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quarta-feira, 17 de março de 2021

Covid-19: cientistas descobrem americano com superanticorpos contra o coronavírus

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Os anticorpos de John Hollis são tão potentes que ele é imune inclusive às variantes recém-descobertas do Sars-Cov-2, o vírus que causa a covid-19.
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TOPO
Por BBC

Postado em 17 de março de 2021 às 09h00m


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John Hollis tem superanticorpos que o tornam imune ao Sars-Cov-2 e suas variantes — Foto: BBC
John Hollis tem superanticorpos que o tornam imune ao Sars-Cov-2 e suas variantes — Foto: BBC

"Foram duas semanas muito assustadoras", conta John Hollis. "Por duas semanas eu esperei a doença me atingir, mas nunca aconteceu."

Hollis achou simplesmente que tinha tido sorte de não contrair a doença.

Mas em julho de 2020, totalmente por acaso, Hollis mencionou que morava com uma pessoa que ficou muito doente em uma conversa com o médico Lance Liotta, professor na Universidade George Mason, onde Hollis trabalha na área de comunicação.

Liotta, que pesquisa formas de combater o coronavírus, convidou Hollis para se voluntariar em um estudo científico sobre coronavírus na universidade.

Com isso Hollis descobriu que não só tinha contraído o covid-19, como seu corpo tinha superanticorpos que o tornavam permanentemente imune à doença — ou seja, os vírus entraram em seu corpo, mas não conseguiram infectar suas células e deixá-lo doente.

"Essa tem sido uma das experiências mais surreais da minha vida", conta Hollis.

"Nós coletamos o sangue de Hollis em diferentes momentos e agora é uma mina de ouro para estudarmos diferentes formas de atacar o vírus", afirma Liotta.

Na maioria das pessoas, os anticorpos que se desenvolvem para combater o vírus atacam as proteínas das espículas do coronavírus — formações na superfície do Sars-Cov-2 em formato de espinhos que o ajudam a infectar as células humanas.

"Os anticorpos do paciente grudam nas espículas e o vírus não consegue grudar nas células e infectá-las", explica Liotta. O problema é que, em uma pessoa que entra em contato com o vírus pela primeira vez, demora certo tempo até que o corpo consiga produzir esses anticorpos específicos, o que permite que o vírus se espalhe.

Mas os anticorpos de Hollis são diferentes: eles atacam diversas partes do vírus e o eliminam rapidamente. Eles são tão potentes que Hollis é imune inclusive às novas variantes do coronavírus.

"Você poderia diluir os anticorpos dele em 1 para mil e eles ainda matariam 99% dos vírus", explica Liotta.

Os pesquisadores estudam esses superanticorpos de Hollis e de alguns outros poucos pacientes como ele na esperança de aprender como melhorar as vacinas contra a doença.

"Eu sei que não sou a única pessoa que tem anticorpos assim, sou apenas uma das poucas pessoas que foram encontradas", afirma Hollis.

Viés racial em pesquisas

Descobertas como essa, no entanto, muitas vezes não acontecem por causa de um viés racial em pesquisas científicas: a maioria delas é feita com pacientes brancos. A participação de negros em estudos tende a ser muito menor do que sua porcentagem na sociedade.

"Há um longo histórico de exploração (de pacientes negros) que faz com que a comunidade afro-americana tenha desconfiança em relação à participação em pesquisas", afirma Jeff Kahn, professor do Instituto de Bioética da Universidade John Hopkins.

"É compreensível que haja essa desconfiança", afirma.

Um dos experimentos mais conhecido feito com a participação de afro-americanos é o estudo de sífilis de Tuskegee: por mais de 40 anos, cientistas patrocinados pelo governo americano estudaram homens negros que tinham sífilis no Alabama sem prover medicamentos para a doença.

"Ao longo dos anos, durante a produção do estudo, antibióticos se tornaram amplamente disponíveis e não foram oferecidos a essas pessoas. Os pesquisadores mentiram sobre o que estava sendo feito com eles e tiveram tratamento negado em nome da pesquisa", explica Kahn.

"Quando o estudo de Tuskegee veio a público, foram criadas regras e regulamento para pesquisas em seres humanos, que estão em vigor desde os anos 1970".

No estudo antiético sobre sífilis em pacientes negros Tuskegee, os doentes não receberam tratamento ao longo de 40 anos — Foto: BBC
No estudo antiético sobre sífilis em pacientes negros Tuskegee, os doentes não receberam tratamento ao longo de 40 anos — Foto: BBC

Esse histórico é um dos motivos pelos quais uma parte da população, que tem sido fortemente atingida pela pandemia, muitas vezes é relutante para participar de estudos ou tomar a vacina.

"Queremos garantir que as comunidades que são mais afetadas estejam recebendo os benefícios das tecnologias sendo desenvolvidas", afirma Kahn. "E, para isso, essas populações precisam também ser parte de estudos."

"Nós devemos honrar aquelas pessoas, as vítimas do estudo de Tuskegee, através do envolvimento em um processo para garantir que aquilo não aconteça de novo. E também para salvar vidas, especialmente na comunidade afro-americana, que tem sido fortemente atingida pela pandemia", diz Hollis.

"Protegermos uns aos outros é um dever nós mesmos e às pessoas que amamos", afirma o escritor.

John Hollis doou seu sangue para que pesquisadores possam investigar os superanticorpos presentes no seu corpo — Foto: BBC
John Hollis doou seu sangue para que pesquisadores possam investigar os superanticorpos presentes no seu corpo — Foto: BBC

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terça-feira, 16 de março de 2021

Moradores idosos transformam ‘Ilhas Roxas’ em atração turística na Coreia do Sul

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Inspirados em flores nativas, residentes de Banwol e Bakji se vestem com diferentes tons da cor e até suas ruas e casas são pintadas de roxo. Campanha já atraiu quase 500 mil visitantes, incluindo membro da famosa banda de K-pop BTS.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 16 de março de 2021 às 13h05m


|       .      Post.- N.\ 9.723       .      |
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Ilhas Roxas da Coreia do Sul
Ilhas Roxas da Coreia do Sul

Vestidas de roxo, mulheres curvadas erguem longos ancinhos enquanto caminham em fila até um campo de lavanda para realizar a poda em uma ilha no sudoeste da Coreia do Sul.

Inspirados por sua flor nativa, os residentes das ilhas Banwol e Bakji, conhecidas como as Ilhas Roxas, pintaram suas casas, estradas e pontes em tons da cor e plantaram flores roxas, como lavanda e ásteres para transformar sua cidade em uma atração turística.

Idosos como nós têm uma vida isolada aqui, já que todos os jovens deixaram a cidade, diz a moradora Shin Deok-im, 79, que mora na ilha Bakji há mais de 60 anos.

Fico feliz em ver jovens e crianças nos visitando para ver nossa cidade. Todos são como meus netos, acrescenta.

As pequenas e tranquilas ilhas têm pouco mais de cem habitantes e foram escolhidas para um projeto de turismo apoiado pelo governo.

Desde 2015, o condado de Shinan investiu 4,8 bilhões de won (US$ 4,25 milhões) para tornar as ilhas roxas, incluindo a pintura de mais de 28 mil metros quadrados de telhados de lilás.

A campanha atraiu mais de 487 mil pessoas desde seu início oficial em 2019, de acordo com o escritório do condado.

Os restaurantes nas ilhas oferecem arroz roxo e servem comida em pratos roxos. Alguns moradores adotaram o projeto roxo com gosto.

Todas as manhãs eu me visto de roxo da cabeça aos pés, incluindo minha calcinha e sapatos, e isso me deixa feliz, diz a moradora Jung Soon-shim, de 88 anos, sentada em um gazebo roxo.

Os visitantes podem caminhar por três passarelas roxas que conectam as duas ilhas à maior próxima a ela, com bancos decorados com o slogan I purple you, popularizado pelo membro da banda de K-pop BTS, Kim Tae-hyung, mais conhecido como V, que significa Eu confio, amo e apoio você.

Aqueles que vestem roxo podem até entrar gratuitamente nas ilhas.

Não podíamos viajar para o exterior devido ao Covid-19, então visitamos essas ilhas roxas, diz a visitante Shin Eun-me. Ver essas avós vestindo roupas roxas é como um sonho.

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Brasil cria 260 mil vagas formais de emprego em janeiro, melhor resultado para o mês em 30 anos

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Informações foram divulgadas pelo Ministério da Economia nesta terça-feira (16). Com resultado de janeiro, país recuperou vagas fechadas durante a primeira onda da pandemia do coronavírus.
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

Postado em 16 de março de 2021 às 12h15m


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A economia brasileira gerou 260.353 empregos com carteira assinada em janeiro deste ano, informou nesta terça-feira (16) o Ministério da Economia.

É o melhor resultado para janeiro de toda a série histórica, que tem início em 1992, ou seja, em 30 anos. Até então, a maior geração de empregos formais, para meses de janeiro, havia sido registrada em 2010 (+181.419 vagas).

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em janeiro deste ano foram contratados 1.527.083 trabalhadores formais e demitidos 1.266.730. Portanto, houve 260.353 contratações a mais do que demissões.

Emprego Formal
para meses de janeiro
181.419181.419152.091152.091118.895118.89528.90028.90029.59529.595-81.774-81.774-99.694-99.694-40.864-40.86477.82277.82234.31334.31366.81866.818260.353260.353201020112012201320142015201620172018201920202021-200k-100k0100k200k300k
Fonte: Ministério da Economia

O resultado positivo ocorre em meio à pandemia de Covid-19 e ao aumento no número de contaminados e de mortes provocadas pela doença, que também tem gerado reflexos negativos na economia.

Recuperação

Com o resultado de janeiro, segundo números do Ministério da Economia, houve recuperação das perdas registradas entre março e junho, durante a primeira onda da pandemia. No período, o Brasil registrou 1,624 milhão de demissões a mais do que contratações.

De julho de 2020 a janeiro de 2021, considerando também o resultado negativo em dezembro (93.726 vagas fechadas), foram abertas 1,654 milhão de vagas com carteira assinada.

Com isso, o Brasil tinha saldo de 39.623.321 empregos com carteira assinada ao final de janeiro deste ano. Em fevereiro de 2020, portanto antes do início dos efeitos da pandemia na economia, esse saldo era de 39.593.835 postos.

Saldo de empregos por setor da economia
Dados de janeiro de 2021

83.68683.68632.98632.9869.8489.84843.49843.49890.43190.431ServiçosAgropecuáriaComércioConstruçãoIndústria0100k25k50k75k

Indústria
90.431
Fonte: Caged

Sem trabalhadores informais

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados nesta terça-feira, consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui os informais.

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.

Emprego em janeiro, por região

Número de vagas

105.747105.74728.42028.42083.58783.58735.74135.7416.9376.937SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte010k20k30k40k50k60k70k80k90k100k110k12…
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou a forte geração de empregos formais em janeiro deste ano indica retomada da economia. Ele também voltou a defender vacinação em massa para permitir um retorno seguro ao trabalho, principalmente àqueles que trabalham nas ruas.

A mensagem que eu queria deixar é o vamos vacinar. Esses 38 milhões de invisíveis, eles ganham as vidas nas ruas, no dia a dia. Estão vendendo refrigerantes nas praias, água nos sinais, vendem os churrasquinhos de gato na entrada dos prédios em construção. Estão sem condição de trabalho, sem a vacina. Por isso que tem que ter vacinação em massa, para esse pessoal voltar com segurança ao trabalho, declarou.

Segundo ele, o governo anunciará, o mais rápido possível, a renovação do Programa de Manutenção do Emprego (Bem), que possibilitou a suspensão do contrato de trabalho e a redução de jornada com pagamento de uma complementação por parte do governo, ajudou a evitar a perda de quase 10 milhões de empregos formais em 2020.

Segundo o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, essa seria apenas uma das modalidades do novo programa de manutenção do emprego. As modalidades anteriores, de suspensão e redução de jornada, disse o secretário, também continuariam valendo. A ideia é implementar o programa por meio de Medida Provisória, informou.

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segunda-feira, 15 de março de 2021

China sofre com pior tempestade de areia em uma década; FOTOS

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Centenas de voos foram cancelados nos 2 principais aeroportos da capital Pequim. Fenômeno deve afetar 12 províncias, do extremo noroeste ao extremo nordeste do país.
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TOPO
Por Associated Press

Postado em 15 de março de 2021 às 10h35m


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Ciclistas em meio a tempestade de areia durante o horário de rush no distrito comercial de Pequim nesta segunda-feira (15) — Foto: Mark Schiefelbein/AP
Ciclistas em meio a tempestade de areia durante o horário de rush no distrito comercial de Pequim nesta segunda-feira (15) — Foto: Mark Schiefelbein/AP

A capital da China e uma grande parte do norte do país foram envolvidos nesta segunda-feira (15) pela pior tempestade de areia em uma década, forçando o cancelamento de centenas de voos.

Arranha-céus no centro de Pequim "sumiram" de vista em meio à poeira e à areia, e mais de 400 voos saindo dos dois principais aeroportos da cidade foram cancelados devidos aos ventos fortes e à baixa visibilidade.

Mulher caminha sobre ponte de pedestres em meio a tempestade de areia no distrito comercial de Pequim — Foto: Mark Schiefelbein/AP
Mulher caminha sobre ponte de pedestres em meio a tempestade de areia no distrito comercial de Pequim — Foto: Mark Schiefelbein/AP

O Centro Meteorológico Nacional diz que a tempestade se desenvolveu no deserto de Gobi, na região da Mongólia Interior, e é a mais intensa em dez anos e também a que ocupa a maior área.

O centro prevê que a areia e a poeira devem afetar 12 províncias, da região de Xinjiang, no extremo noroeste, a Heilongjiang, no extremo nordeste, e chegar até a cidade portuária Tianjin, perto de Pequim, na costa oriental do país (veja no mapa abaixo).

Essas tempestades de areia costumavam ocorrer regularmente na primavera, quando a areia dos desertos ocidentais sopram para o leste, afetando até no norte do Japão.

O plantio maciço de árvores e arbustos reduziu os efeitos em outras partes do país nos últimos anos, mas a expansão das cidades e de indústrias, junto com a mineração a céu aberto e a pecuária, colocam uma pressão constante sobre o meio ambiente em toda a China.

Com uma mistura de deserto e estepe relvada, a Mongólia Interior é particularmente propensa a climas extremos resultantes da exploração de recursos.

Veículos em via expressa de Pequim em meio a tempestade de areia que derrubou a qualidade do ar da capital chinesa — Foto: Mark Schiefelbein/AP
Veículos em via expressa de Pequim em meio a tempestade de areia que derrubou a qualidade do ar da capital chinesa — Foto: Mark Schiefelbein/AP

Poluição em Pequim

Ainda não está claro se a poluição também contribuiu para o fenômeno em Pequim, que sofre com um recente declínio geral na qualidade do ar.

O Partido Comunista chinês prometeu reduzir as emissões de carbono em 18% nos próximos cinco anos e tenta há anos melhorar a qualidade do ar na capital e em outras grandes cidades.

Mas ambientalistas dizem que a China precisa fazer mais para reduzir a dependência do carvão, que a transformou no maior emissor mundial de gases causadores das mudanças climáticas.

Ciclista tenta cobrir o rosto em meio a tempestade de areia que tomou Pequim nesta segunda (15) — Foto: Ng Han Guan/AP
Ciclista tenta cobrir o rosto em meio a tempestade de areia que tomou Pequim nesta segunda (15) — Foto: Ng Han Guan/AP

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