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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Mudanças climáticas: os eventos extremos que provocaram mortes, deslocamentos e prejuízos bilionários em 2021

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Inundações e tempestades associadas às mudanças climáticas tiveram grande impacto nas pessoas em todo o mundo.
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TOPO
Por Matt McGrath, BBC

Postado em 28 de dezembro de 2021 às 17h25m

Post.- N.\ 10.145

1º de setembro - Homem fica desolado após as inundações destruírem sua casa na passagem do furacão Ida — Foto: John Locher/AP
1º de setembro - Homem fica desolado após as inundações destruírem sua casa na passagem do furacão Ida — Foto: John Locher/AP

Eventos extremos associados às mudanças climáticas trouxeram miséria para milhões em todo o mundo em 2021, de acordo com um novo relatório.

O estudo, realizado pela ONG Christian Aid, identificou 10 eventos extremos, cada um deles causando prejuízos bilionários.

O estudo foi fechado antes do fim do ano e, portanto, não contemplou as mais recentes catástrofes, como os ciclones que devastaram parte do estado do Kentucky, nos Estados Unidos, nem tampouco as enormes enchentes que assolam o estado da Bahia, no Brasil.

Homem anda por rua inundada após enchente em Itajuípe (BA), próxima a Itabuna, no sul da Bahia, na segunda-feira (27). — Foto: Amanda Perobelli/Reuters
Homem anda por rua inundada após enchente em Itajuípe (BA), próxima a Itabuna, no sul da Bahia, na segunda-feira (27). — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Os maiores impactos financeiros vieram do furacão Ida, que atingiu os Estados Unidos em agosto, e das enchentes na Europa em julho.

A seca do Rio Paraná, que atinge Argentina, Brasil e Paraguai, também é citada no relatório como "outros eventos climáticos extremos", apesar de não ter tido seu prejuízo financeiro mensurado. O rio está no seu nível mais baixo em 77 anos.

Vista aérea do rio Paraná, próximo à cidade de Rosário, na Argentina — Foto: Getty Images via BBC
Vista aérea do rio Paraná, próximo à cidade de Rosário, na Argentina — Foto: Getty Images via BBC

Em muitas regiões mais pobres, inundações e tempestades causaram deslocamentos em massa de pessoas e grande sofrimento.

Nem todos os eventos climáticos extremos são causados ou vinculados às mudanças climáticas, embora os cientistas venham investigando essas conexões.

Um importante pesquisador, Friederike Otto, tuitou no início deste ano que cada onda de calor que está acontecendo no mundo agora é "tornada mais provável e mais intensa" pelas mudanças climáticas induzidas pelo homem.

Mulher carrega saco em área afetada por enchente em Bad Muenstereifel, na Alemanha, em 19 de julho de 2021 — Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay
Mulher carrega saco em área afetada por enchente em Bad Muenstereifel, na Alemanha, em 19 de julho de 2021 — Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay

Em relação a tempestades e furacões, há evidências crescentes de que as mudanças climáticas também está afetando esses fenômenos meteorológicos.

Em agosto, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU publicou a primeira parte de seu sexto relatório de avaliação.

Em relação aos furacões e ciclones tropicais, os autores disseram ter "grande confiança" sobre as evidências de que a intensidade desses eventos foi influenciada pela ação humana.

"A proporção de ciclones tropicais intensos, velocidades médias de vento de ciclone tropical e velocidades de vento de pico dos ciclones tropicais mais intensos aumentará em escala global com o aumento do aquecimento global", assinalou o estudo.

Apenas algumas semanas após o lançamento desse relatório, o furacão Ida atingiu os Estados Unidos.

 O rio Schuylkill ultrapassa sua margem na seção Manayunk da Filadélfia, quinta-feira, 2 de setembro de 2021, após chuvas torrenciais e ventos fortes causados ​​pelo furacão Ida que atingiu a área — Foto: Matt Rourke/AP
O rio Schuylkill ultrapassa sua margem na seção Manayunk da Filadélfia, quinta-feira, 2 de setembro de 2021, após chuvas torrenciais e ventos fortes causados ​​pelo furacão Ida que atingiu a área — Foto: Matt Rourke/AP

Segundo a Christian Aid, foi o evento climático mais destrutivo do ano em termos financeiros. O furacão fez com que milhares de moradores na Louisiana fossem evacuados.

Essa tempestade trouxe fortes chuvas em vários estados e cidades, com Nova York emitindo um alerta de emergência de inundação pela primeira vez.

Cerca de 95 pessoas morreram, com perdas econômicas estimadas em US$ 65 bilhões.

O segundo evento financeiro mais caro foram as inundações generalizadas na Alemanha, França e outros países europeus em julho.

A velocidade e a intensidade da água sobrecarregaram as estruturas de defesa e 240 pessoas morreram. Os danos registrados foram de cerca de US$ 43 bilhões.

No estudo, a maioria dos eventos climáticos da lista ocorreu em países desenvolvidos.

Isso porque é mais fácil estimar as perdas financeiras através de sinistros de seguro, geralmente disponíveis em países mais ricos, onde as pessoas podem pagar por apólices de suas casas e negócios.

Segundo a seguradora Aon, é provável que 2021 seja a quarta vez em cinco anos que catástrofes naturais globais custam mais de US$ 100 bilhões.

O relatório também documenta muitos outros eventos em que o impacto financeiro é mais difícil de determinar, mas o impacto nas pessoas é significativo.

As inundações no Sudão do Sul deslocaram mais de 800 mil pessoas, enquanto 200 mil tiveram que deixar suas casas para escapar do ciclone Tauktae, que atingiu Índia, Sri Lanka e Ilhas Maldivas em maio.

Ciclone Tauktae deixa pelo menos 16 mortos e 200 mil desabrigados na Índia
Ciclone Tauktae deixa pelo menos 16 mortos e 200 mil desabrigados na Índia

"É um enorme impacto humano", disse a autora do relatório, Katherine Kramer, da Christian Aid.

"Obviamente, perder sua casa, seu sustento e tudo mais, e não ter os recursos para reconstruir isso é incrivelmente difícil. Por outro lado, se você tiver seguro, pelo menos você tem algum mecanismo para recomeçar."

O relatório destaca a necessidade de maiores esforços na redução das emissões de dióxido de carbono de modo a minimizar os impactos futuros relacionados ao clima.

Também pede a diplomatas especializados em negociações sobre o clima que ajudem países mais pobres que sofrem enormes perdas econômicas.

Nas negociações climáticas globais da Cúpula do Clima da ONU em Glasgow (COP26), na Escócia, essa questão de financiamento para perdas e danos causados por eventos relacionados ao clima gerou grande desacordo entre os países.

As nações em desenvolvimento queriam dinheiro — os mais ricos disseram que mais diálogos são necessários.

"Embora tenha sido bom ver a questão das perdas e danos se tornar um grande problema na COP26, foi extremamente decepcionante terminá-la sem um fundo criado para realmente ajudar as pessoas que estão sofrendo perdas permanentes devido às mudanças climáticas", disse Nushrat Chowdhury,conselheiro de justiça climática da Christian Aid em Bangladesh.

"Criar esse fundo deve ser uma prioridade global em 2022."

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Pela primeira vez, mundo registra mais de 1 milhão de casos de Covid em 24 horas

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Dados são da plataforma "Our World in Data". Foram 1,4 milhão de casos registrados no dia 27 de dezembro.
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Por Lara Pinheiro e Mariana Garcia, g1

Postado em 28 de dezembro de 2021 às 15h15m

Post.- N.\ 10.144

Mundo registra mais de 1 milhão de casos de Covid em um único dia — Foto: Our World in Data
Mundo registra mais de 1 milhão de casos de Covid em um único dia — Foto: Our World in Data

O mundo registrou, pela primeira vez, mais de um milhão de casos em um único dia: 1,4 milhão. Os dados são da plataforma "Our World in Data", ligada à Universidade de Oxford.

Os dados são compilados desde janeiro de 2020. O primeiro grande pico foi registrado em 7 de janeiro deste ano, com quase 900 mil casos. Três meses depois, em abril, a marca de 900 mil foi rompida três vezes. Em dezembro, com a variante ômicron circulando, os registros diários se aproximaram de um milhão, batendo a marca nas últimas 24 horas.

  • 7 de janeiro de 2021: 892,8 mil
  • 22 de abril de 2021: 902,6 mil
  • 23 de abril de 2021: 904,4 mil
  • 28 de abril de 2021: 905,8 mil
  • 23 de dezembro de 2021: 983,3 mil
  • 27 de dezembro de 2021: 1,4 milhão

O país com o maior número de casos registrados foram os Estados Unidos, com mais de 512.553 casos, cerca de 37% do total. Em seguida vêm o Reino Unido (318.699, equivalente a 23%) e a Espanha (15%). É importante lembrar, entretanto, que países como o Reino Unido estão entre os que mais testam no mundo – por isso, é possível que haja casos ainda mais casos não rastreados em outros lugares.

Apesar da incerteza por causa dos níveis diferentes de testagem entre os países, mesmo no continente europeu, a Europa é a região responsável por mais da metade dos casos registrados na segunda-feira (27): dos 1,4 milhão de casos, 763.876 foram vistos nessa parte do mundo (o equivalente a 54,5% do total).

Também segundo o "Our World in Data", a Europa tem apenas 60,73% da população totalmente vacinada contra a Covid-19. No Brasil, esse percentual está próximo dos 67%.

O percentual europeu, entretanto, esconde realidades distintas entre os países: enquanto em Gibraltar – território ultramarino britânico – a cobertura vacinal está acima dos 100%, na Bósnia, na Armênia e em Guernsey, por exemplo, o percentual está em torno de 22%, os mais baixos da região.

Pessoas viajam no metrô com máscaras na linha Bakerloo do metrô de Londres, na Inglaterra, em 4 de outubro de 2021 — Foto: Matt Dunham/AP
Pessoas viajam no metrô com máscaras na linha Bakerloo do metrô de Londres, na Inglaterra, em 4 de outubro de 2021 — Foto: Matt Dunham/AP

Países reforçam medidas contra ômicron

Na segunda-feira (27), países como Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos anunciaram restrições para conter a variante ômicron.

Na Alemanha, os encontros em grupo têm limite máximo de 10 pessoas vacinadas ou recuperadas da doença. Grandes eventos culturais e esportivos devem ocorrer sem público.

Na França, onde os 100 mil novos casos foram superados pela primeira vez em 24 horas desde o início da pandemia, o passaporte sanitário atual deve ser substituído pelo passaporte de vacinação. O país também decidiu que vai tornar compulsório o trabalho em casa pelo menos três dias por semana.

Novas restrições começam a valer na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte
Novas restrições começam a valer na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte

Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte decretaram novas restrições que incluem limite no total de pessoas em encontros, funcionamento de bares e distanciamento social. Enquanto isso, na Inglaterra, o governo aguarda mais evidências sobre se o serviço de saúde consegue lidar com as altas taxas de infecção.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, atualizou nesta segunda-feira (27) suas diretrizes de isolamento para casos confirmados de Covid-19. O tempo recomendado passa de 10 para 5 dias, seguido de uso constante de máscara por mais 5 dias quando o paciente estiver em contato com outras pessoas.

O doutor Anthony Fauci, a maior autoridade de doenças infecciosas do país, pediu nesta segunda que as pessoas evitem aglomerações de Ano Novo para diminuir a disparada de casos provocados pela ômicron.

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Desemprego cai para 12,1% em outubro, mas ainda atinge 12,9 milhões, aponta IBGE

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Rendimento médio encolhe 11,1% em 1 ano, para R$ 2.449 – o menor valor já registrado na série histórica iniciada em 2012.
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Por Darlan Alvarenga, g1

Postado em 28 de dezembro de 2021 às 09h15m

Post.- N.\ 10.143

Desemprego cai para 12,1%, mas ainda atinge 12,9 milhões
Desemprego cai para 12,1%, mas ainda atinge 12,9 milhões

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,1% no trimestre encerrado em outubro, mas a falta de trabalho ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, segundo informou nesta terça-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da menor taxa de desemprego desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2020 (11,8%), mas ainda maior que o patamar de antes do início da pandemia de coronavírus.

Apesar da queda do desemprego, o rendimento médio da população ocupada encolheu pelo 5º trimestre seguido, para uma mínima histórica.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em setembro, a taxa de desemprego estava em 12,6%, atingindo 13,5 milhões de pessoas.

Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia g1
Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia g1

O resultado de veio um pouco melhor do que o esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 12,3%.

"A população desocupada (12,9 milhões de pessoas) diminuiu 10,4% (menos 1,5 milhão de pessoas) frente ao trimestre terminado em julho (14,4 milhões de pessoas) e caiu 11,3% (menos 1,7 milhão de pessoas) ante ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados)", informou o IBGE.


Ocupação cresce, mas renda média atinge mínima histórica

O contingente de ocupados no país aumentou 3,6%, o que representa 3,3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em julho. Em 1 ano, houve aumento de 8,7 milhões de trabalhadores.

O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, subiu para 54,6% no trimestre encerrado em outubro, o maior desde abril do ano passado.

Apesar da queda do desemprego e aumento do número de ocupados, o rendimento médio real habitual do trabalhador (descontada a inflação) caiu para R$ 2.449 – o menor valor já registrado na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O valor representa uma queda de 4,6% frente ao trimestre anterior e uma redução de 11,1% relação a igual trimestre de 2020.

Já a massa de rendimento foi de R$ 225 bilhões, com queda de 1,1% na comparação com o trimestre anterior e recuo de 1,9% em 1 ano, o que foi classificado pelo IBGE como estatisticamente estável.

Apesar de haver um crescimento significativo da ocupação, a massa de rendimento permanece estável. Isso acontece porque o rendimento do trabalhador tem sido cada vez menor – seja porque a expansão do trabalho ocorre em ocupações de menores rendimento, seja pelo avanço da inflação nos últimos meses, explicou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

A pesquisa do IBGE mostra que o rendimento médio do trabalhador com carteira assinada foi de R$ 2.345, enquanto que o do emprego sem carteira assinada e do trabalho por conta própria informal foram de R$ 1.528 e R$ 1.458, respectivamente.

No comparativo com outubro do ano passado, as seis principais posições de ocupação tiveram queda no rendimento médio: empregado com carteira de trabalho assinada (-8%), empregado sem carteira de trabalho assinada (-11,9%), trabalhador doméstico (-5,1%), empregado no setor público (-10,6%), empregador (-15,0%) e trabalhadores por conta própria (-4%).

Entre as atividades, as maiores reduções na renda média foram observadas na indústria (-16,1%), administração pública (-11,6%) e no comércio (10%).

40,7% dos ocupados na informalidade

A taxa de informalidade manteve a trajetória de alta, atingindo 40,7% da população ocupada, ou 38,2 milhões de trabalhadores. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,2% e, no mesmo trimestre de 2020 estava em 38,4%.

O aumento da população ocupada tem sido puxado pelo trabalhado por conta própria. O número de trabalhadores dessa modalidade, que inclui os bicos, cresceu 2,6% (638 mil pessoas) na comparação mensal e 15,8% (3,5 milhões de pessoas) na comparação anual. São 25,6 milhões de pessoas nessa categoria, o maior número desde o início da série histórica da pesquisa.

O número de empregados sem carteira assinada chegou a 12 milhões, com alta de 9,5% (1 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e de 19,8% (2 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020.

número de empregados com carteira de trabalho assinada totalizou 33,9 milhões de pessoas, subindo 4,1% (mais 1,3 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 8,1% (mais 2,6 milhões de pessoas) frente a 2020.

Trabalho por conta própria puxa alta da ocupação — Foto: Economia g1
Trabalho por conta própria puxa alta da ocupação — Foto: Economia g1

Do acréscimo de 3,3 milhões de pessoas na população ocupada nos últimos 3 meses, 40% foram trabalhadores com carteira assinada, segundo o IBGE. "Embora o emprego com carteira no setor privado ainda esteja em um nível abaixo do que era antes da pandemia, vem traçando uma trajetória de crescimento, destacou a pesquisadora.

O comércio liderou a geração de postos de trabalho no trimestre encerrado em outubro. O número de ocupados no comércio cresceu 6,4% em 3 meses, o que representa 1,1 milhão de pessoas a mais trabalhando no setor. Em 1 ano, o avanço foi e 10,9% (1,7 milhão a mais). Veja gráfico abaixo:

Evolução da população ocupada por segmento de atividade — Foto: Economia g1
Evolução da população ocupada por segmento de atividade — Foto: Economia g1

5,1 milhões de desalentados e 7,7 milhões de subocupados

O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado foi estimado em 5,1 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 3,8% (menos 199 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 11,9% (menos 683 mil) no comparativo internanual.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas, ou seja, que trabalha menos horas do que gostaria totalizou 7,7 milhões de pessoas, contra 7,8 milhões no trimestre. Há 1 ano, porém, o número era menor: 6,5 milhões.

Faltam oportunidades para 29,9 milhões

O levantamento do IBGE mostrou ainda que faltavam oportunidades no mercado para cerca de 29,9 milhões de trabalhadores. Este contingente forma o que o instituto classifica como trabalhadores subutilizados. Há 1 ano, porém, a mão de obra "desperdiçada" somava 33,1 milhões.

A taxa composta de subutilização caiu para 25,7%, ante 27,9% no trimestre anterior e 29,6% no 3º trimestre do ano passado.

Entre os destaques positivos, houve queda de 2,1% na população fora da força de trabalho na comparação com o último trimestre e redução de 7,7% no comparativo interanual. O total de pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas somaram 65,2 milhões de pessoas. Há 1 ano, eram 70,5 milhões fora do mercado de trabalho.

Fome, desemprego, alta dos preços: os retratos da economia de 2021 na vida real
Fome, desemprego, alta dos preços: os retratos da economia de 2021 na vida real

Repercussão e perspectivas

Apesar da trajetória de queda do desemprego, a recuperação do mercado de trabalho tem sido puxada pelo aumento o número de trabalhadores subocupados e informais, e vem sendo marcada pela queda do rendimento médio da população ocupada.

O economista da Necton, André Perfeito, destaca que a massa salarial, ou seja, a quantidade de "dinheiro na mesa" por assim dizer, permanece no mesmo patamar do pior momento da crise da pandemia.

"Geralmente comemoramos a queda do desemprego uma vez que isto sugere que o mercado de trabalho aquecido deve elevar os salários, mas nada mais longe da verdade que isso no momento atual. A combinação de atividade ainda fraca, que tem segurado os salários, e inflação ainda elevada criou os piores resultados possíveis quando se chega a renda efetivamente", avaliou.

Vale lembrar que nos meses anteriores à pandemia, a taxa de desemprego no país estava ao redor de 11,5% e a população ocupada superava 95 milhões.

Entre os fatores que dificultam uma retomada mais firme do mercado de trabalho e a geração de vagas de melhor qualidade estão a piora das expectativas para a economia em 2022, as incertezas fiscais e políticas em ano de eleições presidenciais, e a trajetória de alta da taxa básica de juros, que encarece os investimentos e os financiamentos de empresas e consumidores.

Os índices de confiança do comércio e de serviços voltaram a cair em dezembro, segundo mostrou nesta terça o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), indicando a piora do otimismo dos empresários.

A projeção do mercado financeiro para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 passou de 0,50% para 0,42%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Já a estimativa para a Selic é de 11,50% ao ano para o fim de 2022, o que pressupõe novas altas do juro básico da economia no próximo ano. Para a inflação, a previsão é de 5,03%.

Para o mercado de trabalho, a expectativa é de desaceleração do ritmo de recuperação e de ligeira alta da taxa de desocupação no ano que vem. A XP projeta que o desemprego atingirá 11,8% ao final de 2021, chegando a 12,4% ao final de 2022. "A nosso ver, a taxa de desocupação subirá - ainda que modestamente - no 2º semestre do próximo ano, em linha com o enfraquecimento da demanda doméstico", destacou em relatório.

Economia: 2021 pesou no bolso dos brasileiros
Economia: 2021 pesou no bolso dos brasileiros

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domingo, 26 de dezembro de 2021

As impressionantes imagens de natureza captadas por fotógrafo amador durante horário de almoço

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Dave Newman tira fotos da vida selvagem no centro da cidade de Sleaford, no Reino Unido, no meio do dia.
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TOPO
Por BBC

Postado em 26 de dezembro de 2021 às 14h55m

Post.- N.\ 10.142

Fotógrafo amador da vida selvagem Dave Newman tira muitas de suas fotos impressionantes durante horário de almoço — Foto: Dave Newman/BBC
Fotógrafo amador da vida selvagem Dave Newman tira muitas de suas fotos impressionantes durante horário de almoço — Foto: Dave Newman/BBC

Fotos impressionantes da vida selvagem tiradas por um fotógrafo amador durante seu horário de almoço renderam a ele milhares de fãs.

Dave Newman faz regularmente uma breve viagem de carro de seu escritório no centro de Sleaford, em Lincolnshire, no Reino Unido, até o rio local para registrar seus animais e pássaros.

O que começou como uma alternativa ao tédio no horário do almoço se transformou em um hobby que atraiu fãs ao redor do mundo.

Newman afirma que ficou emocionado com a atenção e faz um apelo para que outros fotógrafos iniciantes "simplesmente saiam e fotografem".

Sua obsessão pela fotografia começou quando ele se viu perdido durante os intervalos de almoço e queria fazer algo mais do que simplesmente caminhar pela cidade.

"Desço com meu carro para o rio em dois minutos", diz ele.

Dave Newman conseguiu capturar martins-pescadores no Rio Slea, perto do centro da cidade de Sleaford — Foto: Dave Newman/BBC
Dave Newman conseguiu capturar martins-pescadores no Rio Slea, perto do centro da cidade de Sleaford — Foto: Dave Newman/BBC

Um de seus locais favoritos para fotografar na cidade de cerca de 18 mil habitantes é Cogglesford Mill, no "cristalino" Rio Slea.

"Outro dia, estava do lado de fora do centro de lazer quando fotografei um pato-mandarim e havia muita gente em volta", afirma.

"Para mim, trata-se de estar sozinho, longe dos problemas que absorvem a atmosfera e o ar fresco", explica Newman.

"Você não sabe o que vai ver de um dia para o outro."

"Se você pudesse prever a natureza, seria muito chato, para ser sincero."

Dave Newman atualizou aos poucos seu equipamento de fotografia à medida que seu hobby evoluía — Foto: Dave Newman/BBC
Dave Newman atualizou aos poucos seu equipamento de fotografia à medida que seu hobby evoluía — Foto: Dave Newman/BBC


'Quanto mais você faz, mais você aprende', diz o fotógrafo autodidata — Foto: Dave Newman/BBC
'Quanto mais você faz, mais você aprende', diz o fotógrafo autodidata — Foto: Dave Newman/BBC

No entanto, às vezes ele "gostaria que as coisas simplesmente ficassem paradas, e não ficam".

Newman, que começou a fotografar há apenas três anos, fez um chamado para que os aspirantes a fotógrafos, inclusive aqueles que nunca pegaram uma câmera antes, "simplesmente peguem e comecem a fotografar".

"Os pássaros do jardim são um ótimo lugar para começar, ou rio abaixo onde patos e cisnes estão acostumados com os humanos", sugere.

Newman ainda tem alguns alvos que espera capturar com suas lentes, e no ano que vem planeja ir para a Escócia. Ele adoraria fotografar, por exemplo, cervos selvagens ou uma águia-real.

Mas sua maior ambição é fazer um "safári africano propriamente dito para ver grandes felinos e os demais (animais)".

"Se eu tivesse aprendido sobre fotografia quando estava na escola, não estaria neste trabalho, é uma paixão minha".

Fotógrafo produziu calendários com seu trabalho — Foto: Dave Newman/BBC
Fotógrafo produziu calendários com seu trabalho — Foto: Dave Newman/BBC


Fotos de Dave Newman foram transformadas em calendários e publicadas em jornais e revistas — Foto: Dave Newman/BBC
Fotos de Dave Newman foram transformadas em calendários e publicadas em jornais e revistas — Foto: Dave Newman/BBC


Newman conta que organiza as imagens em casa à noite após a sessão de fotos — Foto: Dave Newman/BBC
Newman conta que organiza as imagens em casa à noite após a sessão de fotos — Foto: Dave Newman/BBC

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

IPCA-15: prévia da inflação fecha o ano em 10,42%, maior valor desde 2015

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Índice em dezembro ficou em 0,78%. Entre as principais influências para a alta estão o preço da gasolina e da energia elétrica.
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Por g1

Postado em 23 de dezembro de 2021 às 12h25m

Post.- N.\ 10.141

Consumidores reclamam das sucessivas altas dos preços da gasolina — Foto: Cristina Boeckel/ g1
Consumidores reclamam das sucessivas altas dos preços da gasolina — Foto: Cristina Boeckel/ g1

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,78% em dezembro e encerrou o ano de 2021 com alta acumulada de 10,42%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (23). Esse é o maior acumulado do ano desde 2015.

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 apresentaram alta em dezembro. A maior variação veio de Transportes (2,31%), que encerrou o ano com alta acumulada de 21,35%. O resultado foi influenciado principalmente pelos preços dos combustíveis (3,40%).

No grupo Habitação a alta foi de 0,90%, impactada pelo preço da energia elétrica. Desde setembro, está em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Segundo a Aneel, o motivo é a piora da crise hídrica, que exigiu medidas adicionais do setor elétrico para não faltar energia em outubro e novembro – os meses mais críticos do ano.

Conta de luz sobe com nova taxa de 'escassez hídrica'
Conta de luz sobe com nova taxa de 'escassez hídrica'

Em Alimentação e bebidas, a alta de 0,35% teve contribuição individual do café moído (9,10%), além dos preços das frutas (4,10%) e das carnes (0,90%) que subiram em dezembro, após recuos do mês anterior. No lado das quedas, os destaques foram o tomate (-11,23%), o leite longa vida (-3,75%) e o arroz (-2,46%).

O grupo Educação não registrou aumento. O único com queda foi Saúde e cuidados pessoais que teve variação negativa (-0,73%). Isso correu principalmente por conta dos itens de higiene pessoal (-3,34%), em particular o perfume (-9,82%), os produtos para pele (-8,70%) e os artigos de maquiagem (-4,71%).

Piora das expectativas

Na última pesquisa Focus do Banco Central, divulgada no início desta semana, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2021 e também passaram a prever uma expansão menor do nível de atividade neste ano.

De acordo com o BC, a projeção dos analistas para a inflação de 2021 recuou de 10,05% para 10,04%. Foi a segunda semana seguida de queda do indicador.

Se confirmada a previsão, será a primeira vez que a inflação atinge o patamar de dois dígitos desde 2015, quando somou 10,67%.

O centro da meta de inflação em 2021 é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Portanto, a projeção do mercado equivale a mais que o dobro da meta central de inflação.

Para 2022, o mercado financeiro elevou de 5,02% para 5,03% a estimativa de inflação. Com isso, a inflação segue acima do teto do sistema de metas para o ano que vem (5%).

A meta central de inflação para 2022 é de 3,50%.

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