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sexta-feira, 1 de maio de 2015

É hora de dar tchau!

 - Logística & Estratégia®.


Postado às 23h30
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Na quinta-feira (30), logo no comecinho da noite, chegou ao fim uma missão espacial muito bem sucedida, a Messenger. Destinada a estudar Mercúrio em detalhes, ela foi lançada em agosto de 2004 e, após seis anos e meio de viagem que incluíram três sobrevoos ao planeta, ela foi colocada em órbita elíptica em março de 2011. 

Na verdade, a Messenger foi a primeira sonda a orbitar o menor e menos conhecido planeta do Sistema Solar. Antes dela, a Mariner 10 passou por lá em março de 1974, efetuando 3 sobrevoos antes de seu combustível acabar e entrar em órbita do Sol.

Até 2011, o que tínhamos de informações sobre Mercúrio era fruto dos sobrevoos da Mariner 10 e, claro, das observações em Terra. Só que por causa da sincronia dos sobrevoos da Mariner, ela sempre fotografou a mesma face do planeta.

Como resultado, menos de 45% da superfície do planeta foi mapeada, ou seja, muita coisa ainda precisava ser feita, mas o pouco que foi mapeado mostrou que, no geral, a aparência de Mercúrio é a mesma da Lua.

Foi preciso esperar três décadas para que a NASA enviasse nova sonda para Mercúrio. Uma missão como essa não é das mais fáceis, tanto por causa da intensa força gravitacional do Sol, que perturba a estabilidade da órbita da sonda, quanto por causa das difíceis condições nessa região do espaço.

Os instrumentos da sonda precisam ser blindados termicamente para evitar as grandes variações de temperatura experimentadas todas as vezes que ela mergulha na sombra do planeta. Isso sem falar na intensa radiação solar que pode arruinar toda a eletrônica embarcada.

Mas enfim, a espera terminou em 2004.
A Messenger tinha como missão, além de mapear Mercúrio por completo com uma resolução muito melhor, analisar o tipo de material que compõe o terreno, estudar a interação da radiação solar e determinar o tamanho do núcleo do planeta, entre outros.

O plano inicial era que a missão durasse um ano, mas com o Sol chegando ao seu máximo de atividade em 2012, a missão foi estendida mais um ano. Só que nessa extensão, as descobertas feitas pela Messenger foram tão fascinantes que outra extensão foi conseguida, que durou até quando acabou o propelente que faz a sonda manobrar. 

Sem capacidade de manobra, a órbita da sonda vai decaindo irremediavelmente, até que ela se choque contra a superfície do planeta a mais de 14 mil km/h, abrindo uma cratera de 16 metros de diâmetro.


E quais são essas descobertas?
A mais fantástica foi a de que existe água em Mercúrio! Esse resultado era totalmente inesperado por causa das condições do planeta, cuja superfície pode atingir mais de 400°C! Mas os mapas da Messenger, combinado com os instrumentos de análise geológica, mostraram a presença de gelo em crateras que não são iluminadas pelo Sol nas regiões polares, como ocorre na Lua também.

Outra descoberta fascinante foi que Mercúrio guarda em sua superfície amostras de material que formou o Sistema Solar. A Messenger mostrou uma camada de material carbonáceo também sobre os polos, muito provavelmente trazido por cometas vindos da Nuvem de Oort, junto com o gelo. 

As regiões polares de Mercúrio mostraram-se um depósito de material pré biótico oriundo do bombardeio sofrido pelos planetas interiores, ocorrido nos primórdios do Sistema Solar!
Outras descobertas foram que Mercúrio tem um núcleo líquido, comparativamente até maior que o da Terra, tem campo magnético muito fraco, teve episódios de vulcanismo e possui “atmosfera”. 

Bom, atmosfera numas. Com a alta temperatura e a baixa gravidade do planeta, não há condições dele reter atmosfera de verdade, densa. O que a Messenger descobriu foram traços de hidrogênio, hélio, oxigênio, sódio, cálcio e potássio, cuja origem é tanto o vento solar, quanto o decaimento radioativo de rochas, formando uma exosfera.

As descobertas da Messenger foram tão surpreendentes que para mantê-la em órbita foi usado hélio quando o gás propelente das manobras acabou – ou seja, a NASA já fez tudo o que pode.

Literalmente, a sonda está com tanque vazio e a gravidade é implacável. O último suspiro de hélio foi usado agora, dia 28, para elevar mais um pouco sua órbita final de modo que o momento do impacto coincidisse com o horário em que as antenas da rede Deep Space estivessem em posição favorável para “ouvir” as últimas transmissões. 

Essa rede de antenas é usada pela NASA para monitorar e se comunicar com todas as suas missões espaciais e tem antenas espalhadas pelo globo – de modo que sempre há pelo menos uma delas rastreando as sondas no espaço.

O impacto da Messenger ocorreu como planejado na quinta, às 18h26 no horário de Brasília, e só vamos saber se de fato aconteceu quando suas transmissões cessarem. 

Em 2016, a missão BepiColombo, parceria entre as agências espaciais europeias e japonesa, deve ser lançada em direção a Mercúrio. Só lá pelo ano de 2020 é que poderemos ver a cratera deixada pelo mergulho final da Messenger.

Será que vai cair?
Um assunto que está bombando nos noticiários é a questão do módulo russo Progress, em órbita da Terra. Afinal, o que está acontecendo?

A agência espacial russa Roskosmos lançou nesta última terça-feira (28) um módulo de carga não tripulado levando suprimentos para a Estação Espacial Internacional. 

Ocorre que minutos após o lançamento, o controle da missão conseguiu estabelecer um contato precário com o módulo. A telemetria captada indicava que apenas 2 das 5 antenas de comunicação haviam aberto como previsto. Pior, o download das imagens da câmera que faz a guiagem final das manobras de acoplamento mostrou que o módulo estava girando a uma taxa de uma volta a cada 4,5 segundos.

Sem conseguir estabelecer comunicação com a Progress, os técnicos desistiram de tentar corrigir seu movimento de rotação e com isso abandonaram a ideia original de tentar acoplá-la como previsto. A missão passou a ser estabelecer contato para ao menos controlar a queda do módulo.

Isso mesmo, a Progress está caindo.
O módulo foi colocado em uma órbita baixa, onde a atmosfera é rarefeita, mas ainda assim exerce algum arrasto. Com isso ele desacelera, diminui a altura, vai para uma região de densidade maior, sofre mais arrasto e desacelera mais ainda. 

Este ciclo vai se repetindo até que o módulo atinja uma altura em que o arrasto atmosférico seja tão forte que o despedace. Sem poder recuperar a missão original, a meta era conseguir ao menos direcionar a queda de modo que a Progress se desintegre sobre o Oceano Pacífico. Só que nem isso foi possível até agora!

Sem estabelecer contato contínuo com a Progress ela fica mesmo sem controle. Isso significa que, até que os técnicos estabeleçam um link com o módulo, eles não vão poder fazer com que ela caia aonde queiram, mas certamente ela não vai cair em qualquer lugar.

A órbita da Progress evita lugares densamente povoados, o que minimiza as chances de uma tragédia e, mais ainda, ela cruza o Oceano Pacífico, que não é pequeno – aliás, 75% da superfície da Terra é coberta por água. Com o que se sabe até agora espera-se que o módulo reentre na atmosfera entre 5 e 7 de maio, mas sem estimativa do local, por enquanto.

Mas o que teria causado esse problemão?
Ninguém sabe até agora e uma investigação está em curso com resultados prometidos para no máximo dia 13. A pressa se justifica porque dia 16 já há outro lançamento previsto, dessa vez de um satélite militar secreto da Rússia, mas logo, logo uma missão tripulada deve ocorrer.

Uma hipótese é que o terceiro estágio do foguete Soyuz-2-1a tenha falhado. Pode ser que ele não tenha se desligado no momento da separação do módulo, ocasionando um choque violento entre as duas partes. 

Apesar dessa hipótese explicar a nuvem de destroços detectada ao redor do módulo, bem como sua rotação, uma explosão em algum tanque, que tenha causado uma rápida despressurização do módulo, também poderia fazer a mesma coisa.
Só nos resta aguardar.

Pedaços do Halley
Para finalizar, no próximo dia 5, é o dia do máximo da chuva de meteoros Eta Aquarídeas. Essa chuva está associada com a trilha de poeira largada pelo mais famoso dos cometas, o Halley.


Sem dúvida, se eu tivesse que eleger uma chuva preferida, das tantas que ocorrem durante o ano, esta seria a Eta Aquarídeas. Ela foi a primeira que eu observei seriamente, contando e anotando cada meteoro avistado.

Infelizmente, dessa vez os prognósticos são ruins. Para se observar uma chuva de meteoros é necessário apenas um local com céu escuro, mas neste ano a Lua chega à fase de cheia justo dia 4, deixando o céu muito claro. Isso dificulta a observação, “apagando” os meteoros mais fracos (a maioria), deixando apenas os mais brilhantes.

A constelação de Aquário, de onde parece partir todos os meteoros, estará no céu a partir das 2h15 da manhã, favorecendo as observações, mas não é essencial esperar até esse horário. Só que considerando a fase da Lua e que essa chuva tem um período “largo” de atividade – entre 19 de abril e 28 de maio – pode ser mais jogo observar agora nesse feriado, ou esperar até o dia 15 de maio. 

A dica é olhar para a direção leste, de onde os meteoros vão surgir, mas fixando a vista para o alto. Um conselho precioso é fazer isso sentado em uma cadeira de praia para evitar o torcicolo no dia seguinte.

A carta abaixo mostra o céu às 2h15 do dia 05 de maio. Ele não se altera muito ao longo dos dias, se você olhar nesse horário, só a posição da Lua se altera perceptivelmente. Nesse caso, ela estará bem no alto, no zênite. No dia 15, também às 2h da manhã, ela nem terá nascido ainda.

Imagens: Impacto da Messenger em Mercúrio (NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington)Mapa do céu às 2h15 em 5 de maio de 2015 (Cássio Barbosa)

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Primeira mulher piloto de avião do Afeganistão sobrevoa preconceitos

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Niloofar Rahmani tem 23 anos e recebeu cartas e ligações com ameaças.
Ela ganhou um prêmio dos EUA por iniciativa de se tornar piloto.

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Da France Presse
30/04/2015 07h02 - Atualizado em 30/04/2015 09h47
Postado às 14h40m
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Niloofar Rahmani, a primeira mulher piloto do Afeganistão, posa para foto em 26 de abril (Foto: Shah Marai/AFP)
De óculos de aviador e andar confiante na pista, Niloofar Rahmani está sendo chamada de "Top Gun Afegã" ao encarar o duplo desafio de integrar um universo exclusivamente masculino num dos países mais conservadores do mundo e se tornar a primeira mulher piloto de avião do Afeganistão.

Na base aérea das forças afegãs em Cabul, a jovem de 23 anos e lenço preto é a única presença feminina e a promessa de uma microrrevolução que começou com um sonho.
Desde pequena, quando via um pássaro no céu, eu queria pilotar um avião"
Niloofar Rahmani.

"Desde pequena, quando via um pássaro no céu, eu queria pilotar um avião", conta à AFP a mulher sorridente com uma mecha de seu cabelo castanho ligeiramente para fora do véu.
"Muitas meninas no Afeganistão têm sonhos... 

Mas enfrentam muitos obstáculos, ameaças", disse ela em frente ao seu avião, um pequeno Cessna de transporte leve com hélices – bem diferente do potente F-14 pilotado por "Maverick", o personagem de Tom Cruise no filme "Top Gun".

Niloofar Rahmani, que cresceu em Cabul, se matriculou no curso da Força Aérea afegã em 2010. Ela recebeu o apoio de seus pais, mas outros a acusaram de desonrar a família.

Dois anos mais tarde, ela se tornou a primeira mulher piloto de aviões na história do país, que já teve mulheres pilotando helicópteros durante o período comunista, de 1978 a 1992.
Niloofar Rahmani, a primeira mulher piloto do Afeganistão, é vista em aeronave da Força Aérea afegã em foto de 26 de abril (Foto: Shah Marai/AFP)Niloofar Rahmani, a primeira mulher piloto do Afeganistão, é vista em aeronave da Força Aérea afegã em foto de 26 de abril (Foto: Shah Marai/AFP)

Recompensada com o prêmio internacional "Mulheres de Coragem" do departamento de Estado dos Estados Unidos, Niloofar está entre aquelas que têm feito avançar a causa das mulheres no Afeganistão desde a queda do Talibã, há 14 anos.

Sob o regime fundamentalista, as mulheres não podiam sair de suas casas sem estarem acompanhadas por um homem e viviam confinadas. Mas a paridade ainda é um sonho distante no Afeganistão de hoje, onde os costumes continuam embasados na segregação entre homens e mulheres.


Caminhar pela rua, fazer compras, tudo isso não consigo mais fazer. Perdi minha liberdade"
Niloofar Rahmani.

Sem liberdade
Em sua ascensão irresistível, Niloofar tem recebido telefonemas e cartas ameaçadoras de estranhos, ordenando que ela peça baixa.

"Eles me ameaçaram e disseram que iam prejudicar minha família", revela. "Minha única reação foi ignorá-los", diz ela, que teve que deixar o país por dois meses em 2013, quando as ameaças se intensificaram.

Hoje, a jovem piloto anda sempre armada para poder se defender. Acostumada ao olhar dos homens, ela nunca deixa a base usando o uniforme por medo de se tornar um alvo.

"Caminhar pela rua, fazer compras, tudo isso não consigo mais fazer. Perdi minha liberdade", lamenta. Além das ameaças físicas, o conservadorismo persistente continua um obstáculo para os direitos das mulheres.

Ao longo de uma missão, ela desafiou as ordens de seu comandante ao transportar soldados feridos no sul do Afeganistão.
Niloofar Rahmani, a primeira mulher piloto do Afeganistão, é vista ao lado de colegas da Força Aérea afegã em foto de 26 de abril (Foto: Shah Marai/AFP)Niloofar Rahmani, a primeira mulher piloto do Afeganistão, é vista ao lado de colegas da Força Aérea afegã em foto de 26 de abril (Foto: Shah Marai/AFP)

As mulheres não são autorizadas a transportar homens, mortos ou feridos. Mas no final desta missão, ela disse a seu comandante: "Pode me punir se você achou que eu fiz algo de errado". "Ele sorriu e me disse: 'você agiu bem'", lembra.

Para ser tratada da mesma maneira que seus colegas homens, ela acredita que não pode demonstrar fragilidade. "Devo ser dura, muito dura, não posso demonstrar muitas emoções", desabafa.

E ultrapassando as barreiras da igualdade entre os sexos, ela toma muito cuidado para não mexer – tanto – com as tradições.
Recentemente, um de seus colegas estendeu a mão para cumprimentá-la e ela declinou. 

"Por quê?", disse o militar, desapontado. Sem dizer nada, ela apenas acenou com a cabeça, sorrindo educadamente, com cuidado para não ser mal interpretada.
Niloofar Rahmani, de 23 anos, se tornou a primeira mulher piloto do Afeganistão (Foto: Shah Marai/AFP)Niloofar Rahmani, de 23 anos, se tornou a primeira mulher piloto do Afeganistão (Foto: Shah Marai/AFP)

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Sonda Messenger vai cair na superfície de Mercúrio nesta quinta

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Sonda deve atingir o planeta a mais de 234,6 km/h nesta quinta-feira.
Ela orbitou o planeta por quatro anos e fez descobertas importantes.

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Da France Presse
30/04/2015 06h00 - Atualizado em 30/04/2015 06h00
Postado às 12h45m
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 Concepção artística mostra sonda MESSENGER, da Nasa, orbitando Mercúrio  (Foto: Nasa/JHU APL/Carnegie Institution of Washington) Concepção artística mostra sonda MESSENGER, da Nasa, orbitando Mercúrio (Foto: Nasa/JHU APL/Carnegie Institution of Washington)

A sonda Messenger, da Nasa, que orbitou ao redor Mercúrio durante os últimos quatro anos está se preparando para cair na superfície do planeta a toda velocidade nesta quinta-feira (30). Ela já está sem combustível e agora a gravidade deve entrar em ação.

"Acho que o fim está chegando", disse a equipe da Messenger via Twitter esta semana. "Depois de 10 anos, a nave terminará sua vida como mais uma cratera na superfície de Mercúrio."


Sua missão foi inicialmente apenas para durar um ano, mas como estava operando bem e retornando dados interessantes e descobertas, os cientistas prolongaram sua vida o máximo que podiam.

A principal descoberta da Messenger ocorreu em 2012: uma espessa camada de gelo nas regiões polares de Mercúrio, fornecendo "apoio convincente para a hipótese de que o planeta abriga abundante água congelada e outros materiais voláteis em suas crateras polares permanentemente sombreadas", segundo a Nasa.

"Pela primeira vez os cientistas começaram a ver claramente um capítulo na história de como os planetas internos, incluindo a Terra, adquiriram água e alguns dos blocos químicos de construção da vida", explicou a agência em comunicado.

Os cientistas acreditam que o planeta mais próximo do Sol provavelmente obtiveve sua água quando cometas e asteroides voláteis ricos fizeram impacto, em algum momento da História.

Lançada em 2004
Combinação de imagens mostra as leituras da atmosfera de Mercúrio feitas por instrumento à bordo da sonda Messenger  (Foto: NASA, Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory, Carnegie Institution of Washington via AP)Combinação de imagens mostra as leituras da atmosfera de Mercúrio feitas por instrumento à bordo da sonda Messenger (Foto: NASA, Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory, Carnegie Institution of Washington via AP)

A Messenger foi lançada em 2004 e viajou por mais de seis anos antes de finalmente começar a orbitar Mercúrio em 18 de março de 2011.

Uma vez que a sonda não tripulada é colocada para fora do propulsor, ela não será mais capaz de lutar contra o impulso para baixo da gravidade do Sol e vai cair, atingindo o planeta a mais de 234,6 km/h no lado do planeta que não dá para a Terra.

Não são esperadas imagens do impacto.
"Pela primeira vez na história temos um conhecimento real sobre o planeta Mercúrio, que nos mostra um mundo fascinante como parte de nosso sistema solar diversificado", disse John Grunsfeld, administrador associado da diretoria de Missões Científicas da Nasa.

Os cientistas vão continuar a analisar os dados obtidos a partir da Messenger durante os próximos anos, disse ele.

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