Total de visualizações de página

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Em corrida armamentista, China expande drasticamente a produção de mísseis CONTEÚDO EXCLUSIVO:

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Mais de 60% das instalações ligadas à produção de projéteis apresentaram sinais de crescimento em imagens de satélite entre 2019 e 2025
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Tamara Qiblawi, Gianluca Mezzofiore, Thomas Bordéus, Yong Xiong e Lou Robinson, da CNN
07/11/25 às 09:46 | Atualizado 07/11/25 às 12:35
Postado em 07 de Novembro de 2.025 às 12hh50m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  11.939 --  *.#



Novo porta-aviões da China entra em ação em meio à competição naval com EUA

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Maior e mais avançado, Fujian tem deslocamento de 80 mil toneladas métricas e um sistema de catapulta capaz de lançar três tipos de aeronaves
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Laura Sharman, Brad Lendon e Simone McCarthy, da CNN
07/11/25 às 03:37 | Atualizado 07/11/25 às 09:47
Postado em 07 de Novembro de 2.025 às 09h50m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  11.938 --  *.#

O mais novo porta-aviões da China entrou oficialmente em serviço, um passo significativo para Pequim em sua busca por alcançar os Estados Unidos em termos de supremacia naval.

O líder chinês, Xi Jinping, presidiu a cerimônia de comissionamento em um porto militar em Sanya, na ilha de Hainan, no início desta semana, informou a emissora estatal 

O Fujian é o terceiro e mais avançado porta-aviões da China,equipado com uma catapulta eletromagnética capaz de lançar três tipos de aeronaves, segundo a mídia estatal chinesa.

Leia mais

O presidente chinês, Xi Jinping, na cerimônia de comissionamento e hasteamento da bandeira do Fujian em 5 de novembro. • X / @ChinaMilBugle
O presidente chinês, Xi Jinping, na cerimônia de comissionamento e hasteamento da bandeira do Fujian em 5 de novembro. • X / @ChinaMilBugle

O único outro porta-aviões no mundo que possui o sistema EMALS é o mais novo porta-aviões da Marinha dos EUA, o USS Gerald R. Ford, certificado para operações de convés de voo utilizando o sistema EMALS em 2022.

Apesar desses avanços, dois ex-oficiais de porta-aviões dos EUA disseram à CNN no mês passado que as operações aéreas do Fujian podem ainda operar a apenas cerca de 60% da capacidade de um porta-aviões da Marinha dos EUA com 50 anos de serviço.

Os 10 porta-aviões mais antigos da Marinha dos EUA, da classe Nimitz, dependem de catapultas a vapor para lançar aeronaves. No entanto, nenhum dos chineses é movido a energia nuclear, ao contrário de todos os porta-aviões dos EUA.

A energia nuclear permite que os porta-aviões dos EUA permaneçam no mar enquanto houver suprimentos para a tripulação. O Fujian é movido a combustível convencional, o que significa que precisa fazer escala em um porto ou ser encontrado por um navio-tanque no mar para reabastecer.

Expansão naval

A China vem construindo a maior marinha do mundo, lançando navios de guerra de alta tecnologia em um ritmo frenético sob a liderança de Xi Jinping, pressionando os Estados Unidos e seus aliados do Pacífico a acompanharem o ritmo.

Em termos de quantidade de navios, a marinha de Pequim é agora maior que a de Washington, e os estaleiros chineses podem produzir novas embarcações em uma taxa muito maior. Mas os EUA mantêm uma vantagem tecnológica significativa e podem operar muito mais porta-aviões.

Ainda assim, o comissionamento oficial do Fujian representa um marco para a marinha chinesa. Com um deslocamento de 80 mil toneladas, é o navio mais próximo em operação dos porta-aviões da classe Nimitz da Marinha dos EUA, de 97 mil toneladas.

E a China está construindo outro porta-aviões, agora conhecido como Tipo 004, que deverá não apenas empregar a tecnologia EMALS, mas também – diferentemente do Fujian, mas como o USS Ford – ser movido a energia nuclear.

O convés de voo do porta-aviões Fujian é o primeiro da China a dispensar a rampa de lançamento tipo "ski jump" usada por seus porta-aviões menores, Liaoning e Shandong, para que as aeronaves possam decolar por conta própria.

A mídia estatal chinesa e o especialista militar, Zhang Junshe, elogiaram o navio como prova da ascensão da China como uma grande potência em porta-aviões, após os testes de lançamento.

No entanto, surgiram preocupações sobre suas operações aéreas depois que um blogueiro militar chinês comentou um vídeo sobre as forças armadas chinesas na emissora estatal CCTV, que mostrava o Fujian.

O blogueiro, escrevendo no blog de comentários militares Haishixianfeng, disse: "Ambas as catapultas estão situadas perto da seção central frontal da área de pouso, então o J-15 ou o J-35 (os dois caças embarcados da China) passariam por cima das catapultas ao pousar, impedindo temporariamente seu uso para operações de lançamento e, portanto, afetando a eficiência de decolagem dos caças".

Os comentários foram noticiados pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo, e a CNN solicitou aos dois ex-oficiais da Marinha dos EUA que revisassem a reportagem e o vídeo.

Carl Schuster, ex-capitão da Marinha dos EUA que serviu em dois porta-aviões americanos, e o tenente-comandante aposentado Keith Stewart, ex-aviador naval americano, também comentaram sobre o layout do convés do Fujian.

Schuster observou que a área de pouso está angulada apenas 6 graus fora do centro — menos do que nos porta-aviões americanos da classe Nimitz — limitando o espaço entre a pista de pouso e as catapultas.

Além disso, ele sugeriu que a área de pouso, mais longa, se estende muito perto da proa, restringindo ainda mais a movimentação das aeronaves.

Tanto Schuster quanto Stewart notaram que as catapultas dianteiras pareciam ser mais longas no Fujian do que no Nimitz, o que significa que as aeronaves correriam o risco de colisões com o convés de voo ao se deslocarem entre os elevadores e o hangar.

Para mitigar esse risco, disseram eles, a única opção é reduzir o ritmo das operações no convés de voo.

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------  -----------====-++----   

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

2025 deve ser o segundo ou terceiro ano mais quente já registrado, alerta ONU

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), mesmo com uma leve queda nas médias globais, o planeta segue registrando recordes de calor mês a mês.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 06 de Novembro de 2.025 às 13h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  11.937 --  *.#

COP30 - Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?
COP30 - Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou nesta quarta-feira (6) que 2025 está a caminho de se tornar o segundo ou o terceiro ano mais quente já registrado, mantendo a tendência de aquecimento extremo que vem se consolidando na última década.

O boletim, divulgado pela agência da ONU a poucos dias da abertura oficial da COP30, em Belém (PA), mostra que as concentrações de gases do efeito estufa e o calor nos oceanos atingiram níveis sem precedentes.

Fora isso, geleiras e calotas polares também continuam em retração acelerada, ainda segundo o relatório.

"Essa sequência sem precedentes de altas temperaturas, combinada com o aumento recorde dos níveis de gases de efeito estufa no ano passado, deixa claro que será praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C nos próximos anos sem ultrapassar temporariamente essa meta", alertou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM

"Mas a ciência é igualmente clara: ainda é totalmente possível e essencial reduzir as temperaturas para 1,5 °C até o final do século", acrescentou.

🌡️ENTENDA: Essa meta de 1,5°C foi estabelecida pelo Acordo de Paris em 2015 para evitar impactos extremos do clima, como secas, elevação do mar e colapso de geleiras. Estudos recentes, porém, mostram que o mundo pode já ter ultrapassado esse ponto crítico.

Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel
Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel

O relatório também foi citado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em seu discurso em Belém durante a Cúpula dos Líderes.

Em cada ano em que se ultrapassar o limiar de 1,5 °C, as economias serão severamente afetadas, as desigualdades se agravarão e ocorrerão danos irreversíveis", disse.

"Devemos agir agora, com grande rapidez e em larga escala, para que esse aumento seja o menor, o mais curto e o mais seguro possível – e para que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5°C antes do final do século."

📝ENTENDA: Essas metas são o principal instrumento do Acordo de Paris para enfrentar a crise climática. A NDC atual do Brasil, por exemplo, inclui a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 53% até 2030 e zerar as emissões líquidas até 2050.

Por que cada grau importa? — Foto: Gui Sousa/Arte g1
Por que cada grau importa? — Foto: Gui Sousa/Arte g1

Ainda segundo a OMM, de janeiro a agosto de 2025, a temperatura média global ficou 1,42 °C acima da era pré-industrial, ligeiramente abaixo do recorde de 2024 (1,55 °C).

Mesmo assim, os últimos 11 anos (2015–2025) serão, individualmente, os 11 mais quentes desde o início dos registros, há 176 anos.

As concentrações dos três principais gases de efeito estufa - dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) - também voltaram a quebrar recordes.

O CO₂ chegou a 423,9 partes por milhão em 2024, o valor mais alto já observado, com aumento inédito de 3,5 ppm em apenas um ano, segundo medições em estações como Mauna Loa (EUA) e Kennaook/Cape Grim (Austrália)

🌫️ ENTENDA: Partes por milhão (ppm) é uma forma de mostrar quantas moléculas de uma determinada substância existem em cada milhão de moléculas de ar. No caso do dióxido de carbono (CO₂), por exemplo, 423,9 ppm significa que há 423,9 moléculas de CO₂ em cada milhão de moléculas de ar

Desde 1750, a concentração de CO₂ subiu 53%, a de metano aumentou 166% e a de N₂O, 25%.

A OMM ressalta que a queima de combustíveis fósseis continua sendo a principal fonte de emissões desde os anos 1950.

O documento destaca ainda que o aquecimento provocado pelo El Niño entre 2023 e 2024 deu lugar a uma fase neutra ou de La Niña em 2025.

Por isso, a temperatura média global da superfície entre janeiro e agosto deste ano ficou 1,42 °C acima da era pré-industrial, um pouco abaixo do recorde de 2024, que foi de 1,55 °C.

Mesmo assim, o período de junho de 2023 a agosto de 2025 registrou 26 meses seguidos de recordes mensais de calor, com exceção de fevereiro de 2025.

A OMM explica que o forte aquecimento observado nos últimos três anos está ligado ao fim de uma longa fase de La Niña (2020–2023) e também à redução de aerossóis e outros fatores que contribuíram para intensificar as temperaturas globais.

2025 poderá ser o 2º ou 3º ano mais quente da história. — Foto: Arte/g1
2025 poderá ser o 2º ou 3º ano mais quente da história. — Foto: Arte/g1

Um alerta antes da COP30

Divulgado às vésperas das negociações sobre o novo objetivo global de financiamento climático, o relatório da OMM também serve como base científica para as decisões da cúpula.

Os indicadores climáticos continuam soando alarmes, e o mundo não está no caminho para cumprir o Acordo de Paris, resume o documento

Ainda segundo o relatório, o calor armazenado nos oceanos atingiu em 2024 o maior nível da história, superando 2023 em 16 zetajoules, uma medida equivalente a bilhões de trilhões de joules.

🍎SAIBA MAIS: Joule (J) é a unidade usada para medir energia ou seja, o quanto algo tem de calor, força ou movimento. 1 joule é a energia necessária para levantar uma maçã pequena cerca de 10 centímetros.

Mais de 90% do excesso de energia fica retido nos oceanos, afirma o documento.

Esse calor extra intensifica tempestades tropicais, acelera o derretimento de gelo nas regiões polares e agrava a elevação do nível do mar.

Desde 1993, a taxa média de aumento do nível dos oceanos dobrou, passando de 2,1 milímetros por ano para 4,1 milímetros anuais entre 2016 e 2025.

Em 2024, o nível médio global do mar atingiu o maior valor já registrado por satélites.

O gelo do Ártico, por exemplo, chegou em março de 2025 à menor extensão máxima da série histórica, com 13,8 milhões de km², e o da Antártida manteve-se bem abaixo da média, com o terceiro menor volume já observado tanto no verão quanto no inverno.

As geleiras também bateram recordes negativos. No ano hidrológico de 2023/2024, houve perda média de 1,3 metro de gelo, o equivalente a 450 gigatoneladas, a maior redução desde 1950.

Segundo o relatório, a Venezuela perdeu seu último glaciar, juntando-se à Eslovênia como os dois primeiros países do mundo sem geleiras em tempos modernos.

Entrada do Parque da Cidade da COP30 — Foto: PABLO PORCIUNCULA/AFP
Entrada do Parque da Cidade da COP30 — Foto: PABLO PORCIUNCULA/AFP

Planeta sob pressão

O relatório da OMM mostra ainda que os efeitos do aquecimento global se intensificaram em 2025, provocando uma sequência de eventos extremos com impactos em cadeia sobre economias, ecossistemas e populações inteiras.

Nos Estados Unidos, as enchentes no Texas, em julho, deixaram 135 mortos, o pior desastre do tipo em quase meio século.

Na Europa e no Mediterrâneo, uma onda de calor entre junho e agosto levou as temperaturas a 50,5 °C na Turquia, provocando incêndios em 400 mil hectares de vegetação e afetando a agricultura e o turismo.

Na África, ciclones e inundações atingiram Moçambique, a República Democrática do Congo e a África do Sul, deixando milhares de pessoas desabrigadas.

Já na Ásia, enchentes devastaram o Paquistão e a Índia, forçando o deslocamento de mais de 1,5 milhão de pessoas.

Fora isso, a seca prolongada voltou também a atingir em cheio a Amazônia e o Centro-Sul do Brasil, agravando incêndios florestais e pressionando reservatórios de água e sistemas de energia.

No outro lado do planeta, China, Japão e Coreia viveram o verão mais quente já registrado, com ondas de calor que levaram cidades a registrar temperaturas próximas dos 45 °C.

Os eventos extremos de 2025 estão prejudicando plantações, agravando a pobreza e forçando deslocamentos em várias regiões, afirma o relatório.

A geleira Mendenhall (em Juneau, Alasca) em 21 de abril de 2024. — Foto: Becky Bohrer/AP Photo
A geleira Mendenhall (em Juneau, Alasca) em 21 de abril de 2024. — Foto: Becky Bohrer/AP Photo

Além dos desastres visíveis, o aquecimento também impactou a infraestrutura energética mundial. O calor extremo de 2024 fez a demanda global de energia subir 4%, e em algumas regiões da África, o aumento chegou a 30% acima da média histórica.

Por isso, para a OMM, é urgente integrar dados climáticos à geração e à distribuição de energia renovável, a fim de criar sistemas mais flexíveis e resistentes diante das mudanças cada vez mais rápidas do clima.

O documento destaca ainda que o avanço tecnológico tem ajudado na prevenção de riscos, mas de forma desigual.

O número de países com sistemas de alerta precoce de múltiplos riscos — capazes de detectar tempestades, secas, inundações e ondas de calor — mais que dobrou em uma década, passando de 56 em 2015 para 119 em 2024.

Mesmo assim, 40% do planeta ainda não tem cobertura adequada para reagir a desastres com antecedência.

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------  -----------====-++----