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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Copom: por que o BC diminuiu o ritmo de cortes de juros e quais os recados sobre o futuro da Selic

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Comitê anunciou corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros nesta quarta-feira, para 10,50% ao ano.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 08 de maio de 2024 às 19h30

#.*Post. - N.\ 11.196*.#

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu oficialmente o ritmo deste ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic. A decisão anunciada nesta quarta-feira (8) foi de um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.), para 10,50% ao ano.

Na última reunião do colegiado, em março, o comitê havia reduzido a Selic em 0,50 p.p. e indicado no comunicado a possibilidade de uma redução damesma magnitude no encontro deste mês. O padrão vinha desde agosto, quando o Banco Central (BC) começou a reduzir os juros do país.

Essa previsão sobre a política monetária é chamada pelo mercado financeiro de forward guidance. É uma maneira de dar previsibilidade da condução dos trabalhos e mais conforto aos investidores internos e externos.

Mas especialistas ouvidos pelo g1 dizem o descumprimento da projeção nesta reunião era previsto, e reflete uma série de fatores econômicos locais e internacionais que se desenrolaram ao longo do último mês.

Entram na conta a alteração das metas fiscais brasileiras para os próximos anos e a provável manutenção dos juros básicos norte-americanos em patamares elevados por mais tempo.

Para entender o que fez o BC mudar os rumos, você vai ver nesta reportagem:

  • Por que o BC descumpriu o forward guidance?
  • Quais as sinalizações do Copom para a taxa de juros à frente?

Copom reduz Selic para 10,50% ao ano, corte de 0,25 p.p.; veja a análise

O descumprimento de uma projeção por parte do BC não costuma ser muito bem-visto por investidores. E uma possível redução no ritmo de cortes já vinha sendo precificada pelo mercado há algumas semanas.

Houve um conjunto de indicações de que o ritmo seria reduzido, até porque o mundo mudou com o efeito de uma economia ainda forte nos Estados Unidos, com o Fed assumindo que o nível de inflação tinha mudado. Em cima disso, ainda tivemos a mudança da meta fiscal, explicou o economista-chefe da Ágora Investimentos, Dalton Gardiman.

Mudança da meta fiscal brasileira para 2025

O principal fator citado pelos especialistas foi a proposta de reduzir as metas para as contas públicas dos próximos anos, feita pelo Ministério da Fazenda.

A medida foi anunciada em 15 de abril, por meio do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025. De acordo com o documento, o governo repetiria o déficit zero no ano que vem e só conseguiria alcançar o superávit (arrecadar mais do que gasta) em 2026.

Trata-se também de uma mudança de projeção. Antes, a previsão era conseguir o superávit ainda em 2025 e resultados mais expressivos nos anos seguintes. Veja abaixo.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, afirma que a alteração das metas aumentou o nível das incertezas sobre o quadro fiscal do país e piorou o balanço de riscos do Banco Central. Com a decisão, o governo dá a entender que há um menor compromisso fiscal e posterga a estabilização da dívida pública, além de diminuir a credibilidade do novo arcabouço.

A situação das contas públicas vem sendo monitorada pelo BC desde o início do ciclo de cortes da taxa básica de juros. Já em setembro, por exemplo, na segunda redução da Selic, a instituição já havia salientado a importância da execução das metas fiscais para a ancoragem das expectativas de inflação e para a condução da política monetária.

Nessa reunião, não foi diferente. Em comunicado divulgado após a decisão desta quarta-feira, o colegiado afirmou que "acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária".

"O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária", informou o colegiado no documento.

Para o economista e sócio-fundador da Oriz Partners, Carlos Kawall, há um antagonismo entre Brasil e Brasília que precisa ser observado pelos investidores.

Enquanto o Brasil tem fundamentos econômicos mais sólidos, vemos que o que vem de Brasília muitas vezes não ajuda. [...] E o fato é que, hoje, na minha visão, estamos sem uma autêntica âncora fiscal, afirmou o executivo em live promovida pela Warren Investimentos na última terça-feira (7).

Substituímos a âncora por uma regra excessivamente flexível, que traz uma inquietação do ponto de vista da trajetória da dívida pública. [...] Ainda há muita incerteza sobre a implementação e a real eficácia da regra fiscal e, portanto, da trajetória da dívida [em relação ao] PIB, complementou.

Perspectiva sobre juros dos EUA

Outro ponto importante para a decisão do Copom desta quarta-feira foram as sinalizações dadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). No fim do ano passado, uma onda de euforia se instalou nos mercados com a perspectiva de que o Fed também iniciasse uma redução dos juros a partir de março.

Conforme surgiram dados fortes da economia norte-americana, que indicaram um mercado de trabalho aquecido e uma persistência da inflação no país, o ânimo dos investidores foi minguando. De março, as projeções mudaram para maio e agora estão em setembro.

Juros mais altos nos EUA tornam os países emergentes menos atrativos e acabam gerando uma migração dos investimentos para dentro da maior economia do mundo, retirando dinheiro de outros mercados. No caso do Brasil, o desgosto com o Fed veio junto com a mudança da meta fiscal, agravando a situação para os juros domésticos.

Como os juros nos Estados Unidos influenciam a decisão do Copom

Na última quarta-feira (1º), o Fed decidiu, pela sexta vez consecutiva, manter os juros básicos do país inalterados na faixa entre 5,25% e 5,50%. No comunicado, mais uma vez manifestou preocupação com a falta de avanço no processo de desinflação dos EUA.

Apesar de o presidente do Fed, Jerome Powell, ter indicado que acha improvável que haja um novo aumento na taxa básica do país, a sinalização é que os preços continuam em patamares elevados demais – o que continua a empurrar para frente o início de cortes de juros por lá.

Quanto mais a situação se arrasta, mais afoito o BC do Brasil fica de reduzir demais os juros por aqui. Na prática, significa que os juros devem demorar mais tempo a cair ou ficar mais altos ao final do ciclo de cortes.

Antes mesmo do Copom desta quarta, o mercado já se manifestava: no boletim Focus (relatório que reúne as projeções de economistas), as estimativas para a taxa Selic já saíram de 9% para 9,63% em 2024.

Quais as sinalizações do Copom para a taxa de juros?

Além da decisão de descumprir o forward guidance e reduzir o ritmo de cortes da Selic, o Banco Central também deixou uma porta aberta para a possibilidade de novos cortes à frente.

De acordo com comunicado divulgado após a decisão, o comitê informou que, de forma unânime, "avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela".

O colegiado ainda ressaltou que a "política monetária deve se manter contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas" e reforçou que a "extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta".

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, apesar de um tom mais cauteloso por parte do BC ser esperado pelo mercado, dado o cenário macroeconômico atual.

Ainda assim, o fato de não ter sido uma decisão unânime tende a pesar no mercado, que segue incerto sobre como deve ser a transição para a nova gestão do Banco Central. O mandato de Roberto Campos Neto, atual presidente da instituição, se encerra no fim de 2024.

Para o sócio-fundador da Armor Capital Alfredo Menezes, o dissenso na decisão é uma das piores coisas que poderiam ter acontecido nesta reunião.

O dissenso diz que esse Banco Central novo, que vai entrar, é mais dovish [menos agressivo na condução da política monetária], que vamos ter uma inflação média mais alta e juros menores na economia, comentou durante live da Warren Investimentos.

Veja como foi a votação nesta reunião:

Votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros do Comitê:

  • Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente);
  • Carolina de Assis Barros;
  • Diogo Abry Guillen;
  • Otávio Ribeiro Damaso;
  • e Renato Dias de Brito Gomes.

Votaram por uma redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros:

  • Ailton de Aquino Santos;
  • Gabriel Muricca Galípolo;
  • Paulo Picchetti;
  • e Rodrigo Alves Teixeira.

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Chuva em Porto Alegre: compare fotos das enchentes históricas de 1941 e de 2024

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Há 83 anos, 70 mil pessoas ficaram desabrigadas depois que o Guaíba chegou perto de 4,76 metros; desta vez, nível passou dos 5 metros
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Fábio Munhozda CNN -- São Paulo
08/05/2024 às 16:02 | Atualizado 08/05/2024 às 16:11
Postado em 08 de maio de 2024 às 16h40m

#.*Post. - N.\ 11.195*.#

Na ocasião, o nível do Guaíba, cuja cota de inundação é de 3 metros, chegou a uma altura entre 4,75 e 4,76 metros, segundo registros da época. Desta vez, o nível do Guaíba passou de 5,3 metros e, nesta quarta-feira (8), atingiu 5,07 metros.

Depois da enchente de 1941, as autoridades decidiram criar uma proteção contra enchentes na cidade. O Muro da Mauá, como ficou conhecido, tem 3 metros de altura e ficou pronto na década de 1970. Segundo especialistas, a situação na capital gaúcha em 2024 poderia ter sido ainda pior sem o muro.


Compare as fotos da enchente de 1941 com a de 2024


Mercado Público

1941:
Imagem aérea mostra como ficou o Mercado Público de Porto Alegre (RS) durante a enchente de 1941
Imagem aérea mostra como ficou o Mercado Público de Porto Alegre (RS) durante a enchente de 1941 / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Mercado Público de Porto Alegre (RS) tomado pela água na enchente de 2024
Mercado Público de Porto Alegre (RS) tomado pela água na enchente de 2024 / Miguel Noronha/Enquadrar/Estadão Conteúdo


Região central

1941:
Rua da região central de Porto Alegre (RS) tomada pela água durante a enchente de 1941
Rua da região central de Porto Alegre (RS) tomada pela água durante a enchente de 1941 / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Região central de Porto Alegre durante a enchente de 1941
Região central de Porto Alegre durante a enchente de 1941 / Donaldo Hadlich/Código 19/Estadão Conteúdo


Rua Caldas Júnior

1941:
Vista da enchente de 1941 em Porto Alegre (RS); foto tirada na rua dos Andradas, no trecho entre a rua Caldas Júnior e a rua General Câmara, aparecendo o Grand hotel e o Cinema Imperial
Vista da enchente de 1941 em Porto Alegre (RS); foto tirada na rua dos Andradas, no trecho entre a rua Caldas Júnior e a rua General Câmara, aparecendo o Grand hotel e o Cinema Imperial / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Região da rua Caldas Júnior, no Centro Histórico de Porto Alegre, durante a enchente de 2024
Região da rua Caldas Júnior, no Centro Histórico de Porto Alegre, durante a enchente de 2024 / Jorge Lansarin/Enquadrar/Estadão Conteúdo


Cais Mauá

1941:
Enchente de 1941 em Porto Alegre (RS): imagem aérea mostra como ficou a região do Cais do Porto
Enchente de 1941 em Porto Alegre (RS): imagem aérea mostra como ficou a região do Cais do Porto / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Miguel Noronha/Enquadrar/Estadão Conteúdo


Avenida Farrapos

1941:
2024:

Vista da avenida Farrapos, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Vista da avenida Farrapos, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo


Rua Sete de Setembro:

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2024:

Rua Sete de Setembro, na região central de Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Rua Sete de Setembro, na região central de Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Donaldo Hadlich/Código 19/Estadão Conteúdo


Rua Voluntários da Pátria:

1941:
2024:

Rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo


Avenida Borges de Medeiros

1941:
Barco trafega pela avenida Borges de Medeiros durante a enchente de 1941 em Porto Alegre (RS)
Barco trafega pela avenida Borges de Medeiros durante a enchente de 1941 em Porto Alegre (RS) / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo


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segunda-feira, 6 de maio de 2024

O que é a NPU (Unidade de Processamento Neural) do celular ou computador?

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Entenda para que serve um processador neural, quais são suas aplicações e a importância desse componente para a evolução de recursos com IA em eletrônicos de consumo
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• Atualizado há 8 meses
Postado em 06 de maio de 2024 às 07h00m

#.*Post. - N.\ 11.194*.#


Neural Processing Unit (NPU) é um chip responsável por tarefas de inteligência artificial (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

NPU (Unidade de Processamento Neural) é um processador responsável por acelerar tarefas de inteligência artificial, como aprendizado de máquina e redes neurais. Está presente em smartphones, PCs e outros eletrônicos modernos.

As unidades de processamento neural também podem ser chamadas de TPU (Tensor Processing Unit) pelo Google e de Neural Engine pela Apple. Outra sigla menos conhecida é IPU (Intelligence Processing Unit).

Um chip neural funciona com múltiplos núcleos (cores) de processamento que trabalham em paralelo e são otimizados para cálculos matemáticos usados em tarefas de inteligência artificial, como machine learning, deep learning e redes neurais.

Dentro de um SoC (System-on-a-Chip), uma NPU se dedica às tarefas de IA, liberando a CPU para as operações gerais e a GPU para o processamento gráfico. A especialização de processadores permite executar tarefas simultâneas mais rapidamente e com menor gasto de energia.

Uma NPU representada dentro de um System-on-a-Chip (SoC), que também possui CPU e GPU (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Uma NPU representada dentro de um System-on-a-Chip (SoC), que também possui CPU e GPU (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os núcleos de uma NPU podem ser projetados especificamente para calcular, de maneira mais eficiente, multiplicações de matrizes, convoluções e outras operações de álgebra linear, por exemplo. Essas tarefas são fundamentais para as redes neurais artificiais, inspiradas na estrutura de neurônios do cérebro humano.

Como uma NPU é altamente eficiente para processamento de redes neurais, é possível usar aprendizado de máquina e deep learning para treinar sistemas de identificação de padrões, classificação de imagens e reconhecimento de voz mesmo em dispositivos compactos e com bateria, como smartphones.

Quais são as aplicações das unidades de processamento neural?

As NPUs (unidades de processamento neural) podem ser utilizadas em diversos setores, desde eletrônicos de consumo até a medicina. As aplicações comuns de NPUs são:

  • Visão computacional: permite identificar padrões visuais, interpretar imagens em tempo real, rastrear movimentos e monitorar objetos, funções típicas de câmeras de segurança e carros autônomos;
  • Processamento de linguagem natural (NLP): depende de sistemas previamente treinados, geralmente com aprendizado de máquina por redes neurais, para entender textos e vozes da linguagem humana. É o campo da IA que viabiliza assistentes virtuais e chatbots;
  • Realidade virtual e realidade aumentada: jogos podem ficar mais realistas e imersivos com o auxílio de uma NPU que processe as informações do ambiente em tempo real com alta eficiência energética;
  • Big Data: NPUs podem acelerar a análise de dados e a previsão de tendências quando há um alto volume de informações, como acontece no setor financeiro. Também podem analisar um grande conjunto de imagens médicas para identificar anormalidades de saúde com maior precisão e rapidez.
Qual é a diferença entre NPU e GPU?

NPU e GPU são tipos de processadores especializados presentes em computadores e smartphones. Porém, a NPU é utilizada para redes neurais e outras tarefas de inteligência artificial, enquanto a GPU é focada em renderização gráfica, como jogos e aplicações em 3D.

Uma GPU pode processar tarefas neurais, inclusive de maneira mais eficiente que uma CPU. No entanto, por ter uma arquitetura mais complexa, a GPU tende a gastar mais energia que uma NPU nesse tipo de operação.

NPUs são mais rápidas que CPUs?

A NPU é mais rápida do que uma CPU quando executa tarefas para as quais foi otimizada, como o processamento de redes neurais. Isso porque as NPUs podem ter uma arquitetura específica para IA, o que permite executar mais operações com menor gasto de energia.

Apesar disso, não é possível afirmar genericamente que uma NPU é mais rápida que uma CPU em qualquer tarefa. NPUs são um tipo de processador especializado em cálculos matemáticos simultâneos de IA, enquanto a CPU é um chip de propósito geral que pode assumir diversas tarefas.

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domingo, 5 de maio de 2024

Com mercado de luxo em alta, Brasil tem mais de 90 carros a partir de R$ 500 mil; veja a lista

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Dados da Bright Consulting mostram que mais de 16 mil veículos premium ou de luxo foram vendidos em 2023, alta de 70% em relação ao ano anterior. Neste ano, foram 4,7 mil — mais do que em todo o ano de 2020.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 05 de maio de 2024 às 07h05m

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Com mercado de luxo em alta, Brasil tem mais de 90 carros a partir de R$ 500 mil

O mercado de luxo custa a passar por crises. Nos últimos anos, em que o setor automotivo passou por uma lenta recuperação dos efeitos da pandemia de Covid, os modelos de ponta só avançaram no país.

Dados da Bright Consulting apontam que o setor automotivo como um todo registrou aproximadamente 2,2 milhões de vendas em 2023, um aumento de aproximadamente 12% em relação ao ano anterior. No alto luxo, contudo, a alta passa dos 70%.

Foram cerca de 16,6 mil veículos vendidos no ano passado com valores acima de R$ 500 mil. Um ano antes, foram 9,7 mil.

A consultoria também aponta que só nesse ano foram vendidos mais de 4,7 mil carros nessa categoria — mais do que em todo o ano de 2020.

Em um mercado que só cresce, é preciso ter mais opções. Um levantamento do g1 mostra que há mais de 90 modelos de carros com preços a partir de R$ 500 mil vendidos no país. (veja a lista abaixo)

Quando você fala de setor automotivo, o Brasil é bastante relevante para o mundo todo. O segmento premium é importante para o país e aqui continua sendo um mercado importante para as montadoras. E ainda há uma tendência de crescimento, diz o gerente de negócios da Jato Dynamics, Milad Kalume Neto.

Quem compra?

Especialistas e fontes do mercado ouvidos pelo g1 dizem que grandes executivos e empresários — que o mercado chama de Classe AA — continuam a ser o perfil clássico de comprador de carros de luxo. Cada vez mais, no entanto, aparecem na lista jogadores de futebol, artistas, cantores, blogueiros e influenciadores.

O público é predominantemente masculino, entre 45 a 50 anos. Na maioria das vezes, são empresários ou profissionais liberais de alta renda. Mas há um público emergente surgindo no mercado, que tem o carro de luxo ou esportivo como símbolo de status, diz o diretor-financeiro da Attra Veículos, Gabriel Attra.

Lamborghini, Ferrari e BMW continuam sendo destaques, bem como a Porsche — que tem ganhado cada vez mais espaço no mercado brasileiro. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os três esportivos mais vendidos do Brasil são da marca: o 911, o Boxster e o Cayman.

Como mostram os números da Bright Consulting, as vendas de carros de luxo vêm em uma crescente e continuaram fortes até mesmo durante a pandemia — diferente do restante do mercado automotivo, que sofreu durantes os anos de Covid-19. A demanda intensa pelos veículos de luxo, inclusive, formou até filas de espera.

Quem tinha emprego ou empresa, que estava se sentindo mais ou menos seguro, e tinha recursos discricionários para investir em alguma coisa, acabou investindo em reforma de imóveis ou até na compra de uma casa nova ou de um carro, afirmou o diretor de estratégia da Bright Consulting, Cassio Pagliarini.

Agora, momento em que a economia do país já passou por um período de normalização, e que as cadeias logísticas deixaram de ser uma questão, os números aceleraram ainda mais.

No mercado, a expectativa é que esse aumento na demanda ainda deve continuar, não apenas por conta do cenário de queda das taxas básicas de juros — o que ajuda a baratear o crédito e torna esse mercado mais acessível —, mas também pelos sinais de maior estabilidade da economia.

Quando você tem uma economia dentro de uma estabilidade, com uma visibilidade melhor, melhora o humor do consumidor e ele acaba com mais vontade de comprar ou de trocar de carro, explica o diretor-presidente de marcas de luxo na Automob, Maurício Portella. 
O que diferencia os carros de luxo?

O segmento de carros premium e de luxo normalmente costuma ter um apelo maior por desempenho, design, segurança e tecnologia.

[O que impulsiona a demanda dos mais jovens é] desempenho, sempre desempenho. Design também faz diferença para esse público, assim como tecnologia e conectividade, diz Portella, da Automob.

Veja abaixo alguns dos principais diferenciais oferecidos na maior parte dos veículos do setor:

  • Sistemas digitais que permitem gerenciar as funções do carro e modos de direção, além de parâmetros como a pressão dos pneus, qualidade do ar, configuração de conforto dos assentos e temperatura dos freios.
  • Diferentes modos de direção que adaptam as configurações do carro à pista em que estão – se estão andando nas cidades, em ruas de terra ou em pisos molhados, por exemplo. Os modos de condução costumam modificar parâmetros de motor, câmbio e controle de estabilidade.
  • Personalização do exterior e do interior dos veículos, com opções de pintura e acabamentos em couro.
  • Quanto mais caro, maior costuma ser o número de peças em fibra de carbono – material que deixa o carro mais leve e ajuda a melhorar seu desempenho.
  • Alguns dos veículos também apostam em capota retrátil – a maioria ainda pode ser manuseada enquanto o carro está em movimento.

Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero?

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