só como Número 9 e Número 11, pedindo que os levasse ao local em que havia sido feita a foto.
Esta imagem foi uma das poucas feitas por Templeton no mesmo dia da fotografia polêmica; acredita-se que ela mostre também sua esposa, Annie, à direita, junto com Elizabeth (Foto: Jim Templeton)
Talvez o mais estranho de tudo tenha sido uma relação com o lançamento planejado de um míssil Blue Streak, em Woomera, no sul da Austrália. Poucos dias depois que Templeton fez sua foto, ele foi abortado após técnicos informarem ter visto dois homens no campo de testes.
Ao ver a foto do astronauta de Solway na capa de um jornal australiano, técnicos ficaram atônitos porque era a mesma figura que haviam avistado próximo ao míssil. A trama se complicou ainda mais, porque o Blue Streak havia sido fabricado na RAD Spadeadam, em Cumbria, a poucos quilômetros de onde Templeton fotografou Elizabeth.
Quando a história ficou famosa, também foi dito que ovnis haviam sido avistados na cidade australiana de Woomera. Podiam estar esses incidentes vinculados ao que havia acontecido com Templeton?
Não, disse Clarke, que viu a filmagem em preto e branco do lançamento abortado. "Descobri toda a papelada nos arquivos do Ministério da Defesa há alguns anos. A filmagem estava no Imperial War Museum, em Londres", destacou. E não há nenhum registro fotográfico dos dois homens que teriam sido avistados pelos técnicos, explica Clarke.
Corrida espacial A imagem de Templeton veio em um momento em que o interesse público sobre esses temas havia disparado por causa da corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética. "Surgiram uma série de fotos mostrando discos voadores como o que se via no cinema e na TV. Se você vê isso hoje, parecem ingênuas", recorda-se Clarke.
"Mas a imagem de Jim era marcante. A imagem atrás da menina obviamente se parece com um astronauta da Nasa."
Sarah Spellman, presidente da Associação para Estudo Científico de Fenômenos Anômalos (Assap), está de acordo que foi um produto de seu tempo. "É uma curiosidade interessante. Uma vez que você a vê e faz a conexão com a imagem de um astronauta, é uma fotografia que chama bastante atenção", disse.
Para Clarke, que tem um doutorado em folcrore, histórias como a do astronauta de Solway seguem uma tradição bastante comum.
"Desde a invenção da fotografia, há imagens de anjos, fadas e espíritos. Muitas foram [explicadas por] flashes de luz nas lentes ou foram manipuladas, mas se alimentaram do espiritualismo no século 19. Se Jim tivesse feito feito a foto em 1864 em vez de em 1964, teriam dito que se tratava de um fantasma."
A Assap, que investiga eventos paranormais há mais de 30 anos, ainda recebe "constantemente" novos casos do tipo, ainda que a maioria seja de supostos avistamentos de fantasmas em vez de ovnis. "Nossa capacidade de análise avançou, mas também a capacidade de falsificar as coisas", destaca Spellman.
"As pessoas têm acesso a programas de computador. Se alguém quer falsificar algo, já não precisa criar uma figura de papelão e pendurá-la com fios no jardim."
'Época mais inocente' Mas o que poderia explicar o astronauta de Solway? Seria simplesmente um engano? Clarke, que se reuniu com Templeton em 2002, acredita ser improvável.
"Saí do encontro absolutamente convencido de que ele estava dizendo a verdade e não podia explicar ele mesmo, ainda que não tenha acreditado tanto em sua história dos 'homens de preto'. Quem quer que seja que tenha ido visitá-lo, duvido que fosse do governo."
No entanto, um astronauta, diz Clarke, seguramente não é. "Um dos outros fotografamas feitos nesse dia mostra a esposa de Jim, que, segundo ele, estava parada atrás dele quando fez a foto de Elizabeth. Acredito que, por alguma razão, sua mulher se meteu na foto e ele não viu porque estava com uma câmera que só podia ver pelo visor apenas 70% do que estava na cena."
Annie, argumenta Clarke, possivelmente estava de costas para a câmera, e a fotografia estava superexposta, fazendo com que seu vestido azul fosse visto como se fosse branco. Isso explicaria o "astronauta".
Seja qual for a verdade, para Clarke, isso é uma lembrança de uma "época mais inocente" e não tem dúvidas sobre a sua importância. "Hoje, somos muitos mais cínicos diante desse tipo de imagem", disse.
"Nos anos 1950 e 1960, havia algumas imagens granuladas que mostravam coisas extraordinárias. A gente se supreendia muito mais e estava mais disposto a suspender nossa incredulidade. Para mim, é uma das imagens anômalas mais impressionantes das pesquisas sobrenaturais, e a gente seguirá falando dela por mais 50 anos." NASA