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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nexus 4, um celular com o DNA Google


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  • Android 'puro' com hardware poderoso tornam o smartphone rápido e elegante
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RIO — No final da década de 90, quando a Google chegou ao mercado, uma característica a distinguía dos outros mecanismos de buscas: o visual clean. Na página com fundo branco, apenas o logotipo e um campo para a pesquisa. 

Assim é o Nexus 4. Em vez dos live tiles do Windows Phone, da confusão de ícones do iOS ou das modificações do Android de outras fabricantes, o smartphone produzido em parceria com a LG tem apenas seis ícones alocados na parte inferior da tela inicial e, na superior, um espaço para buscas.

E a simplicidade acompanha o design do aparelho. Os botões físicos são apenas dois: um para ligar e desligar e outro para ajustar o volume. Os clássicos botões Android são digitais. A frente e a traseira do telefone são cobertas pelo vidro Gorilla Glass, resistente a riscos — o que pode ser um problema em caso de quedas. Na lateral, um material emborrachado, agradável para manusear. Na parte de trás, o detalhe que diferencia o Nexus 4 de outros smartphones: o fundo preto brilha de acordo com a luminosidade, como se tivesse pequenos espelhos incrustados.

O processador Qualcomm Snapdragon S4 Pro, com quatro núcleos de 1,5 GHz, somado aos 2GB de memória RAM, dão conta para o uso de todas as funções cotidianas do smartphone. Nos testes realizados, em nenhum momento o aparelho travou ou demonstrou lentidão. Porém, é comum que alguns aparelhos Android fiquem lentos ao longo do tempo, o que não foi possível atestar.

Android ‘puro’
O sistema operacional Android Jelly Bean 4.2.2 é o chamado “puro”, pois não vem com as customizações das fabricantes. O que pode parecer negativo, pois algumas ferramentas são interessantes, é o ponto que distingue o Nexus 4 dos mar de Androids. O sistema é simples. Na tela inicial, apenas as funções principais: telefone, mensagens, máquina fotográfica, navegador Chrome, aplicativos Google e Play Store.

Mas para quem gosta de encher o espaço com aplicativos, tudo é customizável. Basta manter o ícone pressionado na pasta de aplicativos e colocá-lo em uma das quatro telas.

A câmera de oito megapixels não tem grandes atrativos. A ferramenta mais interessante é o Photo Sphere — também presente em outros smartphones Android com Jelly Bean 4.2 — que permite fazer panorâmicas em 360º, com resultado parecido com as imagens do Google Street View. Porém, o recurso não é tão fácil de usar e nos testes realizados a modelagem final não ficou com boa qualidade, com objetos retorcidos e duplicados.

Pouco espaço de armazenamento
A câmera frontal tem 1,3 megapixels. Não é ideal para tirar fotos, mas não comprometeu em videoconferências pelo Skype. A tela de 4,7 polegadas é de boa resolução, com 320 pixels por polegada (ppp), pouco abaixo dos 326 ppp da Retina, do iPhone 5. A visualização de vídeos é agradável, principalmente em tela cheia.

O ponto fraco do Nexus 4, sem dúvida, é a capacidade de armazenamento. O smartphone possui duas versões: com 8 GB ou 16 GB. O problema é que ele não possui entrada para cartão SD, o que ao longo do tempo pode se tornar um incômodo. O iPhone, da Apple, também não possui, mas tem versões de 32 GB e 64 GB.

Diferente dos antecessores, o Nexus 4 não possui bateria removível, e a falta de conectividade 4G pode ser um problema para quem está interessado em navegar pela internet em alta velocidade.

Por fim, o Nexus 4 é sem dúvida um dos melhores smartphones Android disponíveis no mercado brasileiro. Lançado nos EUA em outubro de 2012, o telefone está disponível nas cores preta ou branca por R$ 1.499 a versão com 16 GB.

Especificações técnicas:
Software
Sistema Operacional Android Jelly Bean 4.2.2

Hardware
Qualcomm Snapdragon S4 Pro de 1,5 Ghz
Memória RAM: 2 GB
Armazenamento: 8 GB ou 16 GB, sem entrada para cartão SD
Sensores: microfone, acelerômetro, bússola, luz ambiente, barômetro, giroscópio e GPS

Tela
Tamanho: 4,7 polegadas
Resolução: 1.280 x 768
Pixels por polegada: 320
Corning Gorilla 2

Câmera
Traseira de oito megapixels
Frontal de 1,3 megapixels

Dimensões
13,4 x 6,9 x 0,9 cm
Peso: 139 g

Bateria
2.100 mAh, com duração de até 250 em espera ou 10 horas de conversação

Conexões
3G, Wi-Fi, NFC e Bluetooth

Entradas
Micro USB e fone de ouvido
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cientistas criam orelha biônica com impressora 3D

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Órgão é capaz de captar frequências mais amplas que ouvido humano.
Técnica une células, polímero e nanopartículas de prata.


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04/07/2013 08h24 - Atualizado em 04/07/2013 08h49
Postado às 16h15
Do G1, em São Paulo

Orelha biônica criada com impressora 3D (Foto: Mel Evans/AP)Orelha biônica criada com impressora 3D (Foto: Mel Evans/AP)
Cientistas da Universidade de Princeton, nos EUA, usaram a técnica de impressão em 3D para criar uma orelha composta de células de cartilagem, um tipo de polímero e nanopartículas eletrônicas capaz de captar frequências num espectro mais amplo que o ouvido humano.

Com uma impressora 3D comum, capaz de criar objetos tridimensionais por meio da aplicação de finas lâminas de matéria-prima, os estudiosos depositaram células de bezerro sobre uma base de material polimérico. As células viraram cartilagem. Simultaneamente, a impressora inseriu partículas de prata na estrutura, formando uma antena capaz de “ouvir” variadas frequências.

Os pesquisadores, liderados por Michael McAlpine, iniciaram a pesquisa porque a orelha é uma das estruturas mais difíceis de recriar por meios cirúrgicos. O modelo criado na universidade americana ainda precisa de mais testes para poder ser de fato usado.

Mas, na opinião dos autores da pesquisa, publicada na revista “Nano Letters”, a técnica é promissora para a substituição de órgãos humanos com problemas ou mesmo para a criação de partes corporais artificiais com capacidades que excedem as naturalmente e encontradas.
Pesquisadores manipulam impressora 3D em Princeton (Foto: Mel Evans/AP)Pesquisadores manipulam impressora 3D em Princeton (Foto: Mel Evans/AP)
Orelha é composta por células, polímero e nanopartículas de prata (Foto: Mel Evans/AP)Orelha é composta por células, polímero e nanopartículas de prata (Foto: Mel Evans/AP)

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