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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Alinhamento de Júpiter e Saturno, chuva de meteoros e eclipse solar: os fantásticos eventos no céu em dezembro

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Para terminar um ano de poucos amigos, o céu ao menos oferecerá neste mês espetáculos que podem ser vistos de casa, sem grandes complicações ou equipamentos. 
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Por BBC  
08/12/2020 09h14 Atualizado há 5 horas
Postado em 08 de dezembro de 2020 às 14h15m


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Composição de imagens de chuva de meteoros no Arizona, EUA, em 2017; quanto mais escuro, melhor a visibilidade de espetáculos no céu — Foto: Getty Images via BBC
Composição de imagens de chuva de meteoros no Arizona, EUA, em 2017; quanto mais escuro, melhor a visibilidade de espetáculos no céu — Foto: Getty Images via BBC

2020 provavelmente terminará com pouco fãs.

Mas, pelo menos olhando da Terra para fora, o ano ainda pode se redimir, pois dezembro trará espetáculos no céu que você pode ver de casa, sem a necessidade de telescópios ou equipamentos caros.

Dois planetas se fundindo em um, uma chuva de meteoros, um eclipse solar total... tudo o que você precisa é de um céu limpo, proteção para os olhos quando necessário e algumas dicas sobre para qual direção e quando olhar para o espaço.

Então, em ordem cronológica, aqui está a programação que o cosmos oferece este mês.

13 e 14 de dezembro: Chuva de meteoros Geminídeos, visível em várias partes do mundo

Geminídeos em 2017, no Mar do Japão — Foto: Getty Images via BBC
Geminídeos em 2017, no Mar do Japão — Foto: Getty Images via BBC

Você pode ter até visto meteoros nos últimos meses, mas prepare-se para… "o rei das chuvas de meteoros".

"A maioria das chuvas de meteoros são produzidas quando a Terra passa por trilhas empoeiradas deixadas por cometas", explica Patricia Skelton, astrônoma do Observatório Real de Greenwich, no Reino Unido.

"Mas a chuva de meteoros Geminídeos é diferente — a trilha empoeirada foi deixada para trás por um asteroide chamado 3200 Faetonte."

Portanto, a cada ano, conforme nosso planeta atravessa esse rastro de detritos, podemos desfrutar do espetáculo noturno com até 150 estrelas cadentes por hora em seu pico, de 13 a 14 de dezembro.

"Os meteoros entram na atmosfera da Terra a uma velocidade de cerca de 35 km por segundo... isso é pouco menos de 130 mil km por hora!", exalta Patricia.

Espere ver rastros amarelos — e ocasionalmente verdes e azuis — de luz cruzando o céu noturno, "enquanto os meteoros brilham [em todas as direções]", acrescenta.

Quanto mais escuro, melhor para observar o fenômeno, mas às vezes é possível vê-lo mesmo em áreas urbanas muito iluminadas.

E aqui mais algumas boas notícias: diferente do ano passado, quando os Geminídeos coincidiram com aquela velha conhecida inimiga da observação das estrelas, a Lua Cheia, desta vez estaremos em Lua Nova — quando o céu fica menos iluminado.

14 de dezembro: Eclipse solar total, visível no Chile e na Argentina

Um eclipse solar, para o qual nunca deve se olhar diretamente — Foto: Getty Images via BBC
Um eclipse solar, para o qual nunca deve se olhar diretamente — Foto: Getty Images via BBC

Antes da pandemia de coronavírus, eclipses solares já levaram muitas pessoas para a Patagônia, no sul do Chile e da Argentina.

Mas, afinal, estamos em 2020 e, como tantas outras coisas, a maioria de nós terá que recorrer a transmissões ao vivo para assistir a essa atração.

Se você for um dos poucos sortudos a poder vê-la in loco, lembre-se de nunca olhar diretamente para o Sol — sempre use proteção.

Por 24 mágicos minutos, a Lua Nova passará pela face do Sol, cobrindo-o completamente por "apenas 2 minutos e 9,6 segundos", diz a astrônoma Tania de Sales Marques, do Observatório Real de Greenwich.

"A Lua é 400 vezes menor do que o Sol", explica, mas parece maior porque está muito mais perto de nós, sendo capaz de "tampar todo o disco solar".

A dança da Lua em frente ao Sol poderá ser vista na ponta mais meridional da América do Sul, bem no meio do dia.

Tania diz "pode haver até cinco eclipses solares em um único ano, mas um eclipse solar total só ocorrerá aproximadamente uma vez a cada 18 meses, quando a Lua está na posição certa para bloquear totalmente a luz do Sol."

Então, se você quiser planejar com antecedência, os próximos eclipses solares totais acontecerão na Antártida (dezembro de 2021); Indonésia e Austrália (abril de 2023); EUA e Canadá (abril de 2024); sul da Europa e Groenlândia (agosto de 2026); partes do Norte da África e Oriente Médio (agosto de 2027).  

21 de dezembro: 'Grande conjunção' de Júpiter e Saturno, visível em várias partes do mundo

Da esquerda para a direita, o trio Saturno, Marte e Júpiter ao amanhecer em Alberta, Canadá; esta imagem é uma composição de exposições múltiplas — Foto: Getty Images via BBC
Da esquerda para a direita, o trio Saturno, Marte e Júpiter ao amanhecer em Alberta, Canadá; esta imagem é uma composição de exposições múltiplas — Foto: Getty Images via BBC

"Júpiter e Saturno são provavelmente os melhores planetas a serem observados porque são brilhantes", explica Ed Bloomer, também astrônomo do Observatório Real de Greenwich.

Uma "grande conjunção" é quando há dois planetas sobrepostos, dando a impressão de que eles se fundiram e agora estão brilhando como um só.

E é exatamente isso que veremos na noite de 21 de dezembro.

"Esses 'planetas errantes', Júpiter e Saturno, estarão tão próximos no céu que parecerão estar quase se tocando", diz Ed.

A olho nu, os dois planetas parecerão estar a menos de 0,1º um do outro, mas, na realidade, é tudo um truque de perspectiva: atualmente existem mais de 800 milhões de km entre a Terra e Júpiter, somados a quase o mesmo entre Júpiter e Saturno.

Por alguns meses até agora, os dois planetas gasosos gigantes pareceram se aproximar um do outro, até que finalmente se encontrarão.

"Essas conjunções são divertidas de se observar, especialmente nos dias anteriores e posteriores à sua maior aproximação, para ver como há mudanças", aponta Ed.

E se você tiver um par de binóculos ou um pequeno telescópio, poderá até ver as quatro maiores luas de Júpiter: Io, Europa, Ganímedes e Calisto.

Tire a poeira de seus binóculos: em 21 de dezembro, você poderá ver as luas de Júpiter Io e Calisto (à esquerda), Ganímedes e Europa (à direita) — Foto: Getty Images via BBC
Tire a poeira de seus binóculos: em 21 de dezembro, você poderá ver as luas de Júpiter Io e Calisto (à esquerda), Ganímedes e Europa (à direita) — Foto: Getty Images via BBC

Elas também são conhecidas como Luas Galileanas, porque o astrônomo Galileo Galilei as observou em 1610 com um telescópio que ele inventara.

Uma conjunção Saturno-Júpiter só acontece a cada 19,6 anos, "mas esta é um pouco mais especial do que a maioria, porque a conjunção de 2020 será a mais próxima desde o início do século 17."

A última vez que Júpiter e Saturno estiveram tão próximos foi há 397 anos, em 1623.

Não é de se admirar que astrônomos e amantes das estrelas estejam tão entusiasmados com este evento.

"É mais do que uma oportunidade única na vida!", comemora Ed.

Se o céu estiver limpo, será fácil ver este este raro espetáculo. Mas ele também será rápido: deverá durar uma hora, até que os planetas mergulhem no horizonte.

É melhor planejar com antecedência e passar algumas noites observando a posição dos planetas — o que é em si um belo passatempo — para que, na hora H, você saiba exatamente onde encontrá-los: a sudoeste, meia hora após o pôr do sol.

E como um bônus, 21 de dezembro também é a data exata do solstício: o primeiro dia astronômico de verão no hemisfério sul e inverno no norte.

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Observatório do Clima propõe redução de 81% em emissões de gases de efeito estufa até 2030

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Brasil é o sexto maior emissor de gases estufa do planeta. Proposta mais ambiciosa é necessária para tornar a meta compatível com a limitação do aquecimento global a 1,5ºC.  
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Por G1  
07/12/2020 14h55 Atualizado há uma hora
Postado em 08 de dezembro de 2020 às 12h55m


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Aquecimento global afetará saúde das novas gerações — Foto: Reuters/Yves Herman/File Photo
Aquecimento global afetará saúde das novas gerações — Foto: Reuters/Yves Herman/File Photo

A nova Contribuição Nacional Determinada (NDC, na sigla em inglês) do Brasil para o Acordo do Clima de Paris, que será divulgada esse ano, deveria se comprometer a reduzir as emissões líquidas em 81% até 2030 em relação aos níveis de 2005. Essa é a proposta apresentada nesta segunda-feira (7) pelo Observatório do Clima, rede de 56 organizações da sociedade civil.

Segundo o Observatório do Clima, essa redução significaria chegar ao fim da próxima década emitindo, no máximo, 400 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Atualmente, a emissão líquida do Brasil é de cerca de 1,6 bilhão de toneladas de gases – o país é o sexto maior emissor de gases do planeta.

Fizemos uma proposta para o país, apontando o caminho do que é necessário e possível fazer pelo clima com justiça, equidade e sem sacrifício. Uma proposta que nos colocaria no lugar que devemos estar; liderando a agenda de meio ambiente globalmente. Com isso, também mostramos que o Brasil é muito maior do que Jair Bolsonaro. Apesar de termos um governo negacionista, queremos afirmar que os brasileiros levam o Acordo de Paris a sério, disse Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

A proposta representa um significativo aumento de ambição em relação à meta indicativa para a nova NDC do Brasil – 43% de redução até 2030, ou 1,2 bilhão de toneladas. Esse valor adicional é necessário para tornar a meta compatível com a limitação do aquecimento global a 1,5ºC.

"A meta brasileira é considerada 'insuficiente' para cumprir os objetivos do Acordo de Paris de limitar o aquecimento da Terra. Se todos os países tivessem o mesmo grau de ambição do Brasil, o mundo esquentaria 3ºC neste século", explica o Observatório do Clima.

Além da meta de redução de emissões, o Observatório do Clima também propõe que o Brasil adote uma série de políticas públicas que facilitam o cumprimento do compromisso, entre elas:

  • Eliminar o desmatamento em todos os seus biomas até 2030
  • Restaurar 14 milhões de hectares em áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente entre 2021 e 2030
  • Restaurar e recuperar 27 mil hectares em áreas de apicuns e manguezais entre 2021 e 2030
  • Recuperar 23 milhões de hectares de pastagens degradadas entre 2021 e 2030
  • Implantar 13 milhões de hectares de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (LPF) entre 2021 e 2030
  • Ter 80% das áreas de lavouras do Brasil cultivadas sob sistema de plantio direto até 2030
  • Aumentar em 2 milhões de hectares a área de florestas plantadas no período entre 2021 e 2030
  • Atingir pelo menos 106 Gigawatts de capacidade instalada de energia elétrica de fontes solar, eólica e biomassa em 2030
  • Ampliar a pelo menos 20% a mistura de biodiesel no diesel de petróleo (B20) até 2030;
  • Eliminar os subsídios a combustíveis fósseis até 2030
  • Eliminar a entrada em circulação de novos veículos de transporte urbano de passageiros movidos por motor a diesel até 2030
  • Assegurar o desvio de pelo menos 8,1% de todos os resíduos orgânicos de aterros sanitários do país até 2030
  • Reciclar pelo menos 12,5% de todo o papel oriundo de resíduos domiciliares até 2030
  • Recuperar ou queimar pelo menos 50% de todo o biogás gerado nos aterros sanitários
  • Erradicar todos os lixões do país até 2024

Esta é a segunda proposta de NDC apresentada pelo Observatório do Clima. Em 2015, a rede elaborou a primeira NDC da sociedade civil no mundo, recomendando que o Brasil adotasse uma meta absoluta de redução que levasse o país a um teto de emissões de gases estufa de 1 bilhão de toneladas.

Assim como fizemos em 2015, estamos colocando a barra da ambição do Brasil. Isso é necessário e urgente, porque o mundo está entrando num novo normal em termos de combate a emissões. Vários países já sinalizam que vão zerar suas emissões líquidas em 2050. O aumento de ambição das metas climáticas está se tornando uma precondição para competir no cenário global neste século e o Brasil, se continuar parado, corre o risco de jogar fora mais uma oportunidade histórica de se desenvolver e ao mesmo tempo dar segurança à sua população, disse Tasso Azevedo, coordenador técnico do Observatório do Clima.

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Alta dos alimentos no ano é a maior desde 2002; veja itens que mais subiram

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Inflação das carnes passou de 4,25% em outubro para 6,54% em novembro, acumulando alta de 13,90% no ano; pesquisador vê substituição pelo frango, que também sofre pressão nos preços.  
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Por Daniel Silveira e Laura Naime, G1  
08/12/2020 10h12 Atualizado há uma hora
Postado em 08 de dezembro de 2020 às 11h25m


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IPCA sobe 0,89% em novembro, a maior alta para o mês desde 2015
IPCA sobe 0,89% em novembro, a maior alta para o mês desde 2015

Os preços dos alimentos sofreram mais uma forte alta em novembro, de 2,54%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de novembro, a alta acumulada de janeiro a novembro alcançou de 12,14% — a maior para um ano desde 2002, quando os alimentos subiram 19,47%.

Ainda faltando os dados de dezembro, no entanto, a inflação desse grupo deve fechar o ano ainda mais alta, já que os preços não dão sinal de arrefecimento.

Inflação dos alimentos no acumulado do ano — Foto: Economia G1
Inflação dos alimentos no acumulado do ano — Foto: Economia G1

O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, enfatizou que o índice de difusão do grupo de alimentos passou de 73% em outubro para 80% o que, segundo ele, demonstra um maior espalhamento da alta de preços entre os produtos alimentícios.

A gente tem os mesmos fatores que continuam influenciando na alta dos preços dos alimentos, como o câmbio num patamar mais elevado, que estimula as exportações; o preço de algumas commodities mais alto no mercado internacional e, pelo lado da demanda, ainda tem influência do auxílio emergencial, explica. 
Carnes pesaram no mês

A inflação dos alimentos de novembro foi a maior para um mês desde dezembro de 2019, quando ficou em 3,38%. Mas para meses de novembro, foi a maior desde 2002, quando ficou em 5,85%.

Carnes formam o item com maior peso na composição do indicador geral da inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual no mês. A gasolina, que costuma ser o item de maior peso, foi a segunda maior influência em novembro, com impacto de 0,08 p.p., seguida pelo etanol, com impacto de 0,06 p.p.

A inflação das carnes passou de 4,25% em outubro para 6,54% em novembro, acumulando alta de 13,90% no ano. Já a do frango, passou de 2,41% em outubro para 5,17%, com o acumulado no ano ficando em 14,02%.

"Por causa do preço maior das carnes, pode estar ocorrendo substituição delas pelo frango, pressionando maior alta nos preços deste item", explicou Kislanov.

Inflação dos alimentos - mensal — Foto: Economia G1
Inflação dos alimentos - mensal — Foto: Economia G1

Veja os 50 alimentos que mais subiram no acumulado do ano até novembro

  1. Óleo de soja: 94,1%
  2. Tomate: 76,51%
  3. Arroz: 69,5%
  4. Feijão-macáçar (fradinho): 59,97%
  5. Batata-inglesa: 55,9%
  6. Laranja-lima: 55,64%
  7. Pimentão: 49,75%
  8. Batata-doce: 46,57%
  9. Morango: 42,49%
  10. Feijão-preto: 40,75%
  11. Peixe-tainha: 38,77%
  12. Repolho: 36,09%
  13. Cenoura: 34,41%
  14. Feijão-mulatinho: 32,6%
  15. Fígado: 31,07%
  16. Maçã: 30,2%
  17. Carne de porco: 30,05%
  18. Banana-maçã: 28,2%
  19. Costela: 26,4%
  20. Mandioca (aipim): 26,25%
  21. Açaí (emulsão): 25,41%
  22. Coentro: 25,09%
  23. Leite longa vida: 24,97%
  24. Laranja-baía: 24,08%
  25. Alface: 23,38%
  26. Músculo: 22,92%
  27. Salsicha em conserva: 22,45%
  28. Abobrinha: 22,31%
  29. Peito: 22,13%
  30. Tangerina: 22,09%
  31. Banana-d'água: 21,59%
  32. Laranja-pera: 21,29%
  33. Pera: 21,1%
  34. Mamão: 20,99%
  35. Açúcar cristal: 20,54%
  36. Pepino: 19,32%
  37. Peixe - pintado: 19,29%
  38. Peixe - filhote: 18,63%
  39. Linguiça: 17,87%
  40. Cupim: 17,65%
  41. Manga: 17,24%
  42. Salame: 17,02%
  43. Cimento: 17,02%
  44. Acém: 16,27%
  45. Leite em pó: 15,54%
  46. Cebola: 15,12%
  47. Brócolis: 15,08%
  48. Limão: 14,84%
  49. Lagarto comum: 14,81%
  50. Peixe - corvina: 14,31%

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação para 4,21%, acima do centro da meta

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Previsão ainda está no intervalo previsto pela meta, de 2,5% a 5,5%. Economistas ouvidos pelo Banco Central estimaram queda de 4,4% no Produto Interno Bruto (PIB).  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
07/12/2020 08h35 Atualizado há 3 horas
Postado em 07 de dezembro de 2020 às 12h00m


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Os analistas do mercado financeiro subiram a estimativa de inflação para 2020 pela décima sétima semana seguida, e agora a previsão ficou acima da meta central, de 4%.

As expectativas fazem parte do boletim de mercado conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano passou de 3,54% para 4,21%.

Com a alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano passou a ficar, pela primeira vez, acima da meta central de inflação, de 4%, mas ainda está dentro do intervalo de tolerância existente.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% neste ano sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

No decorrer do ano, com a pandemia do novo coronavírus e a recessão na economia brasileira, o mercado baixou a estimativa de inflação. Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir.

Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64%, a maior alta para o mês desde 2003. Em outubro, subiu para 0,86%, a maior desde 2002.

Para 2021, o mercado financeiro baixou de 3,47% para 3,34% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Inflação para famílias de baixa renda em outubro é a maior em quase dois anos
Inflação para famílias de baixa renda em outubro é a maior em quase dois anos

Retração da economia

Sobre o comportamento da economia brasileira em 2020, os economistas do mercado financeiro baixaram sua estimativa de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,50% para 4,40% na semana passada. Foi a quinta melhora seguida no indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
04/01/20…29/03/201905/06/201901/08/201920/11/201919/02/202013/03/202027/03/202009/04/202024/04/202008/05/202022/05/202005/06/202019/06/202003/07/202017/07/202031/07/202014/08/202028/08/202011/09/202025/09/202009/10/202023/10/202006/11/202020/11/202004/12/20200-7,5-5-2,52,55
Fonte: BANCO CENTRAL

Na última semana, o mercado subiu de 3,45% para 3,50% a estimativa de expansão do PIB para 2021.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Taxa básica de juros

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado permaneceu inalterada em 3% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta de juros em 2021.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 5,38 para R$ 5,22. Para o fechamento de 2021, a estimativa caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 57,90 bilhões para US$ 58 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 56,50 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano caiu de US$ 45 bilhões para US$ 43,15 bilhões. Para 2021, a estimativa ficou estável em US$ 60 bilhões.

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Novembro teve as temperaturas mais altas para o mês em toda a história, diz relatório

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Documento do serviço de mudanças climáticas europeu aponta que as temperaturas do mês passado foram 0,77ºC mais elevadas do que a média de 1981 a 2010, e superaram em 0,13ºC os recordes anteriores, registrados em 2016 e 2019. 
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TOPO
Por France Presse

Postado em 07 de 2020 às 11h30m


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Foto mostra homem de 84 anos tentando salvar casa onde morou por 77 anos em meio a um incêndio em Vacaville, Califórnia, no dia 19 de agosto. — Foto: Noah Berger/AP
Foto mostra homem de 84 anos tentando salvar casa onde morou por 77 anos em meio a um incêndio em Vacaville, Califórnia, no dia 19 de agosto. — Foto: Noah Berger/AP

O mês passado foi o novembro mais quente da história mundial, anunciou nesta segunda-feira (7) em um relatório o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia.

De acordo com as análises, as temperaturas de novembro de 2020 foram 0,77ºC mais altas do que a média para o mês dos 30 anos de 1981 a 2010. Também superaram em 0,13ºC os recordes anteriores para esse período, registrados em 2016 e 2019.

Os 12 meses entre dezembro de 2019 e novembro de 2020 registraram temperaturas 1,28ºC superiores na comparação com a era pré-industrial, segundo o balanço.

O período de 2015 a 2020 também representa os 6 anos mais quentes já registrados na história. O resultado aproxima o planeta do primeiro limite estabelecido pelo Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015 por quase 200 países.

O pacto pretende fazer com que a temperatura do planeta aumente menos que 2 ºC – e, se possível, menos que 1,5 ºC – em relação à que era na época pré-industrial. O aumento já está próximo de 1,2 ºC, e o planeta ganha, em média, 0,2ºC a cada década desde o fim dos anos 1970, aponta o programa Copernicus.

Aquecimento

Embarcação navega entre pedaços de degelo no mar do Ártico em 2019 — Foto: Christian Aslund/Greenpeace/Divulgação
Embarcação navega entre pedaços de degelo no mar do Ártico em 2019 — Foto: Christian Aslund/Greenpeace/Divulgação

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou, na semana passada, que 2020 deve ficar no pódio de anos mais quentes. Os dados provisórios deixam este ano, até agora, na segunda posição, atrás apenas de 2016, mas a diferença é tão pequena que a classificação pode mudar.

Ao adicionar os dados de novembro, 2020 ficou mais perto do recorde de 2016, destacou o balanço Copernicus.

"Estes recordes estão de acordo com a tendência, a longo prazo, do aquecimento do planeta", comentou Carlo Buontempo, diretor do programa europeu sobre mudanças climáticas.

Ele também pediu aos governantes que "observem os recordes como sinais de alerta e busquem as melhores formas de respeitar os compromissos do Acordo de Paris".

Ativistas das mudanças climáticas esperam que a reunião de cúpula programada para sábado (12) pela ONU e o Reino Unido, pelo quinto aniversário do Acordo de Paris, sirva para dar um um novo impulso às metas estabelecidas para combater o aquecimento global.

Em novembro, as temperaturas foram especialmente elevadas na Sibéria, no Oceano Ártico, em parte do norte da Europa e dos Estados Unidos, América Latina e oeste da Antártica.

O bloco de gelo do Ártico atingiu o segundo menor nível já visto em 40 anos de medição por satélite. Carlo Buontempo, do programa europeu de mudanças climáticas, descreveu a situação como "preocupante", e que destaca "a importância de uma vigilância global do Ártico, que registra o aumento da temperatura de modo mais rápido que o resto do mundo", disse.

Hemisfério Sul

Foto aérea mostra incêndio na ilha australiana de Fraser Island, no dia 30 de novembro. — Foto:  Queensland Fire and Emergency Services via Reuters
Foto aérea mostra incêndio na ilha australiana de Fraser Island, no dia 30 de novembro. — Foto: Queensland Fire and Emergency Services via Reuters

E enquanto o verão no Hemisfério Sul está apenas começando, a Austrália já registrou sua primeira onda de calor, com 48°C em Andamooka, no sul do país, e novos incêndios florestais na Ilha Fraser, incluída no patrimônio mundial da Unesco.

A Europa registrou o outono mais quente de sua história, com temperaturas quase 1,9 ºC mais elevadas que no período de referência, e 0,4 ºC superiores ao recorde anterior, do outono de 2006.

A base de dados de satélite do Copernicus para a observação das temperaturas data de 1979, mas o programa também considera dados climáticos até a era pré-industrial para determinar tendências climáticas de longo prazo.

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